Desaba a audiência do Jornal Nacional

Há algum tempo falo da grande (?) mídia brasileira e o nenhum apreço que tenho por ela. Fazem parte desse cartel poderosos grupos de comunicação como a Editora Abril (particularmente a Veja), a Folha e o Estadão, ambos de São Paulo. Sem dúvida, porém, o carro chefe é a Globo, particularmente o Jornal Nacional. Pelo seu poder, a Rede Globo é a grande força desse movimento.

A impressão que se tem é que esses órgãos da imprensa ainda fazem a cabeça das pessoas e uma prova forte disso foi dada pelo Sr. Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. No ano passado, envolvido por uma série de denúncias de corrupção, ele soltou uma frase lapidar: “tô cag… e andando. Enquanto não sair na Globo não tô nem aí”. 
 
Se o seu envolvimento com corrupção estivesse restrito ao Brasil ele poderia tranquilamente continuar “cag… e andando” porque a Globo jamais faria qualquer reportagem sobre isso (apesar de terem sido publicadas várias delas por órgãos como ESPN, Record, Carta Capital, etc); são conhecidas as relações da Globo com a CBF e Ricardo Teixeira. Ocorre que, por ser um envolvimento que ultrapassava as fronteiras brasileiras, querendo ou não a Globo, ele teve que renunciar. É triste, porém, saber que ela ainda faz a cabeça de algumas pessoas de “nível superior”.
 
Entretanto, acabou o tempo em que a sociedade brasileira assistia/lia a notícia dando credibilidade total à informação. Hoje, qualquer pessoa que tenha o mínimo de discernimento não vê mais a notícia como antigamente. Ela vê e simultaneamente o seu inconsciente está formulando a pergunta: a quem interessa essa reportagem? 
 
Esquemas de venda da Editora Abril, que incluem entre outros, livros e revistas para escolas, principalmente para o governo e prefeituras de São Paulo, têm sido denunciados com alguma frequência, mas, lamentavelmente isso não é do conhecimento de muitos. 
 
É possível que muitas pessoas não saibam que as recentes mudanças feitas na programação da Globo encontram explicação na sua contínua perda de audiência. Que ninguém pense, por exemplo, que Fátima Bernardes “ganhou” um programa de televisão por serviços prestados. Não, não foi. Foi mais uma tentativa de barrar a queda de audiência. E aproveito para dizer que não funcionou; a audiência continua caindo (veja aqui os dados mais recentes). 
 
Uma pesquisa recente que demonstra essa queda gerou uma série de textos sobre o tema. Ponho aqui as partes principais do texto publicado no Observatório da Imprensa. Os negritos são do texto original. Somente um é meu e está assinalado.
 
Queda da audiência do ‘JN’ é um alerta para a imprensa
 
Por Carlos Castilho 
 
Nos anos 1970 e 80, o Jornal Nacional da TV Globo se orgulhava de ter uma média de 80% de audiência. Oscilava entre o primeiro e o segundo lugar no ranking de popularidade junto ao público da emissora. Hoje, o JN patina nos 27% de audiência e está no quinto lugar na lista dos programas mais vistos na Globo(1), atrás até mesmo, do pouco expressivo seriado Pé na Cova. [Dados de audiência publicados pelo suplemento “TV Show”, do jornal Diário Catarinense, do grupo RBS, afiliada da Rede Globo, em 24/2/2013.]…
 
A explicação para a perda de audiência do Jornal Nacional está fora da emissora. Está nos quase 150 milhões de brasileiros que todas as noites ligam a TV. Este público perdeu a atração quase mística pelo noticiário na televisão, como acontecia entre os anos 1970 a 90, passando para um posicionamento desconfiado, distante e cético…
 
Há 20 ou 30 anos, as pessoas discutiam os fatos, dados e eventos noticiados na TV e nos jornais. Hoje, o leitor e o telespectador se mostram mais preocupados em identificar quem está por trás da notícia (negrito meu, RS), quem são os beneficiários e os prejudicados. Ao longo dos anos, o público, de maneira geral, começou a perceber que os entrevistados e protagonistas do noticiário estavam mais preocupados com sua imagem pessoal do que com a informação. Que os eventos cobertos estavam ligados a interesses políticos, comerciais ou econômicos…
 
O erro está no papel da imprensa,… A confiabilidade de dados e fatos deixou de estar atrelada a uma checagem jornalística para ficar pendente do status da fonte. Os jornais, revistas e telejornais se preocuparam mais com os formadores de opinião e tomadores de decisões do que com o público, que foi aos poucos perdendo a confiança naquilo que lhe era oferecido como sendo a verdade dos fatos.
 
A imprensa está pagando caro por esse erro estratégico porque a crise no modelo de negócios provocada pelas n

ovas tecnologias de comunicação e informação fez com que ela se tornasse mais dependente do consumidor de notícias, justo no momento em que cresce o ceticismo e desconfiança do público em relação ao noticiário corrente. Ceticismo que assume proporções endêmicas no público jovem, com menos de 35 anos e que em breve estará na liderança dos governos, das organizações sociais e das empresas.

 
A solução para esse problema não está em tecnologias mais sofisticadas, mas na revisão das estratégias editoriais que priorizam os interesses das fontes e das empresas jornalísticas. O jornalismo tem no seu DNA a prestação de serviços ao público, e é aí que ele pode encontrar novas fórmulas de relacionamento com leitores, ouvintes, telespectadores e internautas…
 
Se as atuais empresas jornalísticas ignorarem o público como seu parceiro para continuar a vê-lo apenas como comprador de notícias, elas não sobreviverão e serão substituídas por outras. O preço a ser pago é o desperdício de quantidades imensas de informação acumuladas ao longo dos anos e que podem virar sucata junto com marcas jornalísticas centenárias.

Pobre Fernando Henrique Cardoso 2

 
Já falei que dois sentimentos são fatais a Fernando Henrique Cardoso; vaidade e inveja (veja aqui). Recentemente, o filósofo Leandro Konder Comparato falou algo semelhante ao dizer que a vaidade de FHC supera a sua inteligência.
 
Fernando Henrique Cardoso é daqueles homens que sempre se superam. Quando você não mais espera, ele vem e lhe surpreende. O que fazer?
 
As forças governistas voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB. Chega a ser doentio! Será que não sabem olhar para frente? As conjunturas mudam”.
 
Essa é a mais nova dele em sua coluna no Estadão (sempre há espaço aberto para ele na mídia). Ele passa o tempo todo dizendo que fez isso, fez aquilo e fala em olhar para a frente. Quem é que vive dizendo que tudo de bom que ocorre no governo Lula/Dilma teve início no governo dele?
 
Agora ele vem dizer, pasme, que o Bolsa Família é dele, foi ele quem criou o programa. Isso é que é doentio. Como explicar tanto desatino? Mesmo com a eterna proteção dos deuses da grande (?) mídia, um ex-presidente da república, aos 80 anos, não pode ser tão insano. Ele sabe que mesmo os membros do seu partido, que por sinal evitaram a presença dele e o esconderam em todas as campanhas, principalmente Geraldo Alckmin e José Serra, sabem que isso não tem nenhum fundamento.
 
Só para relembrar, quando Lula lançou o Bolsa Família, o que FHC, toda a oposição e a grande (?) imprensa disseram? “É bolsa esmola, é assistencialismo, não dê o peixe, ensine a pescar (essa foi o máximo)…”. Quem não lembra disso? 
 
O que justifica esse comportamento do ex-Presidente da República do Brasil, Fernando Henrique Cardoso? Vaidade e inveja.
 
Hoje, o mundo todo reconhece que o Bolsa Família é o maior programa social do mundo e alguns países já estão copiando, inclusive os Estados Unidos, que neste momento se depara com graves problemas sociais. Na cabeça de FHC foi ele quem criou tudo. Essa não é a opinião do amigo dele, Bill Clinton (assista ao vídeo abaixo).
 
Um governo fraco, covarde, submisso aos interesses do governo americano. Veja parte de uma reportagem, com o link, para que você confirme a veracidade:
 
O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer passou por uma situação constrangedora, fato que teve amplo impacto negativo, pois tirou os sapatos em um aeroporto americano como exemplo da submissão do governo Fernando Henrique Cardoso aos EUA, fato que ocorreu em 31 de janeiro de 2002. Segundo o IPEA, “Este comportamento reiterado [tirar os sapatos] nos aeroportos de Washington e Nova York durante esta visita oficial, poderia ser considerado uma simples anedota, não fosse Celso Lafer o chanceler brasileiro” (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/06/14/celso-lafer-descalco-em-aeroporto-exemplifica-submissao-de-fhc-aos-eua-diz-estudo-do-ipea.jhtm). 
 
Na opinião do jornalista Maurício Dias, Lula errou ao dizer que “neste país, cada um fala o que quer e responde pelo que fala (…) Acho que FHC deveria, no mínimo, ficar quieto”. Maurício Dias acha que quem está certo é o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, quando respondeu a uma pergunta: “Você tem o direito de ser estúpido”. Dias acha que Fernando Henrique Cardoso também tem esse direito.
Fernando Henrique Cardoso foge de qualquer comparação do seu governo com o de Lula/Dilma como o Diabo foge da cruz, por uma razão bem simples; mais do que qualquer outro, ele sabe que perde feio em qualquer parâmetro de comparação.
 
Veja o vídeo do vexame que ele deu em Florença, na Itália, na presença de Bill Clinton, Tony Blair e outros (ao 1’19’’ do vídeo observe na plateia o diretor de cinema americano Oliver Stone, sem o head phone). 
 
Em seguida, veja o outro vídeo. Acostumado com as entrevistas dos jornalistas brasileiros, que só fazem levantar a bola para ele fazer o gol, sentiu-se acuado na entrevista ao programa da BBC. Além de se enrolar todo e gaguejar, mentiu em vários momentos. Depois de dizer o de sempre, que tudo “começou no meu governo” e mentir sobre as privatizações (todo mundo sabe que ele tentou privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal), veja no minuto 8’08’’ como o entrevistador começa a montar uma armadilha que culmina com a história de Geraldo Brindeiro, o “engavetador geral da república”, outra história bastante conhecida no Brasil, e ele cai direitinho. 

 
[[youtube?id=MeAOen8vyiQ]] 
 
[[youtube?id=cNhs2d_ScW4]]

Todos os Magistrados e Juízes do Brasil repudiam Joaquim Barbosa

 

Do Brasil247

Juízes perdem a paciência com Joaquim Barbosa

Pela primeira vez na história, três associações de magistrados se levantam contra um juiz do Supremo Tribunal Federal; em nota, presidentes da Associação de Magistrados do Brasil, da Anamatra e da Ajufe, que representam 100% da categoria, se dizem perplexos com a forma "preconceituosa", "superficial" e "desrespeitosa" com que Barbosa se dirigiu aos integrantes do Poder Judiciário ao dizer que juízes têm mentalidade "pró-impunidade"; será que Barbosa terá humildade para pedir desculpas?

3 DE MARÇO DE 2013 ÀS 06:22

Do Conjur – A Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho emitiram neste sábado (2/3) nota pública em que classificam de “preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa” a declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, a jornalistas estrangeiros.

Em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28/2) a correspondentes internacionais, Barbosa afirmou que os juízes brasileiros têm mentalidade “mais conservadora, pró status quo, pró impunidade”. Já os integrantes das carreiras do Ministério Público seriam “rebeldes, contra status quo, com pouquíssimas exceções”.

Para as entidades que representam os juízes, as conclusões de Joaquim Barbosa partem de “percepções preconcebidas”. Os juízes consideram “incabível” a comparação das carreiras da magistratura e a do Ministério Público, já que o MP é a parte responsável pela acusação no processo penal enquanto os juízes não têm obrigação nem com a defesa nem com a acusação, mas "a missão constitucional de ser imparcial" e garantir um processo justo.

As entidades afirmam que não têm sido ouvidas pelo presidente do STF e disseram que o "isolacionismo" de Barbosa "parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade".

Assinam o documento o presidente da AMB, Nelson Calandra, o da Ajufe, Nino Toldo, e o da Anamatra, Renato Henry Sant’Anna.

Leia o original da nota na íntegra:

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidades de classe de âmbito nacional da magistratura, a propósito de declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista a jornalistas estrangeiros, na qual Sua Excelência faz ilações sobre a mentalidade dos magistrados brasileiros, vêm a público manifestar-se nos seguintes termos:

1. Causa perplexidade aos juízes brasileiros a forma preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa com que o ministro Joaquim Barbosa enxerga os membros do Poder Judiciário brasileiro.

2. Partindo de percepções preconcebidas, o ministro Joaquim Barbosa chega a conclusões que não se coadunam com a realidade vivida por milhares de magistrados brasileiros, especialmente aqueles que têm competência em matéria penal.

3. A comparação entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público, no que toca à “mentalidade”, é absolutamente incabível, considerando-se que o Ministério Público é parte no processo penal, encarregado da acusação, enquanto a magistratura —que não tem compromisso com a acusação nem com a defesa— tem a missão constitucional de ser imparcial, garantindo o processo penal justo.

4. A garantia do processo penal justo, pressuposto da atuação do magistrado na seara penal, é fundamental para a democracia, estando intimamente ligada à independência judicial, que o ministro Joaquim Barbosa, como presidente do STF, deveria defender.

5. Se há impunidade no Brasil, isso decorre de causas mais complexas que a reducionista ideia de um problema de “mentalidade” dos magistrados. As distorções —que precisam ser corrigidas— decorrem, dentre outras coisas, da ausência de estrutura adequada dos órgãos de investigação policial; de uma legislação processual penal desatualizada, que permite inúmeras possibilidades de recursos e impugnações, sem se falar no sistema prisional, que é inadequado para as necessidades do país.

6. As entidades de classe da magistratura, lamentavelmente, não têm sido ouvidas pelo presidente do STF. O seu isolacionismo, a parecer que parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade e do conhecimento, denota prescindir do auxílio e da experiência de quem vivencia as angústias e as vicissitudes dos aplicadores do direito no Brasil.

7. A independência funcional da magistratura é corolário do Estado Democrático de Direito, cabendo aos juízes, por imperativo constitucional, motivar suas decisões de acordo com a convicção livremente formada a partir das provas regularmente produzidas. Por isso, não cabe a nenhum órgão administrativo, muito menos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a função de tutelar ou corrigir o pensamento e a convicção dos magistrados brasileiros.

8. A violência simbólica das palavras do ministro Joaquim Barbosa acendem o aviso de alerta contra eventuais tentativas de se diminuírem a liberdade e a independência da magistratura brasileira. A sociedade não pode aceitar isso. Violar a independência da magistratura é violar a democracia.

9. As entidades de classe não compactuam com o desvio de finalidade na condução de

processos judiciais e são favoráveis à punição dos comportamentos ilícitos, quando devidamente provados dentro do devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa. Todavia, não admitem que sejam lançadas dúvidas genéricas sobre a lisura e a integridade dos magistrados brasileiros.

10. A Ajufe, a AMB e a Anamatra esperam do ministro Joaquim Barbosa comportamento compatível com o alto cargo que ocupa, bem como tratamento respeitoso aos magistrados brasileiros, qualquer que seja o grau de jurisdição.

Brasília, 2 de março de 2013.

Nelson Calandra
Presidente da AMB

Nino Oliveira Toldo
Presidente da Ajufe

Renato Henry Sant’Anna
Presidente da Anamatra

Cai ainda mais a audiência da Globo

Principais programas da Globo têm queda de ibope; veja lista

Colunistas – Ricardo Feltrin
 
Aos poucos vão fazendo sentido as profundas mudanças que a Globo fez em vários de seus escalões neste ano.
 
Uma análise de ibope de seus principais produtos fixos (não incluídos os sazonais como "BBB", "F1", futebol etc.) aponta que a emissora vem sofrendo queda sistemática de audiência na maioria de seus produtos. E não adianta usar a desculpa de que "oh, boa parte das pessoas está assistindo à Globo na internet", porque isso não é verdade.
 
Os números de visualizações de atrações na internet ainda são muito pequenos para afetar a conta toda. Nem a TV paga ainda conta. O produto importante ainda é, e continuará a ser por um bom tempo, a TV aberta. Vejamos as quedas nas tabelas abaixo, obtidas com exclusividade pela coluna:
 
DRAMATURGIA DAS 21h
 
Das três novelas no biênio 2011/2012, a única que teve algum ganho foi "Avenida Brasil", com inexpressivo crescimento de 1% no ibope e 5% no share. Mas, certamente, esse ganho já será consumido pela má performance da atual "Salve Jorge".
 
DRAMATURGIA DAS 18H e 19H
 
As novelas das 18h e 19h, por sua vez, tiveram marcantes quedas. Entre 2011 e 2012, a novela das 18h perdeu 12% de ibope e 5% de share (share é a participação do programa no número de TVs ligadas; ou seja, do tanto de TVs ligadas àquela hora, X% estavam assistindo a novela tal…). Já a novela das 19h perdeu 10% de audiência e 5% de share. Cada ponto vale por 60 mil domicílios na Grande SP.
 
AFUNDA! AFUNDA!
 
De longe, o produto fixo que mais ibope perdeu no último biênio foi o veterano "Esporte Espetacular", que caiu 16% no ibope e 10% no share. Esse seria um motivo da reação do público à presença de Tande que, como excelente jogador de vôlei, é um insosso apresentador.
 
OUTRO EM QUEDA
 
Outra atração fixa que chama a atenção por estar tendo má performance é o "Caldeirão do Huck". O programa perdeu entre 2011 e 2012 cerca de 12% de índice de audiência e 6% de share. As mudanças promovidas no "Bom Dia Brasil" também não parecem ter surtido muito efeito: caiu 12% em ibope e 7% em share. Está perdendo fôlego para o "Fala Brasil" da Record, tudo indica.
 
E TEM MAIS
 
Pode esperar a partir de agora cada vez mais sambistas e quadros-reality no matinal da Globo. Não se espantem se "Encontro com Fátima" virar uma espécie de cover do "Esquenta", de Regina Casé.Ninguém parece ter ficado muito surpreso com a transferência do programa de Fátima Bernardes para o núcleo de Boninho. Já era esperada uma guinada ainda maior rumo à popularização do programa –para alguns, com ar elitista demais.

 

A Folha quer o Serra

Por Cadu Amaral: http://caduamaral.blogspot.com.br/2013/02/a-folha-quer-o-serra.html

A Folha de S. Paulo quer o Serra como candidato a presidente em 2014. É visível sua insatisfação com o tucanato ao indicar o mineiro Aécio Neves. O impresso paulista nunca gostou muito do neto do Tancredo. Aliás, a elite paulista, em especial a paulistana, tem a certeza de ser o suprassumo do país. Não admite que o candidato contra o PT seja outro senão um dos seus.

Qualquer menção em tom positivo ao senador mineiro é coisa rara. E como até as amebas sabem, a Folha não tem muito pudor em defender seus interesses.

Apoiou a ditadura militar e censurou um sítio satírico às suas publicações: o “Falha de São Paulo”.

Seu preferido é o José Serra, o privatizador. Segundo o próprio FHC, a ideia de tudo foi dele. Sem falar que Serra faz o jogo que a Folha adora: o sujo.

Quem não se lembra da ficha falsa do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de Dilma durante a campanha presidencial de 2010, ou a bolinha de papel?

Mas independente de tudo isso Serra é paulista! E a elite paulista não gosta de nada que não seja paulista. Imaginem o ódio ao nordestino que ousou desmoralizá-los. E agora a mineira – gaúcha que segue seus passos.

Para ela e a Folha é como se São Paulo ficasse de fora do campeonato se Aécio for o candidato.

A charge publicada na Folha no dia seguinte ao discurso – longo e vazio – do senador mineiro mostra bem isso. Nela Aécio pergunta a FHC se as palavras povo e gente são do idioma francês.

Agora é Elio Gaspari que detona o mesmo discurso que é o pontapé inicial da campanha tucana para 2014.

Assim fica fácil entender o porquê de se inflar o amontoado de candidatos para 2014. Dividir os votos para ter segundo turno.

Tem o “caiu na rede é peixe” da Marina e tinha o Eduardo Campos do PSB. Tinha por que Roberto Amaral, vice-presidente dos socialistas, já dá sinais de que o partido de Arraes irá apoiar a reeleição de Dilma. O que não impede que o PSB se construa nesse tempo.

Enquanto o vampirão está em sua catacumba, seus agentes da luz do dia tentam destruir o intento mineiro. Serra está muito calado. Isso é sinal de sujeira a caminho.

O Alckmin é que deve estar perdendo o resto dos cabelos. Se Serra não for o candidato à presidência, pode ser que queira ser candidato ao governo de São Paulo.

Não bastasse a briga interna e a falta de agenda, Aécio trouxe para si o FHC. Não seria espanto se estivesse usando o ex-presidente apenas para garantir a legenda em 2014.

Aécio, que silencia a imprensa de Minas Gerais, também falou em defesa da blogueira cubana Yoani Sánchez. Que por sua vez tornou-se parceira do principal “mamãe, eu sou reaça” do Congresso, o deputado Jair Bolsonaro.

Será um sinal de que ele estaria disposto a ir ao obscurantismo e ao que tem de mais conservador no país para ter o apoio da elite paulistana? Se for, será que vai adiantar?

Aécio será sempre o mineiro. E ainda por cima que adora o Rio de Janeiro!

Pobre Fernando Henrique Cardoso

Dois sentimentos são fatais a Fernando Henrique Cardoso: vaidade e inveja. Ocorre que os dois costumam caminhar juntos.

Com a eterna blindagem da mídia brasileira, ele sempre tem espaço, muito espaço, para desfilar esses dois sentimentos. Os seus textos, na maioria das vezes inconsistentes, expressam isso com muita clareza; vê quem quer.

Hoje, um nome relegado a um plano inferior pela história, apesar de ser bem recente a sua passagem pela presidência da república, vive de espaços doados pela imprensa, no seu incansável projeto de tentar mante-lo vivo, o que não é fácil.

Quando a Presidente Dilma Roussef o escolheu como interlocutor para um diálogo respeitoso com a oposição, a imprensa ficou excitadíssima, até falando bem de Dilma (claro que tentando apagar Lula). Todos lembram que até para o jantar com Barack Obama, presidente dos EEUU, ela o convidou. Não adiantou. Sem querer Dilma Roussef mostrou ao país que ele não tinha condições de exercer esse papel e expôs mais ainda a vaidade e inveja dele. Sempre que teve chances destilou o seu fel pela imprensa. Dilma Roussef não suportou as sucessivas asneiras ditas por ele até quando ele foi grosseiro, muito grosseiro. Aí, ela desistiu.

Na véspera do aniversário do PT, pra variar ele solta um vídeo no YouTube falando das picuinhas do PT. Tudo bem que para um sociólogo que já pediu que esquecessem o que ele escreveu (que coisa!!!), nada surpreende, mas é declarar-se, mais uma vez, completamente desorientado.

“Fui eu que fiz, começou no meu governo, eu criei os programas sociais…”, aquela conversa boba alimentada pela imprensa (olha ela aí outra vez). Vou assumir um compromisso com você de postar em breve um texto mostrando a comparação dos dois períodos, FHC versus Lula/Dilma. Vou mostrar, por exemplo, que quando ele deixou o governo, a inflação já tinha voltado. Chamo a atenção para uma coisa: serão dados oficiais, que vocês poderão confirmar em fontes oficiais, e não informações da Globo e da Veja.

Por enquanto, acho melhor não falar mais nada. Leia o mais recente comentário de Bill Clinton, amigo de FHC, sobre o Brasil de hoje logo abaixo, mas antes de ler veja os vídeos e observe os absurdos que Clinton tinha dito sobre o governo do seu amigo FHC e sobre o Brasil. E FHC ficou calado.

SÃO PAULO, 28.08.2012 (Reuters) – O Brasil parece ter as melhores perspectivas no longo prazo entre as potências econômicas emergentes, graças a sua estrutura política estável, aos amplos recursos naturais e ao bom relacionamento com os vizinhos, disse nesta terça-feira o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, em um apoio evidente a uma economia que ultimamente tem enfrentado dificuldades.
"Se eu estivesse sentado em uma sala apostando sobre o futuro dos países em ascensão, eu apostaria primeiro no Brasil", afirmou Clinton…
…O ex-presidente norte-americano afirmou que o Brasil está comparativamente melhor do que a Índia, que enfrenta dificuldades com uma agenda de reforma econômica estagnada, e a China, que apresenta tensões com alguns de seus vizinhos e corre o risco de sofrer com escassez de água e outros recursos naturais…
…Clinton falou ao lado de outros dois líderes proeminentes que também defenderam o livre mercado e a globalização durante os anos 1990 –o ex-premiê britânico Tony Blair e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso…
…O Brasil levou mais de 30 milhões de pessoas –cerca de 15 por cento de sua população– para a classe média durante a última década.

Deve ter sido muito difícil Fernando Henrique Cardoso ter que ouvir isso.

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Uma conversa com Angioni

Não o conhecia. Até aí nada de mais porque, por ter ficado afastado das coisas do futebol durante muito tempo, não conheço muita gente que faz parte desse mundo.

Atualmente, os gestores de futebol parecem representar o que há de mais moderno no futebol brasileiro. Acredito que todos os principais times do Brasil possuem um, não sei. Ao longo dos seus três anos, caminhando para quatro, à frente do time, o gestor de futebol do Bahia tem sido reverenciado como um dos melhores e mais competentes do país.

Enchi-me de entusiasmo desde o início e a subida para a série A em 2010, já sob a sua gestão, após sete anos de desastres seguidos, confirmou as minhas esperanças; o Bahia está no caminho certo. Foi (é?) tamanha a sua força que não foram poucas as vezes em que se teve dúvida de quem de fato comandava o barco, ele ou o presidente.

Em 2011 já não eram esperanças. Era certeza. Certeza de que o Bahia começaria a recuperar em tempo bem mais curto do que eu imaginara a sua força e credibilidade, perdidas durante aqueles longos e inesquecíveis sete anos. As contratações, as apostas, as promessas, o planejamento cantado em prosa e verso, chegavam a mim como um anúncio: o campeão voltou.

As contratações, as apostas, as promessas, o planejamento cantado em prosa e verso… As nossas primeiras frustrações. O título baiano não veio. A Copa do Brasil não poderia vir, entende-se. No campeonato Brasileiro, a luta para não cair. Não, o campeão ainda não voltou.

Mais contratações, porém, com mais cautela. O ano de 2012 parecia ter aprendido com o anterior. Parecia. As conversas e ações se repetiam; o mercado está aquecido, faremos contratações pontuais…

Mais jogadores. Agora, com mais experiência (seria essa a expressão mais adequada?) e salários a altura da experiência. Infelizmente, porém, não compatíveis com o futebol apresentado. Mantiveram quem tratava como sardinha quem queria voltar a ser tubarão. Grande equívoco. Mas o destino entrou em campo. Ali estava a prova de que melhores dias viriam. A estrela do time que nasceu para vencer voltava a brilhar. Somente isso poderia explicar tanta sorte. Levaram o pescador.

Novo técnico, novo time com o mesmo time, futebol e vitórias inquestionáveis, campeão baiano. O campeão voltou. Tá certo, concordo com você. No final do campeonato o time já não era o mesmo. Se tivéssemos mais dois jogos não teríamos sido campeões. Mas fomos. Não seja tão exigente, foram 10 anos.

Time sem talento, foi-se o técnico campeão. Foi-se também a Sul Americana, passou por aqui, mas não quis ficar. Novo técnico. Nada. Foi-se também.

Chegou o outro novo técnico e aí sim, agora vamos. Inicialmente, campanha irretocável. Como, se o time era o mesmo? Méritos, claro, também do próprio time, mas sentia-se nitidamente a presença decisiva do novo treinador. Jorginho deu outra cara ao time. O time caiu um pouco, reequilibrou-se, oscilações naturais para um time em formação. Uma torcida cansada, mas compreensiva (passiva?), aceitou. Manteve-se na série A.

Três, a essa altura, longos anos; 2010, 2011 e 2012. Foram mantidos a base do time e o treinador, bela notícia. Nada como a experiência. Tínhamos aprendido. O ano de 2013 começava com boas notícias. De fato, um ano novo.

Antes de comemorarmos, os anos velhos voltaram.

Angioni, quando em uma de suas entrevistas você disse que a sua filha chamara a sua atenção para a beleza da torcida do Bahia, o que fizera você gostar mais ainda do clube (filhos conseguem coisas inimagináveis, não é mesmo?), confesso que achei muito legal. Sabe Angioni, não é que nós imaginamos que vocês se tornam torcedores do time. Não, não é isso. Mas, não há como negar, chegamos a imaginar sim que surge algo tipo uma identidade. Nós torcedores, Angioni, somos bobos. Essas manifestações fazem bem aos nossos ouvidos e corações. Somos ou não somos bobos?

Mas, há um detalhe. Os nossos corações se tornam duros e às vezes cruéis, quando sentem o cheiro do embuste, da enganação, da traição. Típico das paixões. E futebol é o que, se não paixão, na sua forma mais pura e violenta?

É interessante. Parte da torcida, na qual me incluo, ainda via em você, Angioni, uma possibilidade. Entretanto, os primeiros movimentos da diretoria, da qual você é peça fundamental, em 2013 fizeram a torcida abandonar de vez a já moribunda lua de mel.

Angioni, sei que você é um homem muito ocupado, não tem muito tempo. Então vamos encurtar a conversa. A torcida não lhe quer mais. Desculpe-me pela franqueza. Após três anos, caminhando para o quarto, ela entende que não deu certo. O pior, de tanto se falar na sua competência, ela já acha que não pode ser só incompetência e começa a imaginar coisas ruins para explicar tantos, vamos dizer, desacertos.

É possível que, como acontece com alguns jogadores que não rendem o esperado, tenhamos dado azar com você. Uma transferência para outro time vai lhe fazer bem e quem sabe em breve você estará aqui em Salvador, ganhando do Bahia e mostrando a nós a sua competência.

A essa altura, parte da imprensa, aquela que é séria, não a outra, deve estar meio perdida e questionando a sua competência. Ou, quem sabe, também com pensamentos ruins.

Certo, eu lhe entendo. Você está dizendo que é a opinião de um ou alguns torcedores. Não é não, Angioni. Pode ter certeza. Em todos os jogos eu estou lá, na arquibancada, sentado ao lado deles. Veja o que diz um amigo, Marcelo Castellucci, em resposta a um e-mail que enviei a um grupo de torcedores:

É muita incompetência! Pegando o gancho do título do seu e-mail, gestores de futebol honestos, principalmente no nosso país, é uma utopia. Mas no momento, o que mais está faltando é competência e comprometimento. É possível roubar, ficar mais rico ainda, e mesmo assim fazer uma gestão competente, aproveitando a marca Bahia, a sua torcida (uma massa de consumidores inexplorada, apesar do grande potencial)! Principalmente, no momento que vive o país. Ano de copa das confederações, estádio novo e moderno, véspera de copa do mundo, estabilidade econômica ao lado de países em crise financeira… ou seja, o contexto é o melhor possí

vel. Mesmo assim, os caras conseguem afundar o time. Revoltante!

Quer depoimento melhor?

PS. Por favor, Angioni, não imagine que tenho a pretensão de que você, caso venha a ler esse texto, pare para refletir. Não, não tenho essa pretensão. Depois de tudo que eu disse, pode parecer uma grande contradição, mas conheço um pouco da alma dos homens. Justamente por isso, sei do que alguns são capazes. Esse texto é só um desabafo. Recomendações médicas.

O Bahia de alguns

O Bahia perdeu muito da sua credibilidade nacional ao longo dos últimos anos, graças a gestões, todas elas, desastrosas. Apesar de tudo isso, porém, não há como negar que ainda é o time de maior tradição do Nordeste, particularmente da Bahia. Entendo que os torcedores de outros times não concordarão, mas é fato.

O Bahia resistiu até hoje a essa sequência de incompetência e interesses escusos, mas até quando resistirá? A sua própria força atrapalha. Já observaram que há sempre interesses políticos pautando as decisões que envolvem o Bahia? Vou abrir um parêntese para relembrar uma história.

Lembra quando o Bahia caiu para a série B com o Fluminense do Rio há alguns anos (acho que foi em 1999)? O Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, grande torcedor do Fluminense, não podia deixar o seu time na série B. Para resumir, houve uma virada de mesa e o Fluminense não caiu. Como seria vergonhosa a permanência somente do Fluminense, o Bahia também ficou. Todo o Brasil conhece essa história, mas a Bahia conhece outra versão.

O Presidente do Bahia era o Sr. Paulo Maracajá. Sabe o que foi que ele disse? Que o Bahia não caiu graças aos esforços do então senador Antônio Carlos Magalhães. Se conheço bem a Bahia, muita gente acreditou nisso, até porque era necessário acreditar (e bater palmas). Entretanto, como em outros momentos e por coisas semelhantes, era só mais uma oportunidade de empurrar um embuste goela abaixo. O Bahia que se dane. Bons empregos, inclusive os vitalícios, são conseguidos assim.

O exemplo mais recente foi a construção do entorno de Pituaçu. O torcedor pode não saber, mas tudo envolveu política, inclusive a demora (3 anos) na construção das passarelas da Av. Paralela, que ficaram prontas em dezembro de 2012 (os times entrando em férias), pouco tempo antes do Bahia “deixar” Pituaçu rumo à Fonte Nova, agora chamada de Arena Fonte Nova.

O último texto que escrevi sobre o Bahia foi publicado no Blog de Luis Nassif (veja aqui http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-bahia-de-ontem-com-roupa-de-hoje). Uma comentarista do blog, a baiana Márcia, fez um comentário interessante; “Não é fácil lidar com gangsters. É preciso que toda a sociedade ‘sadia’ se comprometa, mas aí tem dep federal, estadual, senador, etc, etc. As ‘elites’ não permitem”.

Vejo com frequência pessoas dizerem que não suportam e não querem saber de política. Apesar de parecer um comentário simples e despretensioso, muitas vezes não é e tem consequências sérias. Uma delas é que não percebem que é justamente pela desinformação política que se permitiram que ela, a política, toma rumos não desejados. Uma das consequências se manifesta justamente no futebol.

Logo após a vergonhosa desclassificação do Bahia na Copa do Nordeste, vi no site ecbahia.com comentários de pessoas ligadas à esfera política. Não vou emitir opiniões políticas, porém lamento muito a participação dessas pessoas na vida do Bahia. Claro que não é a única razão, mas aí reside um dos males do clube.

Quantos times de futebol têm um longa metragem contando sua história, ganhador de prêmios do Cinema Nacional e o segundo mais visto até hoje depois do filme sobre a vida de Pelé? Com a força que a torcida já demonstrou ter, pela qual foi reconhecida e homenageada pela CBF como a Torcida de Ouro, como explicar algumas coisas?

Bicampeão brasileiro em 1988, como explicar que com essas características o time seja hoje o que é? Por que o Bahia está tão distante de times como Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio e Internacional, para citar só esses?

O Bahia é o mais puro reflexo do provincianismo que reinou no estado por longos anos e ainda ocupa lugar de destaque. Onde está fincada a origem desse provincianismo? Na política. Aquela de alguns.

Ainda que às vezes inoportuna e injusta, além de direito do torcedor a vaia é aceitável e até recomendável em alguns momentos. Porém, o torcedor do Bahia precisa entender que quando vaia os jogadores está vaiando alguns profissionais sérios. Existem jogadores que não deviam estar vestindo a camisa do Bahia (não é preciso aponta-los, todos sabemos quem são), mas o time não é ridículo por culpa de Hélder e alguns dos seus colegas. A culpa é dos homens que estão à frente do clube.

O Bahia de ontem com roupa de hoje

Existem frases que se tornaram verdadeiros mantras. Uma delas, “o homem é fruto do meio”, vai ao encontro do pensamento psicanalítico, pelo menos de parte dele, que não aceita a caracterização do homem pela hereditariedade. Por outro lado, uma das definições da Psicologia sobre hereditariedade diz que ela “abrange todas as influências transmitidas dos pais às células do sexo, que se fundem para formar o rebento”.

Para citar um gênio da raça humana, Einstein era determinista. Segundo ele, as coisas estariam traçadas, o meu destino, o seu e tudo mais. Seria assim? Estaria o meu destino traçado pela hereditariedade ou pelo ambiente em que vivo? Aí surge uma questão muito importante: o homem pode alterar o que estaria determinado, conseguiria ele alterar o roteiro da sua vida, influenciar na sua maneira de ser?

Não me atraem os pensamentos ou ideias excludentes, em qualquer segmento da sociedade ou momento da vida. A sabedoria popular ensina o meio termo e por aí eu vou. Uma e outra concepção, as duas possivelmente melhor ainda, talvez ajudem a entender muita coisa.

As que já pairavam no ar e as recentes denúncias sobre como seriam feitas as transações comerciais no Bahia, particularmente aquelas que envolvem contratações e vendas dos jogadores do clube, nos trazem de imediato dois sentimentos; perplexidade e indignação. E talvez estejamos perplexos e indignados não pela surpresa (novidade) que poderia representar, mas pela repetição dos fatos.

Pouquíssimas vezes me deixei levar pela pouca idade como sinônimo de jovem. Vejo todos os dias políticos jovens com a cabeça no passado e a cidade de Salvador não me deixa mentir. Com o jovem presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, entretanto, foi diferente.

Vi nele, pela juventude, a possibilidade de mudança, de renovação e confesso que num primeiro momento me entusiasmei. Fiquei ao “seu lado” quando, em momento que julguei inoportuno pelo que o Bahia parecia querer mostrar, a oposição promoveu uma intervenção por meio de liminar. Escrevi sobre isso. Porém, as minhas previsões não se confirmaram.

Apesar de refletirem total despreparo, deixarei de lado as suas desastrosas participações em vários momentos da vida do clube, como nas redes sociais, com xingamentos, fotos de farras, inclusive com jogadores do clube, etc. Foram de uma insensatez à toda prova, de ausência de um mínimo de compostura que o seu cargo exige. É possível que a hereditariedade tenha falado alto nesses momentos. Ainda assim, estupidamente continuei com uma ponta de esperança.

O ano de 2013, entretanto, foi fatal para a minha compreensão de Marcelo Guimarães Filho, o presidente do Bahia.

Não quero fazer comentários sobre a venda de Gabriel, até porque eu não sei como ela se deu (alguém sabe?). Posso dizer, porém, que, além do fato de os olhos terem crescido diante da proposta, nem Gabriel saiu ganhando. Um jogador ainda por se formar ir para o Flamengo nesse momento não é o que se pode imaginar, pelo contrário. Temo pelo futuro dele.

O presidente do Bahia se gaba com frequência injustificável daquilo que seria a sua capacidade de planejamento. No entanto, a venda de Gabriel nesse momento expôs com clareza assustadora justamente a falta de planejamento. Gabriel era a única coisa que aproximava o time de algo parecido com um futebol mais moderno. Com quem o Bahia poderia contar para substituí-lo no plantel? Zé Roberto? Kleberson?

Apesar dos equívocos de alguns comentaristas (!!!), a base que o Bahia manteve é boa, mas considerando-a até os volantes. Daí em diante ela é o mais absoluto fracasso de contratação de jogadores, incluindo aí Souza, por quem a torcida (já era hora), já está perdendo a paciência.

Sobre o plantel, presidente, falarei em outro momento, mas é, no mínimo, altamente incompreensível e injustificável que um time que tem como gestor de futebol Paulo Angioni, entre no terceiro ano consecutivo cometendo os mesmos erros de planejamento (na verdade, a ausência dele). Mercado aquecido, não vamos correr para o mercado, contratações pontuais, são expressões que se repetem há três anos e no final terminamos correndo para um mercado mais aquecido ainda, porque são contratações feitas às pressas pelas necessidades que terminam se impondo, e contratações que nada têm de pontuais. O resultado é o que temos visto e antecipo que iremos ver se repetir esse ano; plantel inchado, mais zé robertos, souzas, klebersons… com altos salários.

Presidente, tenho enorme dificuldade de acreditar que isso seja incompetência de Paulo Angioni. O senhor não é capaz de imaginar a dificuldade que tenho para acreditar nisso. Ao mesmo tempo, assusta-me imaginar porque ele insiste em permanecer no Bahia (e o senhor em mante-lo), tendo em vista o desgaste que a sua imagem de gestor de futebol vem sofrendo.

Tenho procurado uma explicação na polêmica que existe quanto à explicação das coisas. Acontecem por hereditariedade ou seriam produto do meio? Continuo acreditando na sabedoria popular. Ela diz que ambas caminham juntas.

Só a Globo não gostou da redução da tarifa de luz

Por Ronaldo Souza

Enquanto todos os demais estados brasileiros aprovaram a medida do Governo Dilma Roussef de baixar as tarifas de energia, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos governados pelo PSDB, discordaram, foram contra. Mesmo assim, a população, a indústria e o comércio desses estados vão ter uma redução nas suas tarifas, ainda que menor do que a dos outros. Ocorre que a redução no estado de Minas Gerais será neutralizada porque a Cemig vai promover um aumento nas suas tarifas.


 

Imagine, enquanto em todos os estados brasileiros a tarifa da energia é reduzida, em Minas Gerais, comandada por Aécio Neves, aumenta o valor.

Especula-se que, entre outras coisas, agindo assim Aécio Neves, provável candidato do PSDB, estaria garantindo o financiamento da sua campanha para presidente da república em 2014 pelas grandes companhias de energia elétrica.

Na blogosfera a questão mais recente é a perplexidade pelo posicionamento da Rede Globo por também atacar essa redução. Veja o que diz um dos blogs:

O mistério da TV Globo ser contra sua própria conta de luz mais barata

Quanto é a conta de luz do PROJAC e dos demais estúdios da TV Globo espalhados pelo Brasil? Com certeza é uma das maiores despesas administrativas de uma emissora movida à luzes, câmeras, ação, secadores de cabelo, ar condicionado, etc. Por isso deveria estar exultante com a redução na conta de luz, como qualquer empresário do setor produtivo. Qualquer dono de bar que terá um alívio nas despesas com o freezer sente isso. Qualquer salão de beleza que gastará menos com secadores e chapinhas também.

No entanto, a TV Globo, inexplicavelmente não gostou e até criticou o governo Dilma, chegando a apoiar a oposição capitaneada pelo senador Aécio Neves (PMDB-MG), que desejava "melar" a conta de luz mais barata para privilegiar os lucros dos banqueiros investidores nas empresas geradoras de eletricidade, como a CEMIG.

Como os irmãos Marinho, donos da Globo, não são loucos a ponto de rasgarem dinheiro (muito pelo contrário são bastante pragmáticos neste ponto), a única explicação visível no horizonte é a emissora ter algum negócio de bastidor inconfessável ao distinto público, como, por exemplo, uma suposta negociação direta com a Light (distribuidora de energia no Rio), para comprar a energia mais barata do que este desconto.

Detalhe: a Light é controlada pela CEMIG, estatal do governo de Minas, sob a esfera de influência do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Vamos desenhar: para a Light valeria a pena vender a energia para a Globo bem baratinha (até "de graça"), se a emissora conseguisse, com seu noticiário urubulógico, derrubar o desconto na minha, na sua e na conta de luz do resto dos brasileiros, garantindo maiores lucros para a CEMIG.

A TV Bandeirantes, por exemplo, chegou a fazer um editorial em seu principal telejornal no dia seguinte ao pronunciamento da presidenta Dilma, apoiando a atitude e firmeza em "ferir interesses de poucos em função do interesse de muitos".

Cadê um editorial da Globo para explicar o por que de ser contra baratear sua própria conta de luz?

Transparência. A gente não vê por aqui

Veja o Editorial da Rede Bandeirantes no vídeo.

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