Deles para “eles”

Lula, Data Folha e prisão

Por Ronaldo Souza

Há frases que são ditas, repetidas, propagadas e, como um mantra, todos aceitam passivamente como algo irretocável.

É comum dizer-se, por exemplo, que “seria cômico se não fosse trágico”.

Não é exatamente assim.

Nesse momento, por exemplo, o que se está vendo é que mesmo sendo trágico, porque reflete a velha e indisfarçável canalhice da imprensa, é cômico, muito cômico, o malabarismo que esses órgãos da imprensa estão fazendo para dizer que a pesquisa do Data Folha aponta para o prejuízo eleitoral que a prisão de Lula trouxe para ele.

Acho que nem o público que dá crédito a essa imprensa, com a sua reconhecida inteligência e sensibilidade, acredita ser verdade o que eles estão tentando mostrar.

Seria de uma estupidez tão grande que, insisto, nem esse público acredita.

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento político e bom senso, mesmo entre eles sabe que o que estão fazendo é completamente sem sentido.

Ou será que acreditam?

A Folha, com o seu Data Folha, ambos bastante conhecidos pelas acrobacias, fazem uma comparação entre essa última pesquisa e a de janeiro para “mostrar” que Lula perdeu intenção de votos com a prisão.

Já devidamente desmascarada, segundo o cineasta gaúcho Jorge Furtado não passa de mais uma fraude da Folha.

Para facilitar mais ainda a vida deles, transcrevo o que Furtado disse em seu facebook, onde desmascara a Folha e o Data Folha.

  1. Lula vence fácil, no primeiro e no segundo turno, em qualquer cenário. (E por isso foi condenado e está preso.) 
  1. Os candidatos de esquerda ou centro esquerda – Ciro, Haddad, Wagner, Manuela, Boulos, Joaquim Barbosa – não têm chance de chegar ao segundo turno sem apoio declarado do Lula. 
  1. Entre os candidatos que apoiaram o golpe (e votaram no Aécio em 2014), Marina é – depois de Bolsonaro – a de melhor desempenho. No primeiro turno ela chega aos 10% com Lula e a 15 % sem Lula (e sem Lula apoiar ninguém). 
  1. Os outros candidatos da direita, Alckmin, Meireles, Temer, Flavio Rocha, Collor, Rodrigo Maia, nenhum atinge 10%, em nenhum cenário. Meireles, Temer, Flavio Rocha e Maia tem 1% em qualquer cenário, faltando menos de 6 meses para a eleição. 
  1. Geraldo Alckmin fica em quinto lugar no primeiro turno, em qualquer cenário, e em nenhum atinge 10%. Quando perdeu a eleição para o Lula, Alckmin tinha deixado o governo de São Paulo com 66% de aprovação. Hoje ele tem menos da metade disso, 32%. 
  1. Joaquim Barbosa, se for mesmo candidato, não chega ao segundo turno. O Datafolha não testou nenhum cenário com Joaquim no segundo turno. 
  1. Em qualquer cenário, o único candidato de direita entre os 4 primeiros colocados no primeiro turno é Jair Bolsonaro, a criatura dos golpistas. 
  1. A manchete da Folha para a pesquisa (“Prisão enfraquece Lula e põe Marina perto de Bolsonaro”) vai para a vasta coleção de vergonhas da mídia. A comparação com a pesquisa de janeiro é uma fraude. A pesquisa de janeiro onde Lula tinha 37%, citada pela reportagem, não incluía Marina, que nunca faz menos de 8%. Outra simulação de janeiro incluía Luciano Huck. A manchete “Prisão enfraquece Lula” provavelmente já estava pronta antes da pesquisa começar a ser feita.

Agora veja a capa da IstoÉ.

Lula e IstoÉ

É simplesmente o oposto do que diz a Folha e apelam para o fanatismo para explicar que graças a ele Lula está mais forte depois da prisão.

A Folha diz o que seu público precisa e pede para ouvir, mesmo sendo uma coisa sem nexo.

Por que será que a IstoÉ fez essa capa?

Porque, na verdade, ao contrário do que tentam mostrar aos seus torcedores (eles só torcem e de vez em quando leem as manchetes), eles sabem que a prisão fortaleceu Lula, inclusive como cabo eleitoral.

Chegou ao ponto de muita gente em Curitiba passar a acolher e a ajudar as pessoas dos acampamentos pró-Lula, disponibilizando, por exemplo, sanitário para as necessidades fisiológicas e de higiene pessoal.

Só mesmo a estupidez impediria, como está impedindo, alguém de ver que isso poderia acontecer.

Acostumaram-se tanto a bater panelas e fazer manifestações amarelas para gente como Aécio, FHC, Alckmin, Serra… que não percebem que estão lidando com um mito.

Não enfrentam a realidade e ainda tentam esconde-la do seu público tratando a questão como fanatismo.

Não há panela que resista, nem camisa amarela que não desbote.

Eles conhecem sim e profundamente os sentimentos que vão na alma, mas só os do preconceito e ódio.

Sentimentos nobres são desconhecidos.

Jamais conseguirão entender que não é fanatismo, com o sentido que tentam dar à palavra.

Não se explica um mito.

Não se planeja ser um.

Ele surge.

Simplesmente assim.

A questão é que Lula está fincado na alma e no coração do brasileiro

Mas, justiça se faça.

Eles não se cansam de querer fraudar tudo.

E “eles” não se cansam de acreditar nas fraudes que Eles cometem.

D’Alessandro (37 anos) deitou e rolou na incompetência de Guto Ferreira

D'Alessandro

Por Ronaldo Souza

Um dos dois mais caros e melhores planteis da Série B em 2016, juntamente com o do Vasco, o Bahia subiu para a Série A com as calças na mão.

Só conseguiu graças à derrota do Náutico (PE) dentro de casa para o Oeste (SP), na última rodada, a mesma em que o Bahia perdeu para o Atlético (GO) em Goiânia.

O técnico era Guto Ferreira.

Na conta de quem eu debito a perda do título baiano de 2017.

Para relembrar só um jogo, o Bahia ganhava de 1X0 do Fluminense de Feira, jogo em Feira de Santana.

Vimos pela televisão que o Bahia recuou demais, chamando claramente o Fluminense para o seu campo.

Isso foi confirmado por Renan Pinheiro, repórter de pista da TV Bahia. Segundo ele, Guto ficava dizendo aos jogadores, “vamos rolar a bola, vamos rolar a bola”.

O Bahia tinha o controle do jogo, mas rolar a bola no péssimo gramado do Joia da Princesa (estádio de Feira de Santana, cujo piso agora está um pouco melhor), era um convite ao desastre; a qualquer momento, num cruzamento de final de jogo, o Fluminense poderia empatar.

E foi o que aconteceu.

Perdendo os dois pontos do que teria sido a vitória, a vantagem das finais ficou com o Vitória, que jogou por dois resultados iguais.

Mesmo assim, dava para o Bahia ser campeão.

Por incompetência do técnico, porém, o Bahia não conseguiu ganhar do fraco time do Vitória, que jogou nitidamente pelos dois empates.

Lembremos que pela contusão de Hernani (fraturou a perna) e expulsão de Gustavo (reserva imediato de Hernani, hoje no Fortaleza), ao Bahia só coube improvisar.

E, na improvisação por falta de alternativa, formou um ataque (Zé Rafael, Edgard Junio e Alione, com a ajuda de Régis, meio campo, em grande fase), o Bahia trucidou o Vitória nas semifinais da Copa do Nordeste e foi campeão em cima do Sport de Recife.

Mas, como já disse e escrevi algumas vezes, o ataque que encantou a todos (desaprenderam a jogar?) não foi obra de Guto, mas sim do acaso.

Guto se foi para o Inter.

Instável na Série A de 2017, o Bahia oscilou entre bons e maus momentos. Não só se recuperou como terminou fazendo uma boa campanha.

Sob o comando de Paulo César Carpegiani.

Guto não deu certo no Inter e voltou agora em 2018.

E aqui, em cima de um ainda mais fraco Vitória, que jogava novamente por dois resultados iguais, foi Campeão Baiano.

E, por conta de Carpegiani, lá fomos nós, disputar a Sul Americana.

Na estreia contra o Blooming, lá na Bolívia, mesmo jogando com o time reserva o Bahia teve o jogo nas mãos, mas perdeu de maneira bisonha de 1X0.

Na volta, a estreia no Brasileiro 2018, em Porto Alegre, contra o ex-time de Guto; o Internacional.

Poucos minutos antes de começar o jogo, diante da colocação de Renan Pinheiro (mesmo repórter da TV Bahia do jogo com o Fluminense de feira, no Baiano de 2017) sobre o fato de ele, Guto, conhecer praticamente todos os jogadores do Inter, com o sorriso aberto Guto respondeu; “praticamente todos”.

Não foi o que pareceu.

A começar pelo seu próprio time.

Não viu, por exemplo, Vinícius se esconder do jogo e demorou para substituí-lo, já na metade do segundo tempo.

Mas, sobretudo, não viu D’Alessandro fazer o que quis no jogo, sem que em nenhum momento alguém fizesse um gesto de que ia marca-lo mais de perto.

D’Alessandro, completamente solto, matou o Bahia.

Guto Ferreira, passivo na beira do gramado, não percebeu.

Entre os “praticamente todos” que conhece do Inter, certamente ele não conhece o jogador argentino e o que ele representa para o time gaúcho.

Com o atual time, o Internacional foi facilmente eliminado das finais do Gaúcho e terá dificuldades no Campeonato Brasileiro.

Mas, como foi fácil ganhar do Bahia neste domingo, na estreia do campeonato!

O Inter deu um banho no Bahia sem fazer o menor esforço. O placar não registrou o que foi o jogo, era para ser maior.

Não vou entrar em detalhes sobre o jogo, pois quem assistiu viu a postura covarde do Bahia.

Foi aquele mesmo Bahia da Série B de 2016 que, sob o comando de Guto Ferreira e com um time nitidamente superior aos demais, quando jogava fora de casa se acovardava de maneira absurda.

Lula, a alma do Brasil. Parte 2

Lula

Por Ronaldo Souza

Muita coisa tinha mudado

O sistema ferroviário brasileiro, por exemplo, meio de transporte predominante em regiões altamente industrializadas, como a Europa, fora sucateado.

Assim como também tinha sido destruída qualquer possibilidade de que a indústria naval algum dia viesse a ter qualquer projeto de desenvolvimento.

Com todo o seu poderio, a indústria automobilística americana dominou o país.

E particularmente naquele trecho da estrada mais próximo de Juazeiro, a rodovia caminhava lado a lado com a velha e abandonada linha do trem, como que numa estranha harmonia, onde conviviam o símbolo do “progresso”, a rodovia, e a linha férrea, vencida, não pelo tempo, mas pelos homens.

Mas, fosse de trem, ônibus ou carro, estava ali o sinal mais evidente das mudanças pelas quais passava aquele povo.

O mar de antenas de televisão.

Aquele mar de antenas de televisão mostrava um novo Brasil.

Ali estava talvez a mais viva representação de “Bye Bye Brasil”, filme de Cacá Diegues (1979).

Trago dois breves comentários da crítica da época sobre o filme.

Adécio Moreira Jr: “…é possível ver ali uma importante reflexão de uma mudança social interessantíssima ocorrida no nosso país. A começar pelo título, estamos aqui não só numa fase de transição, mas também de abandono de fortes identidades para dar lugar a uma ‘americanização’ conceitual”.

Cassiano Terra Rodrigues: “Bye Bye Brasil é um filme de um país que está deixando de ser o que por muito tempo foi para se tornar não se sabe o quê”.

Da trilha sonora do filme, a música principal é “Bye Bye Brasil”, de Chico Buarque e Roberto Menescal, interpretada por Chico Buarque.

Como um cavalo muito veloz e ágil, saltou à minha frente uma preocupação; como estariam chegando naquele pequeno pedaço de Brasil as notícias do Brasil.

Como elas estariam chegando para aquele povo que, apesar do “progresso”, nunca teve direito a nada, muito menos às sutilezas e armadilhas da notícia.

De como são construídas e, principalmente, a que fim servem.

Imaginar aquilo me trouxe arrepios.

Que se fizeram acompanhar de grande perplexidade e na sequência serenidade.

Foi aí que passei a ver melhor aquele homem.

Nordestino, semianalfabeto, torneiro mecânico, língua presa, não sabe falar português, inglês nem pensar, que nunca tinha ido a Miami…

O “nine”.

“Nine”, como é respeitosamente chamado pelo nobre juiz Moro, vencera o império.

O império das comunicações no Brasil, ali tão bem representado pela profusão de antenas de TV nas cidades que passavam pela janela do meu carro, tinha sido vencido por um homem, um único homem.

Como teria sido possível aquele semianalfabeto derrotar o império das comunicações que de todas as maneiras imagináveis e inimagináveis, usando as armas mais infames da difamação na tentativa de destruí-lo e à sua família, tinha conseguido se eleger Presidente do Brasil?

Algo que iria se repetir em 2006, 2010 e 2014, nestes dois últimos anos através da presidenta Dilma Rousseff.

Até quando ele continuaria sendo eleito?

Ele não podia continuar impune.

Já incomodava demais aos donos do poder.

Como detê-lo?

Difamado, humilhado, perseguido, invadido na sua intimidado e na de sua família, acusado de corrupto, chefe de quadrilha, nenhuma prova foi encontrada.

Forjaram provas, que foram desmascaradas.

Forjaram outras, também desmascaradas.

Prazos contra ele foram acelerados ou retardados, a depender da necessidade do momento.

Interpretações das leis foram feitas não sob os ventos do Direito, mas ao sabor do roteiro traçado, muitas vezes em línguas estrangeiras.

Cláusulas pétreas da Constituição Brasileira foram alteradas.

Ela própria, a Constituição, foi rasgada.

Sobre aqueles que fizeram esse processo, aqueles que contribuíram para que ele ocorresse, aqueles que mudaram normas e leis para incrimina-lo, todas as corrupções foram encontradas.

Com provas.

“Com Supremo e tudo”, como disse o pensador Romero Jucá.

Foram vistos aos cochichos, às gargalhadas, em solenidades, encontros sociais, jantares, eventos patrocinados por empresas envolvidas em corrução, zombando acintosamente de tudo que acontecia à nossa volta nesse imenso Brazil.

Eles, com os milhões que atestam a sua corrupção, seguem impunes, livres, leves e soltos, apontando o dedo para alguém cuja vida foi virada de cabeça para baixo sem que nada fosse encontrado.

Esse homem está preso.

Vocês o prenderam e conseguiram a façanha maior; celebrar a sua prisão.

Como puderam se tornar tão pequenos?

Chego a pensar que na verdade vocês sempre foram pequenos e agora só se mostraram.

Mas não quero acreditar nisso.

Como posso imaginar termos convivido por tantos anos com pessoas assim?

Comandados por um juiz de mente doentia e objetivos que parecem fugir à compreensão mas não fogem, tribunais que meses antes do julgamento julgam e dão o veredito pela televisão e uma imprensa que dispensa comentários, vocês foram longe demais nesse processo de degradação.

Um juiz que mais uma vez age à margem da lei e determina fora do prazo legal a prisão de um ex-presidente do Brasil em um cubículo de 15 m2, sem uma única janela.

Sob aplausos e fogos de uma sociedade doente, isola-o do mundo numa solitária.

Aquele povo alegre dos carnavais, do futebol, o último povo feliz na face da Terra, como já foi definido, tornou-se cruel, odioso, vingativo, violento e covarde.

Condenaram um Super-Homem, um homem perfeito, sem defeitos, sem pecados, acima da lei, sem erros cometidos…?

Não.

Um simples mortal, um homem comum, mas que traz consigo a marca dos infelizes e miseráveis desse país.

Pertencer a uma raça inferior; o povo brasileiro.

Aquele que nasceu aqui, não por acidente geográfico, mas porque estava destinado a nascer aqui e sonhar os seus sonhos mestiços, não os de outros.

Que não conhece o branco da neve, mas o marrom da seca.

Pequenos, vocês continuam ignorando tudo.

Cínicos, continuam apontando para qualquer quantia em dinheiro que seja atribuída a Lula e sua família e ignoram os milhões de propina comprovada de políticos do PSDB.

Com o seu cinismo e a sua estupidez, não percebem que condenam Sérgio Moro.

Afinal, como pode um homem ser tão ladrão, tão chefe de quadrilha, ter roubado milhões e milhões e, devassada a sua vida, o chefe da Intelligentsia brasileira nada consegue descobrir?

Esqueçam, por exemplo, o mais recente escândalo de blindagem do PSDB, envolvendo a retirada de Alckmin e companheiros do esquema da Lava Jato e o encaminhamento do processo para a justiça de São Paulo.

Mas saibam que há poucos dias o judiciário brasileiro mandou destruir, vou repetir, mandou destruir as provas contra Fernando Henrique Cardoso num processo que corria contra ele por enviar ilegalmente dinheiro para fora do país.

E isso ocorreu quando ele era presidente do Brasil.

Não mandaram arquivar, mandaram destruir as provas.

Vocês são somente idiotas ou algo mais?

Como entender que empresários, banqueiros e industriais comemorem a prisão do homem em cujos governos as suas empresas, bancos e indústrias mais cresceram e eles mais ganharam dinheiro?

Como entender que profissionais liberais comemorem a prisão do homem em cujos governos viram o apogeu dos seus consultórios e escritórios e ganharam muito mais dinheiro?

Como entender que a classe média comemore a prisão do homem cujos governos lhe ofereceram melhores salários e mais garantias individuais?

Simples, bem simples.

Porque ele, com todos os seus erros e acertos, foi o único que lançou um olhar sobre os invisíveis e ousou servi-los com um pouco da mesma bandeja que serviu aos privilegiados.

Se eu fosse um homem religioso e soubesse que existe realmente um Deus, podem ter certeza de que eu rezaria por vocês.

Pediria a Deus para afastar de vocês aqueles que roubaram seus cérebros e envenenaram seus corações.

É bem possível que vocês, estrangeiros que chegaram ao Brasil e seus descendentes brasileiros e foram tão bem acolhidos por este país e seu povo, não entendam isso na devida dimensão.

Mais do que não entender, é possível que vocês, que se estabeleceram nas zonas tidas como mais ricas, como a região Sul do Brasil, também não sintam na pele e na mesma intensidade a dor desse momento.

É compreensível, mas seria muito interessante se lançassem um olhar mais carinhoso sobre o povo brasileiro e seus sentimentos, sobre o seu jeito de ser.

Que tal se dessem a esse povo um pouco do muito que receberam?

Mas, aquele que, como eu, é descendente do índio, do africano e do português, certamente sabe dos males que nos atormentam desde sempre, desde que esse país foi descoberto.

Ainda que a minha pele branca, o meu cabelo, os meus olhos verdes e a minha árvore genealógica possam apontar para a parte holandesa da minha ascendência, daqueles mesmos que aportaram no Brasil por Pernambuco, eu sou fruto de uma mistura de raças.

“Todo brasileiro traz na alma e no corpo a sombra do indígena ou do negro”.
Gilberto Freyre

Como talvez em nenhum outro país, a mistura de raças representa uma das características mais fortes do brasileiro, o que o torna único no mundo.

Esse povo sofre, mas não se faz vítima.

O meu eventual sucesso não pertence só a mim.

Não sou o que sou, se sou, por méritos exclusivamente pessoais, mas circunstanciais.

Tenho plena consciência de que tive oportunidades que outros não tiveram e, pior ainda, hoje sei, muitos não terão.

Amigos de infância que jamais entraram num trem para fazer por uma única vez que fosse a viagem dos afortunados para ver os doces do mundo se oferecerem a eles nas janelas do trem.

Tão pouco e tão muito.

E muita coisa ia mudar mais ainda

Lula, mito'

Os meus títulos têm grande significado na minha vida profissional e sei o quanto representaram e representam para a minha família, particularmente para meus pais.

Algo que carrego comigo como homenagem a eles.

Mas, diante da vida, como aprendi a vê-la ensinado por eles, pouco ou nada significam.

Para a vida, e aqui falo particularmente da vida brasileira, da vida Zeferina, o que representam os meus títulos diante da grandeza de Lula?

Foi ele quem tirou 36 milhões de brasileiros da miséria.

Não fui eu.

Foi ele quem deu um lugar para morar a milhões deles.

Não fui eu.

Foi ele quem pôs luz em milhares de casas nos lugares mais longínquos desse imenso país.

Não fui eu.

Foi ele quem criou as condições para milhares deles irem ao médico pela primeira vez na vida.

Não fui eu.

Foi ele quem criou as condições para que muitos brasileiros, os netos daqueles que me ofereciam doces pela janela do meu transatlântico, frequentassem as faculdades e se tornassem doutores como eu.

Não fui eu.

Quem sou eu diante de Lula?

Doutor, posso lhe fazer uma pergunta?

Quem é você diante de Lula?

Ele, sim, representa muito.

Aquelas cidades, aquelas casas, aquelas pessoas me fizeram entender melhor o Brasil e seu povo.

Lula não está fincado no telhado das casas para transmitir as cores de uma vida que se passa em preto e branco e muitas vezes sequer se passava, pelos altos índices de mortalidade infantil, que ele, Lula, combateu.

Lula está fincado na alma e no coração do brasileiro.

É ali, lá dentro, bem no fundo, na alma, que Lula transmite todos os dias, ao vivo e a cores, o sentimento de que eles também são gente.

Lula não entende a alma do povo brasileiro.

Lula é a alma dele.

Lula expressa o povo brasileiro, é o seu espelho.

Lula é esse povo.

Esse povo é Lula.

Lula, a alma do Brasil

Lula e garoto

Por Ronaldo Souza

Nasci e lá vivi até os onze anos de idade.

Juazeiro (BA) era o meu universo.

A rua Antônio Pedro era a minha casa e a casa onde eu morava o local onde minha família se fazia família.

Foi lá, em Juazeiro, onde ouvi o Brasil ser campeão mundial de futebol em 1958 e 1962.

Foi em 1962 que poucos minutos após a final em que o Brasil se sagrara campeão, pelas mãos de meu pai fui às ruas. Ao ver homens vestidos com o uniforme da seleção brasileira, perguntei; pai, são os jogadores da seleção?

Você acha que existe um mundo melhor que esse, onde se misturam as desconhecidas fronteiras de sua cidade e a imaginação de uma criança?

Não, não existe.

Se a imaginação do homem não conhece fronteiras, imagine a da criança.

Era hora de crescer.

E parece que estava marcado assim na agenda de alguém, a quem eu poderia chamar de Deus.

Mas não era.

Era a agenda de meu pai.

Um homem que não tinha sequer o primário (como era chamado na época), mas que se alfabetizou num esforço absurdo (já com dois filhos), marcado pelo compromisso sem limites com o crescimento.

A sua companheira, minha mãe, que tinha primário completo, cumpria o papel que lhe tinha sido dado pelos tempos da raça humana.

E aquele tempo dizia que ela devia ser a fiel e inseparável companheira daquele homem, como assim foi até sua morte.

Na agenda de meu pai estava marcado que viajaríamos no começo de março de 1963.

Destino.

Salvador, a capital do estado.

Para morar lá.

Naquele tempo, dizer que ia morar na capital significava muita coisa, inclusive “status”.

Na cabeça de meu pai significava somente uma coisa.

Crescimento.

Era impressionante, uma sede inesgotável.

Entusiasmado por ir morar na capital, eu não percebia que deixava a parte final da infância para trás.

E, que minhas filhas não saibam, não há nada melhor do que a infância em Juazeiro.

Sei, sei, a sua também foi maravilhosa. Que bom.

Salvador

E vi o mundo surgir diante de mim.

As escolas em que meu pai e minha mãe me puseram no início me fizeram conhecer pessoas bem diferentes daquelas que faziam parte da minha vida até poucos meses atrás.

E a vida se apresentou com nova roupa.

Nas férias, porém, eu voltava a vestir a velha roupa. É que em todas, viajávamos para Juazeiro.

Inicialmente as viagens eram de trem.

Sim, já tivemos trens de passageiros também no Nordeste do Brasil, inclusive com vagões-restaurante e vagões-dormitório, um estilo europeu nos anos 1960-1970.

Eram simplesmente sensacionais, principalmente quando nos aproximávamos de Juazeiro, quando o trem fazia as paradas obrigatórias em cada uma daquelas cidades.

Na verdade, pequenos vilarejos, que se apresentavam às janelas do trem com seus doces, cocadas, brinquedos, rapaduras, roupas, frutas típicas…

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Eram “cidades” que paravam e se transferiam para a estação de trem para vender os seus produtos a aqueles afortunados viajantes e conhecedores do mundo, que se encantavam por poder comprar “coisas” que sempre fizeram parte das suas vidas

Quem aí assistiu “Amarcord”, de Fellini?

Lembra da cidade que uma vez por ano parava e se arrumava toda, todos vestiam sua melhor roupa para ver passar, lá ao longe, um transatlântico de viagens de turismo, todo iluminado, num contraste lindo e absurdo onde todos os sonhos e desejos são possíveis?

Meu Deus, como é linda aquela cena!

Devia ser assim para o povo daquelas cidades.

Só que, diferentemente do transatlântico de Fellini, um sonho inalcançável, o trem era algo mais palpável e que ajudava na renda deles.

Mas hoje me permito imaginar o quanto cada um deles deve ter sonhado em um dia fazer aquela viagem no “meu” transatlântico.

O futuro

Quarenta anos depois da minha chegada a Salvador, viajei para dar um curso numa cidade do interior da Bahia.

Tinha acabado de lançar o meu livro.

Algo me dizia que eu jamais estaria pleno se não o lançasse também naquela cidade.

Juazeiro.

Fui de carro.

Eu, minha mulher e nossas duas filhas.

Não poderia ser uma viagem comum.

E não foi.

Era 2003.

Lula tinha sido eleito presidente do Brasil no final do ano anterior.

Aquelas casas, aquelas pessoas, aqueles mesmos vilarejos, que me diziam coisas importantes da minha vida agora eram importantes para a minha vida.

Compreender tudo aquilo era fundamental.

Aquelas pessoas que esperavam o “transatlântico” da linha férrea para viver um dia especial, agora viviam sob o céu das antenas de televisão.

A vida diminuíra de tamanho.

Eram outros os horizontes.

A televisão chegara já há algum tempo e ocupava agora o lugar mais importante da casa.

E com sua sedução, seus encantos, sua magia, a ilusão na medida certa, transformava a vida daquelas pessoas.

Como um ópio, a felicidade agora vinha de fora.

Muita coisa tinha mudado.

E muita coisa ia mudar mais ainda.

Missão Divina

Por Ronaldo Souza

O dr. Dallagnol é membro da Igreja Batista de Bacacheri, em Curitiba.

É um mensageiro de Deus no combate à corrupção e recebeu diretamente Dele essa missão. 

Pregador evangélico, em uma de suas pregações na igreja, disse que recebeu “das mãos de Deus a missão de acabar com a corrupção no Brasil”. 

Em outra, disse que “a corrupção é uma assassina sorrateira, invisível e de massa, uma serial killer que se disfarça de buracos de estradas, de falta de medicamentos, de crimes de rua e de pobreza.”

Parece que o procurador Dallagnol esqueceu que ele próprio já tinha descoberto e dito em entrevista que a causa desses crimes de corrupção, crimes de rua e pobreza do brasileiro era termos sido descobertos e colonizados pelos portugueses.

Será que o dr. Dallagnol escapou dessa herança?

Se escapou, ele precisa explicar porque foi flagrado como dono de dois apartamentos do “Minha Casa, minha Vida”.

Interrogado sobre o fato de um Procurador da República ter dois apartamentos de um Programa Social destinado a pessoas pobres, ele disse que não eram para ele.

Eram para investimento!!!

Ou seja, em tempos em que juízes e procuradores, que já ganham acima do permitido pela Constituição Brasileira, o que, além de imoral, é inconstitucional, são flagrados com penduricalhos no salário, como auxílio-moradia, auxílio-escola, auxílio-transporte…, o procurador Deltan Dallagnol compra dois apartamentos destinados a pessoas pobres para investir e ganhar mais dinheiro.

O procurador deu ainda como exemplo no sentido contrário da corrupção o bom povo americano.

Por ter sido colonizado pelos ingleses, um povo puro e casto que fala inglês e não essa língua horrorosa de subdesenvolvidos, o português, os americanos são um exemplo para o resto do mundo.

Ah, de imediato veio à memória a minha doce infância em Juazeiro (BA).

Os filmes de Roy Rogers, John Wayne, Wyat Earp, Cavaleiro Negro… 

Os xerifes do bang-bang ainda são presenças marcantes na personalidade adolescente de Dallagnol.

Imagino-o ainda lendo os “gibis” com o mesmo brilho nos olhos que eu tinha aos 8-9 anos de idade, quando os comprava na porta do Cine Juazeiro nas matinês de sábado à tarde.

Como não ter inveja dele, do dr. Dallagnol, alguém que conseguiu preservar a inocência da infância.

Como é salutar saber que ele compartilha esse pensamento bang-bangreniano com os outros procuradores da Lava Jato, os intocáveis.

Os Intocáveis

Como também com juízes como Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, nas suas fotos de arma na mão.

Marcelo Bretas

E veem-se depois no cinema, agora eles próprios como aqueles xerifes.

É compreensível a incontida alegria.

Marcelo Bretas e Moro

Ah, John Wayne!!!

Quanta saudade!

Agora é com Deus

Alguém aí, de sã consciência, pode negar a obstinação do procurador Dallagnol?

Alguém aí, de sã consciência, pode negar que o procurador e seus colegas procuraram muito?

Procuraram tanto que, para não atrapalhar a procura, até deixaram de lado tudo que já foi encontrado (sem procurar) sobre Aécio, Serra, Alckmin, FHC…

Mas isso não vem ao caso.

Todos reconhecemos o enorme esforço do procurador.

Que procurou muito, mas não encontrou provas.

E reconheceu.

– Não tenho provas da corrupção do ex-presidente, mas tenho convicções.

Lula, o maior ladrão do Brasil, roubou milhões e milhões, mas os procuradores, o juiz Moro, Polícia Federal, toda a Lava Jato, Ministério Público, rede globo e penduricalhos, todos procuram há anos e não encontraram uma única prova contra ele.

E com a ajuda do FBI!

Terão que reconhecer.

Lula é um gênio.

Descobriu o crime perfeito.

Onde terá escondido todo esse dinheiro?

Mas como duvidar das convicções do jovem e puro Dallagnol?

Como duvidar das convicções desse adolescente que recebeu diretamente das mãos de Deus a missão de acabar com a corrupção no Brasil?

Dallagnol em Cristo

Na sua fé inabalada e com o seu PowerPoint debaixo do braço, o mal achador Dallagnol (procurou mas não achou), está em jejum e em preces.

Nesse momento em que a onipotência de Deus está sendo invocada para condenar e destruir um homem, Dallagnol está acompanhado pelo juiz Bretas.

Esse é o judiciário que deveria proteger a sociedade brasileira?

É essa sina que iremos deixar como legado para nossos filhos e netos, viver sob o comando de homens violentos que só veem solução nas armas e fanáticos religiosos?

Que Deus é esse que os irmãos em Cristo estão invocando?

Que Deus é esse, implacável e perseguidor?

Esse é o Deus dos evangélicos?

Esse Deus não terá provas.

Mas terá as convicções do seu servidor direto na Terra:

Deltan Dallagnol.

Amém.

Um juiz iletrado e incompetente

Moro analfabeto

Por Ronaldo Souza

Mal acabei de postar o texto Um juiz desmoralizado e perdido, onde falo da evidente limitação intelectual de dr. Moro, deparei-me com o artigo acima da Carta Campinas.

A coisa é feia.

Quer ver a que ponto chega?

Estava assistindo a uma entrevista dele no ano passado, quando de repente ele chamou Câmara dos Deputados de “câmera” dos deputados.

Só um ignorante, um analfabeto, diria “câmera” dos deputados.

Apesar de reconhecer a ignorância do juiz, jamais poderia pensar que chegaria a esse nível.

Imaginei, portanto, que fosse um ato falho, algo que pode acontecer com qualquer um e por isso nunca comentei.

Há muitos anos não assisto ao programa Roda Viva.

Não dá.

Mas, lendo o texto da matéria acima, que transcrevo abaixo, vi que o senhor doutor juiz falou novamente “câmera” dos deputados no Roda Viva.

O ato falho deixa de ser ato falho; é burrice mesmo.

Um juiz de direito não saber o que é Câmara dos Deputados e sair por aí chamando de “câmera” dos deputados é de uma ignorância absurda, incompreensível, inaceitável e injustificável.

Agora entendo melhor ainda o porque da provocação do dr. Moro ao advogado de Lula quando lhe disse “faça um concurso, doutor“.

Ele acha que ser aprovado num concurso para juiz de Direito é capacidade dada somente aos predestinados, grupo que, se existe, o dr. Moro já deu incontáveis provas de que não faz parte dele.

Pelo contrário.

Um Juiz de Direito jamais diria “câmera” dos deputados e outras barbaridades que ele tem dito ao longo desses anos.

Um juiz de direito, sim.

Vamos ao artigo da Carta Campinas.

Como Sérgio Moro virou juiz com erros básicos de gramática e interpretação de texto?

Moro analfabeto''

Uma das coisas que o Brasil talvez precisaria fazer é uma auditoria nos concursos públicos para juiz.

O concurso para juiz é talvez um dos mais difíceis, se não o mais difícil que existe. No entanto, há atualmente coisas estranhas que podem indicar indícios de fraude.

Uma das coisas estranhas é a quantidade de parentes entre os juízes aprovados em concursos. Em concursos extremamente concorridos, seria muito difícil a filha, tio, sobrinha, esposa, marido etc passarem com tanta facilidade. Até ministros do Supremo têm parentes aprovados em concurso. Isso sem contar com o nepotismo nos tribunais.

No entanto, nos últimos temos visto muitos juízes expressando preconceito, arrogância, além de mau caratismo que não condiz com um sujeito preparado e de grande capacidade intelectual, muito menos com um guardião da Lei.

O caso do juiz Sérgio Moro é enigmático. Além de todas as confusões que Sérgio Moro aprontou no processo contra Lula, inclusive reconhecendo que não há ligação entre a corrupção da Petrobras e as acusações contra o ex-presidente, o que inviabiliza a sua própria competência para julgá-lo, Moro também foi contra um projeto de lei que punia juízes que interpretassem a lei à revelia do que está escrito. Moro foi contradefendeu interpretação do juiz acima da lei.

Recentemente, 122 juristas escreveram livros sobre os erros de Moro na condenação sobre Lula. Em outro caso, um erro de Moro destruiu a vida de um executivo. Em outro erro, pessoas ficaram presas inocentemente.

Mas na última segunda-feira, 26, ele se superou. Ele cometeu erros primários de português. Muitos brasileiros até podem cometer esses erros. Não há problema algum. Mas é difícil (impossível?) de acreditar que um juiz, que teria estudado anos a fio para passar em um concurso, cometesse um deslize primário sobre o verbo haver.

Não fosse isso, o professor de física, Marcos César Danhoni Neves, que tem mais de 30 anos de docência em universidade do Paraná também já levantou suspeitas sobre a agilidade com que o juiz Sérgio Moro conseguiu alguns títulos acadêmicos.

“Moro tem um currículo péssimo: uma página no sistema Lattes (do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico ligado ao extinto MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia). Lista somente 4 livros e 5 artigos publicados. Mesmo sua formação acadêmica é estranha: mestrado e doutorado obtidos em três anos. Isso precisaria ser investigado, pois a formação mínima regulada pela CAPES-MEC (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Ministério da Educação) é de 24 meses para Mestrado e 48 meses para o Doutorado. Significa que “algo” ocorreu nessa formação apressada.. Que “algo” é esse, é necessário apurar com rigor jurídico”, escreveu Danhoni Neves em artigo.

Um juiz desmoralizado e perdido

Moro e PSDB

Por Ronaldo Souza,

Já digo há algum tempo que o juiz Sérgio Moro é um homem limitado.

Disse também lá no começo, quando o circo começou a ser armado, que ele sairia menor na sua empreitada e que, como o ex-ministro Joaquim Barbosa, seria mais um bagaço de fruta chupada a ser jogado pela janela.

Ao dizer isso, o que muitos irão pensar?

Quem ele acha que é para chamar de limitado um juiz de Direito, ainda mais quando esse juiz é o Dr. Sérgio Moro?

Por algumas razões, não perderei tempo com isso.

Sérgio Moro é sim um homem de horizonte intelectual curto e, como homem do Direito, desmoralizado.

Por razões óbvias, os seus seguidores não perceberam e não perceberão, mas Moro sabe o quanto já foi derrotado pelo advogado de Lula, Dr. Cristiano Zanin. Este não só o derrota seguidas vezes, como o expõe a situações vexatórias.

Cristiano Zanin sai dessa história consagrado pela frieza e competência com que lidou com o juiz, muitas vezes irritando-o na sua incapacidade de ver algumas coisas.

No recente episódio dos recibos de pagamento do apartamento triplex, a coisa ficou mais feia do que nunca para o justiceiro de Curitiba, como já é conhecido, inclusive por advogados e professores de Direito. Sem nenhuma investigação prévia, o juiz Moro se apoiou totalmente na denúncia do MPF de que os recibos eram falsos.

Na ânsia do “agora pegamos ele”, afirmou aos quatro cantos do Brasil que todos os recibos eram falsos e que tinham sido assinados às pressas em um único dia.

Na sua irritante frieza, o advogado de Lula mostrou os recibos de comprovação dos pagamentos efetuados autenticados por perícias feitas por diferentes especialistas.

Ofereceu-as ao juiz, que ainda ensaiou insistir no assunto, tentando aponta-las como inidôneas, mas, finalmente, desistiu da ideia.

Para resumir, o assunto morreu.

Desmoralizado sempre foi o delator.

Desmoralizou-se, mais uma vez, o juiz.

Mas o dr. Moro continuou incriminando Lula do mesmo jeito.

Um objetivo de vida. 

“Faça um concurso, doutor”

Mas, entre muitos outros, um dos episódios mais marcantes em que a mediocridade do juiz Moro emergiu com toda força foi em uma das vezes em que ele foi interpelado pelo advogado de Lula pela sua postura autoritária.

No diálogo que se seguiu, o dr. Moro soltou esta pérola:

“Faça um concurso, doutor”

Viu-se o maior ao dizer essa tolice, imaginando que assim colocaria o advogado no seu devido lugar; um advogado que nunca enfrentou um concurso para tornar-se um… juiz.

O Céu escureceu, raios relampejaram, trovões trovejaram.

É possível que o dr. Moro tenha pensado; “peguei ele”.

Inacreditável como ele não percebeu a asneira que tinha dito.

Que respostas o juiz concursado Moro poderia ter ouvido?

– Não doutor Moro, eu jamais faria um concurso para ser juiz para não correr o risco de ganhar o dobro do salário que a Constituição do Brasil me permite ganhar e achar que é normal.

– Não doutor Moro, eu jamais faria um concurso para ser juiz para não correr o risco de ficar ganhando auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-escola, auxílio-roupa, auxílio-transporte…, achar que é normal e fazer greve para manter isso.

– Não, doutor Moro, eu jamais faria um concurso para ser juiz porque esses concursos que muitos buscam para garantir salário e aposentadoria são verdadeiros assassinos da inteligência e sensibilidade, de quem tem, e da evolução profissional e intelectual.

– Não, doutor Moro, eu jamais faria um concurso para ser juiz e fazer da tentativa de prender um homem o objetivo da minha vida.

– Não, doutor Moro, eu jamais faria um concurso para ser juiz, por medo de ficar assim como o senhor, um homem limitado.

Agora o dr. Moro está indo morar nos Estados Unidos

Já pediu exoneração do cargo de professor da Universidade Federal do Paraná.

Na sequência, é possível que deixe também de ser juiz.

Sonho de muitos que por acidente geográfico nasceram no Brasil, este país miserável colonizado por um povo miserável e corrupto, o povo português, segundo o dr. Dallagnol, aos olhos do feliz aprovado num concurso e dos seus seguidores, morar nos Estados Unidos, quem sabe Miami ou Disney, é um grande feito.

Lá, deverá fazer um novo concurso, dessa vez para ser juiz nos Estados Unidos, o que não representa nenhum problema para ele.

Nem fazer o concurso, nem morar nos Estados Unidos.

Em breve, teremos o orgulho, quem sabe, de ver o primeiro brasileiro a fazer parte e se destacar nas mais altas cortes daquele país irmão.

Então, ninguém mais ousará duvidar da obstinação do dr. Sérgio Moro.

Alguém pode dizer que ele não pode ser juiz nos Estados Unidos, mesmo estando tão fortemente ligado a aquele país irmão.

Insisto em que não duvidem da sua obstinação, afinal, ele vai precisar trabalhar para ganhar dinheiro para viver.

Ou ele terá as portas abertas e não precisará se preocupar com isso?

Preocupam-me, no entanto, duas coisas.

O inglês dele é um horror, uma agressão aos ouvidos.

O português também, um desastre.

Como fala errado.

E olha que fez concurso!

E foi aprovado!!!

Sessão Clínica do Curso de Especialização em Endodontia da ABO-BA

Sessão Clínica 1 20.03.2018

Olá pessoal, tudo bem?

A Sessão Clínica do Curso de Especialização em Endodontia da ABO-BA voltou.

Atividade dos alunos do Curso de Especialização em Endodontia, ela voltou para novamente estimular a discussão de temas importantes para a especialidade.

Voltou e no seu primeiro momento já teve a participação de profissionais e alunos de graduação.

Sabe como foi?

Muito legal.

E desde já um aspecto deve ser ressaltado.

A serenidade do Prof. João Dantas e do Dr. Marcos Cook.

Sem estrelismo, responderam às perguntas e questionamentos sobre os casos clínicos apresentados com simplicidade e objetividade.

A próxima Sessão Clínica?

Dia 25 de abril, quarta-feira, ás 18:00.

Até lá.

Ah, sim.

O grande fotógrafo que fez a foto maravilhosa lá em cima fui eu.

Ronaldo.

Sessão Clínica

Sessão Clínica

Olá pessoal, tudo bem?

A Sessão Clínica do Curso de Especialização em Endodontia da ABO-BA está de volta.

Uma atividade voltada para os alunos do Curso de Especialização em Endodontia, ela será aberta a todos que gostam da especialidade, profissionais e alunos.

Sabe como vai ser?

Casos clínicos serão apresentados através de projeção e depois faremos uma discussão sobre eles.

A primeira será no dia 20 de março (terça-feira), das 18:00 às 20:30, na sede da ABO.

Sabe quem vai apresentar esta?

O Prof. João Dantas e depois um aluno da Especialização.

Em breve darei mais detalhes, mas já podem anotar nas suas agendas.

Você é nosso convidado.

Até lá.