A consagração internacional de FHC como golpista e fâmulo da plutocracia

FHC golpista

O decano do golpe

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

FHC viveu o bastante — 85 anos até aqui — para ver sua consagração internacional como golpista. E em Nova York, a capital do mundo.

Clap, clap, clap. De pé. Para os responsáveis pelo reconhecimento.

FHC fora convidado para participar de um encontro de cientistas políticos para debater a tão ameaçada democracia na América Latina.

É um mistério o que passou pela cabeça dos organizadores ao chamar o decano do presente golpe no Brasil. É como chamar Alexandre Frota para debater educação. Mas foi brilhante a reação dos cientistas políticos que sabem perfeitamente o papel imundo que FHC representou na trama plutocrata que colocou Temer no Planalto.

Eles prontamente se insurgiram. Diante da insistência da organização em manter FHC, avisaram que respeitavam a decisão. Mas, diante dela, alertaram que iriam comparecer de preto ao seminário em protesto contra um convite tão acintosamente equivocado.

FHC fez o que sempre fez em situações complicadas. Primeiro, se acoelhou. Fugiu da reunião. Depois, produziu uma nota que é sua alma: cínica, hipócrita, mentirosa. Nela, evocou o passado. Disse que foi perseguido pelo golpe de 1964 e coisas do gênero. Acontece que ninguém está falando de 1964, e sim de 2016. Rechaçou que houve golpe com o argumento de que o STF monitorou o impeachment.

Ora, ora, ora. Depois de gravações de conversas que expuseram brutalmente a participação do STF na derrubada de Dilma, ele tem a ousadia de citar os eminentes magistrados? Entre estes se destaca, com seu golpismo explícito, Gilmar Mendes, que foi colocado no STF exatamente por FHC.

Apenas para registro, em 1964 o STF também abençoou o golpe.

Se passado valesse, Lacerda — o maior golpista da história da República — poderia, ao estilo de FHC, dizer que foi integrante do Partido Comunista na juventude para tentar ser absolvido pelo papel vergonhoso que desempenhou repetidamente contra a democracia e a favor dos ricos.

Seja o que for que FHC tenha feito num passado remoto, tudo já foi incinerado pelo que ele é, e não de hoje.

É, numa palavra, um fâmulo da plutocracia.

Lacerda desandou quando passou a falar, demagogicamente, em corrupção para atacar governos progressistas como o de Getúlio e o de Jango. Há quantos anos FHC faz exatamente o mesmo?

Em sua descomunal vaidade, FHC tem a pretensão de ser conhecido — e respeitado — como um homem de esquerda. Ele sabe que cientistas políticos de direita são universalmente desprezados.

Mas ele não é mais que isso: um reacionário, um direitista, um golpista da pior espécie.

Seu julgamento perante a história já foi feito em vida, e ele foi condenado com desonra.

O símbolo disso foram as camisas pretas em Nova York em repúdio a ele.

VI Jornada de Endodontia da ABO-Bahia

Prezados colegas,

Ao longo dos últimos 15 anos o Departamento de Endodontia da ABO-Bahia vem realizando eventos que visam o engrandecimento da Endodontia e o encontro de colegas não só da especialidade como de áreas afins.

Além das discussões de casos clínicos que já foram feitas, abertas a todos que têm interesse pela Endodontia, foram realizados encontros, jornadas e congressos.

Antes de anunciarmos o nosso próximo evento, conheça as versões anteriores:

I Jornada (2001) – Carlos Estrela (UFGO), Gilson Sydney (UFPR), Sílvio Albergaria (UFBA) e Luis Raskin (UEFS).

II Jornada (2003) – Jesus Djalma Pécora (USP – Ribeirão Preto), Maria Ilma Souza Cortes (UFMG), Fátima Malvar (UFBA) e Giovana Alves (UEFS-UNIME).

III Jornada (2005) – Carlos Puente (Argentina), Gilson Sydney (UFPR), Ronaldo Hirata (UFPR), Mirabeau Ramos (UFSE), Sílvio Albergaria (UFBA), Ângelo Freire (clínica particular – BA), Marcelo Velame (clínica particular – BA), Luis Raskin (UEFS-UNIME) e Celso Queiroz (UEFS-UNIME).

IV Jornada (2007) – Carlos Eduardo da Silveira Bueno (SLM – Campinas), Fábio Perassi (FOL – SP), Wilson Tadeu Felippe (UFSC), Eneida Barros Araújo (FTC-BA), João Dantas (Bahiana – BA), Luis Raskin (UEFS-UNIME), Sílvio Albergaria (UFBA).

Em 2009 não houve a jornada. Nesse ano realizamos o Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia (veja na sequência).

V Jornada (2011) – Gilson Sydney (UFPR), Alexandre Zaia (UNICAMP), Carlos Spironelli (UEL – Londrina), Fernando Carneiro Ribeiro (Clínica particular-BA), Carlos Vieira Andrade Junior (UESB), Fabíola Bastos de Carvalho (UFBA).

Observe que ao lado dos professores convidados de outros estados também foram convidados para dar aulas professores das faculdades de Odontologia da Bahia e clínicos que exercem a Endodontia nos seus consultórios.

Assim, há 15 anos o Departamento de Endodontia da ABO-BA assumiu um compromisso com a Endodontia da Bahia e do Brasil.

Há 15 anos o Departamento de Endodontia entende que a ABO-Bahia é a casa do Cirurgião Dentista.

A ABO-Bahia cumpre assim o seu papel; ao mesmo tempo em que traz professores importantes da endodontia brasileira, e até de outros países, prestigia e abre espaço para os professores da Bahia e de estados vizinhos, independente das suas concepções filosóficas.

Como entidade representativa dos dentistas do Estado da Bahia, é mais uma forma da ABO-Bahia fortalecer os laços que a unem aos seus associados.

Além das jornadas, tivemos.

Encontro de Endodontia (2008) – Rielson José Alves Cardoso (SLM – Campinas), Manoel Damião de Sousa Neto (USP – Ribeirão Preto), Ruy Hizatugu (São Paulo – SP).

E finalmente o Circuito Nacional de Endodontia.

Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia 2009

Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia 2014

Em uma postagem anterior eu disse o seguinte (veja aqui):

Olá pessoal,
A ABO-BA está de presidente novo.
É a Dra. Maria Angélica Behrens Pinto.
Vocês já viram como o projeto de reestruturação já está em andamento e começa a mostrar uma nova ABO?
Novo projeto, propostas renovadas e algumas mudanças.

É dentro desse novo momento da nossa ABO que estamos fazendo modificações no Departamento de Endodontia.

Mudanças que já começarão para as turmas de Especialização e Atualização que serão lançadas agora em junho/julho, assunto que trataremos em breve em outras postagens.

Neste momento o nosso objetivo é anunciar a

VI Jornada de Endodontia da ABO-BA

28 e 29 de julho de 2016

 

Dia 28/07 (quinta-feira)
Horário: 08 às 12 e 14 às 18:00

Prof. Carlos Estrela

Prof. Dr. Carlos Estrela (UFGO)
Mestre em Endodontia (UFPel-RS)
Doutor em Endodontia (USP)
Professor Titular de Endodontia da UFGO
Autor de diversos livros de Endodontia

Dia 29/07 (sexta-feira)
Horário: 08 às 12 e 14 às 18:00

Prof. Felippe

Prof. Dr. Wilson Tadeu Felippe (UFSC)
Mestre e Doutor em Endodontia (UFSC)
Especialista em Periodontia (UFSC)
Especialista em Endodontia (UFSC)
Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação Latu Sensu e Strictu Senso (UFSC)

Voltarei com novas informações.

Abraços,

Ronaldo Souza
Coordenador do Departamento de Endodontia

Professores, os senhores não se sentem culpados?

PARA EDUCADORA, MEC PROMOVE BARBÁRIE

MEC 1

Em artigo para o blog Maria Frô, a educadora Cláudia Dutra critica o ministro da Educação do governo interino, Mendonça Filho, por “não ver qualquer embaraço em receber Alexandre Frota, Marcelo Reis do Revoltados online ou representantes da ‘Escola sem Partido’, um famigerado projeto que defende o fim de disciplinas como a Filosofia e Sociologia; a mordaça de educadores em sala de aula, a retirada de autonomia do professor para que esse não cumpra seu papel estabelecido pela LDB na formação de cidadãos comprometidos com a cidadania, a defesa dos direitos humanos e para que atuem criticamente na sociedade”; leia íntegra

Brasil 247

LIRA NETO: FROTA NO MEC FOI UMA DAS COISAS MAIS GROTESCAS DA HISTÓRIA

MEC 2

O escritor e jornalista Lira Neto criticou o encontro do ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) com o ator Alexandre Frota; “Imaginei que, numa altura dessas da vida, nada mais me chocasse em política. Mas a imagem de um ator pornô sendo recebido em audiência por um ministro da Educação é, sem dúvida, uma das cenas mais grotescas de que se tem notícia em toda a história da República brasileira”, afirmou

Brasil 247

FROTA: AGORA VOU ATRÁS DO MINISTRO DA CULTURA

MEC 3''

Após reunião com o ministro da Educação, Mendonça Filho, que causou polêmica nas redes sociais, o ator Alexandre Frota diz que agora vai procurar o ministro da Cultura, Marcelo Calero; “Ele vai ter que me receber porque recebeu a esquerda. Ele recebeu a [produtora] Paula Lavigne em um jantarzinho na casa dela quando ele ainda não tinha assumido. Agora ele tem que abrir a agenda para os artistas e ativistas de direita. Precisa ouvir o nosso lado”, diz; segundo ele, as críticas que recebeu são resultado de preconceito por ele ser ex-ator pornô

Brasil 247

Professores, os senhores não se sentem culpados?

Por Ronaldo Souza

O ministro da educação (letra minúscula mesmo) abriu a agenda do MEC para receber o ator pornô Alexandre Frota e Marcelo Reis do Revoltados Online.

Tudo a ver.

Afinal, o Brasil virou uma pornografia e o Ministério da Educação nada faz que não seja seguir o que se pode esperar dos homens que saíram do golpe para assumir o comando do país.

O que o Ministério da Educação faz é nos dar uma amostra do nosso futuro.

MEC 3

O ator de filmes pornô, Alexandre Frota, disse que foi ao ministério para “levar uma pauta” ao ministro da educação (letra minúscula mesmo).

A pauta, como não poderia deixar de ser, é brilhante e fala de “escola sem partido”, “acabar com o comunismo nas escolas” e outras coisas desse tipo.

Alexandre Frota dispensa apresentações e falar da representatividade que ele possui quando se fala em Educação e Cultura seria total perda de tempo.

Além disso, é alvo de processos no Fórum Criminal da Barra Funda.

O mais recente foi instaurado após sua declaração, em rede nacional, dos detalhes de como estuprou uma mãe de santo, praticando sexo contra a vontade dela e que a mulher chegou a desmaiar durante o ato.

Alexandre Frota adora se vangloriar de seu slogan:

“Comer b… de mulher e c… de homem”.

O que dizer de Marcelo Reis, líder dos “Revoltados Online”?

No entanto, o ministro da educação abre as portas do ministério que ocupa para receber pessoas desse nível e nos faz imaginar:

O que nos espera?

Qual será o nosso futuro?

Mas, o mais importante, qual será o futuro dos nossos filhos?

Consciente do poder que lhe foi conferido, Frota já ameaça:

O próximo será o ministro da cultura.

Ministério da cultura, aliás, já desmoralizado porque inicialmente extinto foi levado à condição de secretaria.

Diante das pressões da sociedade, foram à caça de uma mulher que assumisse.

Das consultadas nenhuma topou. 

Daniela Mercury foi a última tentativa.

Porém, diferentemente de outros baianos que, por razões óbvias, assumiram ministérios, Daniela também recusou.

Ela sabe que fazer parte desse governo destrói a imagem de qualquer um. 

Quem não tem imagem pela qual zelar porque atua com outra perspectiva, não somente aceita.

Briga pelo cargo. 

Recriaram o ministério da cultura e deram a um homem, com as mesmas características daqueles que já tinham ganho os outros ministérios.

Não vamos perder tempo comentando essa coisa ridícula e canalha que ganhou o nome de “luta contra a corrupção”. Ela dispensa comentários.

Os outrora coxinhas são agora trouxinhas.

Cale-se, professor

A perplexidade fica por conta do engajamento de professores nessa “luta”.

O que dirão aos seus alunos os professores que fizeram manifestações, panelaços e “lutaram contra a corrupção” ao lado dessa turma?

A dedução mais óbvia só pode nos fazer imaginar o quanto devem estar vibrando com os rumos que está tomando a educação no país.

Segue no mesmo passo das coisas que vêm ocorrendo sem que boa parte da sociedade tome conhecimento.

Há um mês (26/04/2016), por exemplo, a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou a lei que proíbe o professor de opinar em sala de aula.

Pelo visto, os professores não estão mais preocupados com nada.

Enquanto ministros do judiciário agora falam e dão o voto pela imprensa (não é mais suficiente fazer discursos panfletários nos autos), os professores não vão poder mais sequer falar no seu ambiente de trabalho; a sala de aula.

Em que se transforma o professor que não pode falar em sala de aula?

Como ficam agora os professores que fazem o discurso da preocupação com a Educação no Brasil e ao mesmo tempo contribuíram para esse golpe?

Espera-se que ainda tenham alguma dignidade e deixem de lado esse discurso hipócrita e cínico.

Como disse Luis Nassif, no lugar da Pátria Educadora vocês puseram a pátria ejaculadora.

Professores, os senhores estão de parabéns.

O que a nova conversa revela sobre Lewandowski e o STF, Otávio Frias e a Lava Jato, Aécio e o golpe — e Dilma

Renan Calheiros

E o golpe vai sendo brutalmente exposto: Renan

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

O grande mérito da publicação das conversas gravadas é tornar brutalmente claro aquilo que as pessoas mais informadas já sabiam e que era negado pela mídia liderada pela Globo.

Foi golpe. E foi um golpe imundo, em que homens e instituições moralmente putrefatos se uniram para derrubar uma mulher honesta que levou a investigação da corrupção a patamares jamais vistos.

A gravação de Renan, publicada hoje pela Folha, ajuda a compreender ainda melhor o que ocorreu.

Mais uma vez, o STF aparece com destaque na trama golpista. E isto é desesperador: você pode cassar políticos. Mas como lidar com um poder que julga a si mesmo?

Num mundo menos imperfeito, o STF seria imediatamente dissolvido, tais as acusações e as suspeitas que recaem sobre seus integrantes.

Mas como fazer isso?

Escrevi ontem e repito agora: o STF era o grande argumento pelo qual a Globo, em nome da plutocracia, atacava como “alucinação” e “conto da carochinha” a tese do golpe.

Na conversa agora divulgada, Renan diz que todos os eminentes juízes do Supremo estavam “putos” com Dilma.

O motivo não poderia ser mais canalha: dinheiro.

Renan relata uma visita que fez a Dilma. Ela conta que recebeu Lewandowski para o que imaginou que fosse ser um encontro de alto nível sobre a dramática situação política do país.

Mas.

Mas Lewandowski “só veio falar em dinheiro”, disse Dilma. “Isso é uma coisa inacreditável.”

Há muitas coisas inacreditáveis em relação ao STF, a rigor. A demora de quatro meses de Teori para acolher o pedido de afastamento de Eduardo Cunha é uma delas. As atitudes sistematicamente indecentes e partidárias de Gilmar Mendes e seu mascote Toffoli são outra delas.

O interlocutor de Renan na conversa, o mesmo Sérgio Machado de Jucá, produziu a melhor definição do STF destes tempos. “Nunca vi um Supremo tão merda.”

Outros personagens destacados do golpe aparecem neste diálogo vazado. A Folha, por exemplo, se bateu intensamente pela queda de Dilma. Mais especificamente, seu dono e editor, Otávio Frias Filho.

Ele é citado por Renan como tendo reconhecido exageros na cobertura da Lava Jato.

Ora, ora, ora.

Se reconheceu o caráter maligno do circo da Lava Jato, por que ele não fez nada? Ele era apenas o ombudsman do jornal, ou o porteiro do prédio?

Bastaria uma palavra sua para retirar o exagero da cobertura. Se não a pronunciou, é porque era conivente ou inepto como diretor.

Faça sua escolha.

Aécio surge acoelhado. Tinha medo da Lava Jato, diz Renan. Sabemos agora que Aécio não é apenas demagogo, hipócrita e corrupto.

É também covarde.

E é neste campo que, sem saber que era gravado, Renan presta um extraordinário tributo a Dilma. “Ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável.”

Os colunistas da imprensa, nestes dias, diziam freneticamente que Dilma estava abatida.  Era gripe, informa Renan. “Ela está gripada, muito gripada.”

Se existe algum tipo de decência no Brasil – de justiça não dá para falar, dado o STF – Dilma tem que receber um formidável pedido de desculpas dos brasileiros e ser reconduzida ao posto do qual canalhas golpistas a retiraram.

Ela não deu aumento para o STF, mas o Cunha deu: a autópsia do golpe só faz Dilma crescer na foto

Dilma

Ela

Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Usado como fiador do discurso de que não houve golpe e as instituições funcionam normalmente e blábláblá, o STF aparece cada vez menor à medida em que o governo do interino agoniza e detalhes da doença são revelados.

Não apenas o Supremo, mas o Congresso e, obviamente, Temer, o anão moral.

Em menos de duas semanas de um governo desastroso que se vendia para trouxa como de “pacificação nacional”, quem cresce na fita é Dilma.

A segunda parte da pornografia do complô nas gravações de Sergio Machado, ex-líder do PSDB investigado na Lava Jato, traz Renan Calheiros oferecendo outros detalhes da autopsia do impeachment.

Transcrevo uma parte do diálogo publicado hoje na Folha:

MACHADO – [Interrompendo] O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do…

RENAN – Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso.

MACHADO – Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.

RENAN – A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.

MACHADO – Acaba isso.

RENAN – E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].

MACHADO – Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.

RENAN – Não negociam porque todos estão putos com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda –estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada– aí ela disse: ‘Renan, eu recebi aqui o Lewandowski, querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável’.

MACHADO – Eu nunca vi um Supremo tão merda, e o novo Supremo, com essa mulher, vai ser pior ainda. […]

É tragicômico. Segundo o bate papo, a presidente do Brasil convidou o presidente da corte mais alta para debater a crise aguda.

Sentados os dois num gabinete, cafezinho na mesa, copo d’água, Lewandowski propôs a solução: aumentar o salário. Não rolou. Os caras ficaram “putos”. Claro, ué. Quem nunca?

Fim.

Um flashback rápido: em 28 de abril, o reajuste salarial do Judiciário ganhou caráter de urgência na Câmara dos Deputados — graças a Eduardo Cunha. Ele havia sido vetado no ano passado por Dilma Rousseff como parte do esforço pelo ajuste fiscal.

Sob a batuta de Cunha, o plenário aprovou, por 277 votos a 4, o pedido de urgência do projeto de lei 2648/15. A proposta será incluída na pauta a qualquer momento, mas não há previsão de votação. A proposta tem impacto orçamentário para 2016 de R$ 1,160 bilhão.

O afastamento de Dilma teve o efeito contrário do truque de tirar o bode da sala. Ela desapareceu e tudo o que era podre ressurgiu em sua falsa normalidade.

Deu ruim. Fica claro que Dilma não topou o jogo sujo. Seu retrato aumenta na parede. Se vivêssemos numa democracia, o caminho natural seria devolver a ela, no Senado, o mandato que lhe foi retirado no tapetão.

Se vivêssemos numa democracia.

Temer e procuradores da Lava Jato acertaram “cessar fogo” para derrubar Dilma

Temer e Dallagnol 2

Por Fernando Brito, no Tijolaço

(ESTE TEXTO FOI ESCRITO COM O QUE JÁ ESTAVA PUBLICADO NO INÍCIO DA MADRUGADA. NO PRÓXIMO, TRATO DOS ÁUDIOS DE RENAN)

O conchavo entre Temer e a república de Curitiba do Ministério Público está sendo revelado na edição da Folha desta quarta-feira, em reportagem que já está no ar na versão eletrônica do jornal.

Temer e Dallagnol

É um escândalo sem precedentes, porque nem foi feito com a chefia da instituição, mas com um grupo que se adonou do poder investigatório e se constitui num poder paralelo dentro da Procuradoria.

Leia o texto estarrecedor da Folha:

Um emissário do presidente interino Michel Temer (PMDB) e representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato encontraram-se na véspera da sessão do Senado que selou o afastamento da petista Dilma Rousseff.

O encontro tratou de uma espécie de “acordo de procedimento” que não colocasse em risco as investigações.

A conversa foi entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos de Temer, e os procuradores Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, e Roberson Pozzobon.

O diálogo, de quase duas horas de duração, ocorreu após um evento organizado pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) em Brasília.

Anteriormente, os procuradores haviam recusado um encontro com o próprio Temer, articulado pelo ex-presidente da ANPR Alexandre Camanho, que é homem de confiança do peemedebista.

Temer, que mostrava preocupação com a disseminação da ideia de que seu governo enterraria a Lava Jato devido ao grande número de peemedebistas investigados, aprovou a sugestão.

A preocupação cresceu com a sondagem feita ao advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, um crítico da Lava Jato, para ocupar o Ministério da Justiça. A nomeação de Mariz fracassou após ele dar uma entrevista à Folha atacando a operação.

O encontro com Temer, porém, foi rejeitado pelos procuradores, que rechaçaram uma possível conotação política na proposta. Eles também mostraram receio de que o ato fosse interpretado como apoio ao impeachment.

Apesar disso, na conversa entre Loures e os procuradores, foi acertada a manutenção no cargo do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco, responsável pela Lava Jato.

Loures ouviu dos investigadores que a permanência de Franco seria sinal importante e prometeu consultar Temer.

“Eu disse para os procuradores que se o conforto era dar essa garantia, iria levar o pedido ao presidente”, relatou o ex-deputado à Folha.

Na mesma noite, o assessor levou o pleito a Temer, que aceitou o pedido.

Quando as evidências não estão evidentes 7; “Zona Crítica Apical”

Por Ronaldo Souza

Até agora estivemos falando de tecidos mineralizados; dentina e cemento.

Nesse contexto, como ficam polpa e tecido periodontal, os tecidos que compõem os canais dentinário e cementário?

O raciocínio que será desenvolvido se aplica igualmente à figura 1 A, mas a figura 1 B servirá melhor como ilustração.

Limite apical 1

Sabemos que a polpa está contida no canal dentinário e o tecido periodontal no canal cementário. É o tecido periodontal que sofre uma invaginação, penetra e preenche o canal cementário.

Podemos então dizer que o tecido que fica em contato com a dentina é polpa e com o cemento é tecido periodontal?

Perfeito, podemos.

Ensina-se que cabe ao endodontista remover a polpa e tratar o canal dentinário, correto?

Na figura acima, a letra d está “dentro” da dentina e “do outro lado”, no mesmo nível, a letra c está no cemento. Assim, devo imaginar que o tecido aderido à parede onde está d é polpa e o aderido à parede onde está c é periodontal.

Você se imagina capaz de remover a polpa de um lado e preservar o tecido periodontal que está no mesmo nível do outro lado?

Como você imagina que ocorre o encontro entre os tecidos pulpar e periodontal?

Você o imagina como na figura 2, ou seja, os tecidos se encontram tipo “aqui termina um e aqui começa o outro”?

Mãos 1

Ou como em 3, em que se misturam e se confundem?

Mãos 2

O encontro entre os tecidos pulpar e periodontal não se dá de maneira que podemos remover a polpa e deixar um remanescente tecidual (coto pulpar) intacto e pleno. Esses tecidos se encontram numa mistura de células, vasos, feixes fibrosos…

Você consegue imaginar que os eventos em Endodontia não parecem ser tão simples?

Posso lhe fazer outra pergunta?

Os aparelhos são conhecidos como localizadores foraminais ou localizadores de CDC?

Percebe que essa precisão nós não temos?

Usemos então a medida mais comumente preconizada e aceita em Endodontia; 1 mm.

Tendo em vista que o comprimento de trabalho mais comumente utilizado é 1 mm aquém do ápice radicular, para trabalhar com número “redondo” imaginemos que o canal cementário tenha 1 mm de extensão.

Nas condições descritas, entendendo-se essa medida, 1 mm, como sendo correspondente ao canal cementário, teríamos nele tecido periodontal, correto?

Podemos chama-lo de coto pulpar?

Claro que não.

Por que chamar o tecido periodontal do canal cementário de coto pulpar?

Como ficamos diante dos alunos, a começar pelos de graduação, que fazem os seus primeiros contatos com a Endodontia e dizemos a eles que o coto pulpar é constituído de tecido periodontal?

Ou será que ninguém diz?

Já se ensina chamando de coto pulpar, não se toca no assunto e estamos conversados?

Basta dizer, o CT é 1 mm aquém, respeitem o coto pulpar e dane-se o resto?

E aí os alunos voltam ao box e executam como foi determinado?

Em que momento estamos formando especialistas em Endodontia se tiramos deles a possibilidade de pensar e os transformamos em autômatos repetidores de ordens?

Como formar especialistas de fato se não os estimulamos a pensar?

Não acham que esse é o caminho mais curto para se tornarem dependentes dos protocolos?

É mais prático, mais cômodo, mas é isso o que todos querem?

Ah, mas isso não tem importância. Já está consagrado e não traz nenhum prejuízo.

Será?

Conhecendo (um pouco) a polpa

Por que a polpa coronária é chamada de “coração da polpa”?

Porque é a sua porção mais celularizada.

O tecido conjuntivo celularizado apresenta maior capacidade de reparo. 

À medida que “caminha” para o terço apical, ela vai perdendo essa característica, de tal forma que nas porções mais apicais já se apresenta menos celularizada e com mais fibras colágenas.

Menos células, mais fibras colágenas, menor capacidade de reparo.

É assim que ela se apresenta nas porções finais do canal.

Pelo fato de o tecido pulpar ser menos celularizado justamente ali, o Prof. De Deus dizia ser um equívoco creditar a esse segmento, onde ele é menos capaz, a responsabilidade pelo reparo.

Está escrito assim no livro Endodontia Clínica (Ed. Santos, 2003, página 14):

“Segundo DE DEUS (1992) e LOPES & SIQUEIRA (1999), talvez não seja o procedimento mais adequado confiar o processo de reparo a um segmento tecidual pouco celularizado e, por isso, pouco capaz de promover reparo”.

De fato, naquele segmento a polpa apresenta menor potencial de reparo, mas aí há um pequeno equívoco.

Conhecendo (um pouco) o coto pulpar

Você sabe que o cemento circunscreve toda a superfície radicular e no final da raiz sofre uma invaginação e “entra” no canal. O quanto ele penetra constitui o canal cementário.

O ligamento periodontal possui uma das mais elevadas capacidades de se reconstituir do organismo. Como consta na literatura, possui um elevado turn over, um dos mais altos do organismo.

É este tecido que constitui o canal cementário.

Está escrito assim no livro Endodontia Clínica (Ed. Santos, 2003, página 14):

Toda a responsabilidade pelo reparo dos tecidos apicais é dos tecidos periodontais. Dito de uma outra forma, isso significa que no caso de necrose parcial ou total do coto pulpo-periodontal, a sua reparação se dará às expensas dos tecidos periodontais, inclusive a reparação do componente pulpar desse coto. A despeito do trauma, desaparecida a reação inflamatória, que, entre outras coisas, levou à referida necrose, haverá crescimento de tecido conjuntivo, aumento da densidade de fibras e normalização das estruturas vasculares, ou seja, a despeito da injúria, ocorrerá reparo (Benatti, 1982). Tudo isso às expensas dos tecidos periodontais”.

Veja o que já diziam o Prof. de Histologia Flávio Fava de Morais (um dos grandes nomes e página especial da Odontologia Brasileira) e colaboradores no capítulo Histologia do Periodonto, no livro Periodontia Clínica, de Lascala e Moussalli (1989).

“Diferentemente dos demais tecidos conjuntivos fibrosos, o ligamento periodontal apresenta excepcional índice metabólico”.

Seria de fato um grande equívoco creditar à polpa a responsabilidade pelo reparo onde ela é menos capaz.

No entanto, credita-se o reparo a aquele remanescente tecidual porque ele não é polpa e sim tecido periodontal, este sim, com elevada capacidade de se refazer e promover reparo.

Não pretendo dissecar o tema e sugerir mudanças, por entender que não caberia faze-lo aqui, mas já passou da hora de compreendermos e ensinarmos o tecido contido nas porções finais do canal como periodontal e não pulpar para entendermos o tratamento endodôntico.

Foi um equívoco que se cometeu ao longo dos anos tratar o limite apical de trabalho como uma questão numérica.

Imaginar que a questão é estabelecer a quantos milímetros aquém do ápice devemos ficar é erro grosseiro.

Ficar falando, discutindo, ensinando o comprimento de trabalho em detalhes milimétricos quando sequer mecanismos de precisão temos para isso é insistir no erro cometido no passado.

Este texto continua.

Prof. Estrela ministrará Curso de Endodontia em Salvador

Prof. Carlos Estrela

Olá pessoal,

O Prof. Carlos Estrela está de volta a Salvador.

Depois de ministrar um curso de Endodontia de 08 horas na I Jornada de Endodontia da ABO-BA em 2001, portanto há 15 anos, e se apresentar no Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia, realizado em Salvador em 2009 e 2014, o Prof. Carlos Estrela é nosso convidado e estará de volta a Salvador em julho para ministrar novo curso de Endodontia de 08 horas na sede da ABO-BA.

Anote aí na sua agenda.

Dia: 29 de julho de 2016
Horário:
08:00 às 12:00
14:00 às 18:00

Em breve darei mais detalhes.

 Atenção

Os alunos matriculados nas novas turmas dos Cursos de Especialização e Atualização em 
Endodontia da ABO-BA não precisarão pagar a adesão ao curso. A inscrição será feita
mediante a apresentação de comprovante da matrícula nos referidos cursos.

 

Pacto com o Supremo para “estancar sangria” da Lava Jato. Jucá revela o acordo do golpe

STF e Cunha

Jucá

Por Fernando Brito, no Tijolaço

As gravações do diálogo entre o homem forte de Michel Temer, o ministro do Planejamento Romero Jucá, e o ex-ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, são muito mais graves que a feita com o ex-senador Delcídio do Amaral e deveria, se o Supremo Tribunal Federal tivesse ainda um pingo de pudor, levar não só à prisão de Jucá, mas à anulação de todos os atos praticados sob o comando do PMDB para afasta Dilma Mousseff.

“Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

No texto, revelado pela Folha, “essa porra” são as investigações sobre Machado, um dos operador do PMDB dentro do complexo Petrobras, afastado por Dilma,

Mas não para aí:

“Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

Como é, senhores ministros do Supremo? Quer dizer que o esquema golpista já havia “mantido conversas” com os senhores? Não foi exatamente isso que fez os senhores correrem a prender Delcídio do Amaral, numa gravação igualzinha?

Pior, aliás, porque ali se tratava de livrar uma pessoa e, agora, trata-se de uma conversa para dar um golpe de Estado.

Vão fazer cara de paisagem ou aplicar rigor igual para Jucá?

Pior, porque agora, se as gravações foram obtidas de maneira legal, desde março a PGR tem conhecimento pleno da conspiração.

Que, deixa claro o que diz Jucá, envolveu também os tucanos:

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

Machado, que era do PSDB antes de aderir ao PMDB e entrar na cota do partido dentro do Governo Lula, devasta também Aécio Neves, relata a Folha:

Sérgio Machado, que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB, afirma que “o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)”, e acrescenta: “O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…”.

“É, a gente viveu tudo”, completa Jucá, sem avançar nos detalhes.

Machado tenta refrescar a memória de Jucá: “O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?”

Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Tem mais, muito mais e daqui a pouco eu volto para comentar.

Inclusive se esta manhã vai terminar com alguém preso, como foi com Delcídio.

Novos Cursos de Especialização e Atualização em Endodontia – Novas Turmas

Olá pessoal,

A ABO-BA está de presidente novo.

Aliás, presidenta.

É a Dra. Maria Angélica Behrens Pinto.

Vocês já viram como o projeto de reestruturação já está em andamento e começa a mostrar uma nova ABO?

Novo projeto, propostas renovadas e algumas mudanças.

Vou dar um exemplo.

Já viram como o site da ABO está bem diferente?

Ainda está em processo de modificação e vai melhorar muito mais, mas já traz novas informações sobre os diversos cursos.

É dentro dessa nova perspectiva que os Cursos de Especialização e Atualização em Endodontia estão também fazendo algumas alterações.

Aguardem que vamos lançar um grande curso aqui em Salvador muito em breve.

Venha também fazer parte desse novo momento da nossa ABO, a casa oficial do dentista.