Está sangrando?

Arielly:
olá, professor eu acho que ocorreu um enovelamento da polpa no dente.Não para de sangrar e ta tudo correto na radiografia. Qual a conduta a tomar? vai sangrar por muito tempo??

Arielly, se não há possibilidade de erros no comprimento de trabalho ou desvios, vamos pensar no mais simples. É possível que a polpa esteja enovelada. Tente remover com limas Hedstroem.

Tratamento ou retratamento?

Ludmila Ohana:
No laudo da radiologista foi sugerido que ha uma osteíte rarefacente difusa na regiao do 46,clinicamente ha um ponto de drenagem de secreção purulenta,o dente en questao,nao apresenta material obturador radiopatico, porem o paciente relata que este dente foi realizado tratamento de cana,qual reria a melhor conduta a ser realizada? retratamento?

Ludmila, uma vez que não há material obturador radiopaco nos canais e você não tem um relatório de outro profissional dizendo o que foi realmente feito, não podemos dizer que o dente foi tratado endodonticamente. Portanto, é o que voce deve fazer. Tratar.

Enquanto isso, na Argentina…

Por Eric Nepomuceno, de Buenos Aires

Buenos Aires – O prazo final foi dado: dezembro. Ou, para quem aprecia precisão e detalhe, dia sete de dezembro de 2012, uma quarta-feira. É quando o todo-poderoso grupo Clarín, que além do jornal de maior circulação da Argentina (e um dos maiores da América do Sul) detém, na prática, um império de comunicações no país, terá de se enquadrar na nova legislação – ou seja, começar a de desfazer de vários canais de televisão aberta e a cabo, além de um bom punhado de emissoras de rádio. Num estranho neologismo, a questão é tratada, na Argentina, como ‘desenvestimento’. Ora, na verdade a questão é outra: o grupo terá de começar a se desfazer de um patrimônio que é ilegal. Terá de abrir mão de concessões de licenças para operar rádio AM, FM, televisão aberta e televisão fechada.

O grupo Clarín tentou, de todo jeito, denunciar essa nova legislação – aprovada, aliás, por esmagadora maioria no Congresso –, questionando sua constitucionalidade e alegando que atingia o direito à liberdade de expressão. A Suprema Corte disse que na nova legislação não há nenhum cerceamento à liberdade de expressão.

Denunciar atentados à liberdade de expressão cada vez que seus interesses empresariais são ameaçados é característica dos grupos de comunicação que, na América Latina, funcionam como grandes monopólios e, ao mesmo tempo, como ferozes escudeiros do poder econômico. Cada vez que um desses grupos se sente ameaçado, todos, em uníssono, denunciam que os governos estariam fazendo aquilo que, na verdade, esses mesmos grupos praticam descaradamente em seu dia a dia: o cerceamento à liberdade de expressão. À diversidade de informação.

O caso do grupo Clarín é típico do que ocorre em um sem-fim de países, a começar pelo Brasil, onde um seleto punhado de quatro ou cinco famílias controla ferreamente a distribuição de informação. Na Argentina, como no Brasil, esses conglomerados de comunicação funcionam como a verdadeira oposição ao governo. E não no sentido de vigiar, pressionar, denunciar erros e desvios, mas de lançar mão de todas as armas e ferramentas, por mais venais que sejam, para atacar qualquer governo que atente contra os seus interesses e os interesses de determinado poder econômico, que os monopólios das comunicações defendem movidos a ferro, fogo e ausência total de escrúpulos.

Vale a pena recordar como atua o grupo Clarín, fervoroso defensor do sacrossanto direito à liberdade de expressão. Sua prática, na defesa desse credo, é no mínimo esdrúxula: controla 56% do mercado de canais de televisão aberta e a cabo, e uma parcela ainda maior das emissoras de rádio; manipula contratos de publicidade impedindo que os anunciantes comprem espaço na concorrência; e, como se fosse pouco, ainda briga na Justiça para continuar exercendo o monopólio da produção e distribuição do papel de imprensa no país.

Não se trata de discutir o conteúdo – incrivelmente manipulado, aliás – dos meios de informação controlados pelo Clarín em todas as suas variantes. Trata-se apenas e tão somente de discutir até que ponto é lícito que um determinado grupo exerça semelhante controle sobre o volume de informação que chega aos argentinos.

Diante desse quadro, é fácil entender que o que fez o governo de Cristina Fernández de Kirchner é, para o grupo Clarín, algo inadmissível. Afinal, além da intervenção na fábrica Papel Prensa, fazendo com que o Estado assumisse o controle da produção, distribuição e venda de papel a jornais e revistas, o governo baixou uma lei, aprovada pelo Congresso, que dividiu o espaço da transmissão de televisão aberta e fechada em três partes iguais.

Um terço desse espaço permanece em mãos de grupos privados, como o próprio Clarín. Outro terço passa a ser dividido entre emissoras públicas (nacionais e estaduais), e o terço final passa a emissoras que estarão sob controle da sociedade civil, através de organizações sociais. Quem está atuando além desses limites terá de abrir mão de licenças e concessões, que na Argentina – como no Brasil – são públicas.

Além disso, quem for dono de canais abertos não poderá ser dono de distribuidoras de canais a cabo numa mesma região. O grupo Clarín tem superposição de canais abertos e fechados em Buenos Aires, Córdoba, Mar del Plata e Bahía Blanca. Vai ter de escolher. Além disso, ao fundir duas distribuidoras de canais a cabo, a Calevisión e a Multicanal, estourou todos os limites de concessões estabelecidos pela lei (são cerca de 225 canais em mãos do grupo, e isso, para não mencionar as estações de rádio AM e FM).

A nova legislação foi questionada, é claro, por várias corporações que foram e serão atingidos. A gigantesca Telefônica espanhola, por exemplo, controla nove canais de televisão aberta no país. Terá abrir mão de todos, a menos que aceite integrar alguma cooperativa junto a organizações sociais.

Ninguém, em todo caso, fez o estardalhaço que o grupo Clarín está fazendo. Há uma explicação: o grupo decidiu partir, altaneiro, para o tudo ou nada. Confiou no próprio poder e na fraqueza do governo.
Tropeçou feio: Cristina Kirchner se reelegeu em 2011, e agora a Justiça decidiu que a nova lei tem data, sete de dezembro de 2012, para que seja cumprida.

A fúria do Clarín é evidente e é compreensível. Fez todas as apostas erradas, e está perdendo uma por uma.

A mais delicada dessas apostas foi a que fez no segundo semestre de 1976, quando ganhou – na base de uma cumplicidade sórdida com a ditadura militar que sufocava o país – o controle da produção e da distribuição de papel de jornais e revistas na Argentina. Foi o auge de seu poder, que agora começa a ser rapidamente minado. Já não há torturadores e militares corruptos e sanguinários a quem recorrer. Restou recorrer à Justiça. Foi quando o grupo começou a perder.

A primavera brasileira

Por Luis Nassif

O conceito da “primavera” foi adotado para descrever países ou comunidades em que a Internet entrou quebrando barreiras de silêncio.

Nos países de regime ditatorial, a “primavera” significou romper o controle estatal sobre a informação. Mas em muitos países democráticos, significou romper cortinas de silêncio impostas pela chamada velha mídia – os grandes meios de comunicação nacionais.

Nos Estados Unidos, a blogosfera ajudou a romper o sigilo em torno das guerras do Iraque e Afeganistão. Na Espanha, antes mesmo da explosão da Internet, os sistemas de SMS (torpedos) telefônicos ajudaram a desarmar a tentativa de grandes grupos midiáticos de atribuir um atentado à oposição.

Na Argentina, há um conflito latente entre o governo Cristina Kirchner e os grandes grupos midiáticos. No momento, passeatas tomam as ruas da cidade do México, contra a imprensa local.

No Brasil, em pelo menos três episódios exemplares a blogosfera foi fundamental para romper barreiras de silêncio.

O primeiro foi na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Capitaneados pela revista Veja, a chamada grande mídia se esmerou em demonizar os agentes públicos, vitimizar o banqueiro Daniel Dantas e transformar Gilmar Mendes no maior presidente da história do STF (Supremo Tribunal Federal).

Apenas a blogosfera preocupou-se em mostrar o outro lado, o das investigações.

O episódio terminou com o Opportunity se safando junto à Justiça. Mas, no campo da opinião pública, poder judiciário, Ministros que se aliaram ao banqueiro, o próprio banqueiro e Gilmar Mendes saíram amplamente derrotados. O episódio mostrou os limites da grande mídia para construir ou destruir reputações.

Várias armações foram denunciadas pela blogosfera, como o caso do falso grampo no STF, o grampo sem áudio da suposta conversa entre Demóstenes Torres e Gilmar Mendes, a lista falsa de equipamentos da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) brandida pelo então Ministro da Justiça Nelson Jobim.

O segundo episódio relevante foi a promoção do livro “A Privataria Tucana”, com indícios de enriquecimento pessoal do ex-governador José Serra. Apesar de totalmente ignorado pela velha mídia, o livro bateu todos os recordes de vendas do ano.

Agora, tem-se o caso do envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Foram quase dez anos de parceria, que transformaram o bicheiro no mais poderoso contraventor da república.

Graças às reportagens de Veja, o senador Demóstenes Torres tornou-se símbolo da retidão na política. Com o poder conquistado, participou de inúmeros lobbies em favor de Cachoeira e de avalista das denúncias mais extravagantes da revista.

Veja sempre soube das ligações de Demóstenes com Cachoeira. Mas por quase dez anos enganou seus leitores, não só escondendo essa relação, como difundindo a ideia de que Demóstenes era político inatacável.

Na velha mídia, não há uma linha sobre essas manobras, nada sobre as 47 conversas gravadas entre o diretor da revista em Brasília e Cachoeira, as quase 200 dele com todos os membros da quadrilha.

Assim como no Egito, Estados Unidos, Espanha, México, França, é a Internet que está explodindo cortinas de silêncio.

O Bahia acima de tudo

Foram 7 anos fora da Série A e 10 sem um título. Tempo suficiente para desestruturar completamente um time. Sem perder de vista o grande responsável pela “década perdida”, deixemos de lado as gestões anteriores e a própria origem da atual diretoria. Seria perda de tempo e não vale a pena relembrar.

Crítico da atual diretoria em vários momentos, não deixei de perceber, entretanto, os primeiros sinais de reformulação da estrutura, jamais visto anteriormente. Mesmo nos momentos aparentemente de mais erros do que acertos com o time de futebol, via paralelamente a tentativa de se criar uma estrutura mais profissional para o time, insisto em dizer, nunca visto antes.

Dois mil e dez, a volta tão ansiosa e desesperadamente aguardada à Série A. Os acertos com o time de futebol também davam os seus primeiros sinais.

Dois mil e onze, a noite da grande agonia, em que o time lutou para não cair outra vez. Não só conseguiu, como de quebra ganhou a classificação para a Sul-Americana. O que faltava? O título de campeão baiano.

O time que começava a ser montado para o ano de 2012 era bastante promissor e entusiasmou a todos. Não fui exceção. Permaneciam alguns jogadores importantes e chegavam outros que certamente iam dar mais qualidade ao plantel. Mas, para quem começava a dar mostras de que queria ser campeão, ainda faltava algo que a direção não ia providenciar. Aí entrou o destino, que mais uma vez ajudou o Bahia. O Flamengo levou Joel Santana.

Na sua chegada, Falcão revolucionou o time e com ele a certeza: seremos campeões, e sem dificuldades. Como num passe de mágica, da noite para o dia, o time mudou e atropelou os adversários.

Começaram as contusões. Até virose teve, e uma delas tirou Gabriel do time por alguns dias. Voltou, mas não jogou mais. Apesar da figura de “garçom”, com muitas assistências importantes, não voltou a jogar como quando falcão chegou. Ainda assim, sem dúvida, apresentava rendimento razoável.

Sem ser nenhuma maravilha, a melhor fase de Souza, mas com contusões. Júnior é aquilo ali, não temos como e porque esperar mais. Jogadores importantes como Lulinha e Morais, não jogam bem há algum tempo. Ciro, frustrando todas as expectativas, nunca jogou e Zé Roberto, uma aposta que, como Carlos Alberto, não funcionará; não jogou nem jogará. Jogadores importantes estão de fora (Ávine, Jefferson).

Na reta final do campeonato baiano, aquele time que encantava e atropelava os adversários já não conseguia jogar bem. Ainda que em parte as contusões, que mantiveram o departamento médico bastante movimentado por bom tempo, quando o time chegou ao ponto de jogar com somente 2 ou 3 titulares, explicassem o pouco futebol, percebia-se a queda de produção de alguns jogadores. Mas, a vantagem construída durante o campeonato permitiu “mais facilmente” o título de campeão, com 2 empates nas finais. Bahia, campeão baiano de 2012. Finalmente.

Esteve mal na Copa do Brasil. Acertos e erros, limitações e autoconhecimento. Bom para um time buscando crescer.

Qual o técnico de futebol que não erra ao escalar um time? Qual o técnico de futebol que não faz substituições equivocadas, que eu e você, lá na arquibancada, não identificamos de imediato? Falcão cometeu esses pecados e não foram poucas as vezes que lá, na minha arquibancada, esbravejei e xinguei. Torcedor não é analista de futebol, torcedor é torcedor. É a paixão que dá as cartas. Porém, as cartas não podem ser dadas pela paixão a quem é analista de futebol.

Falcão não é medíocre, Falcão é um ícone do futebol brasileiro, condição que não o isenta de críticas, mas exige, sim, exige respeito. Num momento em que a deselegância é uma tônica, alguém como ele tem que ser respeitado. Não estou falando da sua notória elegância no vestir, essa é a que tem menos importância. É a sua elegância e seriedade no trato com as pessoas, com as coisas, que o tornam um referencial, um profissional digno. A dignidade que falta numa quantidade enorme de profissionais de todos os segmentos sociais sobra em Falcão.

Outro profissional sério e competente é Paulo Angioni, de quem tive dúvidas no início. Inteligente. Times importantes já tentaram leva-lo, mas ele permaneceu no Bahia. Por que? Projeto a longo prazo. Ele sabe que em poucos times encontrará a mesma condição de trabalho que tem aqui. O resultado disso já pode ser visto, é só querer, mas é a longo prazo que ele será reconhecido. E a sua inteligência diz que é aí que ele crescerá mais para o cenário nacional e se tornará um profissional mais valorizado ainda.

Quando vários jogadores foram contratados em 2011, a diretoria foi criticada porque trouxe um “caminhão” deles. Esse ano, as necessidades existem (não perceber que Angioni sabe disso e está agindo nesse sentido é de uma insensatez e má vontade impressionantes), mas são menores.

Em determinado momento, o Bahia esteve com 5 laterais contundidos (Ávine, Wiliam Mateus, Madson, Coelho e Gutierrez) e por isso, numa emergência, foi buscar o sexto: Gerley. Vai sair contratando a cada jogador que machucar? Lá adiante, a nossa sábia e competente imprensa esportiva, que cobra muitas contratações agora, dirá que houve precipitação, que não precisava contratar tantos jogadores. É bom lembrar que os jogadores citados estão voltando.

A diretoria do Bahia está agindo corretamente. Na Copa do Brasil não eram muitas as chances e o Campeonato Brasileiro só está começando. E esse começo será muito difícil. Não vamos nos precipitar por eventuais resultados negativos na sequência inicial. Independente das cobranças que estão sendo feitas, vamos ter calma com o time e com as contratações.

Deixemos um pouco de lado a nossa paixão, aquela que nos transforma na maior torcida do Brasil, a “Torcida de Ouro” (prêmio concedido pela CBF em 2010), para reconhecer que, administrativamente, o Bahia era um time ultrapassado. O nosso futebol está ultrapassado, porque o nosso dirigente é ultrapassado. Na verdade, a maioria dos nossos dirigentes de futebol tem esse perfil. O que ocorre é que os times do sul/sudeste, “onde as coisas acontecem”, possuem mais recursos, inclusive os advindos das cotas da televisão. Mais dinheiro, ainda que frequentemente mal aplicado, mais força.

Não há como deixar de reconhecer, no ent

anto, que neste momento, com erros e acertos, o Bahia passa por uma mudança de mentalidade no futebol como nunca antes ocorreu, que deverá lhe render frutos a médio e longo prazo. Hoje, o Bahia já é um dos times mais profissionais do Brasil. Mas, esse é um caminho muito longo.

Se o trabalho de Falcão ou Angioni não der certo, o torcedor tem todo o direito de reclamar, vaiar, xingar e são conhecidos os mecanismos existentes para se resolver a questão. Uma coisa é certa; não consigo enxergar um único momento em que qualquer um dos dois tenha faltado com o respeito à torcida ou imprensa. Esse respeito tem que ser mútuo. Impõe-se que quem tem um microfone ou uma caneta na mão precisa ter mais competência e serenidade.

É muito importante que neste momento a torcida do Bahia, a Torcida de Ouro, não se deixe levar por profissionais despreparados da imprensa. Atitudes incendiárias não cabem em nenhum momento, particularmente neste.

Que a torcida fique atenta. O Bahia está acima de tudo.

A Globo está com os dirigentes do futebol brasileiro na mão?

Do Blog do Perrone

Segundo dirigentes paulistas ouvidos pelo blog, a sombra da Record foi o principal motivo que levou a Globo a convidar um grupo de cartolas para assistir à final da Champions League na Alemanha.

A concorrente está revigorada com a troca de poder na CBF. José Maria Marin já fez gestos simpáticos para a Record. Um dos pontos de preocupação é o Campeonato Paulista. Isso porque Marin é afinado com Juvenal Juvêncio.

O são-paulino flertou com a Record na última renovação do contrato de transmissão do Paulista e arrancou um caminhão de dinheiro da Globo.

Juvenal, não foi para a Alemanha com a Globo. Segundo o presidente do São Paulo, ele foi convidado há dois meses, mas não pode ir por causa de compromissos relacionados ao clube.

Outra ausência foi a de Mário Gobbi, que se juntaria ao grupo depois de Vasco x Corinthians, mas desistiu, por causa de uma gripe.

O presidente corintiano é peça importante nesse quebra-cabeça. Como aconteceu na última renovação dos direitos de transmissão do Brasileiro, Corinthians e Flamengo servem de imã para arrastar os demais clubes.

Além do risco Record, um influente cartola paulista afirmou ao blog que a Globo pretende costurar com os clubes um pedido de mudança no Campeonato Paulista. Preocupada com as baixas audiências no último Estadual, ela está interessada em encontrar um novo formato, mais atraente. A redução no número de participantes é uma das propostas.

Em termos nacionais, a próxima disputa contratual deve ser pela Copa do Brasil. Antes de sair da CBF, Ricardo Teixeira negociou os direitos do torneio com a empresa do flamenguista Kléber Leite. As emissoras terão que negociar com ele, o que torna ainda mais importante o papel do Corinthians. Andrés Sanchez é chapa de Kléber, que comprou os direitos da Copa do Brasil de 2015 a 2022.

Mas a Globo tem dúvidas sobre até que ponto vai a influência do ex-presidente no Parque São Jorge. Por isso, ter bom relacionamento com Andrés não basta. Ela precisa se aproximar de Gobbi, o que seria feito durante a decisão da Champions.

Procurado pelo blog, Marcelo Campos Pinto, executivo da emissora, disse em dois telefonemas que estava em reunião e que não poderia falar.

Apesar de não ser época de renovação de contratos, a Globo costuma preparar o terreno com antecedência.

Torço pela torcida do Bahia

Jornal A Tarde

Por Jorge Portugal*

Não sou torcedor do Esporte Clube Bahia. Os que me conhecem – e muitos que não – sabem que meu time do coração é o Ypiranga**, “meu amarelo e preto/ meu time do peito…”. Fora da Bahia, meu coração bate forte pelo Flamengo, e pela Seleção Brasileira não consigo me interessar, de verdade, desde 1982.

No duro, no duro, parei na de 1970. Era um time ou uma orquestra? Era um sonho que jogava futebol… Mas torço ardorosamente é pela torcida do Bahia, esse personagem coletivo, que já deveria ter ganhado as páginas de um romance, ou alguma tese de mestrado universitário. Entusiasmo, paixão, fanatismo, delírio, criatividade e, principalmente, fé. Fé cega, inabalável. Acredito piamente que a torcida do Bahia tem mais fé no seu time do que diversas correntes religiosas no seu deus.

Formada esmagadoramente pelas camadas mais populares e excluídas do nosso tecido social, a torcida do Bahia precisa do seu time para continuar vivendo e lutando. Essa parte do povo a quem faltam boas escolas, bons empregos, oportunidade de ascensão, protagonismo social e até consciência de sua grande força política aferra-se ao seu “Esquadrão de Aço” para sentir-se campeã ao menos em alguma coisa, quer seja um certame esportivo.

E, então, toda a vida do Estado passa a depender da dinâmica dessa monumental torcida. O Bahia perdeu, a Bahia amanhece triste; o Bahia ganhou, a Bahia acorda eufórica, ou nem dorme direito. Foi assim na conquista de dez dias atrás. Bahia campeão após 11 anos sem título estadual. A manhã de segunda-feira parecia manhã de domingo: cidade ainda vazia, nenhum engarrafamento, e quem transitava na rua exibia sua pele de três cores. Pensei: a turma deve estar dormindo da comemoração de ontem! Como o chefe da repartição também deve ser Bahia, decretou “ponto facultativo matutino” para quem pulou e brincou a madrugada inteira!”.

Não à toa essa torcida-nação ganhou do gênio de Adroaldo Ribeiro Costa o mais belo poema convertido em hino de futebol: “Somos do povo o clamor/ Ninguém nos vence em vibração”. Mais um, Bahia! Desde que não seja contra o meu Ypiranga, é claro."

*Jorge Portugal – Educador, apresentador de TV, escritor, poeta e compositor,
**Esporte Clube Ypiranga – Um dos times mais tradicionais da Bahia, o de maior torcida (“o mais querido”) há muitos anos atrás, antes do Bahia surgir. Alguns ex-jogadores assumiram o time e tentam faze-lo ressurgir.

Atividades gratuitas da ABO Bahia

Olá pessoal, tudo bem?
Já há algum tempo o Departamento Científico da ABO Bahia promove atividades gratuitas para os seus associados. Tive a alegria de ser convidado para falar algo sobre Endodontia. O diretor do Departamento Científico da ABO Bahia, Prof. Dr. Luciano Castelucci, convida todos a participarem. Claro que também terei grande prazer em ve-los nesse dia.
Grande abraço,
Ronaldo Souza
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A Record mostra o escândalo da Veja

Já tive oportunidade de falar sobre a revista Veja inúmeras vezes (clique qui para ler http://localhost/wp/endo2/pages/falando-da-vida.php).

Reportagens absurdas e a grande maioria dos escândalos existentes nos últimos anos são atribuídas à Veja, muitas vezes criadas por ela. Sem dúvida, uma questão extremamente complexa e delicada porque envolve aquilo que chamam de “o quarto poder”; a imprensa.

A CPI da Veja ou CPI da mídia, como está sendo chamada, está escancarando os podres das relações dessa revista com o submundo do crime. Porém, já se sabe que, diante do que está por vir, o que já apareceu é café pequeno.

Como alguns chamam, as quatro famiglias que dominam a imprensa brasileira, os Marinho (Rede Globo), os Civita (Editora Abril – Veja), os Mesquita (Estadão) e os Frias (Folha), estão novamente abafando o caso, como fizeram com A Privataria Tucana (clique aqui http://localhost/wp/endo2/pages/posts/a-privataria-tucana-1334.php). Dizem que têm razões para isso porque se puxarem o fio da CPI da Veja vai respingar em muita gente.

Os órgãos citados fizeram um pacto e João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Não aceitarão a convocação de nenhum deles à CPI e que o governo vai enfrentar a fúria do baronato da imprensa caso isso aconteça (veja aqui http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/record-escancara-relacoes-veja-cachoeira-segredo-de-poli-chinelo-em-horario-nobre.html).

Logo a imprensa que nos últimos anos criou um escândalo a cada fim de semana e ameaçou o governo com CPIs a cada momento que tinha os seus interesses contrariados.

Sempre lamentei o fato de as pessoas não conseguirem enxergar o que é a Veja. Dessa vez, porém, vou me limitar a postar um link. Como mais uma vez o Jornal Nacional está escondendo e distorcendo os fatos, veja a reportagem do Domingo Espetacular, da Rede Record, programa que hoje já ganha em audiência para o Fantástico. Clique aqui http://noticias.r7.com/brasil/noticias/domingo-espetacular-mostra-a-influencia-de-carlinhos-cachoeira-sobre-a-revista-veja-20120506.html para ver no portal da Record (role o mouse porque o vídeo está mais embaixo) ou aqui para ver no You Tube http://www.youtube.com/watch?v=HWJxCRbNkNY.