A Revista ISTOÉ mostra o que Serra quer esconder

ISTOÉ Eleições 2010

Eleições 2010

|  N° Edição:  2136 |  15.Out.10 – 21:00 |  Atualizado em 17.Out.10 – 20:19

 O poderoso Paulo Preto – Parte 1

O homem acusado pelo PSDB de dar sumiço em R$ 4 milhões da campanha tucana faz ameaças e passa a ser defendido por Serra

Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

 INAUGURAÇÃO DO RODOANEL
Serra aparece em foto de 30 de março de 2010 junto com
Paulo Preto, que meses mais tarde alegou não conhecer

  

Como candidato à Presidência da República, José Serra deve explicações mais detalhadas à sociedade brasileira. Elas se referem a um nome umbilicalmente ligado à cúpula do PSDB, mas de pouca exposição pública até dois meses atrás: Paulo Vieira de Souza, conhecido dentro das hostes tucanas como Paulo Preto. Desde que a candidata do PT, Dilma Rousseff, pronunciou o nome de Paulo Preto no debate realizado pela Rede Bandeirantes no domingo 10, Serra se viu envolvido em um enredo de contradições e mistério do qual vinha se esquivando desde agosto passado, quando ISTOÉ publicou denúncia segundo a qual o engenheiro Paulo Souza, ex-diretor da estatal Dersa na gestão tucana em São Paulo, era acusado por líderes do seu próprio partido de desaparecer com pelo menos R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha eleitoral do PSDB. Na época, a reportagem baseou-se em entrevistas, várias delas gravadas, com 13 dos principais dirigentes tucanos, que apontavam o dedo na direção de Souza para explicar a minguada arrecadação que a candidatura de Serra obtivera até então. Depois de publicada a denúncia, o engenheiro disparou telefonemas para vários líderes, dois deles com cargos no comando da campanha presidencial, e, apesar da gravidade das acusações, os tucanos não se manifestaram, numa clara opção por abafar o assunto. O próprio presidenciável Serra optou pelo silêncio. Então, mesmo com problemas de caixa e reclamações de falta de recursos se espalhando pelos diretórios regionais, o PSDB preferiu jogar o assunto para debaixo do tapete.

 

No debate da Rede Bandeirantes, Serra mais uma vez silenciou. Instado por Dilma a falar sobre o envolvimento de Paulo Preto no escândalo do sumiço da dinheirama, não respondeu. Mas o pavio de um tema explosivo estava aceso e Serra passou a ser questionado pela imprensa em cada evento que participou. E, quando ele falou, se contradisse, apresentando versões diametralmente diferentes em um período de 24 horas. Na segunda-feira 11, em Goiânia (GO), em sua primeira manifestação sobre o caso, o candidato do PSDB negou conhecer o engenheiro. “Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (jornalistas) fiquem perguntando.” A declaração provocou uma reação imediata. Na terça-feira 12, a “Folha de S.Paulo” publicou uma entrevista em que o engenheiro, oficialmente um desconhecido para Serra, fazia ameaças ao candidato tucano. “Ele (Serra) me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem que responder. Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam este erro”, disparou Paulo Preto. Serra demonstrou ter acusado o golpe. Horas depois da publicação da entrevista, em evento em Aparecida (SP), o candidato recuou. Com memória renovada, saiu em defesa do ex-diretor do Dersa. Como se jamais tivesse tratado deste assunto antes, Serra afirmou: “Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”. Aos eleitores, restou uma dúvida: em qual Serra o eleitor deve acreditar? Naquele que diz n&

atilde;o conhecer o engenheiro ou naquele que elogia o profissional acusado pelo próprio PSDB de desviar R$ 4 mihões da campanha? As idas e vindas de Serra suscitam outras questões relevantes às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais: por que o tema lhe causou tanto constrangimento? O que Serra teria a temer para, em menos de 24 horas, se expor publicamente emitindo opiniões tão distintas sobre o mesmo tema?

 

Ainda está envolto em mistério o que Paulo Preto teria na manga para emparedar Serra. A movimentação do engenheiro nas horas que sucederam o debate da Rede Bandeirantes mostra claramente como ele é influente, poderoso e temido nas hostes tucanas. Conforme apurou ISTOÉ, logo depois do programa, Paulo Preto, bastante irritado por não ter sido defendido pelo candidato do PSDB, começou a telefonar para integrantes do partido. Um deles, seu padrinho político, o ex-chefe da Casa Civil de São Paulo, senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, que deixou o debate logo que o nome do engenheiro foi mencionado. Outras duas chamadas, ainda de madrugada, foram para as residências de um secretário do governo paulista e de um dos coordenadores da campanha de Serra em São Paulo. Nas conversas, Paulo Preto disse que não ia admitir ser abandonado pelo partido. E que iria “abrir o verbo”, caso continuasse apanhando sozinho. Com a defesa de Serra, alcançou o que queria. Para os dirigentes do partido restou o enorme desconforto de passarem o resto da semana promovendo contorcionismos verbais para defender as ações de um personagem que acusavam dois meses antes. Em agosto, o PSDB vivia outro momento político, vários líderes tucanos reclamavam do estilo “centralizador e arrogante” de Serra, tinham dificuldades para arrecadar recursos e vislumbravam uma iminente derrota nas urnas. Agora, disputando o segundo turno e sob a ameaça de Paulo Preto, promovem uma ação orquestrada para procurar desqualificar as denúncias que eles próprios fizeram. “Às vésperas da eleição podemos ganhar o jogo. Portanto, não vou dizer nada a respeito do Paulo Preto”, disse uma das principais lideranças do partido na noite da quarta-feira 13. Esse mesmo tucano, em agosto, revelara detalhes sobre a atuação do engenheiro na obra do trecho sul do rodoanel. “Não é hora de remexer com o Paulo Preto. Isso poderá colocar em risco nossa vitória”, afirmou na manhã da quinta-feira 14 um membro da Executiva Nacional do partido, que em agosto acusara o engenheiro de desviar R$ 4 milhões da campanha. “Em agosto, depois da reportagem de ISTOÉ, procuramos empresários e eles negaram que Paulo Preto tenha pedido contribuições”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Se fez de fato esse movimento, Guerra não teve pressa em revelá-lo. Só foi fazê-lo agora, pressionado pelas declarações do engenheiro.

 

 

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O PSDB na lama

por Rodrigo Vianna

…De toda forma, o círculo se fecha: tucanos, demos e a extrema-direita (católica, integralista ou monarquista). Todos unificados numa barafunda eleitoral que arrastou nomes de bispos para a delegacia, e nomes de políticos para o rol daqueles que apostam na guerra de religiões como arma eleitoral.

 Há mais mistérios entre o céu e  o Serra do que supõe nossa vã filosofia. Paulo Preto é um deles. A gráfica do Cambuci parece ser outro. Mistérios que não serão decifrados por teólogos, mas por delegados e agentes federais.

É caso de polícia. E não de religião. Leia todo o texto

Manifesto em Defesa da Educação Pública

…Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais…

…Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor. Veja o texto na íntegra e a relação dos professores que assinam  o manifesto

Carta Aberta à CNBB do Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

São Paulo 17 de outubro de 2010.

Como membro da CJP-SP fui chamado pelo Deputado Estadual Adriano Diogo a registrar o flagrante de crime eleitoral na Editora Gráfica Pana LTDA, que foi contratada pelo Bispo Diocesano de Guarulhos para reproduzir 2,1 milhões de panfletos falsos da CNBB e estava para distribuir, ontem, pelo país 1,1 milhão de cópias do material e fiz estes registros, por ter ciência da orientação de nossa Comissão Brasileira de Justiça e Paz a partir do documento que li, recebido dias atrás sobre a falsificação de panfleto em nome da CNBB.

A encomenda foi realizada a pedido Mitra Diocesana de Guarulhos conforme imagens abaixo, a saber: email de encomenda, cópia do boleto bancário e carta de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini ao Pe. Jean Rogers Rodrigo de Souza, solicitando distribuição, que encaminho também anexo para divulgação, uma vez que constituem a documentação probatória da encomenda e do crime eleitoral praticado.

A gráfica iria entregar 2,1 milhões de panfletos, cuja informação fornecida pelo gerente da empresa pego em flagrante, pode variar em sua tiragem de 20 a 50 milhões. Foram apreendidos somente 1 milhão dos panfletos falsos, cuja liminar de apreensão já foi expedida pelo juiz responsável. Isso significa que muitos panfletos podem ter sido feitos em outras gráficas e continuarão a ser distribuído pelo país, caso não haja uma ação efetiva da CNBB.

Penso que nossos Bispos devam considerar, dada a gravidade dos fatos, encaminhar a Nota de Esclarecimento elabora no encontro de Itaici, para ser lida em todas as paróquias, em todas as missas do próximo domingo, sua publicação no Jornal O São Paulo e demais revistas e jornais católicos, bem como a leitura nas Tvs e rádios da igreja, buscando por fim ao assunto.

Recomendo esta atitude para nossos pastores reunidos em Itaici, entendendo ser este um gesto que favorecerá a distensão dos mal-entendidos provocados, visando o amplo esclarecimento dos fiéis que receberam tal documento apócrifo e criminoso, sobre a real posição de nossos bispos do Regional 1 e da CNBB, contribuindo desta forma para serenarmos os conflitos gerados entre os católicos, reafirmando a integridade da CNBB e reforçando a cidadania, a democracia e a livre escolha de todos os brasileiros, tão atingidas com esta manifestação difamatória, que desvirtua o foco do debate que interessa à nação e o sentido das eleições de 2010.

A cisânia que a calúnia, as ofensas e as mentiras imputadas geram entre aos cristãos, por ações como está promovida pelo Bispo Diocesano de Guarulhos, estão explicitadas de forma dramática nos fatos que ocorreram hoje em Canindé, no Ceará, onde a missa acabou em TUMULTO, uma vez que o padre corretamente,  informou aos presentes que o documento que estava sendo distribuído na missa era falso e acabou sendo atacado por um político, durante a celebração. Pergunto aos nossos Bispos da CNBB; quando na igreja uma missa tão tradicional como a de Canindé, acabou desta maneira?  Os fatos demonstram a gravidade do momento e a tentativa de aparelhamento do sentimento religioso em nosso país, conforme nota publicada pla CNBB.

Faz-nos refletir a justeza das palavras da candidata Dilma Rousseff, divulgadas na imprensa recentemente, sobre a campanha de ódio que estas ações subterrâneas estão gerando nos corações e mentes dos brasileiros por todo nosso país. Isso pode ficar mais grave ainda, se não for feita uma ampla campanha de esclarecimento junto aos fiéis. A CNBB e o país tem muito a perder com isso. É preciso por um basta a esta campanha baseada na mentira, na calúnia, na difamação!

Só a Verdade nos libertará.

Atenciosamente:
Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória

Ouça antes o áudio da missa do Canindé clique aqui

O PSDB na lama

por Rodrigo Vianna

Já passava das 2 da manhã desse domingo. Na porta da gráfica Pana, no Cambuci, um grupo de 50 a 60 pessoas seguia de plantão – para evitar a distribuição dos panfletos ( supostamente encomendados pelo bispo católico de Guarulhos)  recheados de mistificação religiosa e de ataques contra a candidata Dilma Rousseff. Mais um capítulo da guerra suja travada nessa que já é a mais imunda eleição presidencial, desde a redemocratização do Brasil.

Na internet, durante a madrugada, outro plantão rolava: tuiteiros, blogueiros e leitores de todo o Brasil buscavam informações sobre os donos da gráfica, e sobre as possíveis conexões deles com o mundo político.

Stanley Burburinho (ele mesmo!) e Carlos Teixeira fizeram o trabalho. Troquei com eles algumas dezenas de mensagens. E essa apuração colaborativa levou à descoberta: uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao PSDB, desde 1991!

Trata-se de Arlety Satiko Kobayashi, vinculada ao diretório da Bela Vista – região central de São Paulo. Nenhum problema com a filiação de Arlety ao partido que bem entender. O problema é que a gráfica dela foi usada para imprimir panfletos aparentemente encomendados por um bispo, mas que “coincidentemente”, favorecem ao candidato do partido dela.

Aqui, contrato social da empresa o contrato social da empresa – onde Arlety Kobayashi aparece como uma das sócias:

E aqui  lista de filiados do PSDB, onde ela aparece no diretório zonal da Bela Vista.

Mais um detalhe: Arlety é também funcionária pública,  tem cargo na Assembléia Legislativa de São Paulo. E tem um sobrenome com história entre os tucanos: Kobayashi. Paulo Kobayashi ajudou a fundar o partido, ao lado de Covas, foi vereador e deputado por São Paulo.

Arlety aparece como doadora da campanha de Victor Kobayashi ao cargo de vereador, em 2008. Victor concorreu pelo PSDB.

A conexão está clara. Os tucanos precisam explicar:
– por que o panfleto com calúnias contra Dilma foi impresso na gráfica de uma militante do PSDB?
– quem pagou: o bispo de Guarulhos, algum partido, ou a Igreja?
– onde seriam distribuídos os panfletos?
– onde estão os outros milhares de panfletos?

Os panfletos do Cambuci são mais uma prova da conexão nefasta que, nesa eleição, aproximou os tucanos da direita religiosa – jogando no lixo a história de Covas, Montoro e tantos outros que lutaram para criar um partido “moderno”, que renovasse os costumes políticos do país. Serra lançou esse passado no esgoto – e promoveu uma campanha movida a furor religioso.

Mas não é só isso!

Se Arlety Kobayashi (uma tucana) é a responsável pela impressão dos panfletos, na outra ponta quem é o sujeito que encomendou tudo?

Blog "NaMaria" traz a investigação completa, que aponta Kelmon Luis da S. Souza como o autor da “encomenda”. Ele teria ligações com movimentos integralistas e monarquistas!

O Blog do Nassif, por sua vez, mostra que as conexões poderiam chegar até bem perto de Índio da Costa (DEM), o vice de Serra. Ele, em algum momento, também teve proximidade com monarquistas. Mas esse detalhe ainda não está bem esclarecido.

De toda forma, o círculo se fecha: tucanos, demos e a extrema-direita (católica, integralista ou monarquista). Todos unificados numa barafunda eleitoral que arrastou nomes de bispos para a delegacia, e nomes de políticos para o rol daqueles que apostam na guerra de religiões como arma eleitoral.

Há mais mistérios entre o céu e  o Serra do que supõe nossa vã filosofia. Paulo Preto é um deles. A gráfica do Cambuci parece ser outro. Mistérios que não serão decifrados por teólogos, mas por delegados e agentes federais.

É caso de polícia. E não de religião.

Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Fábio Konder Comparato, USP Carlos Nelson Coutinho, UFRJ Marilena Chaui, USP Otávio Velho, UFRJ Ruy Fausto, USP João José Reis, UFBA Joel Birman, UFRJ Dermeval Saviani, Unicamp Emilia Viotti da Costa, USP Renato Ortiz, Unicamp João Adolfo Hansen, USP Flora Sussekind,  Unirio Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP Laymert Garcia dos Santos, Unicamp Franklin Leopoldo e Silva, USP Ronaldo Vainfas, UFF Otavio Soares Dulci, UFMG Theotonio dos Santos, UFF Wander Melo Miranda, UFMG Glauco Arbix, USP Enio Candotti, UFRJ Luis Fernandes, UFRJ Ildeu de Castro Moreira, UFRJ José Castilho de Marques Neto, Unesp Laura Tavares, UFRJ Heloisa Fernandes, USP José Arbex Jr., PUC-SP Emir Sader, UERJ Leda Paulani, USP Luiz Renato Martins, USP Henrique Carneiro, USP Antonio Carlos Mazzeo, Unesp Caio Navarro de Toledo, Unicamp Celso Frederico, USP Armando Boito, Unicamp João Quartim de Moraes, Unicamp Flavio Aguiar, USP Wolfgang LeoMaar, UFSCar Scarlett Marton, USP Sidney Chalhoub, Unicamp Léon Kossovitch, USP Angela Leite Lopes, UFRJ Benjamin  Abdalla Jr., USP Marcelo Perine, PUC-SP José Ricardo Ramalho, UFRJ Celso F. Favaretto, USP Ivana Bentes, UFRJ Irene Cardoso, USP Vladimir Safatle, USP Peter Pal Pelbart, PUC- SP Gilberto Bercovici, USP Consuelo Lins, UFRJ Afrânio Catani, USP Liliana Segnini, Unicamp José Sérgio F. de Carvalho, USP Eliana Regina de Freitas Dutra, UFMG Sergio Cardoso, USP Maria Lygia Quartim de Moraes, Unicamp Vera da Silva Telles, USP Juarez Guimarães, UFMG Ricardo Musse, USP Sebastião Velasco e Cruz, Unicamp Maria Ligia Coelho Prado,USP Federico Neiburg, UFRJ José Carlos Bruni, USP Ligia Chiappini, Universidade Livre de Berlim Sérgio de Carvalho, USP Marcos Dantas, UFRJ Luiz Roncari, USP Giuseppe Cocco, UFRJ Eleutério Prado, USP Walquíria Domingues Leão Rego, Unicamp Marcos Silva, USP Luís Augusto Fischer, UFRS Edilson Crema, USP Rosa Maria Dias, Uerj José Jeremias de Oliveira Filho, USP  Evando Nascimento, UFJF Adélia Bezerra de Meneses, Unicamp Iumna Simon, USP Elisa Kossovitch, Unicamp Cilaine Alves Cunha, USP Ladislau Dowbor, PUC-SP Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos, USP Lucilia de Almeida Neves, UnB Bernardo Ricupero, USP Gil Vicente Reis de Figueiredo, UFSCar Lincoln Secco, USP Jacyntho Lins Brandão, UFMG Marcio Suzuki, USP José Camilo Pena, PUC-RJ Joaquim Alves de Aguiar, USP Eugenio Maria de França Ramos, Unesp Alessandro Octaviani, USP Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, PUC-SP Mauro Zilbovicius, USP Rodrigo Duarte, UFMG Jorge Luiz Souto Maior, USP Francisco Foot Hardman, Unicamp Paulo Nakatani, UFES Helder Garmes, USP Marly de A. G. Vianna, UFSCar Maria Lúcia Montes, USP Adriano Codato, UFPR Ana Fani Alessandri Carlos, USP Denilson Lopes, UFRJ Ricardo Nascimento Fabbrini, USP Paulo Silveira, USP Ernani Chaves, UFPA Mario Sergio Salerno, USP Evelina Dagnino, Unicamp Zenir Campos Reis, USP Marcos Siscar, Unicamp Sean Purdy, USP Liv Sovik, UFRJ Christian Ingo Lenz Dunker, USP João Roberto Martins Filho, UFSCar Marcus Orione, USP Carlos Ranulfo, UFMG Gustavo Venturi, USP Nelson Cardoso Amaral, UFG Amaury Cesar Moraes, USP Silvia de Assis Saes, UFBA Flavio Campos, USP Anselmo Pessoa Neto, UFG Vinicius Berlendis de Figueiredo, UFPR Marta Maria Chagas de Carvalho, USP Francisco Rüdiger, UFRS Maria Augusta da Costa Vieira, USP Rubem Murilo Leão Rego, Unicamp Nelson Schapochnik, USP Maria Helena P. T. Machado, USP Elyeser Szturm, UnB Luiz Recaman, USP Reginaldo Moraes, Unicamp Iram Jácome Rodrigues,
USP Alysson Mascaro, USP Roberto Grun, UFSCar Paulo Benevides Soares, USP Edson de Sousa, UFRGS Analice Palombini, UFRS Márcia Cavalcante Schuback, UFRJ Luciano Elia, Uerj Marcia Tosta Dias, Unifesp Paulo Martins, USP Julio Ambrozio, UFJF Salete de Almeida Cara, USP Oto Araujo Vale, UFSCar Iris Kantor, USP João Emanuel, UFRN Francisco Alambert, USP José Geraldo Silveira Bueno, PUC-SP Marta Kawano, USP José Luiz Vieira, UFF Paulo Faria, UFRGS Ricardo Basbaum, Uerj Fernando Lourenço, Unicamp Luiz Carlos Soares, UFF André Carone, Unifesp Adriano Scatolin, USP Richard Simanke, UFSCar Arlenice Almeida, Unifesp Miriam Avila, UFMG Sérgio Salomão Shecaira, USP Carlos Eduardo Martins, UFRJ Antonio Albino Canelas Rubim, UFBA. Eduardo Morettin, USP Claudio Oliveira, UFF Eduardo Brandão, USP Jesus Ranieri, Unicamp Mayra Laudanna, USP Aldo Duran, UFU Luiz Hebeche, UFSC Adma Muhana, USP Fábio Durão, Unicamp Amarilio Ferreira Jr., UFSCar Marlise Matos, UFMG Jaime Ginzburg, USP Emiliano José, UFBA Ianni Regia Scarcelli, USP Ivo da Silva Júnior, Unifesp Mauricio Santana Dias, USP Adalberto Muller, UFF Cláudio Oliveira, UFF Ana Paula Pacheco, USP Sérgio Alcides, UFMG Heloisa Buarque de Almeida, USP Romualdo Pessoa Campos Filho, UFG Suzana Guerra Albornoz, UNISC/RS Bento Itamar Borges, UFU Tânia Pellegrini, UFSCar Sonia Campaner, PUC-SP Luiz Damon, UFPR Eduardo Passos, UFF Horácio Antunes, UFMA Laurindo Dias Minhoto, USP Paulo Henrique Martinez, Unesp Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero Rodnei Nascimento, Unifesp José Paulo Guedes Pinto, UFRRJ Herculano Campos, UFRN Adriano de Freixo, UFF Alexandre Fonseca, UFRJ Raul Vinhas Ribeiro, Unicamp Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo, Uerj Carmen Gabriel, UFRJ Ana Gonçalves Magalhães, USP Regina Mennin, Unifesp Regina Pedroza, UnB Regina Vinhaes Gracindo, UnB Elina Pessanha, UFRJ Elisa Maria Vieira, UFMG Reinaldo Martiniano, UFMG Freda Indursky, UFRGS Frederico Carvalho, UFRJ Renata Paparelli, PUC-SP Renato Lima Barbosa, UEL Antonio Prado, Unicamp Antonio Teixeira, UFMG Aparecida Neri de Souza, Unicamp Ricardo Barbosa de Lima, UFG Ricardo Kosovski, UNIRIO Ricardo Mayer, UFAL Rita Diogo, UERJ Adalberto Paranhos, UFU Adalton Franciozo Diniz, PUC-SP Alcides Fernando Gussi, UFC Aldo Victorino, UERJ José Guilherme Ramos,  Unincor Alex Fabiano Jardim, Unimontes Alexandra Epoglou, UFU Alexandre Henz, Unifesp Alfredo Cordiviola, UFPE Alícia Gonçalves, UFPB Alita Sá Rego, UERJ Alvaro Luis Nogueira, CEFET/RJ Amaury Júnior, UFRJ Amilcar Pereira, UFRJ Amon Pinho, UFU Ana Maira  Coutinho, PUC-Minas Ana Maria Araújo Freire, PUC/SP Ana Maria Chiarini, UFMG Ana Maria Doimo, UFMG Ana Maria Medeiros, UERJ André Daibert, CEFET/RJ André Figueiredo, UFRRJ André Leclerc, UFC André Martins, UFRJ André Paulo Castanha, Unioeste Andrea Franco, PUC-Rio Andrea Macedo, UFMG Andrea Silva Ponte, UFPB Angela Prysthon, UFPE Angelita Matos Souza, Facamp Angelita Pereira de Lima, UFG Aníbal Bragança, UFF Anita Leandro, UFRJ Anna Carolina Lo Bianco, UFRJ Antonio Carlos Lima, UFRJ Antônio Cristian Saraiva Paiva, UFC Antonio Justino  Ruas Madureira, UFU Antonio Pinheiro de Queiroz, UnB Armen Mamigonian, USP Benito Bisso Schmidt, UFRGS Benjamin Picado, UFF Branca Jurema Ponce, PUC/SP Brasilmar Nunes, UFF Bruna Dantas, Univ. Cruzeiro do Sul Bruno Guimarães, UFOP Carla Dias, UFRJ Carlos Bauer, Uninove Carlos José Espíndola, UFSC Carolina Martins Pulici, Centro Universitário Senac Cauê Alves, PUC-SP Celia Rocha Calvo, UFU César Barreira, UFC César Nigliorin, UFF Clara Araujo, UERJ Clarice Mota, UFAL Claudinei Silva, Unioeste Claudio Benedito Baptista Leite,  Unifesp Cláudio DeNipoti, UEPG Cleber Santos Vieira, Unifesp Custódia Selma Sena do Amaral, UFG Daniela Frozi, UERJ Daniela Weber, FURG Daniele Nilym, UFC Dau Bastos, UFRJ Débora Barreto, UCM Debora Breder, UCM Débora Diniz, UnB Denise Golcalves, UFRJ Diva Maciel, UnB Doris Accioly, USP Doris Rinaldi, Uerj Douglas Barros, PUC-Campinas Edgar Gandra, UFPel Edson Arantes Junior, UEG Eduardo Sterzi, Faap Elizabeth Maria Azevedo Bilange, UFMS Emerson Giumbelli, UFRGS Ercília Cazarin, Univ. Passo Fundo Ernesto Perini, UFMG Eugênio Rezende de Carvalho, UFG Fabiana de Souza, UFG Fabiele Stockmans, UFPE Fábio Franzini, Unifesp Fernanda dos Santos Castelano Rodrigues, UFSCar Fernando Fragozo, UFRJ Fernando Freitas, UERJ Fernando Resende, UFF Fernando Salis, UFRJ Filipe Ceppas, UFRJ Flavio Fogliatto, UFRGS Geísa Matos, UFC George Lopes Paulino, UFC Geovane Jacó, UECE Geraldo Orthof ,UnB Geraldo Pontes Jr., UERJ Gesuína Leclerc, UFC Gilberto Almeida, UFBA Gilson Iannini, UFOP Giselle Martins Venancio, UFF Gizelia Maria da Silva Freitas, UFPA Graciela Paveti, UFMG Gustavo Coelho, UERJ Gustavo Krause, UERJ Hélio Carlos Miranda de Oliveira, UFU Hélio Silva, UFSC Henri Acselrad, UFRJ Henrique Antoun, UFRJ José Carlos Prioste, Uerj José Carlos Rodrigues, PUC – Rio José Claudinei Lombardi, Unicamp Henrique Antoun, UFRJ Henrique de Paiva, Uninove Humberto Hermenegildo de Araújo, UFRN Ianni Scarcelli, USP Irlys Barreira, UFC Isaurora Cláudia Martins, UVA Ivan Rodrigues Martin, Unifesp Izabela Tamaso, UFG Jackson Aquino, UFC Jacqueline Girão Lima, UFRJ Jacqueline O.L. Zago, UFTM Janete M. Lins de Azevedo, UFPE Jania Perla Diógenes de Aquino, UFC Joana Bahia, UERJ Joelma Albuquerque, UFAL John Comerford, UFRRJ Jorge Valadares, Fund Oswaldo Cruz José  Artur Quilici Gonzalez, UFABC José Lindomar Albuquerque, UNIFESP José Luiz Ferreira, UFERSA José Messias Bastos,UFSC José Otávio Guimarães, UnB José Ubiratan Delgado, IRD- CNEN Joziane Ferraz de Assis, UFV Kátia Paranhos, UFU Kelen Christina Leite, UFSCar Laura Feuerwerker, USP Leandro Lopes Pereira de Melo, Centro Universitário Senac Simone Wolff, UEL Solange Ferraz de Lima, USP Sônia Maria Rodrigues, UFG Lena Lavinas, UFRJ Leonardo Daniato, UniFor Lia Tomas, Unesp Liliam Faria Porto Borges, UNIOESTE Lúcia Maria de Assis, UFG Lucia Pulino, UnB Luciana Hartmann, UnB Luciano Mendes de Faria Filho, UFMG Luciano Rezende, Instituto Federal de Alagoas Luciano Simão, UFF Luís Filipe Silvério Lima, Unifesp Luis Mattei, UFF Luiz Fábio Paiva, UFAM Luiz Paulo Colatto, CEFET-RJ Luiz Sérgio Duarte da Silva, UFG Madalena Guasco Peixoto, PUC-SP Marcelo Carcanholo, UFF Marcelo de Sena, UFMG Marcelo Martins de Sena, UFMG Marcelo Paixão, UFRJ Marcelo Pinheiro, UFU Marcia Angela Aguiar, UFPE Marcia Cristina Consolim, Unifesp Márcia Maria Menendes Motta, UFF Marcia Maria Motta, UFF Marcia Paraquett, UFBA Marcio Galdman, UFRJ Marco André Feldman Schneider, UFF Marcos Aurélio da Silva, UFSC Marcos Barreto, UFRJ Marcos Cordeiro Pires, Unesp Marcos Santana de Souza, UFS Marcus Wolff , UCM Maria Amélia Dalvi, UFES
Maria Aparecida Leite Soares, Unifesp Maria Augusta Fonseca, USP Maria Cristina Batalha,  UERJ Maria Cristina Giorgi, CEFET- RJ Maria Cristina Volpi, UFRJ Mônica de Carvalho, PUC-SP Natalia Reis, UFF Neide T. Maia González, USP Nelson Maravalhas, UnB Nelson  Tomazi, UEL Maria de Fátima Gomes, UFRJ Maria Fernanda Fernandes, Unifesp Maria Jacqueline Lima, UFRJ Maria José Aviz do Rosário, UFPA Maria José Vale, Unicastelo Maria Lúcia Homem, FAAP Maria Lúcia Seidl, UERJ Maria Luiza de Oliveira, Unifesp Maria Luiza Heilborn, UERJ Maria Neyara de Oliveira Araújo, UFC Maria Rita Aprile, Uniban María Zulma M. Kulikowski, USP Mariana Cavalcanti, FGV-RJ Marisa Bittar, UFSCar Markus Lasch, Unifesp Marlon Salomon, UFG Marly Vianna, UFSCar Márnio Pinto, UFSC Marta Peres, UFRJ Marta Pinheiro, UFRJ Mary
Castro, UCSal Miroslav Milovic, UnB Edson Arantes Jr., UERJ Moema Rebouças, UFES Monica Alvim, UFRJ Monica Bruckmann, UFRJ Nereide Saviani, Unisantos Neusa Maria Dal Ri, Unesp Nina Leite, Unicamp Nise Jinkings, UFSC Nora Krawczyk, Unicamp Olga Cabrera, UFG Olgamir Amancia Ferreira de Paiva, UnB Ovídio de Abreu, UFF Patrícia Reinheimer, UFRRJ Patrícia Sampaio, UFAM Paulino José Orso, Unioeste Paulo Bernardo Ferreira Vaz, UFMG Paulo Machado, UFSC Paulo Pinheiro Machado, UFSC Paulo Roberto de Almeida, UFU Rafael Haddock-Lobo, UFRJ Ramón Fernandez, FGV-SP Raul Pacheco Filho, PUC-SP Rita Schmidt, UFRGS Robespierre de Oliveira, UEM Rodrigo Nobile, UERJ Rogério Medeiros, UFRJ Ronaldo Gaspar, Unicastelo Rosana C. Zanelatto Santos, UFMS Rosana Costa, UFRJ Rosemary de  Oliveira Almeida, UECE Sabrina Moehlecke, UFRJ Sara Rojo, UFMG Sarita Albagli, UFRJ Sidnei Casetto, Unifesp Silviane Barbato, UnB Silvio Costa, PUC/GO Simone Michelin, UFRJ Suzzana Alice Lima Almeida, UNEB Sylvia Novaes, USP Tadeu Alencar Arrais, UFG Tadeu Capistrano, UFRJ Tania Rivera, UnB Tatiana Roque, UFRJ Telma Maria Gonçalves Menicucci, UFMG Tercio Redondo, USP Théo Lobarinhas Piñeiro, UFF Tomaz Aroldo Santos, UFMG Valdemar Sguissardi, UFSCar Vera Chuelli, UFPR Vera Figueiredo, PUC-Rio Victor Hugo Pereira, UERJ Viviane Veras, Unicamp Volnei Garrafa, UnB Wagner da Silva Teixeira, UFTM Waldir Beividas, USP Wilson Correia, UFRB Adriano de Freixo, Universidade Federal Fluminense Andre Gunder Frank, UFF Flávia Nascimento, UNESP Graziela Serroni Perosa, EACH/USP Gustavo Caponi,  Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC Helena Esser dos Reis, UFG Jaime Rodrigues, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp Jaqueline Kalmus, UniFIEO Joana Ziller – Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP Juliana Tavares, IFF Luis Guilherme Galeão da Silva, USP Luiz Mariano Carvalho, UERJ Maria Margareth de Lima, UFPB Maria Waldenez de Oliveira, UFSCAR Nelson Schapochnik, USP Paulo Rodrigues Belém, PUC/Rio de Janeiro Rita Fagundes, UFS Tercio Loureiro Redondo, USP Valéria Vasconcelos, UNIUBE/MG Ana Paula Cantelli Castro, Universidade Federal do Piauí/UFP Hélio Lemos Sôlha – Professor, UNICAMP Pedro C. Chadarevian, UFSCAR Ivaldo Pontes Filho, UFPE Ricardo Summa, UFRRJ Ernesto Salles, UFF Sidney Calheiros de Lima, USP Claudia Moraes de Souza, Unesp/Marília Estêvão Martins Palitot, Universidade Federal da Paraíba/UFB Lilian Sagio Cezar, USP Gislene Aparecida dos  Santos, EACH – USP Eliézer Cardoso de Oliveira, Universidade Estadual de Goiás Luiz Menna-Barreto, EACH/USP Raquel Alvarenga Sena Venera, UFSC Aida Marques, Universidade Federal Fluminense Cleria Botelho da Costa, UnB Ernestina Gomes de Oliveira, Faculdade de Direito do Instituto Superior de Ciências Aplicadas de Limeira Kátia Menezes de Sousa, Universidade Federal de Goiás Aluizio Moreira, UFCG Luiz Gonzaga Godoi Trigo, EACH/USP Lucas Bleicher, UFMG Luiz Carlos Seixas, FMU e UniFIEO Giane da Silva Mariano Lessa, UFRRJ George Gomes Coutinho, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Walter Andrade,  Fundação Padre Albino Antonio Torres Montenegro, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE Regina Beatriz Guimarães Neto, Universidade Federal de  Pernambuco/UFPE Enilce Albergaria Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora Reinaldo Salvitti, USP Vania Noeli Ferreira de Assunção, PUC/SP José Arlindo dos Santos, Fundação Universidade do Tocantins/UNITINS Jose Carlos Vaz, USP Marisa Midori Deaecto, USP Luiz Cruz Lima, Universidade Estadual do Ceará/UECE Maria do Carmo Lessa Guimarães, Universidade Federal da Bahia/UFBA Ebe Maria de Lima Siqueira, Universidade Estadual de  Goiás/UnU Alexei Alves de Queiroz, UnB Francisco Mazzeu, Unesp Cláudia Regina Vargas, UFSCAR Fábio Ferreira de Almeida, Universidade Federal de Goiás Celso Kraemer, Universidade Regional de Blumenau Gladys Rocha, UFMG Murilo César Ramos, UnB Deolinda Freire, Universidade Federal do Triângulo Mineiro Corinta Maria Grisolia Geraldi, UNICAMP João Wanderley Geraldi, UNICAMP Durval Muniz de Albuquerque Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Rafael Sanzio, UnB Sônia Selene Baçal de Oliveira, Universidade Federal do Amazonas/UFAM Arlindo da Silva Lourenço, Uniban Izabel Cristina dos Santos Teixeira, UFT/Araguaína Glaucíria Mota Brasil, Universiade Estadual do Ceará Alícia Ferreira Gonçalves, UFPB Francisco Alves, UFSCar Luiz Armando Bagolin, USP Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero Paula Glenadel, UFF Lana Ferreira de Lima, Universidade Federal de Goiás/UFG Karina Chianca Venâncio, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE Surya Aaronovich Pombo de Barros, Universidade Federal da Paraíba/UFPB Fausto Fuser, USP Silvia Beatriz Adoue, UNESP/Araraquara Paulo Henrique Martinez, Unesp Iram Jácome Rodrigues, USP Sílvio Camargo, Unicamp Fernando Nogueira da Costa, Unicamp Mariana Cassab, UFRJ Suzana  Guerra Albornoz, FURG/Rio Grande e UNISC/RS Alexandre Abda, FAP/SP José Edvar Costa de Araújo, Universidade Estadual Vale do Acaraú Gabriel Almeida Antunes Rossini, PUC/SP Cláudio Oliveira, Universidade Federal Fluminense/UFF Aixa Teresinha Melo de Oliveira, CEFET/RJ – UnED/Petrópolis Flávio Rocha de Oliveira, FESP/SP Viviane Conceição Antunes Lima, UFRRJ Rita Maskell Rapold, UNEB Valter Duarte Ferreira Filho, UERJ e UFRJ Romeu Adriano da Silva, Universidade Federal de Alfenas Paulo Cesar Azevedo Ribeiro, Universidade Estácio de Sá Andréa Lisly Gonçalves, Universidade Federal de Ouro Preto Álvaro Luis Martins de Almeida Nogueira, Cefet Welerson Fernandes Kneipp, Cefet Jarlene Rodrigues Reis, Cefet André Barcelos Damasceno Daibert, Cefet Luiz Antonio Mousinho Magalhães, Universidade Federal da Paraíba/UFPB Maria Cristina Cortez Wissenbach, USP Denise Helena P.Laranjeira,  Universidade Estadual de Feira de Santana Magnus Roberto de Mello Pereira, Universidade  Federal do Paraná/UFPR Ricardo Cardoso Paschoal, CEFET/RJ Luciano dos Santos Bersot, UFPR Sérgio de  Paula Machado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ Antônio Alberto Machado, Unesp/Franca-SP Sérgio Ricardo de Souza, CEFET/MG Angela Thalassa, Faculdade de Arujá / IESA Débora C. Piotto, USP Marcelo Parizzi Marques Fonseca, UFSJ Carlos Augusto de Castro Bastos, Universidade Federal do Amapá Carina Inserra Bernini, Centro Universitário FIEO Marta Costa, USP Ana Paula Hey, USP Angela Maria Carneiro Araújo, UNICAMP Ignacio Godinho Delgado, Universidade Federal de Juiz de Fora Otávio Luís de Santana, UFCG Vladmir Agostini, UFSJ Roberto de Barros Faria, Universidade Federal do Rio de Janeiro Sônia Maria Rocha Sampaio, UFBA Anderson Pires, Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF Wilma Ferreira de Jesus, Faculdade Católica de Uberlândia Antonio José de Almeida Meirelles, Unicamp José Ademir Sales de Lima, USP Ileizi Fiorelli Silva, UEL Ana Fernandes, UFBA Léo Carrer Nogueira, Universidade Estadual de Goiás Regina Ilka Vieira Vasconcelos,  UFU Dilmar Santos de Miranda,  UFC Consiglia Latorre, UFC Cláudia Maria Ribeiro Viscardi, Universidade Federal de Juiz de Fora Sérgio Henriques Saraiva, Universidade Federal do Espírito Santo/UFES Dolores Aronovich Aguero, Universidade Federal do Ceará Attila Louzada, Universidade Federal do Rio Grande Rogério Bitarelli Medeiros, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ Rodney Werke, Unisul Bruno Mendonça da Silva, Universidade Católica de Pernambuco Ricardo Oliveira, UFRRJ Hudson Costa Gonçalves da Cruz, Universidade E

stadual Vale do Acaraú Maurício Vieira Martins, Universidade Federal Fluminense Mário Tadeu  Siqueira Barros, UECE/Universidade Estadual do Ceará Flavio Galib, UNICAMP e UNIMEP/SP Maria Amalia Andery, PUC/SP Bruno Capanema, USP e UnB José da Cruz Bispo de Miranda, UESPI Marcos Olender, Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF Simone Nacaguma, FACAMP/SP Sônia Maria Aranha Rodrigues de Andrade, Faculdade Anhanguera Carlos Eduardo O. Berriel, Unicamp Yêda Maria da Costa Lima Varlotta, UMC/SP Flávia de Mattos Motta, Universidade Estadual de Santa Catarina/USC Maria Conceição Maciel Filgueira, Universidade Est. do Rio Grande do Norte Robson Laverdi, UNIOESTE Glícia Pontes, Universidade Federal do Ceará Sebastião Faustino Pereira Filho, UFRN Roberto Hugo Bielschowsky, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Américo Tristão Bernardes, Universidade Federal de Ouro Preto Telma Ferraz Leal, Universidade Federal de Pernambuco Cristiane Kerches da Silva Leite, USP Vivian Urquidi, USP Adriana Duarte, UFMG Alexandre Fortes, UFRRJ Carmelita Brito de Freitas Felício, Universidade Federal de Goiás Nésio Antônio Moreira Teixeira de Barros, UFRN Luiz Gustavo Santos Cota, Faculdade de Ciências Humanas do Vale do Piranga/MG Clóvis Alencar Butzge, Universidade Federal da Fronteira Sul/UFFS/PR Débora Cristina Morato Pinto, UFSCar Márcia Marques, UnB Antonio Carlos Moraes, Universidade Federal do Espírito Santo/UFES Ricardo Brauer Vigoderis, UFRPE/UAG Maria Luiza Scher Pereira, UFJF Terezinha Maria Scher Pereira, UFJF Débora El-Jaick Andrade, Universidade Federal Fluminense Clinio de Oliveira Amaral, UFRRJ Cláudia Regina Andrade dos Santos, UNIRIO/UFRJ Ulises Simon da Silveira, Univ. Est.Mato Grosso do Sul/UEMS Fabrizio Guinzani, Unesc/SC Ana Elizabeth Albuquerque Maia, Universidade Federal do Ceará/UFC Pedro Germano Leal, UFRN e University of Glasgow Dimas Enéas Soares Ferreira, FUPAC, IPTAN e EPCAR Geraldo Moreira Prado, Estácio de Sá e UNIRIO José Luiz Aidar Prado, PUC/SP Maria Elaine Kohlsdorf, Universidade de Brasília/UnB Everaldo Carlos Venâncio, Universidade Federal do ABC/SP Cláudia Souza Leitão, Universidade Estadual do Ceará/UEC Lídia Santos, profa. de Literatura Brasileira na Univ. da Cidade de New York, NY, EUA Sonia Maria Guedes Gondim, Universidade Federal da Bahia/UFBA José Clécio B. Quesado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ Micheli Dantas Soares, UFBA Marcelo Milan, University of Wisconsin Parkside Daniela Canella, Universidade Federal de Goiás/UFG Elisabete de Sousa Otero, UFRGS

Carta aberta à CNBB

Ilmo. Pe. Antônio Silva da Paixão,
Subsecretário Adjunto Geral da CNBB
 

Atrevo-me a conversar com homens de grande saber e história de dedicação às coisas do Brasil. O que me leva a fazer isso é o fato de também me ver com uma história pessoal de dedicação às coisas do Brasil, ainda que num plano muito inferior de importância e alcance.

A atual campanha para a eleição do presidente do Brasil tomou um rumo jamais visto. Não se tem conhecimento de tamanha ação difamatória e, perdoem-me a violência que a apalavra pode assumir, de covardia.

Existem várias formas de se fazer campanha para presidente da república. Acredito que não caio em pecado ao afirmar que o Sr. José Serra e os partidos políticos que o apoiam escolheram a pior: a da sordidez. A condução pelo lado mais obscuro da vida humana não chegou aos seus limites, na verdade ultrapassou todas as fronteiras da dignidade humana, com muitas mentiras, manipulação e ocultação de notícias.

Dentro desse jogo sujo, chegou-se ao cúmulo de se tentar destruir o oponente por meio de eventuais preferências sexuais, disseminando-se que a mulher, mãe, avó, Dilma Roussef seria homossexual (na verdade, faz-se questão de se usar a expressão lésbica, que traz embutido um tom mais forte ainda).

Essa farsa, já foi desmascarada pela inexistência de processo nesse sentido em qualquer canto do Brasil, como também do advogado citado como à frente do processo: não há registro do tal advogado em nenhuma regional da OAB, muito menos na OAB federal. Mesmo assim, continua sendo utilizada, procurando tirar proveito da inocência dos humildes (Bem – aventurados os pobres (humildes) de espírito; porque deles é o reino dos Céus. (Mateus, V.5).

Passar-se por algo que não se é não parece ser atitude recomendável, mesmo na vida política. Entretanto, mais uma vez, a farsa, violência e covardia se manifestaram com toda a força que é possível neste momento ao se atribuir à Dilma Roussef a condição de Anti-Cristo. Entre outras questões, seria essa mulher absolutamente a favor do aborto, em qualquer circunstância.

Perdoem-me pela veemência das minhas palavras, que só refletem a minha indignação, mas que hipocrisia é essa que assola o país, que permite que tema tão complexo e delicado seja conduzido pelas trevas da ignorância, aproveitando-se da religiosidade das pessoas de boa fé? Por que, de repente, tema tão complexo e delicado é trazido vergonhosamente à tona nesse momento. Não sabem o Sr. José Serra, os partidos e a imprensa que o apoiam que isso não é atribuição da presidência da república, mas sim do CONGRESSO BRASILEIRO?

Essa hipocrisia tem raízes bem fincadas, por aqueles que têm outros interesses que não o bem estar de um povo sofrido, maltratado, agredido, e que sistematicamente tem recorrido à sua fé para suportar tanta aflição. Povo agredido diariamente na sua cidadania, palavra tão usada pela mesma imprensa na sua tarefa diária de disseminar a ignorância e dela também se alimentar.

A Igreja Católica tem tido participação fundamental nas coisas do Brasil, em todos os momentos, pondo-se sempre ao lado do povo. E parece que o atual governo também tem agido da mesma maneira

Será que existiu um outro presidente do Brasil com as profundas ligações com a Igreja Católica como o atual presidente, o senhor Luis Inácio Lula da Silva? Será que existiu uma primeira dama com as profundas ligações com a Igreja Católica e à sagrada instituição, como dita pela Igreja, do casamento? “O que Deus uniu nem o homem separa”. Que presidente e primeira dama foram mais fiéis e felizes no casamento, com a felicidade de ambos demonstrada nas mínimas coisas do seu dia-a-dia, e por isso servem como exemplo ao povo brasileiro de respeito e obediência aos Mandamentos da Lei de Deus?

É esse homem que apresenta à sociedade brasileira a Sra. Dilma Rousseff e avaliza a sua candidatura. Não consigo acreditar que ele o faria se não visse nela o mesmo respeito aos religiosos do Brasil. Foi esse homem, que à frente dos destinos do Brasil, deu ao seu povo humilde, o mesmo que sempre recorreu à Igreja para aliviar as suas aflições, uma vida mais digna. Não são esses os ensinamentos de Cristo? Que outro governo promoveu essa ação a favor do povo brasileiro? Que outro governo promoveu a saída de milhões de brasileiros da miséria?

Isso está refletido no texto de Dom Redovino Rizzardo, “O Brasil vai bem e o povo é feliz!”, postado no site da CNBB nesta sexta-feira, 15/10/2010. Segundo Dom Redovino, “em meados de julho, alguns órgãos de informação transmitiram uma notícia que deixou muita gente surpresa: entre 155 países pesquisados pelo Instituto Gallup (pesquisa efetuada entre os anos de 2005 e 2009), o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking da felicidade”, superando os Estados Unidos, em 14º lugar, país tão utilizado como referência para o nosso povo. O Brasil acabou de ser apontado agora como líder mundial no combate à fome.

São razões como essas que me deixam perplexo diante do atual momento. Alguns padres, representantes da Igreja Católica, têm sistematicamente feito declarações que claramente induzem a não votar na Sra. Dilma Rousseff, a candidata que nos foi apresentada pelo atual presidente da república como a pessoa que vai continuar trabalhando pelo bem do Brasil, sem perder de vista o seu povo mais humilde.

O argumento dos referidos padres é o de que Dilma Rousseff seria a favor do aborto. A Igreja Católica, como as demais, conhece, e muito bem, a posição de Lula a esse respeito. A sua religiosidade e a de Dona Marisa jamais adotariam uma posição a favor do aborto. Mas, a Igreja Católica também sabe que, como presidente, ele não pode, isso não lhe é permitido, negar à sociedade brasileira a discussão sobre esse tema, discussão essa que teria necessariamente a participação da Igreja, com todo o peso da sua importância para o povo brasileiro.

Dilma Rousseff já afirmou reiteradas vezes que essa é a posição dela, aliás, a mesma de outra mulher, evangélica, que disputou as eleições no primeiro turno, a Sra. Marina Silva.

Não se comentou que Dilma Rousseff, mesmo sob o intenso bombardeio que a expôs ao mundo como mulher sem religiosidade, não foi flagrada em missas e cultos evangélicos com a bíblia na mão, rezando ao lado dos fiéi

s, como se aquilo fosse uma constante na sua vida. As Igrejas sabem que católicos rezam nas missas católicas e evangélicos rezam nos cultos evangélicos.

Ela não foi flagrada nas casas de pessoas humildes lendo trechos da Bíblia. Buscou o apoio das Igrejas, até pelos ataques violentos que sofreu, mas, na sua dignidade, não usou a fé das pessoas com objetivo eleitoral. Infelizmente, não vi esse fato ser destacado pelos padres que a atacam.

Como se tudo isso não bastasse, senhores, a esposa do Sr. José Serra, Mônica Serra, flagrada pela imprensa dizendo às pessoas que Dilma Roussef “manda matar criancinhas”, foi agora denunciada pela imprensa como uma mulher que recorreu ao aborto em determinado momento de maior dificuldade na sua vida. Não quero fazer juízo de valor sobre a atitude da Sra.Mônica Serra e respeito as suas razões, mas não consegui ver por parte desses padres qualquer manifestação a esse respeito. Se essa era a questão, qual será a postura deles agora?

Alguém poderia, e poderá, dizer que não há provas. Que provas exigiram para espalhar que Dilma Rousseff é homossexual e estaria sendo processada pela amante? Que provas exigiram para espalhar que Dilma Rousseff é a favor do aborto? Que provas exigiram para espalhar que Dilma Rousseff disse que “nem Cristo tiraria a vitória dela”?

Senhores bispos e padres, perdoem-me a perplexidade, e não interpretem como nada além disso, por imaginar que os últimos acontecimentos parecem ter o aval da CNBB. É o que se ouve nas ruas. Padres importantes de setores da CNBB, portanto, representantes da Igreja Católica, fazem homilias violentas contra Lula e Dilma Rousseff, mostrando-os como chefes de uma “corja de patifes”, como fez o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Nunes, e não se tem notícia da posição da CNBB. Recuso-me a acreditar que, de fato, há esse aval.

Pela formação católica de toda a minha família, mas, sobretudo, pelo sofrido e agora sem rumo povo brasileiro, acredito ter caráter urgente a necessidade da comunicação oficial da posição da CNBB frente a tão importante momento da nação brasileira.

Atenciosamente,
Ronaldo Araújo Souza

A mulher de Serra já fez aborto

Existem várias formas de se fazer campanha para presidente da república. José Serra e os partidos políticos que o apoiam escolheram a da sordidez. Vocês que são mais jovens talvez não tenham acompanhado eleições anteriores e mesmo essa agora. Posso lhes assegurar: não há registro na história do Brasil de uma campanha política tão baixa, tão violenta e tão covarde quanto a atual.

A condução pelo lado mais obscuro da vida humana não chegou aos seus limites, na verdade ultrapassou todas as fronteiras da dignidade humana, com muitas mentiras, manipulação e ocultação de notícias.

Dentro desse jogo sujo, chegou-se ao cúmulo de se tentar destruir o oponente por meio de eventuais preferências sexuais, disseminando-se que Dilma Roussef é lésbica (faz-se questão de se usar essa expressão, que traz consigo um preconceito muito grande), farsa desmascarada pela inexistência de processo nesse sentido em qualquer canto do Brasil, como também do advogado citado como à frente do processo: não há registro do tal advogado em nenhuma regional da OAB, muito menos na OAB federal.

Passar-se por algo que não se é parece ser comum na vida política. Entretanto, mais uma vez, a farsa, violência e covardia se manifestaram com toda a força que é possível neste momento ao se atribuir à Dilma Roussef a condição de Anti-Cristo. Seria essa mulher absolutamente a favor do aborto, em qualquer circunstância.

Apesar de haver manifestos de mulheres brasileiras, devidamente abafados pela imprensa que vergonhosamente distorce os dados, onde estão as demais mulheres que, juntas, dariam muito mais força a esses movimentos? Afinal, este é um tema que atinge de frente as mulheres. Como aceitar que aquelas que já se depararam com esse problema e puderam resolve-lo, pelo simples fato de terem acesso a clínicas particulares que clandestinamente o fazem com toda segurança, agora se calem diante da agressão a outras mulheres que não têm a mesma “sorte”? Quantas jovens que, por razões diversas, fizeram, fazem e farão abortos, mas têm que recorrer a “clínicas” clandestinas? Quantas jovens morreram nessas “clínicas” e quantas ficaram com sequelas irreversíveis à sua saúde física e mental?

Que hipocrisia é essa que assola o país, que permite que tema tão complexo e delicado seja conduzido pelas trevas da ignorância e da religiosidade das pessoas de boa fé? Por que, de repente, tema tão complexo e delicado é trazido vergonhosamente à tona nesse momento. O Sr. José Serra e os partidos e a imprensa que o apoiam sabem que isso não é atribuição da presidência da república, é atribuição do CONGRESSO BRASILEIRO.

Essa hipocrisia tem raízes bem fincadas, por aqueles que têm outros interesses que não o bem estar de um povo sofrido, maltratado, agredido diariamente na sua cidadania, palavra tão usada pela mesma imprensa na sua tarefa diária de disseminar a ignorância e dela também se alimentar.

Será que você sabe que como Ministro da Saúde, O Sr. José Serra já assinou documento regulamentando a prática do aborto? Fez errado? Ponho sob o seu julgamento.

Se fez certo ou errado, mas fez, como tem o cinismo de, tentando esconder o feito, levar a discussão para essa direção na sua campanha política? Tentar negar, como ele tentou, e ter a ajuda da imprensa para abafar mais um fato, pode ser até fácil para ele, mas é impossível esconder por muito tempo (veja abaixo o documento da CNBB repudiando a regulamentação assinada por ele).

Sob o manto da religiosidade da sua repentina condição de homem extremamente religioso, o Sr. José Serra tentou encurralar a mulher, a mãe, a avó Dilma Roussef, acusando-a de ser favorável ao aborto. Pronto, simplesmente isso.

Entra então em cena, a sua esposa, a Sra. Mônica Serra, e sai espalhando pelos quatro cantos do mundo que “Dilma manda matar criancinhas”. E aí, os que já estavam em campo jogando o jogo sujo, produzem manchetes e reportagens sensacionais, alcançando com toda a força da imprensa, aquilo que há de mais puro nas pessoas religiosas: a fé.

Mas, mais uma vez, a verdade vem à tona, aparece à luz do dia. A Sra. Mônica Serra já fez aborto (veja abaixo e veja as reportagens na íntegra aqui e aqui). Será que eu preciso dizer mais alguma coisa a você?

Resta-me uma pergunta: será que dá para pessoas como você, que têm dignidade e ainda acreditam na raça humana, imaginar do que são capazes pessoas como essas com o poder nas mãos?

 

A mulher de Serra já fez aborto

Existem várias formas de se fazer campanha para presidente da república. José Serra e os partidos políticos que o apoiam escolheram a da sordidez. Vocês que são mais jovens talvez não tenham acompanhado eleições anteriores e mesmo essa agora. Posso lhes assegurar: não há registro na história do Brasil de uma campanha política tão baixa, tão violenta e tão covarde quanto a atual.

A condução pelo lado mais obscuro da vida humana não chegou aos seus limites, na verdade ultrapassou todas as fronteiras da dignidade humana, com muitas mentiras, manipulação e ocultação de notícias.

Dentro desse jogo sujo, chegou-se ao cúmulo de se tentar destruir o oponente por meio de eventuais preferências sexuais, disseminando-se que Dilma Roussef é lésbica (faz-se questão de se usar essa expressão, que traz consigo um preconceito muito grande), farsa desmascarada pela inexistência de processo nesse sentido em qualquer canto do Brasil, como também do advogado citado como à frente do processo: não há registro do tal advogado em nenhuma regional da OAB, muito menos na OAB federal.

Passar-se por algo que não se é parece ser comum na vida política. Entretanto, mais uma vez, a farsa, violência e covardia se manifestaram com toda a força que é possível neste momento ao se atribuir à Dilma Roussef a condição de Anti-Cristo. Seria essa mulher absolutamente a favor do aborto, em qualquer circunstância.

Apesar de haver manifestos de mulheres brasileiras, devidamente abafados pela imprensa que vergonhosamente distorce os dados, onde estão as demais mulheres que, juntas, dariam muito mais força a esses movimentos? Afinal, este é um tema que atinge de frente as mulheres. Como aceitar que aquelas que já se depararam com esse problema e puderam resolve-lo, pelo simples fato de terem acesso a clínicas particulares que clandestinamente o fazem com toda segurança, agora se calem diante da agressão a outras mulheres que não têm a mesma “sorte”? Quantas jovens que, por razões diversas, fizeram, fazem e farão abortos, mas têm que recorrer a “clínicas” clandestinas? Quantas jovens morreram nessas “clínicas” e quantas ficaram com sequelas irreversíveis à sua saúde física e mental?

Que hipocrisia é essa que assola o país, que permite que tema tão complexo e delicado seja conduzido pelas trevas da ignorância e da religiosidade das pessoas de boa fé? Por que, de repente, tema tão complexo e delicado é trazido vergonhosamente à tona nesse momento. O Sr. José Serra e os partidos e a imprensa que o apoiam sabem que isso não é atribuição da presidência da república, é atribuição do CONGRESSO BRASILEIRO.

Essa hipocrisia tem raízes bem fincadas, por aqueles que têm outros interesses que não o bem estar de um povo sofrido, maltratado, agredido diariamente na sua cidadania, palavra tão usada pela mesma imprensa na sua tarefa diária de disseminar a ignorância e dela também se alimentar.

Será que você sabe que como Ministro da Saúde, O Sr. José Serra já assinou documento regulamentando a prática do aborto? Fez errado? Ponho sob o seu julgamento.

Se fez certo ou errado, mas fez, como tem o cinismo de, tentando esconder o feito, levar a discussão para essa direção na sua campanha política? Tentar negar, como ele tentou, e ter a ajuda da imprensa para abafar mais um fato, pode ser até fácil para ele, mas é impossível esconder por muito tempo (veja abaixo o documento da CNBB repudiando a regulamentação assinada por ele).

Sob o manto da religiosidade da sua repentina condição de homem extremamente religioso, o Sr. José Serra tentou encurralar a mulher, a mãe, a avó Dilma Roussef, acusando-a de ser favorável ao aborto. Pronto, simplesmente isso.

Entra então em cena, a sua esposa, a Sra. Mônica Serra, e sai espalhando pelos quatro cantos do mundo que “Dilma manda matar criancinhas”. E aí, os que já estavam em campo jogando o jogo sujo, produzem manchetes e reportagens sensacionais, alcançando com toda a força da imprensa, aquilo que há de mais puro nas pessoas religiosas: a fé.

Mas, mais uma vez, a verdade vem à tona, aparece à luz do dia. A Sra. Mônica Serra já fez aborto (veja abaixo e veja as reportagens na íntegra aqui e aqui). Será que eu preciso dizer mais alguma coisa a você?

Resta-me uma pergunta: será que dá para pessoas como você, que têm dignidade e ainda acreditam na raça humana, imaginar do que são capazes pessoas como essas com o poder nas mãos?