Um lento e contínuo processo de desmascaramento

Não é à toa que a Globo perde audiência a cada dia que passa. Dados recentes mostram que a queda só faz aumentar.

É bem provável que muitos sequer tomem conhecimento disso. Claro é que também não percebem, como consequência, as frequentes mudanças nos seus programas e na estrutura dos mesmos; o Jornal Nacional, Fátima Bernardes e Faustão, para citar só alguns, que o digam.  As informações e pesquisas de audiência estão aí à disposição de todos aqueles que desejarem ver.

Não há como negar, entretanto, que ainda é grande o seu poder de influenciar boa parcela da população. Injustificável e lamentável quando se trata daquele segmento que, por ter educação de “nível superior”, costuma se auto intitular formador de opinião, entre os quais, mais lamentável ainda, incluem-se professores e profissionais liberais.

Surgem daí segmentos sociais absolutamente desinformados, com uma pobreza de análise e discernimento chocante, que só se explica na ignorância em que mergulharam.

Não há como não recorrer à famosa frase de Joseph Pulitzer (1847-1911): “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”.

O que traz um pouco mais de tranquilidade, pois se trata do futuro do país, é saber que a queda de audiência é muito forte entre os jovens. Estes já perceberam que a Globo não faz jornalismo. Que o digam as recentes manifestações das ruas.

[[youtube?id=lDjm-TsMoF0]]

O desencanto esperado: pobre Marina

 

Por que só agora falo de Marina?

Ainda que em nenhum momento tivesse acreditado nela como projeto político consistente, pelo contrário, sempre a vi como política monotemática e inconsistente, respeitava a sua trajetória. A verdade é que você, que acompanha os meus textos ao longo desses últimos tempos, raras vezes me viu falando dela. Agora, não há mais como manter essa postura.

O Brasil quase explode nas manifestações de junho/julho, irresponsável e criminosamente manipuladas e conduzidas pela mídia brasileira assim que ela imaginou que poderia tirar proveito. 

Nas manifestações algumas coisas ficaram evidentes, entre elas o desencanto com os políticos e seus partidos, em suma, com a classe política.

Onde estava Marina? Quem a viu? Quem ouviu ou viu qualquer declaração dela? 

Não, Marina pairava acima do bem e do mal. Boa parte das manifestações foi direcionada aos políticos e Marina não é política. Portanto, ela nada tinha a ver com aquilo. Parecia dar resultados; a imprensa mostrava que ela era a única que subia nas pesquisas.

Como é possível que o país, num momento como aquele, não ouça ou veja nenhuma palavra, gesto, atitude, nada, de uma ex-Ministra da República, ex-senadora dessa mesma república, candidata à presidência dessa mesma república em 2010 (quando teve cerca de 20 milhões de votos), atual candidata e segunda mais bem posicionada nas pesquisas para a presidência da mesma república, pode se permitir nada dizer, nada fazer? O que fez ela? 

Marina, covardemente, tentou se esconder. Tentou se esconder numa rede que, cheia de furos, na verdade não a escondia. Imaginou-se protegida de manifestações que se voltavam para um mundo do qual, insiste em querer mostrar, não faz parte; o dos políticos.

Rede Sustentabilidade. Não sei o que isso significa. Sei que esse é o mundo de Marina Silva. Um mundo à parte, um mundo puro, longe da política.

A Rede que não é partido. Apesar de lá existirem (poderia ser diferente?) vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e uma candidata à presidência da república.

Está certo que algumas estrelas globais apoiem e façam parte dessa coisa fantástica que é ter um partido que não é partido, é rede, e uma rede que não é rede, é partido (já me perdi). Mas, com algumas poucas exceções, diante do que vimos até hoje, o que podemos esperar dessas estrelas?

O vice de Marina mora em Londres há mais de dez anos. É o milionário Guilherme Leal, dono da Natura, que foi autuada no início do ano pela sonegação de R$ 628 milhões. Maria Alice Setúbal, conhecida como Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, é quem, desde 2010, está à frente da arrecadação de fundos para a campanha de Marina. O Banco Itaú, que foi autuado pela Receita Federal por sonegação de R$ 18,7 bilhões, disse na mídia que dará apoio financeiro para a campanha de Marina.

Veja o que diz o jornalista e blogueiro Fernando Brito no Tijolaço:

"Não é preciso mais para esclarecer o campo político em que Marina Silva vai, ou admite ir, para se abrigar. Mas, se fosse preciso, bastaria este parágrafo do Estadão:

Marina foi pressionada por empresários que têm financiado seu projeto político de criar um partido a sair candidata. Foi dito a ela que não seria possível ela abandonar um projeto que contou com tantos apoios, inclusive financeiro na sua trajetória para criar a Rede.

Marina não sai desta barafunda apenas bem menor que entrou. Sai mais desnuda politicamente".

Todos sabem que Marina, por razões óbvias, tem grande apoio da Globo e dos seus colunistas. Porém, como tudo tem limite (só não há limites para ela, Globo), alguns deles às vezes chutam o pau da barraca. Dessa vez, parece ser o caso de Ricardo Noblat. Vale a pena ver o que ele diz em E Marina, hein? no seu blog:

A candidata disposta a se eleger presidente da República para mudar o país foi incapaz de montar um partido no prazo determinado pela lei. Dá para acreditar?

Marina ai

nda é um segredo de Estado. Poucos conhecem algo além de sua imagem pública. Os que a conhecem bem não contam como Marina é – conservadora, preconceituosa, centralizadora”.

Apesar das distorções bastante conhecidas do sistema político/eleitoral do Brasil, a criação de um partido político, ainda mais quando esse partido político se nega como tal e se anuncia como aquele que vem para combater os vícios dos partidos, como a corrupção e o uso de grandes volumes de dinheiro, só pode ser coisa séria.

Diante da iminente negação do seu registro como partido político, ou o que quer que fosse, pelo Tribunal Superior Eleitoral, causada pela sua reconhecida e comprovada incompetência no cumprimento das normas eleitorais, recorrer a mecanismos ilícitos, como tentaram fazer, sem dúvida deixa uma mancha impossível de remover sobre a seriedade dessa instituição, como quer que queiram chama-la.

Um partido que não é partido, é Rede, e que vem para combater os vícios dos partidos políticos existentes, como a corrupção, o uso de grandes volumes de dinheiro, os arranjos e composições com outros políticos sejam eles quem forem… Que outra forma poderia haver para recebe-lo que não fosse dar as boas-vindas? Estaríamos, finalmente, caminhando na direção de uma política exercida com mais dignidade.

No julgamento em que o Tribunal Superior Eleitoral analisava o seu registro, essa foi a tônica; um partido político deveria ser criado visando justamente isso, o desenvolvimento do processo eleitoral do país e não para concorrer a uma eleição.

Porém, pelo menos dois ministros registraram e deixaram bem claro que não foi isso que a Rede Sustentabilidade fez. Havia, na verdade, o objetivo de criar um partido político para disputar a eleição para a presidência da república em 2014.

Haveria como provar esse objetivo, digamos, não tão nobre? Sim, mais cedo do que se poderia imaginar e justamente por causa do fator tempo. Hoje, dia 05 de outubro, encerra-se o prazo de filiação para os candidatos que desejam disputar as eleições de 2014. 

E agora, neste momento em que escrevo, o nome mais importante da Rede Sustentabilidade, o partido que não é partido, aquele que vem para combater os vícios de todos os partidos políticos existentes, como a corrupção, o uso de grandes volumes de dinheiro, os arranjos e composições com outros políticos sejam eles quem forem, está em conversas com alguns… partidos políticos. Objetivo; disputar a presidência da república.

Seja qual for o partido escolhido, fica bem claro que a Rede Sustentabilidade era uma farsa. 

E ainda houve quem acreditasse. 

Marina, finalmente, começa a se mostrar

Fundador da Rede detona as falhas de Marina

Segundo o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), a ex-senadora "comete erros de avaliação estratégica", cultiva um processo decisório "caótico", "reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes" e "não estabelece alianças estratégicas com seus pares"; parlamentar afirma ainda que reprovação no Tribunal Superior Eleitoral era previsível; "demos mole", diz ele; erros apontados por um colaborador próximo indicam que Marina na presidência da República talvez fosse um grande risco

Brasil 247

Depois da derrota avassaladora no Tribunal Superior Eleitoral, por seis votos a um, começam a emergir as divisões no grupo que pretendia fundar a Rede Sustentabilidade. Em artigo publicado em sua página no Facebook, o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos fundadores da nova legenda, apontou diversas falhas na personalidade de Marina Silva. Leia abaixo:

O Brasil da secular burocracia pombalina, do corporativismo estreito e da hipocrisia politico cartorial falou pela voz da maioria esmagadora do tribunal.  A voz solitária de Gilmar Mendes botou o dedo na ferida na forma do juz esperneandi. O direito de, literalmente, espernear.

Para mim não foi surpresa alguma, nunca foi uma questão de fé –Deus não joga nesta liga–  mas de lucidez e conhecimento baseado na experiência pregressa. Eu tinha certeza absoluta que se não tivéssemos uma a uma as assinaturas certificadas, carimbadas, validadas pela repartição cartórios de zonas eleitorais íamos levar bomba.

A ministra relatora fez uma defesa quase sindicalistas de seus cartórios de sua “lisura”. Gilmar Mendes mostrou claramente o anacronismo deles na era digital. Prevaleceu a suposta  “dura lex sed lex” mas que pode também ser traduzido, no caso, pelo mote: “aos amigos, tudo, aos inimigos, a Lei”.  E o PT já tinha avisado que “abateria o avião de Marina na pista de decolagem”.

Mas não ter entendido que o jogo seria assim e ter se precavido a tempo e horas foi uma das muitas auto complacências resultantes de uma mística de auto ilusão.

Para ser direto em bom carioquês: “demos mole”.

Marina é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa da qual compartilhamos e certamente a pessoa no país que melhor projeta o discurso da sustentabilidade, da ética e da justiça socioambiental. Possui, no entanto, limitações, como todos nós. As vezes falha com operadora política comete equívocos de avaliação estratégica e tática, cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares.  Tem certas características dos  lideres populistas embora deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d’alma que em geral eles não têm.

Não tenho mais idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais e discordei bastante de diversos movimentos que foram operados desde 2010. A saída do PV foi precipitada por uma tragédia de erros de parte a parte. Agora, ironicamente, ficamos a mercê de algum outro partido, possivelmente ainda pior do que o PV.

Quanto à Rede, precisa ser vista de forma lúcida. Sua extrema diversidade ideológica faz dela um difícil partido para um dia governar. Funcionaria melhor como rede propriamente dita –o Brasil precisa de uma rede para a sustentabilidade, de fato–  mas, nesse particular,  querer se partido atrapal

ha.

Ficarei com Marina como candidata presidencial porque ela é a nossa voz para milhões de brasileiros mas não esperem de mim a renúncia à lucidez  e uma adesão mística incondicional, acrítica. 

Minha tendência ao  “sincericidio”  é compulsiva e patológica. Nesse sentido não sou um “bom politico”. Desculpem o mau jeito. Hoje tenho oito horas para enfrentar um leque de decisões, todas ruins em relação ao que fazer com uma trajetória limpa de 43 anos de vida política.  Mas vou fazê-lo sem angústia de coração leve e mente aberta. 

Qual é o partido de Marina?

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Cite, o arguto leitor e a arguta leitora, quais eram as ideias do ex-futuro partido de Marina Silva, assim, de cabeça.

Tempo! Ficou difìcil, caríssimos?

Pois é, por isso é uma farsa.

Marina não é uma afirmação, não é um projeto político.

Nem mesmo um projeto político montado em torno de uma pessoa, como se poderia, até incorretamente, dizer que foi o PT em torno de Lula ou o PDT com Brizola.

Marina é uma negação: a negação da política, dos partidos, um messianismo sui generis, destes em que o papel do Messias é ser um nada, um ausente, um personagem cuja finalidade é tentar ser presidente para que outros não sejam.

Apenas isso.

Marina representa apenas a parcela da população que crê que o Estado é um mal e que uma nação é apenas um amontoado de interesses paroquiais.

Montam-se partidos com facilidade, e por isso há 32 deles no Brasil.

Montam-se, inclusive, muito mais por interesses e negócios que por ideologia, viu-se com o “Solidariedade” de Paulinho e outros que tais.

Ou por arranjos locais, como o PROS dos Gomes cearenses e do Garotinho fluminense.

Por que, então Marina não conseguiu montar o dela? Ou será que o “dote” de 19,3% dos votos nas eleições de 2010 não tornava “embarcar” no marinismo atraente eleitoralmente?

Por uma razão: Marina não disputa o poder, mas a notoriedade.

Não disputa o poder pelas razões que ao início se apontou: o de não ter um projeto de país, nem mesmo um projeto para o país.

Isso quer dizer que ela não tem representação social ou que não possa ou não deva concorrer a Presidência?

Não, absolutamente.

Marina representa uma parcela da elite brasileira que não consegue pensar além de seu próprio umbigo, que se sabe uma minoria e gosta disso.

Uma versão cult da “gente diferenciada”, que tem um “projeto social” tão vago e tolo quanto aquelas moças que diziam sonhar em ser “modelo-manequim”. E que tem vergonha de ser tucana, para não parecer o que é: direita.

Não tenha dúvida, caro amigo e cara amiga. Em colégios eleitorais como aqueles da foto das bruxas de Blair, dava Marina fácil.

Ela era, ali, uma espécie de bibelô bem arranjado, uma “bonne sauvage” educada, com seus lenços “style” à guisa de penachos. Um exotismo divertido.

Voto popular, mesmo, só entre os evangélicos.

Mas Marina era – e ainda pode ser – útil como candidata.

Desvia parcela da classe média que, com nariz torcido e resmungos, acabaria ficando com o povão e a política real e, com isso, facilita o único que a direita pode, neste momento, almejar: ir para o segundo turno.

Essa é a encruzilhada onde ela está.

Se for candidata por outro partido, depois de negar a todos, terá de despir os véus do “diferente”, se entregando a um arranjo eleitoral que, quando no Partido Verde, não era tão perceptível, embora fosse real e sua saída do PV, passadas as eleições, só o confirmou.

Se nao for candidata, numa eleição já desde o início plebiscitária, teria de ser força de apoio – o que dificilmente sua vaidade permitiria – ou ausência.

A conversinha de discriminação à Rede não colou, porque Marina enredou-se na própria arrogância e incompetência de não conseguir, objetiva e tempestivamente um apoiamento que, convenhamos, seria irrisório para quem dizia ter a preferência de um quarto do eleitorado brasileiro.

Hoje, mais tarde, saberemos para onde vai Marina.

Ou, afinal, já sabemos: para lugar nenhum além de seu próprio egocentrismo.

Joaquim Barbosa e a ética do ódio

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Joaquim Barbosa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, tem um defeito terrível em seres humanos e imperdoável em juízes.

O ódio.

Barbosa tem outro defeito, imperdoável em seres humanos e inaceitável em juízes ou em qualquer um que ocupe função pública.

Deixar que os ódios pessoais interfiram em sua ação funcional.

Ambos, próprios da almas miúdas, são a negação do que a balança e a venda simbolizam na Justiça.

E isso se revelou de forma didática no episódio estarrecedor, narrado hoje pelo Estadão, onde Joaquim Barbosa  ”pede a cabeça” de uma servidora pelo fato de ela ser casada com um repórter do jornal que cobre o Supremo Tribunal Federal, a quem trata como um desafeto.

E o faz com a arrogância própria de quem considera seus pares no Tribunal como quase subordinados, a quem, com os devidos floreios de linguagem, devem seguir suas vontades.

Seria diferente se o caso se enquadrasse em alguma regra ou norma do STF e de todo o Judiciário que proibisse a cessão de servidores de outros órgãos recém-aprovados para aquelas repartições.

Porque a lei, sempre afirmam, é erga omnes, é para todos.

Mas não é assim.

É um ato dirigido contra uma única pessoa e sua motivação é exclusivamente o ódio que vota a seu companheiro, a quem já mandou “chafurdar no lixo”.

Como, depois de um ato assim, dizer impossível que outros fatos, como a prisão da jornalista do Estadão, semana passada, em sua palestra na universidade americana de Yale, não derivem de seus arreganhos autoritários?

Joaquim Barbosa copia o pior da mente do senhor das fazendas coloniais: a ideia do poder absoluto.

“Não vou com a cara dela” não é motivação legítima para um ato de autoridade, mesmo o de solicitar algo a outro ministro.

Até aí apenas horrível, mas é seu direito, desde que não extravase para seus atos e seja apenas mais um espasmo a lhe motivar caretas e muxôxos quando não se vê atendido.

Quando isto passa ao mundo dos fatos administrativos ou jurídicos, deixa de ser horrível para ser intolerável.

E quando isso ocorre com o presidente da mais alta corte do país, passa a colocar em risco todo o equilíbrio da Justiça.

O Dr. Joaquim Barbosa tem um tamanho pequeno demais para o cargo que ocupa.

E critérios éticos  e de decoro diferentes para si e para os outros, como se provou no episódio da constituição de uma empresa fictícia para livrar-se dos impostos da compra de um apartamento em Miami.

Um mérito, porém, não se pode lhe negar.

O de mostrar, pela negação, a grandeza que um magistrado deve ter.

E se fosse José Dirceu???

Mídia esconde devassa em Andrea, o faz tudo do PSDB 

Segundo vereador mais votado de São Paulo e do Brasil, com 117 mil votos, titular da Secom e embaixador do Brasil em Roma no governo Fernando Henrique, de quem foi tesoureiro da campanha à reeleição, secretário de Energia de Mario Covas, chefe das Subprefeituras com José Serra e secretário de Cultura de Geraldo Alckmin; largo currículo do polivalente Andrea Matarazzo não foi suficiente para que seu nome fosse destacado pela mídia tradicional na notícia da quebra, pela Justiça, de seus sigilos bancário e fiscal sob suspeita de envolvimento no escândalo de corrupção Alstom-Siemens; Veja.com, após o surgimento do fato, optou por tratar de assunto econômico (acima); seria como informar que a AP 470 tem 42 réus, sem lembrar que os famosos José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, do PT, estão entre eles; dá para entender de onde Andrea retira toda essa influência para proteger-se?; investigação formal, agora, vai ajudar a responder estas e outras interrogações

Brasil 247

Por que o vereador Andrea Matarazzo tem tanta força na mídia tradicional?

O que fez dele um homem tão forte, desde o início de sua carreira política, na mais alta cúpula tucana?

Como ele conseguiu começar por cima sua carreira na vida pública, em 1991, e cumprir uma trajetória ascendente, ininterrupta e repleta de poder, nos últimos 22 anos, em todas, sem exceção, as administrações tucanas no plano federal (Fernando Henrique), estadual (governos paulistas de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin) e municipal (gestões Serra e Gilberto Kassab)?

Por ser sobrinho-neto do histórico conde Francesco Matarazzo?

Ou por ser repositário de segredos bem guardados no ninho tucano paulista, ao menos até o estouro das denúncias do escândalo Alstom-Siemens, de desvio de verbas e corrupção no sistema de transportes públicos em São Paulo?

Estas e outras interrogações poderão ser mais precisamente respondidas a partir de agora.

Nesta segunda-feira 30, a Justiça determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Matarazzo, além de dez outros suspeitos de envolvimento no escândalo que abala o moral dos tucanos paulistas. A maioria dos nomes é de gente desconhecida do público brasileiro (lista abaixo), entre os quais executivos das duas multinacionais envolvidas no esquema. Há, além deles, o nome do ex-presidente do Metrô José Fagali Neto.

Mesmo sendo o personagem, disparado, de maior peso nesta turma da pesada, como prova da influência de Matarazzo na mídia tradicional seu nome ficou de fora dos títulos de destaque dos portais UOL, IG e G1.

Essas fontes noticiaram o fato, na tarde desta segunda 30, após a informação, levantada pelo jornalista Fausto Macedo, ter sido dada em primeira mão no Estadão.com.

Registre-se: na própria página virtual do jornalão paulista, porém, o nome de Matarazzo igualmente foi poupado do devido destaque.

Do ponto de vista jornalístico, noticiar, com a máxima discrição possível, a devassa que está para ser iniciada na vida financeira e tributária de Andrea Matarazzo não se justifica, seja qual for o ângulo pelo qual se examine a questão. Afinal, ele mesmo foi saudado, pela mesma mídia, no final do ano passado, como o segundo vereador mais votado de São Paulo e do Brasil, graças aos mais de 117 mil votos na eleição paulistana do ano passado.

Entre os tucanos, Matarazzo sempre foi o campeão. Um verdadeiro faz tudo. Além do feito político de, em sua primeira tentativa, bater todos os outros concorrentes do partido, Matarazzo é um polivalente do setor público tucano: foi secretário de Energia e presidente da estatal Cesp no governo Mario Covas, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Fernando Henrique, do qual também foi embaixador em Roma, secret&

aacute;rio municipal de Serviços, primeiro, e das Subprefeituras, em seguida, na gestão de José Serra na Prefeitura paulistana, e, ufa!, secretário estadual de Cultura na gestão de Geraldo Alckmin.

Constaria de qualquer manual de jornalismo que uma notícia do porte da quebra de sigilos de um tucano como Matarazzo, dentro do pacote do rumoroso escândalo Siemens-Alstom, deveria ser um chamariz de leitura. Mas, do ponto de vista de sintonia com os tucanos, é, de fato, melhor que ele não apareça tanto quanto deveria. Não pega bem…

Para efeito de comparação, seria como se todos esses portais da mídia tradicional noticiassem que a Ação Penal 470, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, analisa o envolvimento em corrupção de 42 réus. E não, como aconteceu, dos ex-presidente do PT José Dirceu e José Genoíno, e do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Qual é a notícia mais forte: 42 réus são julgados na AP 470 ou Dirceu, Genoíno, Delúbio e outros 39 são réus no Supremo?

A resposta é óbvia.

Há, ainda, uma agravante. Assim como Delúbio foi tesoureiro do PT, Matarazzo foi apresentado, na campanha de reeleição de Fernando Henrique, em 1998, também como tesoureiro da campanha tucana. Ele nunca teve receio de arrecadar dinheiro para seu partido.

A quebra de seu sigilo bancário fornecerá informações importantes sobre sua eventual participação no escândalo Alstom-Siemens. Mas não apenas. Poderá esclarecer muito sobre o modus operandi do partido no poder.

Além de todos os cargos, Matarazzo desfruta da intimidade dos mais emplumados tucanos. Com Mario Covas, de quem era difícil divergir, o atual vereador foi um secretário de Energia e presidente da Cesp que privatizou a companhia por um modelo muito criticado na ocasião, inclusive com críticas do próprio governador. Considerada a estatal mais bem estrutura do Estado, a Cesp foi fatiada em 11 partes, sendo arrematada pelo mercado a preços que poderiam ser bem maiores do que os valores apurados no encerramento das operações que liquidaram a estatal, segundo especialistas do setor.

Diante do anti-tabagista militante José Serra, Matarazzo deu impressionantes mostras de segurança ao, em diferentes ocasiões, baforar a fumaça de seus cigarros sobre o rosto do ex-ministro da Saúde. Quem poderia fazer isso sem medo de uma reprimenda humilhante?

O pai de Andrea, Giannandrea Matarazzo, morto em 2011, foi presidente do Conselho Administrativo do colégio Dante Aliguieri, talvez o mais tradicional de São Paulo, e da sua associação de ex-alunos. Durante sua gestão neste último cargo, surgiram denúncias de desvios de verbas. O caso foi noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo num dia e, em seguida, nunca mais apareceu em sua páginas. Nova prova de forte influência do tucano que poderá ser melhor compreendida a partir de agora.

A seguir, lista dos 11 nomes cujos sigilos bancário e fiscal foram quebrados pela Justiça nesta segunda 30:

Andrea Matarazzo, Eduardo José Bernini, Henrique Fingerman, Jean Marie Marcel Jackie Lannelongue, Jean Pierre Charles Antoine Coulardon, Jonio Kahan Foigel, José Geraldo Villas Boas, Romeu Pinto Júnior, Sabino Indelicato, Thierry Charles Lopez de Arias e Jorge Fagali Neto, (ex-presidente do Metrô).

Manchete de "O Globo" admite que o jornal mentiu sobre a Petrobras

Por Helena Sthephanowitz, no Rede Brasil Atual

Hoje (30), o jornal O Globo estampou em sua manchete principal "Petrobras ampliará capacidade em 50%". A matéria trata como novidade que nove navios-plataforma e sondas de apoio estão sendo instaladas este ano pela estatal brasileira, e que tais instalações incrementam a capacidade de produção em mais um milhão de barris de petróleo por dia.

O desavisado leitor de manchetes – e até mesmo o assinante do jornal – deve ficar atônito com esta notícia, depois de ter lido no mesmo jornal, durante meses, que a Petrobras estaria à beira do precipício, inclusive fazendo coro com a irresponsabilidade de alguns líderes da oposição. O senador tucano Aécio Neves, por exemplo, publicou artigos afirmando que a empresa estava praticamente "quebrada".

Imaginemos o leitor de O Globo concluindo que nove gigantescas plataformas de petróleo teriam sido compradas da noite para o dia, como se a presidente da empresa Graça Foster tivesse ouvido as críticas publicadas no jornal e resolvido agora pegar um carrinho de supermercado e apanhar navios-plataforma na prateleira, como se fossem sacos de arroz.

A verdade é que equipamentos deste porte para a indústria de petróleo precisam ser encomendados com alguns anos de antecedência, e obedecem a criterioso planejamento. Estas plataformas foram licitadas e encomendadas já há algum tempo, fazem parte não só do plano de investimentos da empresa, como do Plano de Aceleração do Crescimento, do governo federal, e da política de desenvolvimento da indústria naval brasileira. Por ser empresa pública e de capital aberto, a Petrobras divulga abertamente todos os fatos relevantes.

Mas o leitor do jornal dos Marinho não ficou sabendo de nada disso. Para tentar reduzir danos à imagem de seu jornalismo, a manchete foi alterada no portal online: "Petrobras eleva produção para neutralizar efeitos da interferência política". O jornalão se refere ao preço controlado da gasolina e do diesel.

Mas a matéria de novo mostra falta de compromisso com a verdade. Isto porque a decisão de elevar a produção nos volumes que estamos vendo se deu há muito tempo, nada tendo a ver com a situação conjuntural da subida da cotação do dólar neste ano, coisa que afeta o preço dos combustíveis refinados no exterior.

A "interferência política" a que o jornal se refere, é a decisão de aumentar a produção da estatal, o que se deu após a descoberta do pré-sal, ainda no governo Lula, com a determinação de manter a Petrobras no controle hegemônico da produção deste petróleo, inclusive com a capitalização da estatal com 5 bilhões de barris do pré-sal no campo de Tupi. Óbvio que para explorar esse campo foi necessário fazer as encomendas de plataformas que estão sendo entregues atualmente.

No primeiro semestre deste ano, analistas da Merrill Lynch enviaram relatório a seus clientes enumerando cinco boas razões para a compra de ações da Petrobras, entre elas a previsão de que seria uma das líderes globais em crescimento da produção de petróleo na comparação com outras companhias do setor. Naquela mesma época, o leitor de O Globo recebia informações contrárias à esta realidade.

Assim, o jornalão acrescenta mais uma pérola do o jargão jornalístico chama de barrigadas – matérias que se mostram desprovidas de sua matéria-prima principal:  a verdade. Somente em 2013, o jornal já publicou o falso alarme de um racionamento elétrico no início deste ano. Depois, o falso alarme sobre a inflação, com o tomate no papel de grande vilão. Agora, fica comprovado que voltou a faltar com a verdade, ao publicar sistematicamente reportagens, análises e artigos negativos sobre a realidade da Petrobras.

Será que aprende? 

E aí, Aécio Neves, vamos conversar?

Por Renato Rovai, no Blog do Rovai

Caro senador Aécio Neves, imagino que o senhor não conheça este escriba e talvez nem a Revista Fórum, apesar de a revista já circular há 12 anos e de eu ter lhe encontrado recentemente no Aeroporto de Congonhas. Sentamos frente a frente no saguão e vossa excelência me olhou umas quatro ou cinco vezes de soslaio. Eu fiz de conta que não percebia e me mantive concentrado no tablet. Depois pegamos o mesmo ônibus que nos levou ao avião. Íamos para o Rio de Janeiro. Aliás, parece que vossa excelência gosta muito da capital carioca. Eu também sou fã. E se tivesse as mesmas condições econômicas que o senhor não resistiria a viver boa parte do meu tempo por lá. Mas o que me motiva a escrever este post não é o Rio. E outra coisa.

Assisti a uma recente inserção de TV do seu partido e vi que vossa excelência está aberta ao diálogo. Diz algo assim: “Sou Aécio Neves, vamos conversar”. Achei ótima a iniciativa. E por este simples blogue, lhe digo: “Sou o Renato Rovai e aceito o convite”. Quero conversar com vossa excelência.

E aproveito para lhe dizer que irei lhe enviar oficialmente essa solicitação de conversa. Acho que vou falar em entrevista, porque talvez a sua assessoria não entenda o espírito da coisa. Mas que fique claro, será um bate-papo. Aliás, um papo reto (o senhor tem usado este termo) transmitido pela web. No qual farei algumas perguntas sobre temas que me parecem muito importantes. Na sequência, seguem alguns temas das perguntas. Ah, claro, vou abrir para os internautas poderem falar com o senhor. É assim que funciona na lógica do papo reto. As pessoas não ficam com esse lenga-lenga do script televisivo, onde tudo é meio que combinado antes. Por isso não posso lhe garantir que tratarei apenas dos temas abaixo. Mas, confio no seu espírito democrático. E na sua boa intenção e sinceridade ao nos convidar para conversar. E fazer um papo reto.

Pautas para a conversa.

– As privatizações no governo Fernando Henrique e o custo delas para o Brasil

– O mensalão mineiro

– Supostos desvios de recursos da saúde no governo de Minas Gerais

– A investigação do cartel do metrô no governo de SP

– Os motivos que levaram o PSDB a ser contra o Bolsa Família no início do governo Lula

– Por que o PSDB é contra o Mais Médicos

– O silêncio da mídia mineira em relação ao governo de Minas, denunciado como censura econômica por vários jornalistas e movimentos sociais.

– Os motivos que lhe levaram a rejeitar a usar o bafômetro numa blitz no Rio de Janeiro.

– O que o senhor achou daquele texto em espaço editorial, assinado por Mauro Chaves, no jornal O Estado de S. Paulo, cujo título era “Pó parar, governador”.

– Qual a sua real opinião sobre o ex-governador José Serra. É verdade que o senhor e ele têm dossiês impressionantes um contra o outro?

Listei apenas 10 pontos iniciais. Mas como na internet não há limite de tempo, podemos ficar horas conversando. Papo reto, senador. Sem papas na língua. Que tal?

Então, só pra finalizar, vou imitá-lo.

E aí, senador Aécio Neves, vamos conversar? 

IBOPE: Marina desaba e Dilma abre 22 pontos

No cenário que tem Aécio Neves como candidato do PSDB, Dilma cresceu de 30% para 38% nos dois últimos meses; ao mesmo tempo, Marina caiu de 22% para 16%. Aécio oscilou de 13% para 11%, enquanto Eduardo Campos (PSB) foi de 5% para 4%; no cenário com Serra (12%), mudanças são pequenas; Dilma tem mais intenções de voto do que soma de adversários, o que pode lhe dar vitória em primeiro turno

Brasil 247

Pesquisa Ibope/Estadão divulgada na noite desta quinta-feira (26) mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) abriu 22 pontos sobre a segunda colocada, Marina Silva (sem partido), na corrida presidencial. Em julho, a diferença entre elas era de apenas oito pontos, após queda vertiginosa da petista, em decorrência dos protestos que aconteceram em todo o país no mês anterior.A partir de então, a presidente cresceu em ambos os cenários de primeiro turno estimulados pelo Ibope, enquanto Marina perdeu seis pontos, se distanciando de Dilma e ficando mais ameaçada pelos outros candidatos.

No cenário que tem Aécio Neves (o mais provável) como candidato do PSDB, Dilma cresceu de 30% para 38% nos dois últimos meses. Ao mesmo tempo, Marina caiu de 22% para 16%. O tucano oscilou de 13% para 11%, enquanto Eduardo Campos (PSB) foi de 5% para 4%. A taxa de eleitores sem candidato continua alta: 31% (dos quais, 15% dizem que votarão em branco ou anularão, e 16% não sabem responder).

O cenário com José Serra como candidato do PSDB não tem diferenças relevantes: Dilma tem 37%, contra 16% de Marina, 12% de Serra e 4% de Campos. Nessa hipótese, 30% não têm candidato: 14% de branco e nulo, e 16% de não sabe. Não há cenário idêntico a esse em pesquisa anterior do Ibope para comparar.

VITÓRIA EM PRIMEIRO TURNO

Nos dois cenários, Dilma tem intenção de voto superior à soma de seus três adversários: 37% contra 32% (cenário Serra) e 38% contra 31% (cenário Aécio). Isso indica chance de vitória no primeiro turno. No entanto, destaca o Estadão, "convém lembrar que praticamente 1 em cada 3 eleitores não tem candidato e ainda falta um ano para a eleição".

SEGUNDO TURNO

Dilma se distanciou de Marina também na disputa pelo segundo turno. A petista venceria a rival por 43% a 26%, se a eleição fosse hoje. Em julho, logo depois dos protestos em massa que tomaram as ruas das metrópoles, Dilma e Marina estavam tecnicamente empatadas: 35% a 34%, respectivamente.

Segundo as simulações do Ibope, tanto faz se o candidato do PSDB for Aécio ou Serra. Se a eleição fosse hoje, a presidente venceria ambos por 45% a 21% num segundo turno. Contra Eduardo Campos, a vitória seria mais fácil: 46% a 14%.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 12 e 16 de setembro, em todas as regiões do Brasil. Foram entrevistados 2002 eleitores, face a face. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.

Isso sim é escândalo: vídeos mostram a farsa do mensalão

O Roda Viva da TV Cultura de São Paulo era um dos melhores programas de entrevista da televisão brasileira, talvez o melhor.

Nos últimos anos, porém, desde que o PSDB assumiu em definitivo o governo daquele estado, a sua deterioração foi nítida, particularmente durante o período de José Serra. Passou a ser um programa com claro direcionamento da sua programação em benefício do PSDB.

A composição da banca de entrevistadores passou a ser, de forma despudorada, de jornalistas e órgãos da imprensa alinhados ao partido. Ficaram também conhecidas as demissões de apresentadores que ousaram fazer perguntas “difíceis” para os membros daquele partido.

Uma das mais recentes ocorreu com o jornalista Heródoto Barbeiro (hoje na Record), quando este perguntou e insistiu na pergunta a José Serra (na campanha para a presidente de 2010) sobre os pedágios em São Paulo. Na mesma semana, repito, na mesma semana, foi demitido.

O vídeo a seguir tem somente 14 minutos e é um trecho do programa Roda Viva que foi ao ar no dia 26/08/2013, cujo entrevistado foi Miguel Reale Júnior, jurista, professor e Ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso. O programa teve como um dos entrevistadores o jornalista Raimundo Pereira. Observe como ele desafia Miguel Reale Júnior sobre a farsa do mensalão. Assim vem fazendo, desafiando a tudo e a todos. Ninguém consegue responder a ele.

[[youtube?id=QZVnLfgm3LQ]]

Todo o programa tem a duração de 1.31:01. Se você quiser ver clique no link http://www.youtube.com/watch?v=TUIRkpz1TIE. Observe no início como Augusto Nunes (revista Veja, que não faz outra coisa além de xingar o PT e qualquer um que pelo menos simpatize com o partido) anuncia a composição da banca. Todos os quatro primeiros são de órgãos que só fazem denegrir o PT e só um para contrabalançar, o jornalista Raimundo Pereira. No entanto, sozinho, Pereira trucidou todo mundo.

Agora veja essa reportagem.

Vídeo produzido pela revista Retrato do Brasil, do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, desmonta acusações feitas pelo relator Joaquim Barbosa a determinados dos réus da Ação Penal 470; segundo ele, algumas condenações, como a de João Paulo Cunha, teriam sido armadas pelo atual presidente do Supremo Tribunal Federal com "mentiras escandalosas"; vídeo é apresentado pelo escritor e jornalista Fernando Morais; assista

Brasil 247

Um vídeo didático, de 27 minutos e 26 segundos, acaba de ser postado no YouTube e traz revelações surpreendentes sobre a Ação Penal 470, que tratou do chamado "mensalão". Produzido pelos jornalistas Raimundo Rodrigues Pereira e Lia Imanishi, editores da revista Retrato do Brasil, e apresentado pelo escritor Fernando Morais, o vídeo acusa o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de ter armado as condenações de alguns réus com "mentiras escandalosas".

Uma delas, por exemplo, seria a que ancorou a condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP). Numa das sessões do julgamento, Barbosa afirmou que a contratação da agência de publicidade DNA pela Câmara dos Deputados, à época presidida por João Paulo Cunha, teria sido reprovada por várias instâncias de controle. Raimundo Pereira e Lia Imanishi demonstram o contrário.

Em outro capítulo do vídeo, os jornalistas desmontam a tese do "desvio de recursos públicos" por meio da Visanet. Raimundo demonstra que os gastos autorizados pelo Banco do Brasil foram efetivamente pagos e que um dos maiores beneficiários da campanha foi justamente a Globo, que moveu dura campanha contra os réus no que chamou de "julgamento do século".

O vídeo foi publicado no YouTube com o título "Mensalão, AP 470, julgamento medieval". Curiosamente no mesmo dia em que o jurista Claudio Lembo, um dos mais notórios conservadores do País, também definiu o processo como um "juízo medieval".

Assista abaixo e forme seu próprio julgamento:

[[youtube?id=tq15GeVliVI]]