A tragédia de Santa Maria e o ódio incontrolável

Tragédia de Santa Maria vira alvo de politicagem e deboche

Por Eduardo Guimarães (http://www.blogdacidadania.com.br/)
 
 
Confesso que adiei a composição deste texto o quanto pude. Passado o choque inicial com a tragédia épica que se abateu sobre Santa Maria, ainda que pouco confiante em que não acontecesse não quis considerar a hipótese de que sobreviesse o espetáculo de selvageria que se seguiu neste país.
 
Lembro-me de que, no domingo, minutos após saber que serei avô pela segunda vez, então ainda na mesa do almoço com os pais da criança (meu filho e minha nora), ouço a emissora FM em que escutávamos música falar sobre a tragédia, interrompendo o almoço em família e nos obrigando a ir à internet em busca de maiores informações.
 
Naquele instante, senti vergonha do pensamento que me tomou. Um horror humanitário como aquele e eu fui logo pensar em que arrumariam um jeito de criticar Lula ou Dilma ou até o PT pelo que ocorrera. Senti-me fanático e insensível.
 
Não tive que esperar muito para me redimir, ainda que preferisse ter me sentido mal comigo mesmo a ter que encarar a dura realidade de que há uma infestação de desumanidade no país.
 
Jornalistas conhecidos, órgãos de imprensa e internautas anônimos das redes sociais protagonizaram um show dos horrores. Frases e até imagens repugnantes foram construídas a toque da mais absoluta insensibilidade e falta de limites éticos.
 
Tudo em que o blogueiro e colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo conseguiu pensar, poucas horas após a tragédia vir a público, foi em criticar o ex-presidente Lula por ter sido postado em seu perfil no Facebook uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas de Santa Maria (?!!).
 
No jornal O Globo e no site “Blog do Noblat”, hospedado no portal da Globo na internet, uma charge de Chico Caruso espantou multidões pelo mau-gosto, pelo oportunismo, pela insensibilidade e até pela burrice.
 
O que tem Dilma Rousseff a ver com a falta de fiscalização de uma casa noturna em um dos mais de cinco mil municípios brasileiros? Nada? Pois o cartunista que serve à família Marinho achou relevante colocá-la à frente de uma jaula flamejante exclamando “Santa Maria!”.
 
Que mensagem o cartunista mandou? O que ele quis dizer? Por que Dilma tinha que ser associada à tragédia? Não seria mais inteligente uma charge crítica à falta de fiscalização das autoridades de Santa Maria ou ao descaso do empresário inescrupuloso que dirigia aquela arapuca?
 
Por que não fazer uma charge poética sobre o sofrimento de toda uma nação? Não havia idéia melhor para aquele cretino usar em uma charge, já que, por alguma razão, julgou que tinha que fazer uma?
 
O envolvimento de Dilma no episódio via essa cretinice da charge se conectava com os comentáristas dos blogs de Noblat e Azevedo, que se uniam para acusá-la pela tragédia sob razões malucas, ininteligíveis, que nem seus formuladores souberam explicar.
 
Mas, tragicamente, não foi só. O jornal O Estado de São Paulo começou a espalhar, acriticamente, matéria insultuosa ao Brasil divulgada por um dos dois jornais ingleses que abriu guerra contra o governo Dilma. O subtítulo da matéria fez troça do lema de nossa bandeira.
 
O diário Financial Times trocou o lema Ordem e Progresso por “Idiotia e Progresso”. Ou seja: 200 milhões de brasileiros se tornaram “idiotas” por um tipo de tragédia que vem ocorrendo em várias partes do mundo, até nos Estados Unidos (2003).
 
Pior que tudo isso têm sido perfis nas redes sociais Twitter e Facebook, entre outras. Internautas anônimos estão se fartando de debochar do sofrimento que se abateu sobre o país inteiro usando, sem piedade, o que há de mais estupefaciente e repugnante no “humor negro”.
 
O que está acontecendo no país? Tenho 53 anos. Já vi muita coisa, mas essas pessoas capazes de não sentir um pingo de comiseração em um momento de tanta comoção não existiam. Ou, se existissem, ao menos tinham um mínimo de pudor.
 
Explorar politicamente uma tragédia como essa, no entanto, talvez seja o pior. Porque essa conduta asquerosa não veio de algum moleque cretino e mimado ou revoltado com o mundo, mas de homens supostamente esclarecidos e maduros.

Senador Roberto Requião detona Aécio Neves e o PSDB

Veja o que coloquei em um post em 10/12/2012 (veja aqui o texto completo)

Skaf acusa Cesp, Cemig e Copel: Estão jogando contra todos os brasileiros

Nota à imprensa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), via e-mail

Essa foi a reação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Paulo Skaf, à notícia de que três estatais do setor elétrico – Cemig (MG), Copel (PR) e Cesp (SP) –  decidiram recusar a antecipação de contratos com desconto, proposta pelo governo federal.

“A presidente Dilma Rousseff anunciou 20% de desconto médio em rede nacional. As estatais que se recusam a aderir ao desconto vão ter que arcar com as consequências de frustrar os brasileiros e mais ainda: de não colaborar para que o Brasil se torne um país mais competitivo.”

Para a Fiesp, que há dois anos encabeça a campanha Energia a Preço Justo, o Brasil não pode perder a oportunidade de promover essa queda na conta de luz de todos os brasileiros.

 “O importante agora é não abrir mão dessa conquista, que é de todos os brasileiros, ainda que essas estatais estejam jogando contra”, termina Paulo Skaf.

Agora veja o que diz neste vídeo o Senador Roberto Requião sobre essa questão.

[[youtube?id=OspW3rJ3sWk]]

Deixar o dente aberto???

Fabio:
Professor,qual a sua opinião sobre “deixar o dente aberto” para sair o pus??? Apesar de nao ser a terapia de 1a escolha,as vezes recorro a isso, principalmente quando o paciente esta naquela situação onde esta com grande inchaço e drenando pus pelo canal…afinal,na minha modesta opiniao,antes pelo canal radicular que via extra oral!!! um abraço e fique com Deus,mais uma vez parabens pelo blog!!!

Fabio, tenho grande dificuldade em aceitar a certeza nas ciências médicas. Não há espaço para verdades absolutas. Porém, apesar da possibilidade de que eventualmente se venha a faze-lo, evite deixar o dente aberto, isso só complica o controle de infecção. Dispomos de recursos que permitem uma ação efetiva nesse sentido, entre os quais o desbridamento foraminal.

A sujeira por baixo dos talheres de prata

Nasce um partido político. Era 1980. Surgia o Partido dos Trabalhadores, o PT. Começa a chamar a atenção e a ocupar lugar de destaque no cenário político brasileiro. Chama a minha atenção. Mas eu não sou um trabalhador. Como posso eu, profissional liberal, elite social e financeira do país, identificar-me com um partido de trabalhadores?

Ocorre uma pergunta; por que será que os profissionais liberais acham que não são trabalhadores?

Nasce um partido político. Era 1988. Surgia o Partido da Social Democracia Brasileira o PSDB, fundado por importantes figuras do cenário político brasileiro, alguns tidos como intelectuais. Identifiquei-me com ele. Ainda existiam resíduos da ideia de elite. Afinal, era um profissional liberal.

Campanha presidencial. Era 1989. Candidato do PT; um homem conhecido como Luis Inácio Lula da Silva, um apelido que se misturava com o nome. Um semianalfabeto, que mal falava o português. Inglês, nem pensar. Dos candidatos, o único com essas “características”. Por que eu, um profissional liberal, insistia em querer votar naquele semianalfabeto, que não falava inglês, que nada tinha a ver comigo?

Num golpe baixo, “jogaram” uma filha de Lula na campanha, uma questão estritamente pessoal e que nitidamente trouxe um grande desconforto para ele. A indignação foi tão grande que esboçou-se uma reação com a mesma moeda. Hábitos pessoais de Collor não muito recomendáveis poderiam ser usados também. Lula não aceitou: “não vamos levar questões pessoais para a campanha”.

Também nessa campanha, ficou famoso aquele último debate entre Lula, o comunista que comia criancinhas, e Collor, o caçador de marajás, de família muito rica, dona da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo em Alagoas. Somente anos depois veio à tona o que a Rede Globo fez naquele debate. Veja o vídeo [[youtube?id=To-FNLeoOK0]]

O PSDB/DEM e a grande imprensa (?), Rede Globo à frente, têm feito de tudo para destruir a imagem de Lula. Entre tantas, até de estuprador de um colega na época em que esteve preso pela ditadura já o acusaram. Mais recentemente, a mídia vem tentando criar e disseminar a suspeita de um romance entre Lula e Rosemary Noronha.
O PT sempre soube, por exemplo, da história do filho de Fernando Henrique Cardoso, Tomás Dutra Schmidt, com a jornalista Miriam Dutra, da Globo. A Globo abafou o caso e mandou a jornalista morar na Europa com o filho. Em 2009, FHC reconheceu o filho.

Veja o que diz a Tribuna da Imprensa:

Depois do reconhecimento, os três filhos de Ruth Cardoso – Paulo Henrique, Beatriz e Luciana – pediram ao pai que fizesse um exame que comprovasse que Tomás era mesmo filho dele. O ex-presidente concordou, imaginando com isso colocar fim a qualquer possibilidade de desentendimento entre os irmãos e Tomás.

O primeiro teste foi feito no fim do ano passado, em São Paulo. A saliva de FHC foi recolhida em São Paulo, e a de Tomás, em Washington, nos EUA, onde estuda, por meio do representante do escritório do advogado brasileiro Sergio Bermudes, que cuidou tanto do reconhecimento quanto dos testes feitos.

O primeiro exame deu negativo. FHC decidiu então se encontrar com Tomás em Nova York para um novo teste, que também deu negativo. Fernando Henrique Cardoso está disposto a manter o reconhecimento de Tomás, até porque não pode voltar atrás. Mas seus herdeiros, no futuro, poderão questionar a paternidade com base nos testes de DNA.

Fica faltando resolver agora o caso do filho que FHC teve com uma empregada doméstica. Foi em 19 de novembro que se descobriu um segundo caso de filho natural do ex-presidente FHC. A notícia foi dada pelo colunista Claudio Humberto, ao relatar que há pouco mais de 20 anos o então senador Fernando Henrique Cardoso tivera um romance com a empregada doméstica Maria Helena Pereira, que trabalhava em seu apartamento na capital.

Desse relacionamento nasceu um filho, que se chama Leonardo dos Santos Pereira e está hoje com vinte e poucos anos. Mãe e filho trabalham no Senado Federal. Maria Helena é copeira e serve cafezinho aos gabinetes da Ala Teotônio Vilela, enquanto Leonardo trabalha como carregador (auxiliar de serviços gerais) na Gráfica do Senado.

É interessante lembrar que FHC vivia dizendo que tinha um pé na senzala. E era mais do que verdade. Além de ser mestiço, como praticamente todos os brasileiros, ele acabou tendo filho com uma afrodescendente que o impressionou pela formosura. Leonardo é considerado muito parecido com o pai. E foi por isso, aliás, que a mulher de FHC, Dona Ruth Cardoso, decidiu demitir a empregada (veja aqui http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=20228).

Em outros momentos, tentaram achincalhar Lula, chamando-o de bêbado. Atribuía-se à Dona Ruth Cardoso, esposa de Fernando Henrique Cardoso, hoje falecida, dificuldades com a bebida, mais especificamente o whisky. O PT nunca fez qualquer insinuação sobre isso. Sempre respeitou D. Ruth pelo seu valor.

O jogo sujo do PSDB/DEM/Mídia, é comum dentro do partido. Em 28 de fevereiro de 2009, o Estadão publicou um texto que atiçou a guerra de bastidores entre os dois pré-candidatos do PSDB à Presidência da República. Assinado pelo falecido colunista Mauro Chaves, ele recebeu título provocador: “Pó pará, governador”.

Você acha normal que um jornal como o Estadão (São Paulo) publique a coluna de um dos seus mais prestigiados colunistas com esse título, “Pó pará, governador”? Teria havido algum erro de digitação?

Na verdade, o objetivo do jornal, um grande defensor e protetor de Serra, era pressionar Aécio Neves a desistir da disputa interna e aceitar o papel de vice na chapa tucana (na campanha para a eleição de 2010, em que Dilma ganhou). O jornalista Altamiro Borges fez o seguinte comentário: “Sem nunca ter ocultado seu serrismo, o Estadão dispensou o protocolo e disparou um torpedo visando atingir a pré-candidatura de Aécio abaixo da linha-d’água. Contrastando com a linha conservadora do jornal, instilou uma insinuação pesada, uma suposta ligação de Aécio ao “Pó”, ou seja, cocaína”…

Observa-se o nível de uma simples disputa interna entre dois candidatos do PSDB para ver quem iria disputar com Dilma. Como sabemos, deu Serra. Recentemente flagrado por uma blitz no Rio de Janeiro, o Senador Aécio Neves se recusou a fazer o teste do bafômetro. Comenta-se que o senador não estava bem outra vez, mas que o bafômetro só registraria uma das razões para a sua condição.

Apesar de recursos baixos serem utilizados pelo PSDB/DEM/Mídia contra o PT, Lula nunca permitiu qualquer menção a essas histórias, de Fernando Henrique Cardoso ou de qualquer outro político, por achar que é uma questão estritamente pessoal. Apesar da enorme campanha sistemática contra os seus membros (petralhas, delinquentes, quadrilheiros, quadrilha de bandidos, raça i

nferior…), particularmente nos últimos 10 anos, o Partido dos Trabalhadores, o PT, uma raça a ser extinta, como disse o Senador Jorge Bornhaussen (DEM de Santa Catarina), tem evitado (até quando!!!) o jogo baixo, mesquinho, sujo.

Em artigo de hoje da Folha (26/12/2012, quarta-feira), um dos seus colunistas, que também é da Veja (sempre ela), refere-se aos membros do partido da presidente Dilma Roussef como “cleptocompanheiros”.

Dizem que a oposição e a mídia brasileira são as únicas no mundo que tentam derrubar um ex-presidente. E não conseguem.

Ao reler esse texto antes de posta-lo, preocupou-me não deixar a impressão de que teria exagerado nos comentários sobre o PSDB/DEM/Mídia. Não quero ser injusto com um segmento tão importante da elite brasileira. Tenho que reconhecer que são pessoas de fino trato. Sabem como poucos como se comportar à mesa. Possuem o domínio de fato do uso dos finos talheres de prata.

Mais um caos… pela Rede Globo

A grande mídia, Rede Globo à frente, sempre se supera e nos surpreende com a sua “boa vontade” com o PT e os governos Lula/Dilma. O exemplo mais recente tem sido o terrorismo que ela fez e está fazendo com o "apagão". As manchetes, como sempre sensacionalistas, anunciavam o apagão e a necessidade de racionamento de energia que teria que ser determinado pelo governo em breve.

Todos os especialistas da área disseram todo o tempo que não havia a menor possibilidade de apagão. Mesmo assim continuaram com o bombardeio e chegaram a dizer que, daqui de Salvador, ainda nas férias, Dilma tinha marcado uma reunião urgente para tratar do assunto. As entrevistas da Globo News forçaram a barra demais, tentando por as palavras na boca dos entrevistados. Uma das consequências, as ações de empresas de energia elétrica caíram (procure saber quem comprou ações na queda e venderam assim que voltaram a subir [portanto, com grande lucro], quando “viram” que era puro terrorismo da imprensa).

A cada dezembro, o Ministério das Energias agenda 12 reuniões para o ano seguinte, uma a cada mês, para tratar dos assuntos pertinentes ao ministério. A reunião de urgência que Dilma tinha marcado era simplesmente uma delas, portanto prevista desde o ano passado. A coisa foi tão vergonhosa que a Folha de São Paulo reconheceu o erro e pediu desculpas (claro que sem nenhum destaque, como tiveram as grandes manchetes falando do apagão).

Veja o agendamento das reuniões:

 

Agora, veja esse artigo sobre mais um terrorismo que o Jornal Nacional fez ontem, sexta-feira, 11/01/2013.

Industria foi mal em estados governados por tucanos e foi bem nos demais

Por Zé Augusto

A produção industrial cresceu em 8 dos 14 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de outubro para novembro de 2012.

Vejam bem: cresceu em 8 estados e caiu em 6. Adivinhe como o "Jornal Nacional" da quarta-feira noticiou?

 

A TV Globo, em sua cruzada para derrubar Dilma, noticiou com a enfase negativa, colocando o número menor como se fosse mais importante do que o maior.

Mas o telejornal omitiu uma informação importante: dos 6 estados em que a produção industrial caiu, 5 são governados por tucanos.

Eis os 6 estados pesquisados onde houve queda na produção industrial:

Goiás (PSDB): -14,7%
Espírito Santo (PSB): -6,3%
Pará (PSDB): -6,0%
Paraná (PSDB): -5,1%
São Paulo (PSDB): -1,9%
Minas Gerais (PSDB): -0,7%

Eis os 8 estados pesquisados onde houve crescimento:

Bahia (PT): 3,5%
Santa Catarina (PSD base aliada de Dilma): 3%
Amazonas (PSD
base aliada de Dilma): 2,9%
Ceará (PSB
base aliada de Dilma): 2,2%
Rio de Janeiro (PMDB
base aliada de Dilma): 2,1%
Pernambuco (PSB
base aliada de Dilma): 1,3%
Rio Grande do Sul (PT): 0,4%

Os governadores tucanos Geraldo Alckmin (SP), Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO) e Simão Jatene (PA) estão destruindo seus estados, e continuam contra o crescimento industrial ao tentarem sabotar a conta de luz mais barata, o que incentivará a produção industrial.

Quem disse isso?

Fabio:
Prof,gostei demais do Blog que conheci hoje mas ja coloquei nos meus favoritos. Sou cirurgião dentista há 10 anos e especialista em endodontia há 3. Tenho uma pergunta ao senhor um tanto espinhosa: os convenios “exigem” uma garantia do canal por 2 a 5 anos (dependendo do convenio) e já ouvi alguns colegas de várias especialidades (inclusive de endo) dizendo que temos sim de dar garantia no nosso tratamento. E qual é a opinião do senhor? Desde já agradeço sua atenção!

Fabio, fico feliz por saber que você gostou do Blog.

Não consigo ver como dar garantia de um tratamento, seja pelo prazo que for. A qualidade do tratamento endodôntico então terá que ter um prazo de garantia, de validade, como um produto de supermercado? Se a lesão periapical, por exemplo, não desaparecer em 2 anos, o paciente ou o colega que o encaminhou só poderá reclamar quando se completarem os 5 anos, esperar os 3 anos restantes?

A garantia que o endodontista tem que dar é a de que o paciente será respeitado e a melhor maneira de fazer isso é, além de um tratamento respeitoso à sua condição de ser humano, dar a ele o melhor do profissional. Respeito (ao paciente), competência e dignidade (do profissional). Essa é a tríade guiada pela consciência e formação de cada um. É possível que se fosse assim talvez nem precisássemos de código de ética. Infelizmente, porém, os que não pensam exatamente assim estão por aí, inclusive dando aula.

Quando o tratamento endodôntico é realizado, quem o faz só pode pensar que será para o resto da vida do paciente. Mesmo que, por razões diversas, nem sempre isso é possível.

Os melhores presidentes do Brasil

(Entrevista de José Sarney ao Portal iG, ao final do governo Lula)

iG: O senhor acredita que Lula foi um líder popular maior que Getúlio Vargas?
Sarney:
Getúlio nunca foi líder popular. Ele teve uma grande popularidade. Lula é um líder popular. Getúlio era da elite do Rio Grande do Sul, do Borges de Medeiros, do Julio de Castilho. Foi ministro da Fazenda do Washington Luís. Então ele era da elite nacional. O Lula não. Lula veio das raízes. Foi torneiro mecânico, operário. De maneira que podemos dizer que todas as classes sociais ocuparam o poder.

iG: Getúlio era um líder populista?
Sarney:
A meu ver sim.

iG: O Lula não?
Sarney:
O Lula não. Ele é um líder de resultados para a classe dele. Isso foi o balanço do governo.

iG: Se o senhor tivesse que fazer um ranking dos presidentes da República como faria?
Sarney:
Colocaria Rodrigues Alves (1902-1906), porque ele ordenou as finanças públicas depois de encontrar um país extremamente endividado. Tinha uma visão de Estado profunda. Estou fazendo um exame cronológico. Eu consideraria o Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954). De qualquer maneira, ele foi um ditador durante 15 anos. Ele enfrentou problemas trabalhistas que eram só para aqueles que tinham carteira de trabalho. Para os excluídos, esses que não tinham carteira de trabalho, Getúlio nunca fez nada. O Juscelino Kubitschek (1955-1960) foi um grande presidente. Teve uma grande responsabilidade, assumiu para ser deposto porque ele tinha uma reação militar e política muito grande. E ele (JK) contornou tudo isso e transformou a luta política num debate nacional pelo desenvolvimento econômico. E eu colocaria o governo do Lula, que é uma mudança profunda. O Lula deu uma paz social ao país, fez uma distribuição de renda muito grande. Acho que a partir do Lula o Brasil também conclui um ciclo republicano, com a chegada de um homem do povo ao poder.

iG: Duas perguntas que sobram: primeiro o senhor não se incluiu…
Sarney:
Não me incluí porque caso contrário seria cabotinismo da minha parte. Eu fiz coisas certas e coisas erradas. Eu às vezes fui o melhor presidente do Brasil e fui o pior presidente do Brasil.

iG: Em quê?
Sarney:
Quando eu fiz o Plano Cruzado e tive a coragem que nunca ninguém tinha tido neste País de partir para uma fórmula heterodoxa de modificação da economia. Todos os outros (presidentes) tinham se submetido às regras internacionais. Isso foi uma coragem extraordinária. Naquele tempo eu havia ouvido do próprio Leonel Brizola (ex-presidente nacional do PDT) que eu tinha sido o presidente com maior coragem no Brasil, quando decretei o congelamento (de preços) e fiz o Plano Cruzado, quando abri a porta para que o País pudesse ter condições para modificar a economia.

iG: Isso foi o melhor e o que foi o pior?
Sarney:
O pior foi quando fiz o Plano Cruzado número 2. Fiz uma correção errada. Evidentemente que eu não sou economista, mas a responsabilidade é minha. Os que fizeram errado não têm responsabilidade nenhuma. Mas eu tenho a responsabilidade de ter aceito aquela fórmula de corrigir o aumento daqueles cinco produtos.

iG: A outra pergunta que sobra daquele ranking foi não ter incluído o presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Sarney:
Acho que Fernando Henrique Cardoso foi um presidente que prestou muitos serviços ao País. Ele realmente foi um bom presidente. Um presidente normal, comum. Não há uma marca profunda como os outros presidentes que ocuparam o comando do País.

Um acidente de avião, um ar condicionado quebrado e uma atriz

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi inaugurado em 1936 e é o quarto mais movimentado do Brasil. Lá chegam e de lá saem milhões de pessoas. Desses milhões de pessoas, certamente muitas “morrem” de medo de voar.

A história da aviação brasileira e mundial registra inúmeros acidentes de avião, alguns dos quais, de tão desastrosos, comoveram o mundo e ocuparam o noticiário. As causas são muito diversas, de falhas humanas a problemas técnicos, razão pela qual as investigações são sempre demoradas.

Há um acidente de avião, porém, que ocupa um lugar de destaque. Foi o que ocorreu em 2007, com o choque de um Airbus A-320 da TAM que não conseguiu parar ao aterrissar no Aeroporto de Congonhas. Todas as 187 pessoas a bordo morreram e doze pessoas em solo foram vitimadas. Não era para menos, comoção nacional, várias famílias e amigos em total desespero diante de mais uma fatalidade.

Não era, porém, uma fatalidade. Na investigação mais bem feita e rápida da aviação comercial realizada até hoje no mundo, já naquele mesmo dia os jornais da televisão brasileira anunciavam aos quatro cantos do mundo que tinham identificado o culpado. A imprensa brasileira mostrava ao mundo toda a nossa competência ao investigar, analisar todas as possibilidades e chegar ao veredito final, tudo no mesmo dia do acidente. Pelo rigor das investigações, foi o primeiro, e até agora único, acidente de avião no mundo em que não houve dúvidas quanto ao culpado: o presidente da república.

Talvez pelo ineditismo da ação que encantou aos leitores/telespectadores da grande mídia, a despeito do sofrimento das famílias e amigos das vítimas ela brindou o país com as notícias referentes a esse acidente por vários dias, um tempo nunca visto anteriormente, com um verdadeiro espetáculo de imagens e entrevistas com especialistas, sempre de plantão e dispostos a cooperar com a imprensa no seu nobre papel de bem informar ao povo.

Investigação concluída, segue a vida. As pessoas do mundo e do Brasil, inclusive as de São Paulo, continuaram chegando e saindo de Congonhas, algo que se repete diariamente em todos os aeroportos brasileiros, agora com movimento bem maior.

Não se encontrou ainda uma explicação de porque os brasileiros estão viajando cada vez mais de avião, inclusive com frequência também maior de reclamações de outras que estão estranhando esse movimento intenso de quem não costumava frequentar aeroportos, inclusive viajando para fora do país. Vê se pode! Danuza Leão, por exemplo, anda profundamente irritada, e deprimida.

O fato é que movimento intenso pode trazer maior necessidade de manutenção dos aparelhos que, como sabemos, costumam apresentar defeitos. É uma escada rolante que quebra, é um ar condicionado que dá defeito, é um… Opa, por falar em ar condicionado, fiquei sabendo que deu problema no aeroporto do Rio de Janeiro.

Não sei se você sabe que o Rio de Janeiro fica um pouquinho mais quente no verão. Fiquei sabendo que agora no período das festas de fim de ano, foi registrada a maior temperatura (43,2ºC, com sensação térmica de 47º) desde 1915, quando se começou a fazer essa medição. A maior temperatura nos últimos 97 anos. E o ar condicionado do aeroporto resolve pifar nesses dias. Pra que?

Se alguém aqui votar no Lula ou na Dilma é um filho da puta!

Pronto, acharam os culpados.

Segundo Ancelmo Gois (jornalista do Globo), a frase aí em cima foi de um suposto protesto feito por um passageiro ao embarcar no Galeão rumo a Nova York (viu para onde ele está indo? E você ainda quer que ele se misture com as pessoas que não costumavam frequentar aeroportos!!!) e, pelo visto, pessoa bastante educada, fina. Por sua vez, Ancelmo Gois usa um artifício manjado; por na boca de alguém o que se quer dizer.

Mas, está claro, não é motivo de preocupação por parte de quem vai viajar; como vimos, já acharam os culpados. E na mesma hora. Mas, aqui pra nós, isso é hora de ar condicionado pifar. Como é que Lula e Dilma fazem um negócio desses?

Desgraça pouca é bobagem, diz o ditado popular. E não é que é mesmo. Vinha mais pela frente.

Viva Belo Monte. Essa é a prova de que precisamos de uma nova estrutura em energia!

Você faz ideia de quem disse essa frase no maldito aeroporto? Vou dar uma dica. É claro que só pode ser alguém com profundo conhecimento em questões de energia. Ah, sabia que você ia acertar. Isso mesmo, Regina Duarte.

Jânio de Freitas, um dos mais respeitados jornalistas do Brasil, descreveu assim na sua coluna, na Folha (leia aqui http://localhost/wp/endo2/pages//posts/confronto-que-endurece452.php):

Até os índios do Xingu e do Madeira foram condenados, com o brado destemido de Regina Duarte a favor da inundação das terras indígenas e da floresta: "Viva Belo Monte! Essa [um aparelho de ar refrigerado quebrado] é a prova de que precisamos de uma nova estrutura em energia!"

Talvez, contra o calorão do Santos Dumont, comprar um aparelho novo fosse mais barato e eficiente do que construir uma hidrelétrica na Amazônia. Bem, depois a atriz se disse preocupada também com o calorão na Copa do Mundo. A qual, aliás, será no inverno. Mas o que interessa é ter aproveitado a bobeada do governo petista.

Como se pode observar, Regina Duarte continua um fenômeno de inteligência e sensibilidade. Quanto ao que ela disse… ah, deixa pra lá. Artistas com poucos neurônios ativos que trabalham em novelas já é uma coisa normal. Nem o Prof. Miguel Nicolelis dá jeito.