Professores Estrela e Figueiredo farão aula de abertura dos cursos de Endodontia da ABO Bahia

Estrela e Figueiredo (2)

Olá pessoal,

No nosso último contato falei que os Cursos de Atualização e Especialização em Endodontia da ABO Bahia têm 22 e 19 anos de existência respectivamente.

Disse também que pela primeira vez as duas turmas terminaram no mesmo mês, dezembro de 2018.

Para o início das duas novas turmas agora em março de 2019, teremos uma grande novidade.

Elas começarão juntas e a aula de abertura será com os professores Estrela e Figueiredo.

  Estrela e Figueiredo

Isso mesmo, os professores Carlos Estrela e José Antonio P. de Figueiredo, autores do livro – Endodontia, Princípios Biológicos e Mecânicos – farão a aula de abertura para as turmas de Especialização e Atualização.

Que tal, gostou?

Venha.

Fale com George e se inscreva. As inscrições para as novas turmas de 2019 já estão abertas.

George (EAP – ABO)
eap@abo-ba.org.br
Telefones: (71) 2203-4078 —— (71) 98116-3493

Ou pelo site da ABO Bahia.
www.abo-ba.org.br

Seja bem-vindo.

Férias no Brasil; mas temos muito mais para oferecer

Escola de samba

Por Ronaldo Souza

Depois de ler um ótimo texto do Professor Nilson Lage, A metamorfose da insignificância, veio-me a vontade de escrever alguma coisa sobre o tema abordado por ele, mas estava sem inspiração.

Inspiração que também não quis chegar para o título.

Pensei em algo como “Conhecendo um pouco o Brasil”, mas desisti.

Quando me lembrei do famoso desdiscurso do presidente em Davos, no qual, segundo a jornalista americana Heather Lang, a melhor parte foi quando ele convidou os presentes a passarem “as férias no Brasil”, achei melhor escolher outro.

Pois é, o presidente eleito foi minha inspiração, quem diria!

E deixei o barco correr.

“Espelho meu, espelho meu, existe alguém mais…?”

Desesperado diante do incômodo espelho que insiste em refletir a verdadeira imagem do que você realmente é e não a que imagina ser, faltou chão ao presidente eleito e nos 6 minutos dos 45 que lhe foram dedicados, veio à tona com a força de um tsunami tropical o “complexo de vira latas”.

Em pânico, ofereceu a colônia de férias Brasil aos milionários ali presentes.

É o complexo de vira latas que faz nordestinos se renderem aos encantos do “sul maravilha” e brasileiros ficarem maravilhados com os Estados Unidos e a Europa, particularmente o primeiro.

Identifica-lo não é tarefa fácil, aceita-lo é muito pior.

Foi isso que das catacumbas de um passado bem recente irrompeu forte das entranhas do presidente eleito e se manifestou naquele momento.

A subserviência é um traço cultural perverso e muitas vezes imperceptível.

Não deixa de ser uma espécie de autoflagelação.

Dizem os psicanalistas que mais do que chamar a atenção, o autoflagelo é um pedido de socorro.

Estava ali configurado o pedido de socorro; faltou só o help!

Uma das causas do autoflagelo é o sentimento de incapacidade.

Sentimento que esteve estampado na cara do presidente durante toda a eternidade daqueles pouco mais de 6 minutos naquele palco de chão em brasas.

Personalidades forjadas em ambientes de formação rígida, onde as normas não ensinam respeito natural à autoridade, impõem, estão mais sujeitas a esse tipo de comportamento.

Ensina-se obediência, não respeito.

O capitão não sabe, mas é uma vítima.

Ele jamais conseguirá ser um homem livre, independente.

Precisará sempre de um superior.

Assim tem sido a formação do brasileiro.

Incute-se a dependência na cabeça das pessoas.

Num processo perverso e cruel, ao longo dos séculos pensamentos doutrinadores e bem direcionados subjugaram a alma do brasileiro e o fizeram ver-se inferior.

Reflexo da sociedade que o compõe, o país perde a sua identidade.

A “imagem” do famoso grito “Independência ou Morte”, criada pelas conveniências e necessidades da história, representa a independência do Brasil do domínio português.

A colonização do Brasil por Portugal é um dado oficial registrado pela História.

Para muitos, o famoso Grito do Ipiranga se transformou em “Dependência ao Norte”.

O Neocolonialismo, expressão que saiu da sua definição original e ganhou maior abrangência, é fato.

É bastante conhecida a falta de compreensão que paira sobre essa questão e a sua não aceitação é só uma fuga da realidade.

Negar-lhe a existência é negar a história contemporânea.

Criar e manter um processo tão complexo e sofisticado exige mentes privilegiadas e não se faz da noite pro dia.

Como manter esse processo tão complexo e sofisticado?

A família!

A família é criada para ter uma vida certinha, organizada.

Tudo que não é ordem é desordem, claro.

Ordem é sistema de vida.

Sistema!

É disso que se trata (Establishment, para alguns).

Em qualquer situação, quem se opõe ao sistema, subverte-o.

Quem subverte o sistema é um subversivo.

Como manter o sistema?

Da forma mais simples e rudimentar possível.

Demonizando pensamentos, ideias, palavras, frases… pessoas.

Aquele que contradiz o sistema foi marcado a ferro:

Comunista!

Uma pecha, que, pronunciada com peito aberto e sabor especial, tinha o objetivo de ofender, acuar, jogar às cordas.

A partir daí, tudo se tornou válido.

Tolices de todos os tipos foram e são ditas, como se, por serem ditas e repetidas à exaustão, ganhassem profundidade.

O cérebro perdia a função.

Pensar passou a ser uma transgressão.

Por que artistas (por favor, artistas, não gente do entretenimento), escritores, poetas e filósofos são temidos pelo sistema?

Porque tiram as pessoas do conforto da não reflexão.

“Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas”.
Schopenhauer

Para que coisa mais tola e ridícula do que “a nossa bandeira jamais será vermelha”.

Meu Deus!!!

Qualquer outra cor pode.

Bandeira laranja

Mas, além de laranja, tão em uso nos dias atuais, aqueles homens milionários e seu dinheiro maravilhoso, que se espraia pelos quatro cantos do mundo com fins nada nobres, sabem que o bananal Brasil ainda tem muita coisa para lhes oferecer.

Entreguemos então o que ainda resta deste país.

O nosso know how de exploração de petróleo, o próprio petróleo, a Embraer, a indústria naval, a indústria civil, enfim, o conhecimento brasileiro, conquista de um povo que jamais tinha ousado andar com suas próprias pernas e pensar com a sua própria cabeça.

Mas índio quer apito.

Índio quer apito para que a festa tenha muito barulho, para abafar o choro e o grito do povo brasileiro ao ver o seu país ser entregue e as suas riquezas irem embora.

“Índio quer apito
Se não der pau vai comer”

Carta para Jean Wyllys

Jean Wyllys'

Por Jean Pierre Chauvin

São Paulo, 25 de janeiro de 2019

Estimado Jean Wyllys,

Não me conheces, mas me orgulho de ti por vários motivos: primeiro por ser quem és;  segundo, por que nunca ouvi qualquer notícia a teu respeito que não demonstrasse lisura e coerência (duas virtudes raras no meio em que suportaste a camarilha de homens-macho a xingarem, a invocarem Deus em nome do maior pecúnio, a defender moralidade somente para outras e outros).

A notícia da tua partida sensibilizou a mim e a todos que conheço. Não era para menos: um sujeito com a tua postura, a tua coragem, a tua luta pelas outras e outras (inclusive as criaturas que não te aceitam pelo que és, faz ou representas). Digo, cá, que podes contar, sempre, com o meu apoio, seja para ter com que te corresponderes, seja para ter a quem amplificar as palavras que mais guardaste.

Quero crer que logo tu estarás entre nós. Por ora, nosso país especializou-se em construir barragens que não barram; pontes que não atam; moralistas incapazes de autoexame; legalistas que manipulam as leis conforme o alvo de sua sanha  pseudojusticeira, sem falar em figuras ainda mais ilustres que não se cansam de desarticular discursos, incapazes de pronunciar palavras como se se tratasse de sílabas em desarranjo: metáfora daquele terço (in)útil deste território, que finge confundir ordem com autoritarismo e todo o resto, que bem sabes, pois viste e sentiste de perto, durante teus mandatos, por sinal, impecáveis.

Tu, que foste merecidamente reconhecido como deputado exemplar (não só oficialmente, pelo “Congresso em Foco”); tu, que defendeste aqueles que não têm voz nem vez; tu, que mostraste aos misóginos e aos pseudopatriotas o avesso do discurso prepotente dos homens-pistola e dos latifundiários sedentos por rifar o que ainda resta desta neocolônia dos EUA.

Repara que, hoje, a Pauliceia completa 465 anos. Mas, como bem sabes, o Tucanistão só defende rodízio de poder e partidos e aplicação da justiça na escala FEDEral; aqui impera o discurso de que somos terra do trabalho (embora a quantidade de desabrigados só aumente); de que o sol nasce para todos (de fato, estamos a sofrer crescentemente com o efeito estufa e as ondas gigantes de calor); de que lugar de vagabundo é na prisão ou, de preferência, peneirado por balas calibre 12.

Nosso país voltou a se escrever em minúsculas, sabes? DESCALAbrO e desfaçatez traduzem bem parte dos eleitores — embora as palavras digam muito menos sobre a real tragicomédia que nos acomete. O rifão “primeiro atira, depois pergunta” foi institucionalizado. Quantos irresponsáveis, sem consciência de classe e cegos de ódio pelos outros, continuarão a posar com armas?

Dizia que me orgulho de ti por diversas razões. Haveria outras, que discutiremos quando tiveres retornado a um  país em que a opressão não seja confundida com seriedade, ordem e macheza estúpida. Mas, devo mencionar mais um motivo: somos xarás: haverá milhões a levar teu nome, para além da certidão de nascimento, ruas e mentes afora.

Para ti, toda força, lucidez e coragem. Para nós, esperança.

Um abraço fraterno.

Jean Pierre Chauvin

Cursos de Endodontia em 2019

Logo da ABO-BA

Olá pessoal,

O primeiro Curso de Atualização em Endodontia da ABO Bahia ocorreu em 1996, ainda na sede antiga. primeiro Curso de Especialização foi em 2000, aí já na nova sede, inaugurada em 1997.

Já se vão 22 anos.

Desde então, pela primeira vez as duas turmas (Especialização e Atualização) terminaram no mesmo mês. Isso ocorreu agora em dezembro de 2018.

Nesses anos todos nunca paramos. Terminávamos uma turma em determinado mês e logo no mês seguinte estávamos começando a seguinte.

Dessa vez, não.

Resolvemos dar uma parada, que teve dois objetivos; descansar um pouco, afinal foram 22 anos ininterruptos e, sobretudo, implementar algumas mudanças nos dois cursos.

Na verdade, modificações pontuais vinham sendo feitas ao longo desse tempo.

A primeira turma da Especialização em 2000, por exemplo, já começou com instrumentação mecanizada (instrumentação rotatória, como é mais conhecida), que foi cada vez mais ganhando espaço nos cursos.

De tal maneira que em 2007 já tínhamos um motor para cada box, oferecido pelo curso ao aluno sem nenhum custo para ele. Nesse espaço de tempo já disponibilizávamos também localizadores foraminais e ultrassom.

Instrumentação mecanizada rotacional e reciprocante e tudo mais, continuaremos tendo isso, claro, mas agora será um pouco diferente.

A partir de agora vamos começar a divulgar mais as nossas propostas, objetivos, ferramentas utilizadas…, para que você esteja bem informado sobre os nossos cursos.

A construção do Laboratório de Microscopia da ABO Bahia (já em andamento) se insere nessa nova perspectiva e em breve estaremos conversando mais sobre este e outros temas.

É também nesse novo panorama que quero lhes apresentar o mais novo membro da nossa equipe.

Carlos'

Este é o Prof. Dr. Carlos Vieira Andrade Junior.

Professor Adjunto do curso de Odontologia da UESB
Especialista em Endodontia (ABO-BA)
Mestre em Clínica Odontológica, Área de Concentração em Endodontia (FOP-UNICAMP)
Doutor em Odontologia pela UNESA- RJ

Com mestrado na FOP-UNICAMP, sem dúvida uma bela escola, ele fez o doutorado no Rio de Janeiro com o Prof. Siqueira, um dos grandes nomes da nossa Endodontia.

Entretanto, apesar de rico o currículo do Prof. Carlos diz pouco dele.

Ele é daquelas poucas pessoas que a despeito do conhecimento adquirido consegue manter a simplicidade, um caminho que costuma moldar o professor de verdade.

Conhecendo-o, você entenderá melhor do que falo.

Venha.

Seja bem-vindo.

“Não votei em Flávio. Votei em Jair”

Bolsonaro e sorriso idiotizado 1

Por Ronaldo Souza

Deixemos de lado a corrupção registrada inúmeras vezes pela imprensa e devidamente comprovada de políticos como Serra, Alckmin e tantos outros. As eleições estaduais de todos, mas particularmente as presidenciais dos dois citados, tiveram total apoio “deles”.

Isso ficou para trás, vamos adiante.

Falavam da corrupção que tomou conta do país e que Aécio viria para combater.

Não há como negar que os bravos e dignos manifestantes das avenidas paulistas do Brasil, sempre fiéis aos seus ideais de combate exaustivo à corrupção, lutaram bravamente contra ela ao lado de Aécio.

Apesar das inúmeras denúncias também comprovadas que envolviam Aécio já durante a campanha eleitoral, todos o apoiaram ardorosamente. Se ele tivesse chegado à presidência, dali por diante nada mais apareceria e as denúncias já existentes seriam jogadas para debaixo dos tapetes presidenciais. As ligações dele com a corrupção desapareceriam.

Claro, com a indefectível ajuda do stf, imprensa, etc.

Hoje, Aécio é o que é.

Nada.

Sobre sua corrupção não há mais dúvidas.

Mas observe que os dedos nunca apontaram para ele.

Também em nome da luta contra a corrupção, veio o golpe em Dilma.

Brancos, machos, racistas, homofóbicos e corruptos, uma turma da pesada.

Na luta contra a corrupção, estava ali configurada e consagrada a presença de vários dos maiores corruptos do Brasil.

Com amplo, total e irrestrito apoio “deles”.

“Somos todos Cunha”!

Lembra?

Na sequência, os manifestantes das avenidas paulistas do Brasil já estavam ao lado de um novo caça corrupto.

Outro combatente feroz.

E dessa vez em várias frentes.

Além da capa do super-homem no combate à corrupção, tratou de vestir também a do caçador de comunista e soldado de Deus.

Bolsonaro católico-evangélico

“Marina e Daciolo se declaram evangélicos, ambos de conversão tardia; Bolsonaro ainda se diz católico, mas casou com uma evangélica e passou por um batismo que usa para se aproximar deles.

Antes de começar a campanha presidencial e iniciar viagens quase diárias pelo país, Bolsonaro foi batizado na igreja Assembleia de Deus e mantinha uma rotina de cultos e celebrações evangélicas nos fins de semana ao lado de sua mulher, Michelle, fiel da Igreja Batista Atitude.”

Foi assim que em setembro de 2018 a revista Época descreveu a transformação do católico Bolsonaro em evangélico.

Mas como ele diz que continua católico, torna-se o único católico-evangélico do mundo.

Autenticidade à toda prova.

Que Deus o proteja.

Antes de chegar ao governo, já existiam denúncias de propina contra Bolsonaro, inclusive com o seu nome constando na Lista de Furnas.

Há dois anos confirmava-se isso mais uma vez.

BolsoFurnas

BolsoGate

Nas proximidades de sua posse surgiu o Bolsogate, que envolve a família ao “vendedor de carros” de péssima memória (algo que deve ser ruim para os negócios), pois, alegando internação hospitalar para justificar o não comparecimento para prestar depoimento, disse não lembrar do hospital em que tinha se internado.

Nunca antes na história desse país atestados médicos estiveram tão na moda.

Decidiu-se então que ele só prestaria depoimento depois da posse de Bolsonaro.

Com o decisivo consentimento de outro grande combatente da corrupção; Moro.

Mas não vem ao caso.

Decisões nos bastidores foram tomadas.

Mas, para a desgraça da família Bolsonaro, uma se tornaria pública algum tempo depois.

Entre o primeiro e segundo turnos, Jair Bolsonaro tomou conhecimento de um certo relatório.

O do Coaf.

BolsoCoaf

Por que ninguém mais tomou conhecimento do relatório do Coaf, só ele?

O relatório mostrava os “negócios” de Flávio, o filho, com Queiroz. Dinheiro jorrando em contas, inclusive da sua madrasta e esposa do mito.

Por que Moro, o paladino da moral e da justiça, nada fez?

Onde estava o herói da luta contra a corrupção?

Por favor, não zombe da inteligência do povo brasileiro dizendo que ele não sabia. Não seja tão idiota.

Quem esses tolos imaginam que dá forma a decretos que o capitão assina, como a transferência do Coaf para o ministério da justiça?

Só que ele, Moro, imaginou que isso ficaria nos bastidores.

Bolsonaro, espertamente, anuncia em público e expõe Moro.

Moro pagava o primeiro pedágio pelo cargo que lhe foi dado.

Como disse o jornalista João Paulo Cunha, “Moro, depois do decreto que marcou sua estreia como jurista oficial do poder, não pode mais pairar sobre o lodo no qual afundou sua ambição. Ele agora é parte dele.”

Só os tolos, muito tolos, podem imaginar que ele está acima da lama.

Perguntas que devem ser feitas.

  1. Você consegue imaginar o efeito do relatório do Coaf no segundo turno das eleições?
  2. Ao esconde-lo, você acha que o mito foi honesto ou enganou toda a população?
  3. Você acha que o paladino da moral e da justiça, o juiz Moro, sabendo que uma eventual derrota do mito o tiraria do cargo prometido (ministro da justiça), foi honesto ao também esconder o relatório? Percebeu que dessa vez nada vazou, nem para a Globo?
  4. Você sabe que já no dia 01 de janeiro de 2019, dia da posse, Bolsonaro e Moro assinaram um decreto que transferia o Coaf para o ministério da justiça (sob o comando de Moro) e à noite já estava na edição extra do Diário Oficial?
  5. Você consegue imaginar porque tanta pressa?
  6. Corromper normas e leis é um ato de corrupção?
  7. O que você entende por corrupção?

Onde está Dallagnol nessa luta heroica contra a corrupção?

Onde está o Power Point de Dallagnol?

Está aqui.

BolsoDeltanRenan

Dallagnol, o braço direito de Moro, o caçador de corrupto, está calado e “guardou” o Power Point porque espera a indicação para ser Procurador Geral da República.

Por precisar de Bolsonaro para isso, ele não vai mexer em Queiroz nem que Deus peça. E olha que ele disse na igreja dele que recebeu de Deus a incumbência de acabar com a corrupção.

Menos essa (e outras que eles sabem como deixar passar; falando baixinho pra ninguém ouvir).

E aí vem o Dr. Dallagnol e lança um vídeo em que pede à população para interferir na eleição do presidente do Senado e da Câmara para fortalecer a luta contra a corrupção.

A quem ele pensa que consegue enganar?

Aos néscios de sempre.

Onde estão os relatórios do Coaf mostrando movimentações financeiras suspeitas de Lula e sua família?

Alguma vez Lula se negou a prestar depoimento?

Nunca.

Mas foi conduzido coercitivamente.

A família Queiroz faz o que quer com o judiciário; não compareceu a nenhum depoimento.

Queiroz não foi ao depoimento alegando questões de saúde, mas foi ao SBT dar entrevista… opa, opa, opa!

Já vi esse filme.

Se não me engano, há pouco tempo alguém se negou a ir a encontros em que se discute política (chamam de debate) por ordem médica e foi dar entrevista em outra televisão, se não me engano na Record, aquela de Edir Macedo (alguém aí lembra e pode me dizer se foi isso mesmo?).

Só estúpidos?

Queiroz não foi ao depoimento do ministério público, mas também foi à TV (SBT) dar entrevista. Lá, ele disse que só daria resposta às perguntas ao… ministério público.

Houve qualquer possibilidade de condução coercitiva?

Moro, mais uma vez, fez de conta que não viu.

Não vem ao caso.

Isso só dá prazer a ele quando é com nine, o apedeuta.

O ministério público do Rio de Janeiro deu fim à novela dizendo que Queiroz só prestaria depoimento quando pudesse, depois que Bolsonaro tomasse posse!!!

Será que há alguma razão especial para isso?

O que você acha?

Lembra do filho de Lula?

Agora, são três!

Bolsonaro e filhos

Aumento de patrimônio de 432%.

Este não é o que está pedindo foro privilegiado (por que está pedindo?), é o outro, Eduardo.

De acordo com o jornalista Alex Solnik, o patrimônio de Flávio Bolsonaro aumentou 7.000% desde que entrou na vida pública.

Sete mil por cento!!!

O que fazer agora?

Moro vai continuar sem nada dizer, sem nada fazer?

A pérola que dá título a este texto (“Não votei em Flávio. Votei em Jair”) é uma das coisas mais estúpidas que já vi na vida. Quem a escreveu/compartilhou apresenta uma debilidade intelectual de fazer pena.

Indigente mental!

Quando foi criado o projeto nacional de eliminação de Lula, PT e Dilma, tudo era válido.

A mulher de Lula, filhos e netos…, ninguém foi poupado.

O assassinato de reputação de homens, mulheres e famílias foi levado ao extremo com toda força, violência, crueldade e covardia possíveis.

Por que com todos esses homens que agora estão no poder as provas brotam todos os dias e nada acontece?

Como em um governo que ainda está na terceira semana tantos podres aparecem com provas (e não convicções) e nada acontece?

Como um homem pode estar preso acusado de ser chefe de uma gigantesca quadrilha que roubou bilhões de reais e nem uma única prova contra ele, uma só, existe?

“Eles” duvidam da competência de Moro e da polícia federal?

E por que então Moro e a polícia federal não acham nenhuma prova?

Até hoje ficam se pegando a um mísero triplex, que a própria Justiça, vou repetir, a própria Justiça já atestou que não é dele.

Mas vamos lá, digamos que fosse.

Como alguém que comanda uma quadrilha responsável pelo maior roubo da história “leva” só aquele triplex?

Os que roubaram confessaram e estão soltos.

Todos ricos, morando em verdadeiras mansões.

Mas, para serem soltos, havia uma condição; apontar para Lula como o chefe.

Onde está a fortuna de Lula, oriunda do maior roubo de todos os tempos?

Que diabos de Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) incompetente é esse, que diabos de Polícia Federal incompetente é essa, que diabos de Ministério Público Federal incompetente é esse, que ninguém consegue descobrir onde está o dinheiro que Lula roubou?

Como uma fortuna desse tamanho não aparece em nenhuma investigação do Coaf, o mesmo órgão que, sem nenhum esforço, descobriu a lama da família Bolsonaro?

Qual é o tamanho dessa fortuna que ninguém consegue mostrar?

Onde está a tal riqueza assombrosa do filho de Lula?

Onde estão os seus aviões, mansões, iates, fazendas, Friboi?

Onde está qualquer atuação de Marisa Lula recebendo dinheiro na sua conta ou indicando amigas para cargos no governo?

Idiotas sim.

Completos idiotas.

Ninguém tinha mais dúvidas.

Mas, desde a campanha de Aécio já tinha ficado claro que não eram somente isso.

O cinismo já se exibia e isso se acentuou de forma marcante no golpe que derrubou Dilma.

Toda a indignidade da Terra baixou naquele dia, naquele plenário, naquela votação, naqueles homens e mulheres pequenos que a derrubaram.

E foi aí que um novo elemento se mostrou de forma despudorada.

O mais perigoso.

Ele não entrou em cena, já estava lá.

A canalhice.

A canalhice saiu daquele ambiente e tomou o Brasil.

“Não votei em Flávio. Votei em Jair” é simplesmente o reflexo de uma sociedade que, estúpida e cínica, resolveu, enfim, assumir-se.

E o fez com vontade.

Sem pudor.

Sem retorno.

Bolsonaro e as milícias: a desinformação do eleitor comum é compreensível, mas de FHC e Ciro Gomes, não

FHC e Ciro

Publicado originalmente no Face Book do autor

Professor Luís Felipe Miguel

Confirmadas as suspeitas sobre as ligações do clã Bolsonaro com o crime organizado, fica evidente que as urnas de 2018 levaram ao poder o grupo mais podre de nossa história.

Não é só extremismo, despreparo, hipocrisia e primarismo intelectual. É banditismo puro e simples. Perto deles, Aécio está no jardim de infância.

Surpresa? Não.

O eleitor desinformado, guiado por algum pastor de whatsapp, podia se iludir. Mas quem acompanha um pouco da política brasileira tem motivos para desconfiar há tempos da ligação dos Bolsonaros com as milícias do Rio de Janeiro.

Quer dizer: o grande empresariado sabia quem estava apoiando. As emissoras de TV, Globo incluída, sabiam quem estavam apoiando. Os grão-tucanos, como Doria, sabiam quem estavam apoiando.

Sergio Moro sabia quem estava apoiando.

E Ciro Gomes e FHC também sabiam quem eles ajudavam a chegar ao poder com seu silêncio no segundo turno.

Foi-se o troféu. Com ele, o show

Por Ronaldo Souza

O mico foi enorme.

Foi feita uma ‘reunião de emergência’ com o presidente eleito, o general Augusto Heleno, Sérgio Moro e Ernesto Araújo para que Cesar Battisti passasse pelo Brasil rumo à prisão na Itália.

Uma prisão que nada teve a ver com a competência da polícia federal brasileira. Pelo contrário, o que saltou aos olhos foi a incompetência do órgão de inteligência do Brasil e da polícia federal de Moro pela tranquila e serena fuga de Cesare Battisti, daqui para a Bolívia.

Realizada na Bolívia, a sua prisão se tratava de acerto entre governo italiano e boliviano.

Mas, Battisti tinha que passar por aqui. Era a grande oportunidade de mais um espetáculo e o general Heleno assegurou que já estava tudo certo.

Não bastasse isso, Moro mandou um avião da polícia federal para Corumbá para trazer o tão sonhado troféu.

As autoridades citadas quiseram pegar carona no trabalho da polícia italiana e tentaram armar o circo mais uma vez.

A luz dos holofotes seduz e escraviza homens vazios com compreensível facilidade.

Moro e a corrente

O avião como foi, voltou.

Sem a taça.

O que esperar de uma reunião entre o presidente eleito, o general Augusto Heleno, Sérgio Moro e Ernesto Araújo em se tratando de assunto tão complexo e delicado envolvendo outros países?

Vamos lá.

O presidente eleito é o que é, dispensa comentários.

O general Augusto Heleno é o autor daquela analogia “jenial” sobre a liberação de armas no país.

A posse da arma, desde que seja concedida a quem está habilitado legalmente, e essa habilitação legal virá por meio de algum instrumento, decreto, alguma lei, alguma coisa que regule quem terá direito à posse da arma, ela se assemelha à posse de um automóvel. Está em torno de 50 mil (o número) de vítimas de acidente de automóvel. Se formos considerar isso, vamos proibir o pessoal de dirigir. Ninguém pode dirigir, ninguém pode sair de casa com o carro, porque alguém está correndo o risco de morrer porque o motorista é irresponsável.”

Que país do mundo tem um chefe de inteligência com tamanha inteligência e sensibilidade?

Recentemente, ele atacou Dilma Rousseff gratuitamente, aliás, algo muito fácil de fazer atualmente, ainda mais com relação à mulher.

Nesse sentido, a nossa classe média, com toda sua leveza e bagagem sociocultural, talvez seja imbatível, ou só perca para a classe média americana.

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), como o nome diz, existe para se antecipar a movimentos “estranhos” à segurança institucional do país.

O general Heleno disse que o sistema de inteligência brasileiro foi “derretido” por Dilma, uma vez que a “senhora Rousseff não acreditava na inteligência”.

Como acreditar num serviço de inteligência com ele à frente?

Mas, na sua sabedoria o povo já diz há muito tempo; “quem diz o que quer, ouve o que não quer”.

A resposta de Dilma foi dura.

Declarou que ao longo de seu mandato vivenciou “várias situações de manifesta ineficácia do GSI e do sistema de inteligência a ele articulado, como os grampos ilegais feitos em seu gabinete, no avião presidencial e na Petrobrás pela agência de inteligência dos EUA, a National Security Agency (NSA); tais exemplos mostram porque a inteligência do governo ainda não é credível”.

Ninguém lembra da viagem para encontro com Obama que Dilma cancelou como protesto à espionagem da NSA no Brasil?

Segredos importantes da indústria brasileira, dos conhecimentos adquiridos pela Petrobrás em exploração de petróleo em águas profundas (Pré-Sal), know how que ninguém possui como o Brasil, indústria naval…, tudo isso faz parte desse “pacote” chamado Segurança Institucional da Presidência da República.

Identificar essa espionagem era responsabilidade do GSI, sob o comando do general Augusto Heleno.

Assim, fica mais fácil entender a facilidade da fuga de Battisti do Brasil.

Depois da resposta de Dilma, trucidado, ele se calou.

E ressurgiu agora das cinzas (por favor, não confunda com a Fênix, seria uma ofensa à mitologia grega) no episódio do automóvel-bala.

Uma “jenialidade” que merecerá página especial nos livros de Antropologia, Sociologia, Direitos Humanos, Sócio-Política…

Outro personagem da reunião, em breve Sérgio Moro, como o seu presidente, chegará ao patamar daqueles que dispensam comentário. Esforço não está lhe faltando.

Às suas reconhecidas limitações intelectuais somam-se os seus gestos e atitudes mais recentes, que não deixam mais nenhuma dúvida sobre o seu caráter e a sua ambição desmesurada. Um homem que não possui integridade no que faz, aliás, dito por ele mesmo.

Ele é merecedor de um post só para ele.

Outro dia.

Em condições normais o ministro Ernesto Araújo não é um homem normal.

A quantidade de sandices que ele consegue gerar é absurda e na hora da tal reunião de emergência devia estar com a cabeça na viagem que deverá fazer em busca da Terra Plana, a Terra prometida pelo guru do governo, Olavo de Carvalho.

Ernesto Araújo e a Terra prometida

Viagem organizada por um grupo seleto de “intelectuais”, do qual fazem parte alguns do porte de Ernesto Araújo e, claro, Olavo de Carvalho, o guru de Bolsonaro e os três mosqueteiros.

A continuar assim, todo o Brasil torcerá para que, ao chegar na beirada da Terra, o transatlântico caia no despenhadeiro do Éter e por lá navegue por todo o sempre.

Heróis que se desmancham com as primeiras chuvas

BolsonaroMoro

Por Ronaldo Souza

O Dr. Moro sempre disse que a imprensa ajudaria muito à Lava Jato, como de fato ajudou. Na verdade, foi essencial. Se não fosse ela, Moro simplesmente não existiria.

Parabéns, portanto, à gloriosa mídia brasileira, à frente a Rede Globo.

Por questão de justiça, não podemos deixar de lembrar o importante e decisivo papel desempenhado pelos eleitores ambulantes, aqueles que vagam pelas noites perdidas da política.

A Globo mandava eles exigirem padrão FIFA pra tudo, eles exigiam (até que estavam certos, afinal a FIFA é padrão mundial de honestidade, todos sabemos), mandava eles irem para as avenidas paulistas do Brasil, eles iam, mandava eles vestirem preto, eles vestiam (ah, que orgulho tem a classe dos professores dos seus membros que, bonecos de ventríloquo sem graça, ficaram de luto naquele dia; um baita de orgulho),  mandava eles…

Uma sintonia perfeita.

O Dr. Moro, que jurou de pés juntos que seria desonra para ele tornar-se político (leia aqui A fratura exposta da estupidez), agora é político de carteirinha, carteirinha essa assinada pelo não menos brilhante presidente eleito.

Presidente que deverá tomar posse em breve. Não se sabe ainda quando, mas não deve demorar. Impacientes para ver o presidente eleito governar, a equipe do governo está só esperando a confirmação da vinda de Trump para então marcar o dia da posse tão aguardada.

Moro censura pesquisas

Pois é, o democrata Moro não está gostando nada de alguns movimentos da imprensa.

Depois de nomear a nora de Miriam Leitão no setor de comunicação do seu ministério (é bobo ele?), numa clara censura ao DataFolha disse que “pesquisas sobre o tema que indicam mais riscos com a liberação do armamento são controversas”.

“Se a política de desarmamento fosse tão exitosa, o que teria se esperado era que o Brasil não batesse ano após ano o recorde em número de homicídios”.

Agora veja essa pérola.

“Havia uma ideia inicial para os municípios, mas com o tempo pareceu melhor não haver a distinção só por municípios. Tivemos a compreensão que existe uma parcela da população que manifesta seu desejo de ter a posse de uma arma em sua residência. Com isso essas pessoas têm uma sensação de segurança maior e por outro lado essa arma pode funcionar como mecanismo de defesa”.

“O porte, por exemplo, não está sendo estudado. Não temos nenhum plano a esse respeito”.

O que ele tenta fazer é uma justificativa para o absurdo em si da posse de armas, promessa inicial à sociedade que o governo descumpriu porque já vem na sequência a do porte de arma. Na verdade, armas, porque são duas e não uma.

O presidente eleito disse que vem sim na sequência a liberação do porte.

Quer mais?

Para quem tem de 25 pra cima anos serão liberadas quatro armas.

Alguém pode dizer qual foi o estudo que demonstrou a necessidade de quatro armas para qualquer cidadão comum?

Pelo critério, acredita-se que aos 70 anos você já deverá ter umas 15 armas.

O encantador de rebanhos

Não se pode esquecer que ele, Moro, encantou os eleitores ambulantes, aqueles que, sem ideais e, portanto, sem rumo, perambulam pela vida em busca de uma sombra que os acolha e proteja.

Já foram de Aécio e depois se transformaram em fundamentalistas do mito e que na busca incessante de… de que mesmo? Ah, sim, na busca incessante da eliminação de nine, o apedeuta, votam em quem aparecer pela frente.

Dispensa-se qualquer valor.

Pode ser um tapado, um completo sem noção, um asno, corrupto como os demais, uma anomalia, que nada faz além de passar o dia no twitter dizendo que vai metralhar aquele grupo, que o “cara” vai apodrecer na cadeia, coisas que exigem grande esforço mental para serem concatenadas.

Sim, o “cara” é aquele que encantou o mundo e deixa todo o sistema em pânico a cada vez que chega perto da porta e ameaça sair.

Ao pô-lo na cadeia, Moro o tirou da campanha eleitoral em que, mesmo preso, apresentou todo o tempo o dobro das intenções de voto do segundo colocado.

Com o caminho livre e apoio total do mesmo sistema, a eleição do segundo colocado, o sem noção, foi assegurada.

Tendo cumprido a missão que lhe foi dada, Moro tratou de garantir o cargo prometido no governo eleito, jogando na lata do lixo a falsa história que se criara em torno dele.

Além do ineditismo na história do judiciário brasileiro, já, por si só, tão carente de credibilidade, o projeto pessoal de Moro o transformava na mais pura e explícita demonstração de que nunca um herói de barro foi tão de barro.

E agora, ridicularizado por gente como Onyx Lorenzoni, família Queiroz e a própria família presidencial, estrategicamente se esconde.

Bolsonaro e personal trainer

Como ele consegue adotar a passividade e a indiferença diante da descoberta de que a filha de Queiroz era secretária parlamentar do deputado federal Jair Bolsonaro em Brasília, quando, na verdade, ela residia e era personal trainer no Rio de Janeiro, inclusive de atores da Globo?

O presidente eleito disse que não sabia!!!

Sensacional!

Logo ele, que com deputados e senadores, imprensa e judiciário brasileiros, condenaram José Dirceu e José Genoino com a acusação de “como vocês podem alegar que não sabiam de nada do que ocorria na Petrobrás se eram pessoas subordinadas a vocês…?”.

Digamos que fosse assim.

Será que o presidente eleito consegue imaginar a diferença entre o tamanho do universo que envolve a Petrobrás e aquele do gabinete de um simples deputado federal?

Não, ele não consegue.

Será que os seus eleitores conseguem imaginar…, esqueça.

BolsoQueiroz''

O mais recente episódio da família presidencial com Queiroz (o bom samaritano, que além de depositar dinheiro em contas de pessoas necessitadas, agora também faz festa para “dar alegria a uma tristeza que se tomava conta dentro da enfermaria…”) foi a confissão de culpa de Flavio Bolsonaro ao pedir que o stf (supremo tribunal federal) determinasse a suspensão das investigações das maracutaias com os Queiroz.

Claro, foi atendido.

Tendo se acostumado com a presidência da república de Curitiba, será que na sua ambição de ser presidente do Brasil (ou pelo menos ser indicado para o stf, o que for possível), Moro, o paladino da justiça, vai continuar “não vendo” nada?

Certamente, a resposta será a de sempre; não vem ao caso.

Não se pode esquecer, entretanto, a grande ajuda do Dr. Dallagnol, “The Great Power Point Presenter”.

Por falar nisso, já viu o novo vídeo em que ele pede para interferir na eleição do presidente do Senado e da Câmara dos Deputados para fortalecer a luta contra a corrupção?

Veja, está ótimo.

Se o guardião da moral e dos bons costumes dos homens de bem que são descendentes dos ingleses e não dos portugueses (ufa!), o procurador-pastor que tem linha direta com Deus não tivesse sido flagrado em muitas coisas, quem sabe tivesse alguma credibilidade,

Ser, entre outras coisas, flagrado como proprietário de duas casas do Minha Casa Minha Vida, não ter como argumentar e dizer que era para… investir, é uma coisa que não lhe dá nenhuma moral para ser o guardião da moral e dos bons costumes dos homens de bem que são descendentes dos ingleses e não dos portugueses.

Mas, sinceramente, acredito que não devem ser muitas as pessoas que ainda o levam a sério. Seria abusar da inocência (veio outra palavra, mas me contive).

Confesso, porém, que ainda estou confiante e esperando pela sua super didática aula com o Power Point sobre o BolsoGate, episódio que envolve o bom samaritano brasileiro, Queiroz, o que será de nós, com a família presidencial.

Acredito firmemente que após essa aula, que deverá acontecer (tenho certeza, se não Dallagnol não se chama Dallagnol e só confirmaria o procurador medíocre e abominável que só faz iludir os tolos), tudo ficará muito bem esclarecido.

Os próximos capítulos dirão se a ambição pessoal de Moro fará com que ele continue autêntico, deixando claro que “não tá nem aí” para essas bobagens de corrupção, como faz agora, ou se voltará a ser o pequeno herói de barro que não se sustenta em pé.

A Ópera do Malandro

Ópera do Malandro

Por Ronaldo Souza

Inspirada na Ópera de três vinténs, de Bertold Brecht, e estrelada por grandes atores, como Otávio Augusto (sempre muito bom), Marieta Severo, Elba Ramalho e outros, a peça teatral A Ópera do Malandro (Chico Buarque) foi levada também ao cinema, dessa vez escrita por Chico em parceria com Ruy Guerra e Orlando Senna, tendo como intérpretes Edson Celulari (muito bem), Elba Ramalho e Cláudia Ohana.

A cena do “duelo” na dança de Marieta Severo e Elba Ramalho (peça) e Elba Ramalho e Cláudia Ohana (filme) é impagável.

Grandes sucessos, peça e filme, retratam a vida do bom malandro carioca.

A malandragem sempre foi enaltecida no Brasil e quem também fez isso com grande maestria foi Chico Anysio, o grande mestre na arte do humor; Azambuja é inesquecível.

Que me perdoe Chico Buarque por usar o nome de sua peça para falar de outro tipo de malandro, no pior sentido da palavra, um desqualificado.

O ainda por investigar, que nem precisa investigar, porque todo mundo já sabe o que ocorreu e não vai ser investigado, o episódio da família Queiroz e seus vídeos indecentes mostra o pior dos malandros, o malandro deplorável.

O malandro sem caráter.

Mas nada a ver com Macunaíma, um herói sem caráter, livro de Mário de Andrade, também levado ao cinema, com Grande Otelo no papel de Macunaíma.

Após divulgar um vídeo vergonhoso, Queiroz, o bom samaritano que deposita dinheiro mensalmente em contas bancárias de pessoas necessitadas, foi “orientado” a desfazer o deboche que ele fez com o povo brasileiro, principalmente os eleitores do presidente eleito (será que perceberam?).

E aí fez um vídeo mais vergonhoso ainda.

O primeiro vídeo seria mais aceitável porque mostraria um momento de explosão da canalhice de um farsante. E explosão de sentimento tende a ser uma coisa “autêntica”, mesmo sendo de uma canalhice.

O segundo, não.

Mostra a farsa canalha do farsante.

Nada ali é digno de qualquer coisa.

Preciso que você veja o primeiro vídeo outra vez.

https://www.youtube.com/watch?v=LOJpga62Pow

Agora veja o que foi feito para corrigir o primeiro.

Vamos lá

  1. Aquela blusa salmão (rosa?) e o shortinho são comuns em quem está internado para ser operado no dia seguinte ou o comum é aquela “roupinha bonitinha amarrada por trás” e que ninguém gosta?
  2. Em que hospital um paciente que vai remover um tumor cancerígeno no intestino estaria “trajado” daquela forma e teria permissão para fazer aquele barulho na ‘enfermaria’?

Queiroz – “… foram 5 segundos que eu quis dar de alegria a uma tristeza que se tomava conta dentro da enfermaria que eu me encontrava…”

  1. Aquilo é uma enfermaria, como diz o Sr. Queiroz? Onde estão os leitos vizinhos e as pessoas que estavam tomadas de grande tristeza a quem ele quis dar 5 segundos de alegria? Será que eles acharam que ninguém ia perceber que aquilo é um apartamento e dos bons? Tem qualquer semelhança com o ambiente do segundo vídeo, este sim armado para parecer com uma enfermaria (tem até santinha na mesinha ao lado)?

Queiroz – “… eu fui submetido a uma cirurgia no dia primeiro, graças a Deus o tumor foi eliminado…”

  1. Se a alegria incontida se devia à remoção do tumor intestinal, nada mais justo que a celebração. Ocorre que após uma cirurgia desse porte, ninguém teria condições físicas de comemorar daquela maneira, com aquela disposição e equipe médica nenhuma permitiria aquilo. Sendo assim, deve-se deduzir que se fosse assim como ele tenta mostrar, teria sido na noite anterior, o que nos leva de volta às considerações já feitas.

Toda a equipe de produção que compõe essa ópera é da pior qualidade, com atores e diretores bem canastrões.

E ela precisa de uma plateia a altura de suas encenações.

E tem.

E a plateia ainda aplaude, ainda pede bis
A plateia só deseja ser feliz.
Gonzaguinha

A fratura exposta da estupidez

“Sergio Moro é a exata régua moral da nossa classe média:
Desonesto com postura moralista, corrupto com discurso edificante”
Nelson Lagoa

Por Ronaldo Souza

Há de tudo.

Em apenas 13 dias de governo, nunca foram vistos tantos erros, desmentidos, contradições e bobagens ditas e feitas.

Até secretário desmente o presidente da república, que teve mais uma vez que voltar atrás no que disse, como foi no caso com Marcos Cintra.

Bolsonaro perdido

Quem devia conduzir é conduzido.

Sob o “comando” de quem nada se podia esperar, ministros se mostram absurdamente incapacitados.

Leonardo Boff disse que o novo governo é o triunfo da ignorância e da estupidez.

Irretocável.

Ainda que a corrupção esteja correndo solta e envolva desde ministros a assessores, ex-assessores, motoristas, ex-motoristas, dinheiro depositado em contas da família presidencial, não há como não ficar surpreso com a ignorância e a estupidez em doses cavalares.

Com trocadilhos.

Nesse universo, chama a atenção o comportamento do ministro da justiça, Sérgio Moro.

Ressalve-se, não surpreende, chama a atenção, pelo cinismo aberto e escancarado.

Dizem que somos um povo de memória fraca, mas mesmo para essa fraqueza há limites. Afinal, o passado de Moro na república de Curitiba foi ontem, ou “onti”, como diz o nosso presidente.

Uma pequena correção.

Nosso presidente, não, uma vez que, aborrecido com os governadores nordestinos, ele próprio disse que não é presidente do Nordeste.

Sem problema, afinal, em se tratando de governo, o povo nordestino sempre foi órfão de pai e mãe.

Conta-se até que há um ex-presidente preso por ter ousado tentar tirar esse povo da orfandade.

Mas não vem ao caso.

Pois não é que o Moro, mesmo sem provas, até poucos dias acusava a todos de corruptos e já autorizava de imediato a prisão preventiva (que depois se tornava temporária, depois definitiva e agora quem sabe, como ministro da justiça, se transforme em pena de morte – mas só para um homem) agora deu pra perdoar todo mundo!

Uma simples explicação e um simples pedido de desculpas são suficientes para deixar livres e soltos homens envolvidos em corrupção. Corrupção comprovada com documentos e, meu Deus!!!, até pela confissão do próprio corrupto. Sem nenhuma necessidade de se recorrer à ferramenta de trabalho mais utilizada pelo atual judiciário brasileiro; a delação!!!

Tudo bem que Moro para conseguir executar o tripé do moderno juiz brasileiro – prender – julgar – condenar – estava apoiado num fantástico Power Point do brilhante procurador que só procura e acha o que quer e palestrante evangélico que tem linha direta com Deus (ele já disse que recebeu diretamente de Deus a missão de combater a corrupção; um predestinado).

Por falar nisso, por onde anda Dallagnol?

Deve estar procurando alguma coisa ou numa conversa reservada com o Pai do Filho.

O que terá acontecido para o ex-juiz Moro mudar tão brusca e repentinamente o seu jeito de ser?

Porque vamos e venhamos, é necessária uma grande “fraquejada” para gerar uma filha… não, não, para gerar uma postura dessa na cara de todo mundo.

Será que devemos encaminhar a pergunta ao juiz Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira?

Foi esse juiz quem assim definiu Sérgio Moro, o atual ministro da justiça; “doce, manso e cínico” (clique aqui para ler Cínico demais, diz juiz sobre Moro).

Do que o ministro foi capaz de dizer sobre Bolsonaro?

“Sobre o relatório do Coaf sobre movimentação financeira atípica do sr. Queiroz, o sr. presidente eleito já esclareceu a parte que lhe cabe no episódio. O restante dos fatos deve ser esclarecido pelas demais pessoas envolvidas, especialmente o ex-assessor, ou por apuração”.

Sensacional, não é mesmo?

E aí, na sequência, Moro conseguiu ficar com o controle de que?

Do Coaf!

Veja o decreto do presidente eleito que, entre outras coisas, estabelece o seguinte:

Decreto do presidente Jair Bolsonaro confirmou a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da estrutura do agora extinto Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Agora sob a responsabilidade do ministro Sérgio Moro, o órgão que, entre as atribuições, identifica operações financeiras suspeitas teve a estrutura alterada…

O que dirão os sábios eleitores do mito?

Ah, agora com Moro tomando conta da coisa, quero ver quem vai fazer mais corrupção!!! Pago pra ver!

A esses iluminados, só uma perguntinha.

Por que vocês acham que a família que jogou o ministério público brasileiro, polícia federal e os tribunais federais, incluindo o stf, mais uma vez no esgoto está tão alegre?

https://www.youtube.com/watch?v=LOJpga62Pow

Como o homem que não tinha condições de ir aos depoimentos alegando problemas de saúde, apresentando atestados médicos e até se internando (opa, já vi esse filme), de repente aparece dançando desse jeito, feliz da vida com a família?

Mesmo sabendo que o processo de estupidificação foi bem elaborado e bem executado e por isso “eles” não conseguem sequer fazer ideia do que está acontecendo no país, há sempre uma esperança de que, com o tempo, alguns percebam.

Mas, tudo bem.

Impunes, os Queiroz não deram a menor importância para os depoimentos para os quais foram convocados pelo judiciário e fizeram ridículos o judiciário brasileiro e os superiores tribunais federais.

E aí não tem como não fazer uma pergunta.

Os Queiroz estão confiando em que para humilhar, tripudiar e ridicularizar todo o judiciário do país?

De onde vem tanta força e confiança?

Ou a pergunta deve ser em quem estão confiando?

A caneta Bic, que tantos orgasmos provocou, está em mãos que lhes asseguram a tranquilidade para fazer festa.

A família Queiroz sabe que está protegida e jamais será incomodada.

Que fizessem isso, afinal o judiciário brasileiro e os superiores tribunais federais não merecem respeito há muito tempo.

Tudo bem, mas com o povo brasileiro!!!

Esse vídeo é uma afronta vergonhosa à dignidade do povo.

Advogado denuncia: Decreto de Bolsonaro suprime atribuições do Coaf, que não tem mais como prosseguir na investigação do “caso Queiroz”

Mas entenda porque tanta alegria na entrevista (aqui está só um trecho dela) com o advogado Carlos Cleto, que chamou a atenção para o decreto do presidente eleito.

Viomundo — Se o decreto de Bolsonaro já estivesse em vigor, como seriam descobertas as movimentações atípicas na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho mais velho do presidente, o deputado estadual eleito senador Flávio Bolsonaro (PSL)?

Carlos Cleto — O centro dos poderes do Coaf estava no inciso III – ”receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas, nos termos do art. 1º da Lei nº 9.613, de 1998”.

Perdida essa competência, o Coaf é privado de sua própria razão de existir…

ViomundoOu seja…

Carlos Cleto — Se na época da investigação sobre as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz já tivesse ocorrido a supressão dos incisos III, VII, VIII e IX das competências do Plenário do Coaf, aquelas movimentações dele não poderiam nem ser investigadas.

ViomundoO decreto impõe a censura aos servidores do Coaf?

Carlos Cleto A proibição de “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”, além de já constar do decreto de FHC, é uma conduta inerente a qualquer órgão que trabalhe com apuração de questões sigilosas.

O problema do decreto não é este, mas a supressão dos poderes investigativos mais essenciais, o que as pessoas ainda não perceberam.

ViomundoOntem, 03/01, em entrevista ao SBT, Bolsonaro disse: ‘’ Falando aqui [bem] claro, quebraram o sigilo bancário dele sem autorização judicial. Cometeram um erro gravíssimo”. Foi mesmo um erro gravíssimo?

Carlos Cleto — Antes de Bolsonaro mexer no estatuto do Coaf, não havia nada de ilegal. O artigo  8º do estatuto que vigia possuía o inciso I, que autoriza o envio ao Coaf de informações de “movimento de valores considerados suspeitos”.

O inciso I do artigo 8º, vale relembrar, dizia que competia à secretaria-executiva

I – receber das instituições discriminadas no art. 9º da Lei nº 9.613, de 1998, diretamente ou por intermédio dos órgãos fiscalizadores ou reguladores, as informações cadastrais e de movimento de valores considerados suspeitos, em conformidade com os arts. 10 e 11 da referida Lei

Afinal, a lei nº 9.613/1998 criou o Coaf exatamente como instrumento de Identificação e Repressão aos Crimes de Lavagem de Dinheiro.

Portanto, ao investigar as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, o Coaf não fez nada de ilegal.  Afinal, estava agindo dentro de suas competências legais.

ViomundoConsiderando que o Coaf foi criado como instrumento de Identificação e Repressão aos Crimes de Lavagem de Dinheiro, quais as implicações das mudanças feitas no estatuto por Bolsonaro?

Carlos Cleto –Lamentavelmente, significam enorme redução da capacidade de repressão aos crimes de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens e valores por parte do Coaf.

Viomundo –  E o ”caso Fabrício Queiroz” como fica?

Carlos Cleto Sem as atribuições suprimidas por Bolsonaro, o Coaf não tem mais como prosseguir na investigação do “caso Fabrício Queiroz”.

Conclusão: a primeira medida de Bolsonaro, que se autointitula ‘’governo anticorrupção” foi enfraquecer o órgão anticorrupção.

O decreto acima foi assinado pelo presidente no dia 1º de janeiro, dia da posse do novo governo, e à noite já estava na edição extra do Diário Oficial.

O governo estava realmente com muita pressa.

“O empobrecimento subjetivo, que também leva à regressão do Eu, faz com que o brasileiro busque identificação com políticos, artistas, pastores, padres, comediantes e outras figuras públicas a partir daquilo que os une: a ignorância. Perdeu-se a vergonha de ser ignorante ou burro”
Magistrado Rubens Casara