Carta aberta de um advogado

Por Adir Tavares

Um dos mais importantes especialistas do País na área trabalhista, o advogado Valter Uzzo criou um fato político ao enviar para amigos e-mail remetido para um de seus conterrâneos da cidade de Pompéia, no interior de São Paulo, chamado apenas por Lara, listando uma série de argumentos contrários à proliferação de spams jocosos sobre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Roussseff. Ex-presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo, Uzzo, no texto, descreve o cenário histórico da presença e influência das forças conservadoras na política brasileira.

O e-mail de Uzzo está sendo velozmente disseminado pela internet, ganhando status de peça política contra a discriminação ideológica às forças de esquerda.

Abaixo, o conteúdo completo:

Caros

Um amigo meu de infância passou a me mandar um volume enorme de e-mails com piadas, comentários e afirmações  sempre depreciativas em relação ao Lula, Dilma, PT, etc. A situação foi em um crescendo tal, que atingiu as raias da provocação e do insulto, até que, outro dia, resolvi responder. E mandei este pequeno texto, que é, em verdade, o que penso de pessoas como ele que, a  pretexto de criticar, escondem hipocritamente suas ideias e concepções.

Abcs.

Valter Uzzo

Sent: Tuesday, February 05, 2013 3:42 PM

Caro Lara:

Tenho, quase que diariamente, recebido os seus e-mails, que trazem piadas, “fotos interessantes”, e  propaganda daquilo que, politicamente, você acredita. Quero crer que estou me dirigido à pessoa certa, ou seja, ao Lara que conheci em Pompéia, na infância e adolescência. Se assim é, tenho algumas gratas recordações, de nossa convivência que, ao tempo, pela idade e sem as agruras que viríamos a experimentar durante a vida, era muito boa. Recordo-me mesmo que uma das suas habilidades, invejada por todos nós da mesma classe ginasial, era a incrível capacidade que tinha de “colar”,  já que você se abastecia  de um grande estoque das “sanfoninhas” (era o tipo de “cola” da época), que escondia perfeitamente em sua  mão direita e que lhe permitia  -grande perfeição !- colar sem interromper a escrita e, -perfeição maior !-, até mesmo diante do olhar atento do professor. Ao que me recordo, nunca, nenhum dos professores, na fiscalização que faziam, conseguiu algum êxito  diante de você. Nesse partícular, você era imbatível.

Mas, deixando-se de lado tais reminiscências, eu estou me dirigindo à você para tratar de assunto que, diante de sua volumosa correspondência eletrônica, parece lhe interessar: trata-se de questões que envolvem a visão que temos da forma como vem sendo dirigido este país,  melhor dizendo, a questão política. Para se ter uma conversa franca, devo dizer que temos uma visão de mundo muito diferente. Acho mesmo, oposta. Em minha profissão (sou advogado) acabei aprendendo a conviver na divergência, já que, diariamente, senta do lado de  lá da mesa de audiência, ou dos autos do processo, um colega de mesmo grau de escolaridade que defende justamente o contrário. Adversário. Mas, terminada a audiência, retomamos o relacionamento, ou seja, é um aprendizado constante e permanente, a nos ensinar que devemos respeitar os que pensam de forma diversa. Transposta tal relação para a política, também aprendi a respeitar aqueles que tem uma visão de mundo diferente da minha,  embora com eles não concorde. Entre tais “adversários” de pensamento existem dois tipos: os que assim agem por convicção, e os que agem por interesse. Creio que você se  enquadra entre os primeiros, ou seja, você tem ideias, a meu ver,  que eu classifico como “conservadoras”, mas que são catalogadas no jargão político comum  como  “reacionárias”, ou por alguns “direitistas”, ou, se formos levar ao extremo a sociologia política, “fascistas”. Para  mim, no entanto, você é um  “conservador”, por convicção. E é aí que eu quero conversar com você.

Existe  no Brasil uma forte corrente de pensamento conservador. Sempre existiu, aliás, durante o império e durante a república,  todos os presidentes e Governos , até 2003, sempre tiveram um perfil conservador, uns mais outros menos. Todos. Getúlio Vargas (1º Governo, ditadura) liderou uma “revolução” -que não era revolução no sentido sociológico do termo- contra práticas condenáveis da República Velha, só isso. Pertencia a elite agrária, era fazendeiro e fez um Governo ambíguo, criando uma  legislação trabalhista (que estava sendo criada, ao tempo, por quase todos os países de mesmo grau de desenvolvimento que o Brasil),  e criou dois partidos políticos  – o PTB, para lhe servir – e o PSD, conservadoríssimo, para ajudá-lo a governar. No mais, encarcerou a oposição e restringiu as liberdades públicas.. Em 45 foi substituído pelo Dutra (outro conservador), que dissipou todas as reservas cambiais  que havíamos acumulado com a substituição das importações, durante a guerra. Getúlio volta em 1950  e aí, após um início de governo meio indefinido, começa a aproximar-se de  ideias progressistas, mas não conseguiu implementá-las, já que, ameaçado de deposição, suicidou-se. Juscelino foi um inovador em realizações, mas seu governo, embora aparentemente liberal nos costumes, sempre  foi um produto das classes dominantes e um fiel seguidor da política americana. Jânio se foi muito rápido , e Jango também nada tinha de progressista: era filho de uma família  de riquíssimos fazendeiros, era despreparado para a função e sua queda  dá bem a medida de seus compromissos de classe: preferiu viver rico no exílio, do que participar ou liderar uma revolução popular com a qual não se identificava. Seguiram-se os governos militares, Sarney,  Collor, Itamar e  Fernando  Henrique. Se examinarmos todas as medidas tomadas por tais governos (algumas muito boas, até) veremos que  nenhuma delas teve a preocupação ou conseguiu alterar o sistema de distribuição de renda no país, -um dos mais injustos do mundo. A dívida externa sempre em patamares impagáveis, o salário mínimo medeando entre U$ 80 a U$ 120 dólares,  lenta queda da mortalidade infantil, poucos avanços na afalbetização, grande transferência de rendas para o exterior, sistema de saúde p&uacut

e;blica catastrófico, destruição da escola  pública,  gigantesca falta de moradias e favelização, polícia corrupta, Justiça que não funciona,  previdência privada mais cara do mundo, seguros mais caros do mundo, alta tributação e assim foi. Só discursos, só demagogia,  e muita roubalheira.

Aí vieram a eleição em 2003, reeleição do Lula e eleição da Dilma. Muitos erros, houve e há corrupção, muitas coisas não deram certo, os quadros do PT, em grande parte,  eram despreparados para administração, enfim, as coisas não saíram como o PT pregava. No entanto, o salário mínimo triplicou (em dólares), a renda familiar cresceu, a dívida externa foi paga, o consumo aumentou muito, o emprego cresceu ( e o desemprego despencou)  e o Brasil conseguiu crescer,   ao meio de uma grande crise internacional. Caro Lara, esses são fatos. Fato é fato, não é discurso, nem proselitismo político, nem palavrório. FATOS. O País está em regime de pleno emprego (é a 1ª. vez em nossa história que isso acontece), e no ano de 2011, em um universo de 200 países,  fomos o 4º. País do mundo em receber investimentos externos, só atrás dos Estados Unidos, China e Hong Kong (notícia do Times, reproduzida no Estadão e Folha na semana passada, com pouco destaque). A arenga  de que o Governo, em 2003, pegou uma condição internacional favorável é conversa para boi dormir:  muitos outros países não progrediram, muitos  entraram em crise, o sistema financeiro internacional  em 2008 quase ruiu, enfim, o Brasil navegou muito bem por sua conta e seus méritos. Pensar de  modo diverso é revolver a mentalidade colonialista.

Mas, estou eu a pretender que você se torne um apoiador do Lula e da Dilma? É claro que não, até porque na nossa idade ninguém muda mais. É que eu acho que essa sua “cruzada” contra,  poderia ser muito mais consequente e séria. Já que na clássica definição “partido político é a opinião pública organizada”, porque vocês, conservadores, não fundam um partido que expresse tal ideologia? A grande farsa que existe é que os conservadores, ou os direitistas, ou os neoliberais, não assumem o próprio rosto. O PSDB (neoliberal) não se diz neoliberal, diz que vai mudar, que é de centro esquerda, que é progressista, e outras baboseiras mais.    Porque não se diz  neoliberal, e faz um programa neoliberal? E vocês, conservadores, porque não se assumem, e fazem um programa com o conteúdo daquiIo que vocês acreditam; contra as cotas, contra o aborto, contra o casamento gay, pela redução dos direitos trabalhistas, dos impostos, por uma política externa mais invasiva, etc, etc, tal qual o Partido Republicano (Conservador) dos Estados Unidos? Se você fizer as contas, aqui como lá,  o eleitorado se divide, o que, aliás, ocorre em todos países civilizados  (França Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, Alemanha, Austria, etc, etc, etc). Ou seja, no mundo todo, o eleitorado se divide em conservadores e progressistas. Mas, aqui não, em razão da hipocrisia política da direita, a luta não é limpa.  Estimule a criação de um  verdadeiro partido conservador, que defenda  as teses conservadoras e o modo de governar  conservador e aí, sim, teríamos um debate limpo, direto, sem enganações, sem subterfúgios. A meu ver, essa situação da direita esconder suas verdadeiras propostas,    de vestir um manto progressista quando não o é, é a pior  forma de trapacear uma nação, posto que esconde seus verdadeiros desígnios.  Em suma, já é tempo de  sair do armário e vir corajosamente para o  debate de ideias.

O outro ponto que gostaria de conversar com você  é sobre a forma negativa e pejorativa de sua “crítica” política. As piadas, imagens, dizeres, etc, que se referem aos que não pensam como você, revelam um rancor que tem de tudo: preconceito, desinformação, insultos, etc. Se você acha que este tipo de crítica desperta alguma simpatia para as suas ideias, ou fazem mal a figura dos  criticados, então está na hora de você fazer algumas reflexões sobre o que muda as pessoas. Uma pessoa decente muda de opinião quando você demonstra que ela está errada. Só não mudará se tiver “interesses” em se manter  no erro, ou, então,  se por  alguma razão (preconceito, ignorância, intolerância, irracionalidade, etc) não entender o seu erro e o significado da mudança.  Fora disso, a  “propaganda” pejorativa  contrária é um tiro na culatra. E isso é tanto no aspecto individual como coletivo. O Lula cresceu eleitoralmente depois que mudou sua imagem para o “Lula, paz e amor”. Antes, o eleitorado  preferia  o FHC, com sua voz e modos blandiciosos. Serra com sua linguagem belicosa só perdeu votos. Obama derrotou duas vezes os seus adversários com um discurso suave,  sofrendo agressões de todo os  lados. O Berluscomi e Sarkosi, na Itália e França,  perderam as eleições, em razão de suas práticas autoritárias e arrogantes. Enfim, na medida que a sociedade evolui, essa linguagem truculenta, ofensiva,  enganosa, que intui uma falsa moralidade e prega medidas radicais  extremadas (para os outros, nunca para si) vai caindo em desuso, não engana mais ninguém. Pode ter servido em outra época, chegou a levar os hitlers  e mussolinis ao poder, mas, hoje em dia, ninguém mais cai neste canto de sereia. As pessoas querem é ser convencidas, sem imposições.

Bem, fico por aqui. Se você quiser prosseguir mandando-me os e-mails, gostaria que não mais me enviasse os relativos à política, a não ser quando nesta terra tiver um partido conservador, ou direitista, ou de natureza fascista ( o Plínio Salgado pelo menos teve coragem e  honestidade criando os “camisas verdes”), para que se possa ter um debate decente e honesto. Daí sim, quem sabe, talvez até eu me convença de que existe alguma verdade nessas ideias trapaceadas e escondidas sob o manto de uma falsa moralidade. Ideias tão escondidas, tal   como você fazia com as colas  e era invejado por toda  classe.

Abraços e saudades.

Valter Uzzo

PS:   Se você não é a pessoa que eu penso, peço desculpas.

E se voltar com dor?

Renata Friedman:
Olá prof. Ronaldo. Tive um caso de um 17 recentemente que por enquanto está tudo bem, mas me fez pensar. Era uma bio com sintomas de pulpite. Eu acessei e consegui preparar e obturar o P e o Mv, porém o Dv eu não achei nem mesmo a entrada do conduto. Resolvi marcar uma segunda consulta e continuar procurando até que achei uma entrada. A lima 15 não desceu de jeito nenhum, então tentei uma 10 com auxílio de glicerina pra lubrificar e ela desceu cerca de 5mm, mas fraturou. Tentei ultrapassá-la sem sucesso e achei por bem encerrar o tratamento e acompanhá-lo. A minha dúvida é: o que fazer se essa paciente voltar com dor se eu não consigo ultrapassar ou remover esse instrumento? Não havia contaminação no canal, já que era bio, mas tb não foi feita a biopulpectomia.Aguardo retorno. Um grande abraço.

Renata, a primeira coisa a dizer é que nesses casos não tente com a 15. Vá com a 08, com manuseio muito delicado do instrumento. Não parece provável que ela volte com dor nesse momento. Se acontecer, veja que tipo de dor é (espontânea, percussão, etc), para então estabelecer o que fazer.

Tratou, resolveu, voltou. E agora?

Renata Friedman:
Paciente me foi encaminhada com queixa de dor ao mastigar no 46. Não conseguia morder certos alimentos como a amada farofa. O clínico já havia feito o alívio oclusal sem sucesso. No rx havia restauração distante da polpa, sem sinal de infiltração. Durante exame verifiquei sensibilidade aumentada ao frio, ligeira sensibilidade ao calor e dor à percussão. Decidi abrir e fazer a endo, sessão única. Dois dias depois ela me liga dizendo estar ótima, todos os sintomas sumiram. Porém, 7 dias houve dor espontânea pulsátil e dor à mastigação novamente. Ainda não a vi. Como explicar essa recaída?

Renata, a primeira coisa é examinar a paciente outra vez. Pode ser o próprio dente tratado como algum outro. Diante de novo exame e novas informações, se você mesma não fechar o diagnóstico, faça novo contato. Tentarei ajudar.

O garotão Aécio Neves

O comportamento adolescente e a fragilidade-inconsistência-desinteresse-incompetência-irresponsabilidade-descompromisso, com o que quer que seja, de Aécio Neves é uma coisa que, de tão evidente, literalmente salta aos olhos.

Aí fico completamente desorientado, sem saber o que dizer. Como é que eu devo dizer? É incrível como a elite brasileira se deixa manipular ou é incrível como a elite brasileira é…

Já cansei de pedir aos deuses que clareiem a minha mente para entender tamanho desatino e eles já deram provas claras de que não vão me ajudar. Passo a acreditar que eles não sabem como.

O que já existe de conhecimento sobre Aécio Neves é mais do que suficiente para fazer com que ele, em definitivo, largue tudo e vá viver em Ipanema/Leblon, que é, na verdade, o que ele faz (e fazia quando era governador de Minas Gerais).

Recentemente, ao ser flagrado numa blitz, recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Apreenderam a sua carteira (vencida) e a própria polícia teria providenciado um táxi, porque também a sua namorada não estava em condições de dirigir.

O que? Você acha que esqueci de dizer onde foi a blitz? No Rio. Dizem que ele jamais será flagrado pelo bafômetro em Belo Horizonte, porque ele não sabe dirigir pelas ruas daquela cidade.

Vejam a mais recente de Aécio.

Andréa Falcão, a mulher que tira o sono dos Neves

Advogada, centrada e extremamente rigorosa. Esta é a ex-esposa de Aécio que vem assombrando o esquema montado em torno de seu ex-marido

FONTE: Novo Jornal, publicado em 05/03/2013 às 14:59:55

http://www.novojornal.com/politica/noticia/andrea-falcao-a-mulher-que-tira-o-sono-dos-neves-05-03-2013.html

Ex-esposa de Aécio Neves, Andréa Falcão mora no Rio de Janeiro com a filha do casal, Gabriela. Ela e Aécio foram casados por oito anos. Separados há catorze anos, Andréa tem hábitos saudáveis e esportivos sendo considerada pelos amigos uma atleta. Discreta e reservada, poucos sabem de suas atitudes que colocam em risco o projeto de Poder construído pela família Neves após a morte de Tancredo.

Embora apresentado como político, Aécio Neves na verdade é apenas um produto comercial como tantos outros disponíveis no mercado, fruto de pesados investimentos publicitário. A início patrocinado por seu padrasto, o falecido banqueiro Gilberto Faria, em curto espaço já servia ao pesado esquema de desestatização e desnacionalização da economia montado pelo ex-presidente FHC.

Eleito em seu primeiro mandato de deputado federal e Constituinte por Minas Gerais pelo PMDB, Pimenta da Veiga viu em Aécio a possibilidade do PSDB se apropriar da imagem de Tancredo Neves. Porém, como hoje, na época Aécio não tinha gosto pela política, tinha que ser constantemente cobrado e policiado.

Entretanto, como sua carreira política tornava-se cada vez mais lucrativa, montou-se em sua volta uma eficiente estrutura com membros de sua família e políticos que viram nele a parceria ideal para ocupar o espaço político deixado por seu avô, Tancredo. Contudo, seus familiares e parceiros não contavam com um fato novo, o casamento de Aécio com Andréa Falcão.

Segundo amigos de Andréa, rígida por princípios, passou a questionar o comportamento de Aécio e a farsa montada para manter sua imagem. À amigos ela reclamava que isto impedia que Aécio amadurecesse.

Separada de Aécio em 1998, procurou organizar sua vida, porém, com a eleição de Aécio para governador em 2002, no intuito de passar para a população uma imagem de homem de família, o esquema passou a utilizar sua filha Gabriela, sendo histórica a presença da mesma em sua posse.

Sabedora do que realmente ocorria, Andréa passou a questionar esta utilização com receio de que a exposição, as companhias e hábitos de Aécio fossem prejudiciais à sua filha. Entretanto, o esquema montado em torno de Aécio insistiu, mesmo diante de sua recusa.

Esta prática foi bastante reduzida nos últimos anos de governo de Aécio Neves, contudo, o mal já havia sido concretizado. Com a denúncia dos deputados mineiros Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT) de enriquecimento ilícito dos irmãos Andréa e Aécio Neves perante a Procuradoria da República e Receita Federal descobriu-se uma gigantesca movimentação financeira de Aécio nos Estados Unidos.

Constatou-se que os maiores depósitos coincidiam com as datas das viagens de Aécio Neves a Aspen, uma estação de esqui no Colorado, para onde Aécio se dirigia sobre a justificativa de que estaria levando a filha para esquiar. As suspeitas aumentaram ao se descobrir que as viagens foram feitas em jatinho fretado sem que sua bagagem passasse por qualquer alfândega, seja no Brasil ou USA.

A área de inteligência da Receita Federal descobriu que uma integrante da inteligência da PMMG, conhecida como PM2, havia relatado uma discussão entre Aécio e Andréa Falcão, onde ela, de maneira enérgica, reclama; “deixe minha filha fora dos seus rolos, não quero que fique utilizando ela para servir de justificativa para você fazer o que faz”, Aécio pergunta. “Que rolo?”; Andréa Falcão responde; “levar estas malas de dinheiro e diamante para Aspen”.

Este procedimento encontra-se desde o final do ano passado nas mãos do procurador geral, Roberto Gurgel, parado. Segundo amigos de Andréa Falcão, se ela for convocada a esclarecer os fatos ela irá contar tudo que sabe para defender sua filha. Pelo visto a família Neves finalmente terá a oportunidade de constatar que Andréa Falcão sempre falou sério.

O senador Aécio Neves, consultado sobre o tema que seria abordado na matéria, optou por nada comentar e Andréa Falcão recusa-se a falar com a imprensa.

PSDB é campeão nacional de barrados pela Lei da Ficha Limpa

 
 
Em dezembro, postei aqui Mais um acusador no banco dos réus, em que falo das peripécias do senador Álvaro Dias (PSDB) (já notou que ele anda meio sumido?), que no momento acumula oito processos movidos contra ele. Foram e continuam sendo muitos, dos quais os mais famosos, recentemente, são os casos do ex-governador de Brasília, Roberto Arruda (DEM) e Demóstenes Torres (DEM).
 
Engana-se, porém, quem pensa que são alguns poucos. Como você já viu nas imagens acima, o PSDB, o partido que todos os dias clama por honradez e dignidade na política no Jornal Nacional, o partido que mais acusa no Brasil, é o grande campeão brasileiro de barrados na Justiça. Observem que são dados oficiais, retirados dos Tribunais Regionais Eleitorais, Procuradorias Regionais Eleitorais e Tribunal Superior Eleitoral.
 
Surge mais um acusador envolvido em processo. A reportagem é da Folha de São Paulo, no sábado, 09/03/2013.
 
Senador tucano é processado por dar calote

Aguirre Talento (de Belém)

 
O líder da oposição no Senado, Mário Couto (PSDB-PA), está sendo processado na Justiça do Pará por ter passado três cheques sem fundo para adquirir uma lancha usada, no valor de R$ 80 mil.
 
Segundo o vendedor –um médico de Belém que diz ter comprado a embarcação em junho de 2011 no Rio–, a transação foi acertada com o senador no fim do mesmo ano.
 
Ambos gostam de pescar e se conheceram em Salinópolis (PA) por meio de amigos em comum. Segundo Albedy Bastos, vendedor da lancha, em meados de 2011 o senador lhe pediu a embarcação emprestada sob o argumento de que gostaria de comprá-la.
 
Couto continuou a usá-la outras vezes antes de efetuar a transação: "Até que liguei para o caseiro dele e mandei perguntar se ele ia comprar a lancha. Respondeu que sim".
 
Os cheques de Couto foram datados para março, abril e maio de 2012. "Chegou a data e fui checar meu extrato de conta. Nada. O cheque foi devolvido por insuficiência de saldo", declarou Bastos.
 
De acordo com outro processo a que Couto responde na Justiça, a conta do cheque é a mesma na qual ele recebe seu salário de parlamentar.
 
Bastos afirma que tentou contato com o senador e somente conseguiu falar com a esposa dele, que teria lhe garantido que o filho de Couto faria o pagamento em dinheiro do valor do primeiro cheque recusado. "Estou esperando até hoje", disse Bastos. Os outros dois cheques também estavam sem fundos.
 
A ação pedindo a cobrança dos R$ 80 mil foi ajuizada em julho de 2012. Segundo a tramitação processual, a Justiça não localizou Couto.
 
Além desse caso, Couto é réu em duas ações na Justiça do Pará sob a acusação de envolvimento em supostos esquemas de desvios de recursos quando presidia a Assembleia Legislativa do Estado (2003-2007). O senador diz que não sabia dos problemas. Na década de 1980, como já revelou a Folha, Couto atuava no jogo do bicho.
 
PS. 1. Foi o senador Mário Couto, líder do PSDB, que protocolou no Senado projeto de lei para instituir o dia 12 de novembro como o Dia do Mensalão, com o objetivo de criar “um marco contra a corrupção no Brasil”. Típico do PSDB.
 
PS. 2. Jamais espere ver notícias como essa na grande (?) mídia. 

PSDB é vergonhosamente desmascarado no Congresso

Cesta básica: Tucanos plagiam petistas e querem ser “pais” da desoneração
 
Na noite da última sexta-feira (8), durante pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, a Presidenta Dilma Rousseff anunciou a retirada de impostos federais que incidem sobre todos os produtos da Cesta Básica Nacional. Isso significa que o governo vai zerar a incidência de PIS/Pasep-Cofins e de IPI de 16 itens: carnes (bovina, suína, aves e peixes), arroz, feijão, ovo, leite integral, café, açúcar, farinhas, pão, óleo, manteiga, frutas, legumes, sabonete, papel higiênico e pasta de dentes, o que terá impacto positivo no orçamento da população mais pobre.
 
Logo depois do anúncio, pipocaram denúncias do PSDB de que o projeto seria de autoria tucana e teria sido usurpado pelo governo federal, já que o partido apresentou a proposta em forma de emenda, vetada pela presidenta, em abril do ano passado. O discurso foi repetido à exaustão e divulgado em diversos veículos de imprensa.
 
No entanto, a proposta é de autoria de parlamentares petistas. Os deputados Paulo Teixeira (PT/SP), Jilmar Tatto PT/SP, Amaury Teixeira PT/BA, Assis Carvalho PT/PI, Claudio Puty PT/PA, José Guimarães PT/CE, Pedro Eugênio PT/PE, Pepe Vargas PT/RS e Ricardo Berzoini PT/SP apresentaram o Projeto de Lei 3154/2012 em fevereiro do ano passado. A proposta dispõe sobre a redução das tributações incidentes sobre os produtos alimentares que compõem a Cesta Básica Nacional e altera a Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004.
 
Em pronunciamento feito no ano passado, o deputado Bruno Araújo (PSDB/PE) admite que a emenda à MP 563 – que tratava de vários programas do governo e incentivos a diversos setores da economia – é um “plágio do bem” do projeto petista. De fato, o texto apresentado é a cópia ipsis litteris do conteúdo do Projeto de Lei dos deputados do PT.
 
Assessoria de Imprensa do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).
 
Vejam abaixo o que o PSDB publicou no seu site e depois vejam o vídeo com as declarações do próprio Bruno Araújo (PSDB-PE), líder do partido na Câmara, dizendo que a emenda do PSDB era um “plágio do bem”. Afirma que a proposta é do PT e cita os deputados que a fizeram. 
 
 
[[youtube?id=Z6tklLh6jVU]] 
 
 
 
 
 

O novo herói da elite brasileira

O ministro e a liturgia do cargo 

Por Sergio Nogueira Lopes – do Rio de Janeiro

O ministro Joaquim Barbosa se ofendeu com uma pergunta que o repórter ainda iria lhe fazer

Os poderes fundamentais para a integridade dos pilares desta nação desmancham-se nas águas de março, solapados por este festival de desvarios promovido exatamente por aqueles cidadãos investidos no poder público para guardar em segurança os valores pétreos que deveriam reger a vida de todos nós. Uma conjunção de fatores políticos, própria de um tempo em que a mediocridade assoma o debate acerca dos pontos elementares para a sobrevivência da sociedade, converte-se em pano de fundo para arbítrios e intolerância. Aqueles que ocupam postos de extrema visibilidade na República precisam guardar o recato que convém à carga, imensa, de responsabilidades que o acompanham desde quando o sol se levanta, até raiar outra vez, dia após dia. Não há margem para deslizes. Não há espaço para problemas pessoais, dores nas costas, nos pés, na cabeça. Apenas na consciência, se esta estiver em dia com seus afazeres. Há apenas o sentido republicano de sacrifício por seu país, pois este foi o acordo, explicito no termo de posse. Qualquer tentativa de se alterar tais pressupostos será um atentado contra cada um dos brasileiros.

No Brasil, porém, ocorrem fatos próprios apenas de uma sociedade jovem ainda, afoita e estabanada, capaz de se deixar levar por encantos débeis como o discurso impresso nas páginas dos diários comprometidos com seus donos e os patrões destes, em escritórios na Wall Street. Assim, a mídia irresponsável, aliada aos interesses inconfessáveis das elites brancas e podres de rica, viu uma oportunidade para ganhar terreno na eleição de um presidente negro para a Corte Suprema, disposto a romper paradigmas à força, ainda que para tanto precisasse usar o “Domínio do fato” e todas as demais polêmicas que o envolvem. E sem qualquer medida, de forma intempestiva e maniqueísta, estabeleceu-se o rigor da Lei aos réus de um processo rumoroso sobre corrupção, imposto por um juiz contundente com terceiros, mas leniente com seu ego disforme de tão inflado após capas das revistas e tantas primeiras páginas expostas ao clima, nas bancas de jornal. Na internet, longe das impressoras carregadas nas tintas, outra versão sobre o novo “Torquemada”, como o classificou o professor Emiliano José, emérito  doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia, passa a ganhar corpo, consistência, na silhueta de um ser instável, irritadiço, mau humorado e ríspido.

Não demorou muito para que a vestal de outrora, símbolo do preto no branco, da rigidez de caráter e moral conservadora, aparecesse em todos os tons de cinza que permeiam os desvios da alma humana. Como ocorre, quase sempre, o desvelo com o conceito de sensatez e amabilidade no trato com o público, aquele que lhe paga o régio salário, esvai-se na pergunta pertinente do repórter de um daqueles veículos que tanto o incensaram. O rapaz ia questioná-lo sobre a gastança e o estilo de vida perdulário dos tribunais de Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal, dado a recepções e jantares e coisas e tais em que se consomem champanhas e acepipes na mesma razão com que a fome rasga os ventres dos nordestinos, dos favelados, dos desvalidos que lotam as prisões abarrotadas. A pergunta, na realidade, sequer chegou a ser concluída, quando o representante da imprensa domesticada surpreende-se com a explosão vulcânica do entrevistado que o manda, sem meias-palavras, “chafurdar no lixo” onde, provavelmente, encontrou dúzias de Veuve Clicquot e potes de Beluga, lotados do que o sambista e boa gente Zeca Pagodinho nunca viu, nem comeu, apenas ouviu falar.

Os meios de comunicação que criaram a imagem daquele que lhes serviu para impor a maior derrota midiática de que se tem registro na História brasileira a uma agremiação política, pasmos, ficaram reticentes em divulgar o ocaso do mito, reduzido ao humano raivoso que, para completar a grosseria, classifica o jornalista em serviço de “palhaço”, por tentar levar ao público um pouco dos bastidores de um dos poderes do tripé da democracia. Esta, ora claudica diante da atitude irascível de quem deveria apascentar. “Depois de endeusá-lo, fica difícil criticá-lo”, pontua o mestre baiano, diante de um pífio editorial publicado no jornal que emprega o repórter destratado. O editorialista, bem recompensado, resume a inominável agressão a um de seus funcionários como mero fato “lamentável”, ainda que reconheça “o temperamento muitas vezes descontrolado” do ministro.

Fica-se claro, agora, para todos os brasileiros – até aqueles mais dóceis e submissos aos ditames do poder central – que, se uma simples reportagem é capaz de tirar do sério o presidente da mais alta Corte de Justiça do país, cabe até a uma criança perguntar, devido a este espírito iracundo, se não seria o caso de se perpassar uma a uma das sentenças desta lavra e aferir até que ponto seriam válidas, à luz do Direito, diante do contraditório ameaçado por tal estado de exasperação.

Lembre-se, ministro, que perguntar não ofende.

Sergio Nogueira Lopes é sociólogo, jornalista e escritor, autor de Opinião Giratória, entre outros livros. 

A mulher brasileira

O Natal é uma festa maravilhosa. Um dos poucos momentos em que se “vê” um clima diferente, pessoas em elevado estado de espírito confraternizando-se como não se percebe em nenhum outro dia do ano.
 
Para mim, por motivos diferentes, alguns são inesquecíveis. Veio-me à mente um em que, ainda garoto em minha querida Juazeiro (BA), saí com meu pai no final da tarde para ir buscar o presente de minha mãe: uma enceradeira elétrica.
 
Feliz da vida, caminhava por uma estreita rua que nos conduzia da rua Antônio Pedro, na qual morávamos, para a rua da Apolo, a rua principal de Juazeiro e onde a vida acontecia. Doces lembranças em que à noite a vida passeava pela Rua da Apolo
 
A minha felicidade encontrava explicação na antecipação da felicidade que minha mãe sentiria ao receber de presente de Natal uma enceradeira elétrica. Minha mãe foi a mais perfeita dona de casa que conheci. Nada igual.
 
Os tempos mudam. Enceradeiras não constituem mais o motivo de felicidade das mulheres numa noite de Natal.
 
“Atrás de um grande homem, sempre há uma grande mulher”. Até pouco tempo, o máximo que o homem se permitiu.
 
Como aceitar que este era o seu papel. A mulher não queria ficar atrás. Não podia ficar. Os homens sempre contaram com as mulheres, para o que desse e viesse. Foi, sem chorar (não pode), que os homens sempre tiveram onde chorar; no colo da mulher. Era necessário que também pudessem contar com eles nos seus anseios, nas suas lutas. Alguns homens entenderam. Sem que soubessem, era a porção melhor deles se manifestando; a porção mulher, como canta Gilberto Gil na sua antológica Super Homem (veja o vídeo abaixo). 
 
Submissas (Chico já cantava, “mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas”), ciumentas, doces, companheiras, guerreiras. Mulheres. Mulheres guerreiras. Que definição poderia ser melhor para a mulher brasileira do que esta; guerreira?
 
Quantas esqueceram das suas próprias vidas em nome dos filhos e dos próprios maridos? Quantas se anularam em nome desse projeto? Quantas saíram das suas cidades, nas diversas regiões desse país continente, e enfrentaram tempos e situações absolutamente desconhecidos e, por isso, assustadores, pelos filhos e maridos? Quantas deixaram para trás a sua adolescência e foram enfrentar as injustiças nas suas formas mais cruéis e por isso foram simplesmente acusadas pelos tribunais dos homens? A mulher guerreira ganhava outros nomes. Quantas tiveram filhos chamados Stuart Angel, para nunca mais vê-los?
 
Mãe,
Você me pergunta se eu acredito em Deus e eu te pergunto, que Deus? Tem sido minha missão te mostrar Deus dentro do homem, pois, somente no homem ele pode existir.
Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão. Todo homem por si só influencia a natureza do futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações.
Esse poder, que todos nós possuímos, esse poder de mudar o curso da história, é o poder de Deus. Confrontado com essa responsabilidade divina eu me curvo diante do Deus dentro de mim.
Stuart Edgar Angel Jones
 
Roubo algumas palavras de Stuart Angel: Confrontado com esse ser, eu me curvo diante da mulher brasileira.

As empregadas domésticas e o maldito Lula

 
Há uma passagem na Bíblia em que São Tomé duvida da ressurreição de Cristo, razão pela qual ficou conhecido como um incrédulo. Daí vem uma expressão muito conhecida; sou que nem São Tomé, só acredito vendo. 
 
Entretanto, tem horas em que nem vendo você acredita. Não são tão poucas, embora possa não parecer, as situações desse tipo, aquelas que de tão absurdas, você não acredita que seja possível.
 
As irresponsabilidades cometidas nesses últimos anos pelo consórcio oposição/mídia não podem ser esquecidas. No episódio da febre amarela a imprensa fez horrores e ficou conhecido um artigo absolutamente irresponsável de Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, sugerindo vacinação em massa. Graças a isso, houve pelo menos um caso de morte que poderia ter sido evitada. Acrescente-se aí o episódio da gripe suína.
 
Quantos acidentes de avião tinham ocorrido pelo mundo afora antes daquele fatídico acidente com o avião da TAM? Em quantos as falhas humanas, falhas da própria aeronave, problemas de infraestrutura, intempéries da natureza, foram isolada ou conjuntamente apontadas como causas do acidente? Quanto tempo duraram as investigações em cada um desses acidentes para se detectarem as causas? 
 
O Brasil, talvez pelo seu reconhecido vanguardismo mundial, demonstrava toda a sua competência técnica ao mostrar ao mundo que, no mesmo dia do acidente, já tinha descoberto quem era o culpado: o presidente da república.
 
Lula foi acusado por toda a imprensa e pelos partidos de oposição (à frente o PSDB/DEM), inclusive na primeira página da Folha de São Paulo, pelo homicídio de 200 passageiros. Um psicanalista conhecido na elite paulista, Francisco Daudt, um irresponsável, escreveu:
 
"Gostaria imensamente de ter minha dor amenizada por uma manchete que estampasse, em letras garrafais, “GOVERNO ASSASSINA MAIS DE 200 PESSOAS”. O assassino não é só aquele que enfia a faca, mas o que, sabendo que o crime vai ocorrer, nada faz para impedi-lo. O que ocorreu não pode ser chamado de acidente, vamos dar o nome certo: crime".
 
Comprovou-se depois que o acidente foi uma fatalidade causada por erro humano,
 
As razões para esse comportamento animalesco de determinado setor da sociedade brasileira, conhecido como um por cento, são claras e não perderemos tempo em discuti-la. 
 
Domenico De Masi é um sociólogo italiano respeitado no mundo todo, inclusive no Brasil, autor de livros, entre os quais um muito interessante, cujo título é O Ócio Criativo (recomendo ler). Em recente entrevista à revista Valor, veja o que disse De Masi:
 
Valor: Como resolver tantos paradoxos (do capitalismo), então?
De Masi: É necessário rever totalmente o modelo da nossa sociedade, com a redistribuição de algumas coisas. É necessário a redistribuição da riqueza, pois ela está em poucas mãos; do trabalho, pois há desempregados demais; do poder, pois poucas pessoas mandam em muitos lugares; do saber, pois há pessoas com duas, três faculdades, e outras analfabetas; das oportunidades, pois alguns têm oportunidades demais e outros, de menos. Não se trata de fazer muitas pequenas reformas, mas, sim, de inventar um modelo completamente novo para a sociedade.
 
Qual o país do mundo que vem realizando isso de que fala De Masi? Quem é capaz de adivinhar? Por isso que agora não se encontram empregadas domésticas como antigamente. Por isso aeroporto agora parece rodoviária… 
 
Voltando de viagem, o jornalista Paulo Henrique Amorim conta que descia do avião e o comandante, já fora da cabine, deu a notícia: “O Chávez morreu. Depois é o Fidel.” Fez uma pausa breve e continuou. “Depois, eu espero, é o Lula.”
 
A elite brasileira realmente é um fenômeno. Ela é capaz de coisas que nenhum ser humano que tenha pelo menos dois neurônios, um pra ir, outro pra voltar, consegue acreditar. Não há limites. 
 
Numa passeata contra Lula em São Paulo, as cerca de vinte e poucas pessoas presentes, como registra a reportagem, portavam cartazes como os que são vistos na imagem acima. Se São Tomé, ao ver Jesus vivo, passou a acreditar e a ser chamado de Tomé, o crente, mesmo vendo a imagem acima não tem quem me faça acreditar que é real. Não tem quem faça. Não tem como. 
 

Não sei por que lembrei de Nietzsche, quando diz: “a inteligência humana tem limite, a estupidez não”.