Hidróxido de cálcio

Debora Roberta Lopes Pignatari:
Prof. Gostaria de saber como fazer o preparo da medicação intra-canal do hidróxido de calcio associada á anestésico,se é preparada na hora de inserir no conduto a quantidade, se é sobre uma placa de vidro ou de outra maneira e quanto tempo devo fazer as trocas e se é interessante alternar com pasta Callen.Também gostaria de saber se não há riscos de caslcificação dos canais.

Débora, não há necessidade de preparar como se fosse cimento endodôntico. Basta manipular com espátula sobre placa de vidro (na hora em que for fazer a medicação) até a consistência de creme dental, para facilitar a colocação no canal com Lentullo, e condensar com bolinha de algodão inicialmente e depois com condensadores (de guta percha mesmo). Faça uma única vez e na sessão seguinte (cerca de 15 dias) obture o canal. Em condições mais atípicas, pode-se renovar por uma ou duas vezes, com intervalos que podem ser de 30 dias. Não precisa alternar com Callen e não há riscos de calcificação dos canais.

Canais calcificados

Maria Amaral
ola… estou com pequeno problema no dente 47  na qual os canais mv e ml estão totalmente calcificados e não consigo acesso, as entrada tb estão calcificadas , ao rx não se enxerga nada de luz, ja tentei lima 6 e nada, a questão é que os canais apresentam lesão periapical… por favor? o que devo fazer, exo, paraendodontica?

Maria, sendo essa a situação, a solução é cirurgia parendodôntica.

A cidadania falou mais alto

Este blog é destinado a “conversas” sobre as coisas da Endodontia. É o que está escrito na página principal.

Em um post anterior tive oportunidade de dizer da minha tristeza por ter que usa-lo para outro fim, qual seja, o político. Não tinha outra alternativa, pelo menos uma que fosse permitida pela minha consciência, e pude explicar as razões para isso.

Estamos de volta à rotina, a vida continua. Daqui por diante, como antes, o blog eventualmente dará espaço para uma chamada para um texto no Falando da Vida, mas voltará a falar fundamentalmente das coisas da Endodontia.

E na sua volta aos dias normais, é uma chamada que ele faz agora.

…É da sociedade que surgem dois personagens muito parecidos: o eleitor e o torcedor de futebol. Individualmente, ponderam, muitas vezes com lucidez, mesmo diante da inexplicável paixão por um time de futebol. Como coletividade, também muitas vezes perdem essa capacidade.

A imprensa sabe, e explora muito bem, que ambos, eleitor e torcedor, tendem a reagir igualmente quando constituem a massa: perdem, parcial ou totalmente, a capacidade de discernir e se deixam levar mais facilmente…

…A edição de segunda-feira, 01/11/2010, do Jornal Nacional parecia dirigida por Fellini, tamanha a emoção. Uma produção hollywoodiana que quase me fez chorar. A guerrilheira assassina era agora uma mulher guerreira. William Bonner, que tinha sido tão deselegante com ela durante a campanha, com nítido encurvamento da espinha dorsal estendia um tapete vermelho e tornava-se o fã número 1 de Dilma Rousseff. Por sua vez, a Veja dedicou um número especial à presidente eleita, com elogios inimagináveis… clique aqui para ler o texto completo

E a sociedade, como fica?

Publiquei aqui no site no dia 14/08/2010 um texto intitulado Stuart Angel (clique aqui para ler) e nele chamava a atenção para a imagem distorcida que a sociedade tem sobre “guerrilheiros assassinos”.

Sempre fiquei a pensar o que leva um homem ou uma mulher a abandonar bens materiais, conforto, família, e sair vida afora lutando por uma causa da qual não dependeriam. Talvez não tenha encontrado ainda a resposta. Tendo ou não, sempre guardei comigo um pouco de inveja deles.

Apesar de saber da sua competência, até por depoimentos de colegas do Rio Grande do Sul, onde foi secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre e secretária estadual de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, restava saber se Dilma Rousseff se sairia bem na campanha para a presidência da república.

Como vimos, uma campanha violenta, de baixíssimo nível. Entre tantas coisas, via a revolta de parte da sociedade pelo fato de uma terrorista assassina ser candidata ao mais alto cargo do Brasil. Fiquei muito confuso. Aquilo que havia de mais bonito, de mais romântico, de mais heróico na vida de Dilma Rousseff, era agora, devidamente disseminado na população, o mais covarde dos atos.

É da sociedade que surgem dois personagens muito parecidos: o eleitor e o torcedor de futebol. Individualmente, ponderam, muitas vezes com lucidez, mesmo diante da inexplicável paixão por um time de futebol. Como coletividade, também muitas vezes perdem essa capacidade.

A imprensa sabe, e explora muito bem, que ambos, eleitor e torcedor, tendem a reagir igualmente quando constituem a massa: perdem, parcial ou totalmente, a capacidade de discernir e se deixam levar mais facilmente.

E assim, a candidata Dilma Rousseff foi tratada: como uma guerrilheira assassina. E para completar, adicionaram a essa qualidade outras, como sapatão (faço questão de usar essa palavra porque, como era o desejo, agride mais), matadora de criancinhas, chefe de quadrilha, anti-religião, etc.

A presidente eleita Dilma Rousseff, entretanto, mereceu outro tratamento. Mal terminou a eleição, a imprensa se derreteu em elogios a ela. A Folha, que, entre outras coisas, durante a campanha forjara uma ficha falsa do DOPS sobre Dilma Rousseff (poucos ficaram sabendo, mas o jornal publicou um pedido de desculpas, mesmo que tenha sido em um canto de página, ao contrário das manchetes de dias seguidos com a ficha falsa), e o Estadão fizeram reportagens muito elogiosas, em um total desencontro com o que até então haviam publicado. Mas, sem dúvida, a Veja e o Jornal Nacional se superaram.

A edição de segunda-feira, 01/11/2010, do Jornal Nacional parecia dirigida por Fellini, tamanha a emoção. Uma produção hollywoodiana que quase me fez chorar. A guerrilheira assassina era agora uma mulher guerreira. William Bonner, que tinha sido tão deselegante com ela durante a campanha, com nítido encurvamento da espinha dorsal estendia um tapete vermelho e tornava-se o fã número 1 de Dilma Rousseff. Por sua vez, a Veja dedicou um número especial à presidente eleita, com elogios inimagináveis.

Diante de uma transformação tão rápida, o jornalista Luis Nassif foi muito feliz:

…Foi curiosa a reação dos comentaristas em geral. Muitos elogios, a constatação de que ela não era bem aquilo que se julgava que fosse, referências à clareza de idéias, a afirmação de que, finalmente, se sabe o que ela pensa.

E o que se viu foi a mesma Dilma Ministra das Minas e Energia, Ministra-Chefe da Casa Civil e candidata a presidente da República, com as mesmas idéias e propostas.

Ontem mesmo, no Valor Econômico, o presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabucco Capi mostrava o que deverá ser o governo Dilma: investimento social, uso do pré-sal para políticas industriais e sociais, ênfase em programas tipo Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, para o presidente do segundo maior banco privado brasileiro, nunca houve dúvidas maiores sobre como seria um governo Dilma.

No entanto, durante toda a campanha, Dilma foi apresentada como assassina, terrorista, sapatão, matadora de criancinhas, chefe de quadrilha, anti-religião etc. Qualquer tentativa de mostrar que não era isso resultava em reações agressivas, preconceituosas.

O que teria ocorrido para, apenas dois dias depois, ser saudada como uma presidenta de bom senso, no qual os mesmos jornais depositam esperanças de um bom governo?

Simples: acabaram as eleições.

E a sociedade, como fica? Foi (mais uma vez) manipulada pela imprensa? Sim. Ou alguém ainda tem dúvida? Mas, uma coisa me deixa perplexo.

O que significa Universidade? Será que é só “uma edificação ou edificações onde funciona uma instituição de ensino superior”, uma das definições do Novo Dicionário Aurélio?

Será que foi para o ingresso nessa universidade que meus pais saíram da nossa querida Juazeiro (Bahia) e enfrentaram dificuldades, como milhares de outros pais com seus filhos, para que eu, o primeiro membro de toda a família, pudesse ser um doutor?

Não, não foi. Mesmo sabendo do nenhum conhecimento do mundo dos doutores que meus pais possuíam, tenho absoluta certeza de que não era essa a universidade que eles queriam para os filhos deles. Certamente, imaginaram, na sua doce pureza, que a Universidade nos daria o conhecimento para contribuir com o desenvolvimento da raça humana.

Seria crueldade, ou omissão, da minha parte “aceitar” a manipulação de parte da sociedade porque não possuem o conhecimento de nível superior? Não parece uma coisa esnobe? Permitam-me aceitar isso sem que soe como algo muito pedante. Mas, onde estão os doutores?

Onde estão os homens que, por terem esse conhecimento superior, também se deixam manipular fácil e docilmente por uma imprensa que nada tem a ver com o bem estar do povo? Será que, por não sermos povo (não é assim que muitos pensam?), isso não nos afeta? Como sociedade, só nos cabe ratificar a afirmativa de Joseph Pulitzer de que “com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”?

Não se trata simplesmente da escolha desse ou daquele candidato. Não, argumentar assim é absoluta

mente incompatível com os nossos conhecimentos superiores. Justificar-se o voto porque membros desse ou daquele grupo político, portador de um discurso ético, cometeram deslizes vai inteiramente de encontro à nossa inteligência. O pior de tudo, não é esta a razão. É algo mais, muito maior. É aquele algo que guardamos no fundo, bem lá no fundo, da alma.

E é esse algo que agora se manifesta com uma violência que se imaginava não existir mais.

“Vocês não sabem o que é ter olhos num mundo de cegos… sou simplesmente a que nasceu para ver o horror… Se tivesses olhos para ter que ver o que vejo, quererias ficar cego”.*

* José Saramago, no livro Ensaio sobre a cegueira.

Dois Brasis

Já tive oportunidade de falar sobre a questão do preconceito algumas vezes aqui no site.  Faço questão de transcrever trecho de um dos textos.

Uma questão bioética que já existe há algum tempo, o problema da pesquisa científica em seres humanos e mesmo em animais de laboratório, foi resolvida por um professor de endodontia de uma importante universidade brasileira. “Sem problema, usa os baianos como cobaias… não servem para nada mesmo”.

(Clique aqui para ver o texto na íntegra e lá você encontrará outros sobre o tema ).

Neste momento, pipocam pelo país manifestações de preconceito absurdo de um povo contra ele mesmo (pelo visto, não é o mesmo povo), como consequência do resultado da eleição para presidente da república.

Podia-se antever que não daria certo. Uma campanha política jamais poderia ter sido feita nos moldes em que essa foi feita. Restou um país rachado ao meio, com as idéias separatistas aflorando na sua forma mais perversa. Restaram manifestações de ódio, vingança, sentimentos que nunca tive dúvida existirem. Entretanto, latentes, aos poucos poderiam ser mais facilmente trabalhados. A exacerbação torna a tarefa extremamente mais difícil.

Quantos terão contribuído para o surgimento desse sentimento que ora se manifesta no seio do povo brasileiro? O que acontecerá daqui para a frente? Agora não se pode antever.

Peço que vejam os links abaixo para que possamos perceber a gravidade da questão.
http://www.youtube.com/watch?v=tCORsD-hx0w 
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/regionalizacao-preconceitos-politicos
http://www.rodrigovianna.com.br/

Observem o tamanho da reação que isso começa a gerar.
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/11/02/politica3_1.asp

Como brasileiros, estamos convidados a fazer uma campanha para voltarmos a ser brasileiros, um único, solidário, tolerante e feliz povo.

Vocês não acham que esta é a melhor corrente, a verdadeira corrente do bem?

PS. De acordo com o sociólogo Marcos Coimbra “ao contrário do que certas pessoas imaginam, Dilma teria sido igualmente eleita se o Nordeste e o Norte não votassem. Ela não precisou do Brasil mais pobre para vencer. Somando os votos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, Dilma derrotou Serra. …Serra foi bem votado nesse conjunto de estados, mas perderia assim mesmo”. Confira aqui

Dois Brasis

Já tive oportunidade de falar sobre a questão do preconceito algumas vezes aqui no site.  Faço questão de transcrever trecho de um dos textos.

Uma questão bioética que já existe há algum tempo, o problema da pesquisa científica em seres humanos e mesmo em animais de laboratório, foi resolvida por um professor de endodontia de uma importante universidade brasileira.
“Sem problema, usa os baianos como cobaias… não servem para nada mesmo”
.

Clique aqui para ver o texto na íntegra e lá você encontrará outros sobre o tema .

Neste momento, pipocam pelo país manifestações de preconceito absurdo de um povo contra ele mesmo (pelo visto, não é o mesmo povo), como consequência do resultado da eleição para presidente da república.

Podia-se antever que não daria certo. Uma campanha política jamais poderia ter sido feita nos moldes em que essa foi feita. Restou um país rachado ao meio, com as idéias separatistas aflorando na sua forma mais perversa. Restaram manifestações de ódio, vingança, sentimentos que nunca tive dúvida existirem. Entretanto, latentes, aos poucos poderiam ser mais facilmente trabalhados. A exacerbação torna a tarefa extremamente mais difícil.

Quantos terão contribuído para o surgimento desse sentimento que ora se manifesta no seio do povo brasileiro? O que acontecerá daqui para a frente? Agora não se pode antever.

Peço que vejam os links abaixo para que possamos perceber a gravidade da questão.
http://www.youtube.com/watch?v=tCORsD-hx0w 
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/regionalizacao-preconceitos-politicos
http://www.rodrigovianna.com.br/

Observem o tamanho da reação que isso começa a gerar.
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/11/02/politica3_1.asp

Como brasileiros, estamos convidados a fazer uma campanha para voltarmos a ser brasileiros, um único, solidário, tolerante e feliz povo.

Vocês não acham que esta é a melhor corrente, a verdadeira corrente do bem?

PS. De acordo com o sociólogo Marcos Coimbra “ao contrário do que certas pessoas imaginam, Dilma teria sido igualmente eleita se o Nordeste e o Norte não votassem. Ela não precisou do Brasil mais pobre para vencer. Somando os votos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, Dilma derrotou Serra. …Serra foi bem votado nesse conjunto de estados, mas perderia assim mesmo”. Confira aqui

Plantando flores

Era uma praia tranquila. Apesar de nuvens negras que pairavam sobre ela vez ou outra, durante quase todo o tempo mantinha-se com águas limpas, areia clara e apresentava a todos, nativos e visitantes, sua beleza tropical sob um céu claro e azul.

Como todo fenômeno inesperado, eis que surgiu no horizonte uma onda, inicialmente fraca, mas que, aos poucos, começou a dar a impressão de que chegaria à praia com muita força. Temeu-se que fosse um tsunami. Ao chegar cada vez mais perto, foi identificada como uma onda verde. Não era um tsunami, não se espalhou além dos limites da praia, mas, de fato teve grande impacto.

Interessante que o impacto maior não foi promovido pela onda verde em si. O grande impacto se deveu ao fato de ela trazer consigo uma outra onda, menor, descaracterizada, sem forças, mas que, graças a ela, conseguira chegar à praia.

Os dejetos despejados por embarcações piratas que vinham se acumulando na onda fraca mal chegavam à praia, mas já configuravam uma agressão ao meio ambiente. Esse foi o grande impacto causado pela onda verde. Ao trazer de carona a onda menor, descaracterizada, sem forças próprias, permitiu que esta depositasse uma quantidade de dejetos como nunca antes visto na história daquela praia.

Por um momento, quem sabe percebendo, ou pelo menos vislumbrando, a possibilidade de que aquela sujeirada ocorrera pela sua participação, indireta ou não, teve-se a impressão de que a onda verde arrastaria aquela onda menor, descaracterizada, sem forças, removendo os entulhos da praia.

Ledo engano. A onda verde revestiu-se de grande importância e determinou que não poderia se misturar a tudo aquilo que, na verdade, da sua chegada era a consequência maior. A onda verde lavou as mãos.

A onda menor, descaracterizada, sem forças, ganhou forças e, abandonando os limites da praia, espalhou-se e invadiu a cidade. Destruição total.

Casas e edifícios que se sabia não possuírem nenhuma solidez desde a sua construção foram as primeiras a sucumbir e, ao sucumbirem, os seus destroços se mostravam podres e se juntavam a aquela corrente que ganhara proporções muito próximas de não tão longínquas catástrofes naquela cidade. Algumas forças ocultas (a natureza da vida e seus mistérios) pareciam contribuir para a ação avassaladora da outrora onda fraca, descaracterizada, agora um tsunami. Mesmo algumas casas e prédios que pareciam inabaláveis, foram destruídas.

Porém, mesmo com uma ação como poucas vezes se manifestara anteriormente naquela cidade, como qualquer fenômeno também esse tsunami foi minando e perdendo as suas forças.

O tsunami passou e deixou para trás uma imagem desoladora. Este é o momento da grande reconstrução. Vamos todos, juntos, limpar toda a sujeira que ainda está na praia e na cidade, mas, sobretudo, plantar de novo nossas flores para que possam florescer outra vez à luz do Sol, que volta a brilhar.

Plantando flores

Era uma praia tranquila. Apesar de nuvens negras que pairavam sobre ela vez ou outra, durante quase todo o tempo mantinha-se com águas limpas, areia clara e apresentava a todos, nativos e visitantes, sua beleza tropical sob um céu claro e azul.

Como todo fenômeno inesperado, eis que surgiu no horizonte uma onda, inicialmente fraca, mas que, aos poucos, começou a dar a impressão de que chegaria à praia com muita força. Temeu-se que fosse um tsunami. Ao chegar cada vez mais perto, foi identificada como uma onda verde. Não era um tsunami, não se espalhou além dos limites da praia, mas, de fato teve grande impacto.

Interessante que o impacto maior não foi promovido pela onda verde em si. O grande impacto se deveu ao fato de ela trazer consigo uma outra onda, menor, descaracterizada, sem forças, mas que, graças a ela, conseguira chegar à praia.

Os dejetos despejados por embarcações piratas que vinham se acumulando na onda fraca mal chegavam à praia, mas já configuravam uma agressão ao meio ambiente. Esse foi o grande impacto causado pela onda verde. Ao trazer de carona a onda menor, descaracterizada, sem forças próprias, permitiu que esta depositasse uma quantidade de dejetos como nunca antes visto na história daquela praia.

Por um momento, quem sabe percebendo, ou pelo menos vislumbrando, a possibilidade de que aquela sujeirada ocorrera pela sua participação, indireta ou não, teve-se a impressão de que a onda verde arrastaria aquela onda menor, descaracterizada, sem forças, removendo os entulhos da praia.

Ledo engano. A onda verde revestiu-se de grande importância e determinou que não poderia se misturar a tudo aquilo que, na verdade, da sua chegada era a consequência maior. A onda verde lavou as mãos.

A onda menor, descaracterizada, sem forças, ganhou forças e, abandonando os limites da praia, espalhou-se e invadiu a cidade. Destruição total.

Casas e edifícios que se sabia não possuírem nenhuma solidez desde a sua construção foram as primeiras a sucumbir e, ao sucumbirem, os seus destroços se mostravam podres e se juntavam a aquela corrente que ganhara proporções muito próximas de não tão longínquas catástrofes naquela cidade. Algumas forças ocultas (a natureza da vida e seus mistérios) pareciam contribuir para a ação avassaladora da outrora onda fraca, descaracterizada, agora um tsunami. Mesmo algumas casas e prédios que pareciam inabaláveis, foram destruídas.

Porém, mesmo com uma ação como poucas vezes se manifestara anteriormente naquela cidade, como qualquer fenômeno também esse tsunami foi minando e perdendo as suas forças.

O tsunami passou e deixou para trás uma imagem desoladora. Este é o momento da grande reconstrução. Vamos todos, juntos, limpar toda a sujeira que ainda está na praia e na cidade, mas, sobretudo, plantar de novo nossas flores para que possam florescer outra vez à luz do Sol, que volta a brilhar.

A Rede Globo se desmoraliza, o PSDB se desmoraliza…3 Rede Record mostra tudo

A Rede Globo insiste em "esconder". Veja as reportagens da Rede Record mostrando os últimos escândalos envolvendo Serra e o PSDB. Serra se limita a dizer que "já não era mais governador". O pior é que ainda era. E que não fosse.

 

 

Enquanto isso

 

Agora veja que desde 2004 o PSDB paulista gastou R$250 milhões com a mídia (quase tudo sem licitação) http://www.viomundo.com.br/denuncias/serra-psdb-educacao-midia-acoes-entre-amigos.html

 

A Rede Globo se desmoraliza, o PSDB se desmoraliza… 2

Unicamp desautoriza perito a falar em nome da instituição
Redação O Estado do Paraná

A Unicamp (Universidade de Campinas) emitiu nota oficial, ontem, desautorizando qualquer professor ou pesquisador a falar em nome da instituição. O comunicado foi assinado pelo procurador geral da Instituição, Eustáquio Gomes, afirmando que a Unicamp não recebeu nenhuma solicitação para realização de perícia sobre identificação de voz procedente de qualquer partido ou agremiação política do Paraná.

O laudo fornecido ao PPB, pelo professor exonerado por justa causa Ricardo Molina, não tem o aval da Unicamp e é totalmente ilegal. De acordo com o laudo, porque ele não pode emitir laudo pois não é perito criminal, informou a procuradora a Unicamp, Tereza Dóro. O Departamento de Medicina Legal da Universidade Estadual de Campinas foi desativado, informa ainda a procuradora da Instituição e o circo montado pelo presidente do PPB, não tem valor nenhum perante a justiça, já que Molina não fala pela instituição.

A advogada da Unicamp, Tereza Dóro, declarou que Ricardo Molina foi demitido da instituição por apropriação indébita de bens pertencentes à Unicamp e que foram apreendidos em sua casa. A advogada informou ainda que o ex-professor responde a sete processos e já foi condenado na Comarca de Piracicaba por calúnia e fraude em laudos.

Certidões

Tereza Dóro afirma que o ex-professor utiliza indevidamente o nome da Universidade e trabalha na garagem de sua casa. A procuradora apresentou ainda certidões onde o foneticista Ricardo Molina foi condenado a um ano de prisão por falência fraudulenta, através da 10.º Vara Civil de São Paulo.

Maracutaia no Metrô e Serra finge que não é nada?

por Brizola Neto

O escândalo do resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
http://www1.folha.uol.com.br/poder/820054-resultado-de-licitacao-do-metro-de-sao-paulo-ja-era-conhecido-seis-meses-antes.shtml

Será que o José Serra acha que todo mundo é burro? Será que ele acha que uma dúzia de grandes empreiteiras de obras ia combinar sozinha quem ia pegar cada pedacinho dos 20 quilômetros da linha 5 do metrô de São Paulo sem que ninguém do Governo ficasse sabendo? E ainda iam fazer isso reduzindo os preços para ganharem menos na obra?
Que história é essa de dizer que ele não tem nada com isso por ele não ser governador se a licitação foi aberta e “acertada” entre as empreiteiras enquanto ele estava no Palácios dos Bandeirantes?

Tenha paciência, né?! Primeiro, o senhor não conhecia o Sr. Paulo “Obscuro”. Agora, o senhor quer que a gente acredite que ninguém da sua equipe teve nada a ver com a maracutaia de R$4 bilhões da obra do metrô? O senhor acha que a opinião pública é um bando de beócios?

Como é que o senhor vai dizer que “direcionamento” da licitação não houve? Assim, de plano, sem investigação? O senhor acha que as coisas são assim como fez com Paulo Preto, bastando dizer “não foi ele” e está tudo resolvido? Mesmo que não tenha sido por ordem sua, o que garante que não foi um dos seus auxiliares que comandou esse arranjo indecoroso? E o que dizer de sua cara de pau em afirmar que “em todo caso isso transcorreu depois da minha saída”? Quando a Folha de S. Paulo registrou em cartório o resultado da licitação quando o senhor se encontra na plenitude de seus poderes no Palácio dos Bandeirantes.

Pode haver dúvida do seu envolvimento, Sr. Serra. E o senhor, como toda pessoa, tem o direito ao princípio da presunção da inocência. Não é possível, mesmo diante da fraude em uma licitação, acusar ninguém de corrupto sem provas  como , aliás, o senhor faz a torto e a direito com os outros. Mas do cinismo, isso sim, o senhor já dá provas cabais, mesmo sem qualquer investigação. A sua cara de pau excede e muito àquela que a população, infelizmente, se acostumou a ver nos políticos.

A bancada do PDT na Assembleia de São Paulo está coletando assinaturas para abertura de uma CPI para investigar está manipulação de resultados. Vamos ver se não será mais uma das dezenas de CPI’s que os governos tucanos, especialmente o seu, impediram que fossem instaladas. Em relação aos seus adversários, o senhor sabe exigir a apuração célere, imediata, impiedosa. Não há problema. Quem se corrompeu que pague por isso. Agora, como dizia minha vó, macaco olha o seu rabo. Aliás, macaco não, tucano!

Veja o vídeo que mostra que a Folha já sabia do resultado das licitações seis meses antes de serem divulgados oficialmente.