Rodrigo, postei o seu comentário para gerar discussão. Os colegas estão convidados a fazer as suas considerações, inclusive você se quiser acrescentar mais alguma coisa.
Autor: webmaster
Precisa misturar?
Zélia, acho que já respondi na postagem anterior. O que talvez possa acrescentar é que não costumo recomendar misturas de substâncias.
Será que tem que mudar?
Zélia, não é como eu faço, mas se você tem bons resultados não me sinto à vontade para recomendar que você mude.
E agora???
Zélia, veja a possibilidade de alguém com um pouco mais de experiência conseguir passar por ela. Se for polpa viva e todos os devidos cuidados forem tomados no sentido de não permitir que haja contaminação do canal, pelo menos em tese não haveria maiores consequências. Se for polpa necrosada, todos os cuidados terão que ser redobrados.
Geração de ouro
Alceu Berbert, João Humberto Antoniazzi, Clovis Monteiro Bramante, Quintiliano Diniz De Deus, Roberto Holland, Jaime Maurício Leal, Mário Roberto Leonardo, José Gustavo de Paiva, Jesus Djalma Pécora, Luis Valdrighi… Leia mais
Geração de Ouro
Você já ouviu falar de Pelé, Didi, Gerson, Nilton Santos, Rivelino, Tostão… e tantos outros jogadores que nos encantaram com o seu futebol? E mais recentemente, Falcão, Júnior, Sócrates, Zico, as atuais gerações do volley…?
E de Chico Buarque, já ouviu falar? Caetano Veloso, Edu Lobo, Fernando Brant, Gilberto Gil, Gonzaguinha, João Bosco, Ivan Lins, Milton Nascimento, Tom Jobim, Vinícius de Morais…, alguns dos quais foram e ainda são de importância fundamental para a história contemporânea do país.
Cada um e todos eles representaram em momentos específicos o que havia de melhor nas suas áreas de atuação, algo muito especial. Não há nenhuma dúvida de que já têm os seus nomes na história.
Acredito que todos os segmentos da sociedade possuem representantes desse porte, que enchem de orgulho as gerações às quais pertencem ou pertenceram. Aquele grupo de pessoas que não só se destacaram, mas, principalmente, contribuíram de forma significativa para o engrandecimento de alguma coisa, causa, profissão.
Qual é a técnica que você usa para instrumentar os canais? A solução química auxiliar do preparo/irrigadora é hipoclorito de sódio, detergente, EDTA, cremes? Você usa hidróxido de cálcio, PMCC, corticóides, tricresol formalina…? E a obturação, como é que você faz?
Você, que já tem algum tempo de experiência, não acha “fácil” fazer um bom tratamento endodôntico hoje em dia? E você que é recém-formado tem alguma idéia de como era difícil faze-lo até bem pouco tempo?
Quando você fazia um tratamento endodôntico e o paciente se queixava de dor, apresentava um pós-operatório com abscesso em fase aguda, quando uma fístula não queria “desaparecer”, tinha alguma idéia do que estava acontecendo? Já sabe agora? Faz alguma idéia de como esses conhecimentos foram incorporados à Endodontia?
As sociedades com pouca ou nenhuma cultura têm o péssimo hábito de não valorizar a experiência, às vezes até assumindo uma postura pejorativa e cruel, taxando os mais experientes de ultrapassados. No Brasil essa é uma realidade facilmente perceptível. Percebem-se profissionais que, encantados com os recursos disponíveis hoje para se fazer uma “boa” endodontia, não conseguem disfarçar a arrogância e a prepotência e se exibem diariamente. Lamentavelmente, não são muitas as exceções.
Alceu Berbert, João Humberto Antoniazzi, Clovis Monteiro Bramante, Quintiliano Diniz De Deus, Roberto Holland, Jaime Maurício Leal, Mário Roberto Leonardo, José Gustavo de Paiva, Jesus Djalma Pécora, Luis Valdrighi…
Aos mais jovens: guardem e reverenciem esses nomes. Foram eles que levaram a endodontia brasileira ao lugar que ela ocupa. Cada um ao seu modo, cada um com as suas virtudes e defeitos, eles fizeram a nossa Endodontia. Entendam que a maioria não fez as técnicas modernas atuais (alguns inclusive não estão mais entre nós), mas foram todos eles que criaram a base do que está hoje ao nosso alcance.
Como professor de Endodontia, já me permiti concordar e discordar deles e possivelmente o farei outras vezes, afinal assim caminha a Ciência. Neste momento, recolho-me para dizer muito obrigado. A Endodontia Brasileira lhes deve muito.
Essa é uma geração de ouro.
PS. Em 29/08/2007 comecei a escrever esse texto e não conclui. Não me lembro de razões para isso. Não busque explicação para tudo, você não vai encontra-las. Talvez por essa razão, ou seja, a falta de razões específicas, concluo e publico agora. Uma coisa está clara para mim: eu tinha esse dever para comigo mesmo.
O Dia sem Globo ou A “desestupidificação” do Brasil ou Peço desculpas aos jovens

Se a proposta não tiver a repercussão que se poderia esperar, não há problema, outras podem e devem ser tocadas, há tempo de sobra para isso. O mais importante é ter de volta aquele segmento com o qual contam todas as sociedades que desejam e têm avançado na qualidade de vida do seu povo. Se assim for, fica aqui mais do que o meu pedido de desculpas a eles. Fica o meu agradecimento.
Limpar o que?
Quando lembro que o canal cementário faz parte desse sistema de canais, penso na possibilidade/probabilidade/certeza do seu envolvimento nesse processo infeccioso. Quando lembro que onde há infecção não há reparo… Leia o texto completo
Patência!!!
Victor, a incompreensão dos procedimentos realizados no forame ainda é claramente perceptível em alguns comentários que ouço e textos que leio. Fala-se muito, entende-se pouco. Para começar, patência de que? Para responder a sua pergunta, vamos simplificar. Conseguir patência foraminal é chegar ao forame pela “primeira vez” e manter patência é voltar frequentemente ao forame enquanto se prepara o canal. Aqui mesmo no Blog e no Conversando com o Clinico clique aqui você pode encontrar textos sobre esse tema (como tambem no meu livro).
Retratamento!!!
Francine, alguns procedimentos favorecem o seu surgimento, mas a dor pós-operatória é passível de acontecer em qualquer tratamento endodôntico. Se ocorrer dor após tratamento endodôntico nos casos de polpa viva (o que você relata) realizados dentro dos parâmetros recomendados, não há necessidade de retratamento. Medidas simples como aplicação de gelo na região em questão ou mesmo a prescrição de analgésicos e/ou antiinflamatórios contornam o problema em alguns poucos dias. Portanto, nessas circunstâncias, não retrate.