Aprovação de Dilma sobe para 58%

Pesquisa CNT/MDA traz pacote de boas notícias para presidente Dilma Rousseff; com melhora na aprovação do desempenho no cargo, ela também cresce na intenção de voto, de 33% no levantamento anterior para 36,4% agora; Marina Silva, com 22,4% (tinha 20,7%), Aécio Neves, que manteve índice de 15,2%, e Eduardo Campos, com 5,2%, vêm a seguir; contratação de médicos estrangeiros é aprovada por grande maioria: aceitação em junho que era de 49,7% subiu agora para 73%; taxa de "ótimo e bom" da administração Dilma salta de 31,3% no levantamento anterior para 38,1%; para 42,6% dos entrevistados, País melhorou depois das manifestações de junho; 54% acham que não

Brasil 247

O governo da presidente Dilma Rousseff está mesmo consolidando sua recuperação nas pesquisas de opinião. Levantamento feito pelo Instituto MDA por encomenda da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que acaba de ser divulgado, mostra que o índice dos que aprovam o desempenho pessoal da presidente no cargo subiu de 49,3% para 58%.

Caiu a taxa dos que consideram a administração ruim, de 29,5% para 21,9% agora. O parâmetro de "ótimo/bom" para julgar o governo subiu de 31,3% para 38,1%.

Para 42,6% do universo da pesquisa, que é de âmbito nacional, o pais melhorou depois das manifestações populares de junho. Para 54%, porém, não houve mudanças significativas.16%

Feito por meio de duas mil entrevistas, o levantamento também pesquisou as intenções de voto. O quadro apurado de respostas espontâneas é o seguinte:

Dilma – 16%

Lula – 9,7%

Marina – 5,8%

Aécio – 4,7%

Eduardo Campos – 1,65%

José Serra – 1%

Na estimulada ficou assim:

Dilma – de 33% na pesquisa anterior para 36,4% agora

Marina – de 20,7% para 22,4%

Aécio – 15,2% antes e agora

Eduardo Campos – de 7,4% para 5,2%

Pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (10) mostra que 73,9% dos entrevistados apoiam a vinda de médicos estrangeiros para atuar no país. A medida faz parte do programa Mais Médicos  lançado pelo governo federal em julho e que pretende atrair médicos para atuar nas periferias e no interior do Brasil.

A pesquisa, divulgada nesta terça, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. As entrevistas foram realizadas em 135 municípios de 21 unidades da federação nas cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a pesquisa:

Aprovação do governo aumenta 6,8 pontos percentuais, mostra CNT

Carolina Sarres

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 38,1% da população, segundo pesquisa divulgada hoje (10) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Na última pesquisa da CNT, em julho, o governo teve avaliação positiva de 31,3% da população, o que mostra um aumento de 6,8 pontos percentuais – ainda que inferior aos 54,2% de aprovação divulgados em junho. A avaliação negativa do governo chega a 21,9% dos entrevistados.

De acordo com a mesma pesquisa, Dilma venceria tanto o primeiro turno quanto um possível segundo turno [linkar com a outra matéria] – com 36,4% e 40,7% das intenções de voto, respectivamente.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 58% dos entrevistados. O dado mostra aumento da aprovação de Dilma, que tinha avaliação pessoal em 49,3% na última pesquisa.

No total, 40,5% das pessoas desaprovam a gestão de Dilma. Em julho, o percentual era 47,3%; em junho, 20,4%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 estados, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.

O Brasil tem Presidente

A dependência e alinhamento direto do Brasil aos Estados Unidos é fato antigo e vergonhoso.

Quando escrevi Fernando Henrique Cardoso e o PSDB, completamente perdidos (que loucura) falei sobre isso e me reportei à célebre frase de Juraci Magalhães (cearense que fez carreira política na Bahia, tendo sido inclusive governador do estado) – “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

Em vários momentos, a subserviência chegou ao ridículo. Poucos conhecem histórias como a de ministros que eram obrigados a tirar o sapato para inspeção ao passarem pela segurança de aeroportos durante visitas oficiais aos EUA, como fez Celso Lafer, ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso.

As fotos aí em cima mostram mais desses momentos, a mais recente delas tendo ocorrido com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, num comportamento típico de adolescente, por estar “diante” de Bill Clinton, o Presidente dos Estados Unidos.

Momentos como esses, sem dúvida, sempre entristeceram os brasileiros; ver os seus governantes assumirem postura de subserviência diante dos governos dos Estados Unidos e de outros países, principalmente quando se tratava do Presidente do Brasil.

Quem não lembra da vergonha que foi ver Fernando Henrique Cardoso tomar um pito de Bill Clinton em um evento internacional? Nenhuma reação. O Brasil humilhado e FHC calado. Veja o vídeo.

[[youtube?id=MeAOen8vyiQ]]

São momentos que fazem parte do passado

Outra história que poucos conhecem.

Os presidentes dos outros países já estavam reunidos em uma sala de audiência em Evian, na França, quando George Bush, Presidente dos Estados Unidos, chegou. Todo mundo levantou. Lula falou para Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores; não levanta. Por que ninguém levantou quando eu cheguei e vou levantar para ele?

Estupidez, dirão alguns, soberba, dirão outros. Não. O Brasil começava a mostrar que perdera o complexo de vira lata, como ficou conhecido o complexo de inferioridade que costumamos assumir diante dos outros países. Quantas vezes você já viu o Brasil ter postura altiva diante dos Estados Unidos?

A Presidenta Dilma Rousseff ratifica a nova postura do Brasil. Diante da espionagem promovida pelos Estados Unidos, o que fez a presidenta? 

“Dilma Rousseff cancelou o envio de uma equipe que iria para os Estados Unidos a fim de preparar seu encontro com Barack Obama, marcado para outubro. A atitude é um sinal de que a própria viagem pode ser cancelada, apesar de, formalmente, o Itamaraty afirmar que nada foi alterado na agenda. A presidente se diz extremamente "irritada" com as investigações e exige um pedido de desculpas do governo norte-americano”.

Veja a matéria completa da Tribuna Hoje, Obama vai a Dilma para explicar espionagem.

Por razões diferentes, a mídia esconde os episódios que envolveram Fernando Henrique Cardoso e os que envolvem Lula/Dilma. No primeiro caso para esconder a vergonha que FHC fez o Brasil passar, no segundo para esconder que há 10 anos o Brasil tem Presidente. 

Bahia, honra e glória do futebol brasileiro

Sete de setembro de 1822 é a data oficial da Independência do Brasil. A História, porém, registra que ela só ocorreu de fato em 02 de Julho de 1823, quando os portugueses foram finalmente expulsos do Brasil na Bahia.

Desde junho deste ano, essa data, 02 de julho de 1823, foi reconhecida como data histórica nacional e não mais só como da Independência da Bahia.

O Brasil nasceu na Bahia.

A Independência do Brasil foi na Bahia.

Bahia, honra e glória do futebol brasileiro

Primeiro Campeão Brasileiro

Primeiro time do Brasil a disputar a Taça Libertadores da América

Único Bicampeão Brasileiro do Norte/Nordeste

E agora, primeiro time do Brasil em que os torcedores elegem o presidente do clube

07 de Setembro de 2013

Torcedor tricolor, guarde essa data. É o Dia da Independência do Bahia. É o dia em que, pela primeira vez no Brasil, o presidente de um clube de futebol é eleito pela sua torcida. Absolutamente inédito.

Quiseram os Deuses que mais uma vez a Bahia, berço do Brasil, fosse o berço de um novo momento, desta vez, o novo momento do futebol brasileiro, algo que certamente irá se espalhar pelo Brasil.

Identificação perfeita, única; a Bahia e o Bahia. Misturam-se, completam-se. Ambos abençoados pelos Deuses.

Foi uma luta dura, difícil, travada ao longo de cerca de 20 anos. Uma torcida fiel, apaixonada por um clube que tem como lema “nasceu para vencer”.

Só para citar alguns dos títulos mais importantes:

02 títulos de Campeão Brasileiro

44 títulos de Campeão Baiano

04 títulos de Campeão da Copa Norte-Nordeste

02 títulos da Copa do Nordeste

E mais cerca de 30 outros títulos

Apesar disso, graças aos desmandos dos últimos 20 anos, o time que nasceu para vencer estava desaprendendo a vencer. Mas, até isso vencemos.

Chegamos ao momento máximo, à reta final. Sob todas as ameaças, inclusive de liminares, como já acontecera outras vezes, elegemos o nosso presidente, vice-presidente e Conselho Deliberativo

Um breve resumo da noite anterior ao dia da eleição:

Cientes de que qualquer coisa poderia acontecer nas últimas horas que antecedem as eleições tricolores, cerca de 25 torcedores fizeram uma vigília no fórum Ruy Barbosa, em Nazaré. Com intenção de agir imediatamente caso alguma ação anti-eleições fosse impetrada, o grupo varou a madrugada na frente do portão que dá acesso ao plantão judiciário.

Com smartphones e seus respectivos carregadores prontos para qualquer necessidade, os tricolores permaneceram firmes e atentos a qualquer movimento que mirasse o pleito que ocorrerá logo mais, às 9 horas, na Fonte Nova. Grande parte da torcida acompanhou pelo Twitter e chegou a enviar alimentos como sanduíches e pizzas para os que estavam trabalhando pela democracia.  

4.932 torcedores tiveram os seus votos validados 

 Presidente eleito: Fernando Schmidt

Vice-presidente: Valton Pessoa

Parabéns Bahia. Mais uma vez, você faz história.

Obs. A imagem acima é do cartão de identificação do torcedor associado para votar. 

Pesquisa Vox Populi: Dilma ganha no 1º turno

Vox Populi: com 38%, Dilma venceria em 1º turno

Revista Carta Capital divulga pesquisa do Instituto Vox Populi que mostra a presidente Dilma Rousseff com 38% de intenções de voto, contra 36% para a soma de seus principais adversários: Marina Silva (19%), Aécio Neves (13%) e Eduardo Campos (4%); Dilma ganhou três pontos percentuais sobre o último levantamento, enquanto os três concorrentes perderam, juntos, nove pontos; maior perda ocorreu no campo de Marina; Aécio é o que mais sobe; Dilma ganha fôlego e terreno

Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff está ganhando terreno sobre os adversários e já volta à situação de quem venceria a eleição de 2014 em primeiro turno – posição que ostentava antes dos protestos populares de junho.

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta sexta-feira 6 pela revista Carta Capital aponta a presidente com 38% de intenções de voto para o primeiro turno das eleições, dois pontos percentuais a mais que a soma de seus adversários mais conhecidos.

Marina Silva marcou 19%, Aécio Neves obteve 13% e Eduardo Campos, 4%. Eles chegaram a 36%. A principal novidade da mostra, porém, é a distância registrada entre Dilma Rousseff e Marina Silva, que vinha se aproximando da presidente. Agora, essa vantagem quase dobrou – passou de 9 para 19 pontos.

"O mesmo ocorre quando se substitui Aécio por José Serra na cabeça de chapa do PSDB ou quando o paulista é incluído como opção do PPS. Serra levaria os tucanos a 18% das intenções de voto, porcentual idêntico ao de Marina, e Dilma permaneceria com 37%. Ou seja, não haveria mudança expressiva", avalia Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi.

Reportagem recente publicada pelo 247 mostra que a estratégia política da presidente tem motivado a sua recuperação nas pesquisas depois das manifestações. Além disso, ela viu a oposição errar em alguns fatos recentes, como com as críticas ao programa Mais Médicos, que não ganharam o aval da população. Leia mais em Melhor nas pesquisas, Dilma vê oposição errar. 

Onde Joaquim Barbosa fracassou

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Paulo Nogueira, em seu Diário do Centro do Mundo, traça um diagnóstico demolidor sobre o porquê de, com todo esforço da mídia a promovê-lo, o Ministro Joaquim Barbosa não se tornou um “herói do povo”. Ao que ele descreve, apenas uma coisa tenho a acrescentar: o menino pobre perdeu – se é que o teve tão forte – o amor pelas suas origens e atribuiu exclusivamente a si o sucesso que obteve.

Nenhum de nós tem esse poder. Somos todos frutos de circunstâncias, de oportunidades e, quando as minimizamos e passamos ver apenas em nossas pretensas virtudes a razão de nossa eventual ascensão, tornamo-nos mesquinhos e doentiamente vaidosos.

Joaquim Barbosa, por quem todos um dia nutrimos a simpatia natural em ver um de nossos irmãos negros ascender à mais alta Corte do país, embebeu-se do mesmo espírito excludente que impediu negros, pobres e nordestinos, tantas vezes, de terem a mesma oportunidade: o considerar-se superior aos demais, raiz e fonte do elitismo.

A generosidade é própria dos homens grandes, dos quais um dos maiores, gigante mesmo, agora está lutando contra a morte: Nelson Mandela. Um quarto de século enjaulado, uma sociedade racista pior, muito pior do que o racismo sobrevive hoje aqui, a morte brutal de amigos e companheiros, nada disso o tornou um homem transtornado pelo ódio.

Apenas humanidade, a força que o manteve vivo e ainda o mantém e, quando for a hora, ainda assim o manterá na memória histórica.

É por isso, essencialmente por isso, que Joaquim Barbosa derrotou a si mesmo.

Onde Joaquim Barbosa fracassou

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

E eis que o caso do Mensalão chega a seu clímax. De todos os personagens da trama, o mais extraordinário é, por razões óbvias, Joaquim Barbosa. 

Com seu jeito bruto e tosco, com suas palavras duras e inclementes contra os réus, ele rapidamente se converteu num heroi do 1% — o diminuto grupo de privilegiados que tem sua voz nas grandes empresas de mídia. 

O maior esforço das empresas de mídia, em relação a JB, foi tentar convencer as pessoas de que elas genuinamente admiravam o “menino pobre que mudou o Brasil”. Ou, numa expressão, o “homem justo”. 

Não foram bem sucedidas nisso: a sensação que ficou, com o correr dos dias, é que aquela admiração é fingida. Joaquim Barbosa foi e é conveniente para o 1%, mas as informações que foram surgindo sobre ele tornam difícil qualquer tipo de admiração que não seja simulada. 

Fora da fantasia do “homem justo”, não é fácil admirá-lo na vida real. JB não tem notório saber, não se expressa com charme e clareza, não escreveu livros ou artigos dignos de nota. 

Também não é fácil admirar um alpinista profissional que é capaz de abordar – aborrecer, na verdade — alguém num aeroporto para tentar cavar uma promoção. 

E nem parece digno de aplausos quem, numa entrevista, cita um episódio ocorrido há quase quarenta anos – a reprovação no Itamaraty — com a raiva desagradável que temos de alguma coisa ocorrida há dias. 

O 1% triunfou no uso de Joaquim Barbosa para que defendesse seus interesses no julgamento do mensalão. Ele se revelou excepcio

nalmente suscetível à adulação da mídia. Ninguém parece ter acreditado tanto na admiração da mídia por JB quanto o próprio JB. 

O fracasso do 1% foi na tentativa de fazer de JB um “heroi do povo”, alguém capaz de conquistar a presidência da república nas urnas e zelar pela manutenção de seus privilégios com o uniforme de “menino pobre”. 

Este fracasso se deu, em grande parte, por força da internet. Nos sites independentes, as informações sobre o real Joaquim Barbosa permitiram compor um perfil bem diferente daquele difundido pelas companhias jornalísticas. 

A relação promíscua com a mídia (notadamente com a Globo, que deu emprego a seu filho não por filantropia, naturalmente), o apartamento comprado em Miami com o uso de uma pequena trapaça para evitar impostos – coisas assim acabaram desconstruindo o perfil montado por jornais e revistas, ao se tornarem públicas pela internet. 

Nas pesquisas presidenciais, seu nome aparece com números acachapantemente baixos e decepcionantes para quem tem sido tão promovido. 

Se Joaquim Barbosa estivesse nos corações e nas mentes dos chamados 99%, ele estaria brilhando nas pesquisas. Seria um contendor poderoso para 2014, na pele do “homem que acabou com a corrupção”. 

Mas não.

Por mais que a mídia tenha se esforçado para fazer de JB um “heroi do povo”, ele já é amplamente reconhecido como um representante daquele grupo predador que fez do Brasil um recordista mundial em desigualdade – o 1%. 

Clube Militar chama Globo de mentirosa e covarde

No texto Acuada, Globo pede desculpas pelo passado. E o presente? chamei a atenção para algumas coisas. Vejamos. 

“Apesar de outros também o terem feito, os três maiores órgãos de comunicação do Brasil, Globo, Folha e Estadão, todos apoiaram a ditadura militar. Nenhum, porém, assumia e a Globo não fez por menos. Mostrando o seu caráter (na verdade, a ausência dele), jogou todos na mesma fogueira. Daqui para a frente não há mais como a Folha e o Estadão negarem a participação e inteiro apoio ao regime militar”.

“A maior prova do cinismo do editorial é que ela continua promovendo grande prejuízo ao país, só que, dessa vez, não pelo apoio aos militares (que devem estar muito satisfeitos com ela nesse momento),”…

Quando será que determinados segmentos da sociedade brasileira perceberão quem é a Globo?

Quem conhece minimamente a história da Globo sabe o que ela representa. O seu editorial chocou a todos, mas por outras razões. Quem poderia imaginar que, mesmo diante do seu desespero atual, a Globo seria capaz de perder o seu profissionalismo e cometer tantas bobagens. Quem poderia imaginar que a Globo entregaria os militares?

Independente das mentiras, como bem mostra o texto abaixo do Clube Militar, o seu editorial é de um amadorismo inimaginável para uma Rede Globo. Covardemente, para não ficar sozinha, ela entrega velhos parceiros, como a Folha e o Estadão, e até mesmo jornais que já nem existem mais e que, portanto, não podem mais se defender, como são os casos do Jornal do Brasil e Correio da Manhã.

Depois de tanto bater em Lula durante 10 anos, ir pedir ajuda a ele e soltar um editorial daquele, ao ponto de entregar os militares, a Globo só fez chamar mais ainda a atenção; além do que já se sabe, há muito mais coisa por trás para ela estar tão desesperada.

Veja a matéria do Brasil 247

Clube Militar critica "covardia" do Globo 

Clube rebate editorial do "O Globo", no qual o jornal tenta justificar apoio dado ao golpe militar de 1964; "pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem. Alega, assim, que sua posição naqueles dias difíceis foi resultado de um equívoco da redação, talvez desorientada pela rapidez dos acontecimentos e pela variedade de versões que corriam sobre a situação do país”

 

O Clube Militar publicou em seu site nesta terça-feira (3) uma posição crítica ao editorial do jornal O Globo que reconheceu como “equívoco” o apoio ao golpe militar de 1964. Intitulado “Equívoco, uma ova”, o texto do clube diz que o jornal adota uma “mudança de posição drástica” e pratica uma dupla mentira ao se desculpar pelo apoio. " Trata-se de revisionismo, adesismo e covardia do último grande jornal carioca", critica.

“Pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem. Alega, assim, que sua posição naqueles dias difíceis foi resultado de um equívoco da redação, talvez desorientada pela rapidez dos acontecimentos e pela variedade de versões que corriam sobre a situação do país”, afirma.

Confira a opinião do clube na íntegra:

Equívoco, uma ova

Numa mudança de posição drástica, o jornal O Globo acaba de denunciar seu apoio histórico à Revolução de 1964. Alega, como justificativa para renegar sua posição de décadas, que se tratou de um “equívoco redacional”.

Dos grandes jornais existentes à época, o único sobrevivente carioca como mídia diária impressa é O Globo. Depositário de artigos que relatam a história da cidade, do país e do mundo por mais de oitenta anos, acaba de lançar um portal na Internet com todas as edições digitalizadas, o que facilita sobremaneira a pesquisa de sua visão da história.

Pouca gente tinha paciência e tempo para buscar nas coleções das bibliotecas, muitas vezes incompletas, os artigos do passado. Agora, porém, com a facilidade de poder pesquisar em casa ou no trabalho, por meio do portal eletrônico, muitos puderam ler o que foi publicado na década de 60 pelo jornalão, e por certo ficaram surpresos pelo apoio irrestrito e entusiasta que o mesmo prestou à derrubada do governo Goulart e aos governos dos militares. Nisso, aliás, era acompanhado pela grande maioria da população e dos órgãos de imprensa.

Pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem.

Alega, assim, que sua posição naqueles dias difíceis foi resultado de um equívoco da redação, talvez desorientada pela rapidez dos acontecimentos e pela variedade de versões que corriam sobre a situação do país.

Dupla mentira: em primeiro lugar, o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época; em segundo lugar, não foi, também, como fica insinuado, uma posição passageira revista depois de curto período de engano, pois dez anos depois da revolução, na edição de 31 de março de 1974, em editorial de primeira página, o jornal publica derramados elogios ao Movimento; e em 7 de abril de 1984, vinte anos passados, Roberto Marinho publicou editorial assinado, na primeira página, intitulado “Julgamento da Revolução”, cuja leitura não deixa dúvida sobre a adesão e firme participação do jornal nos acontecimentos de 1964 e nas décadas seguintes.

Declarar agora que se tratou de um “equívoco da redação” é mentira deslavada.

Equívoco, uma ova! Trata-se de revisionismo, adesismo e covardia do último grande jornal carioca.

Nossos pêsames aos leitores.

Escândalo: Globo pressiona Ministros do Supremo Tribunal Federal

Está bem, concordo. Nenhuma novidade.

Desde o início do julgamento a imprensa brasileira, Globo à frente, não fez outra coisa além de pressionar os ministros do STF. Satanizou uns, como o Ministro Ricardo Lewandowski, e fez Deus Joaquim Barbosa.

Quem não lembra da frase de um dos ministros? “Estamos julgando com a faca no pescoço”.

Portanto, nenhuma surpresa na postura da Globo. Mesmo com as mentiras contidas no seu ridículo e vergonhoso editorial, a Globo só consegue enganar aos de sempre: aos homer simpsons (William Bonner comparou os telespectadores do Jornal Nacional a Homer Simpson, chamando-os de burros e preguiçosos) e ao 1% (como são chamadas as pessoas que, chova ou faça sol, acham os governos Lula/Dilma os piores do mundo).

O que foi um pouco surpreendente, só um pouco, foi a postura dos ministros.

Por que só um pouco? Porque, na verdade, confirma o que já se fez demonstrar há algum tempo; a pequena estatura dos homens e mulheres que vestem aquelas imponentes togas.

Não se trata de votar contra ou a favor de quem quer que seja. Trata-se de votar de acordo com o que dizem as leis brasileiras, cada vez mais “interpretadas” de acordo com os ventos que sopram.

O decano (ministro mais antigo da corte) do STF, Celso de Mello, fez um forte depoimento a favor dos embargos infringentes na fase inicial do julgamento. Estava nada mais nada menos do que defendendo o que dizem as normas do STF (veja o vídeo abaixo). Talvez não esperasse que as coisas tomassem o rumo que tomaram.

Ocorre que, diante dos vários equívocos cometidos pelos ministros durante o julgamento, tornou-se inevitável recorrer-se aos tais embargos, recursos amparados pela normas jurídicas, com amplas possibilidades de alterações das penas já noticiadas.

A Rede Globo e periféricos (Veja, Folha, Estadão…) perceberam a possibilidade e aumentaram de forma escancarada a pressão sobre os ministros. Para ficar em dois exemplos, um deles, Ayres Britto, escreveu o prefácio do livro de Merval Pereira. Título do livro: Mensalão. Como pode um ministro do Supremo Tribunal Federal prefaciar um livro sobre o julgamento do qual ele era o presidente? Ele agora está pressionando o Tribunal Superior Eleitoral para aprovar o partido de Marina, um partido político, composto por políticos e que ela insiste em chamar de Rede. Detalhe: Ayres Britto quer ser candidato.

O outro, Joaquim Barbosa, recebeu vários prêmios, homenagens e medalhas do PSDB e da imprensa e seu filho ganhou um emprego na Globo. Inacreditável.

Esse mesmo Merval Pereira, jornalista da Globo, recebeu uma ligação do ministro Celso de Mello justificando-se dizendo que, apesar de ser a favor dos embargos infringentes, iria mudar e votar contra.

Faço uma simples pergunta; existe alguma toga no mundo que torne homens desse tipo respeitáveis?

Merval Pereira, com as suas notórias inteligência e sensibilidade, vem apostando garrafas de vinho no ar, em seus programas, garantindo que os réus serão presos e estimulando os seus telespectadores a fazerem o mesmo.

Há muito tempo a Globo e periféricos não estão preocupados com a notícia, estão mandando os ministros decretarem a prisão. Veja a mais recente “sugestão” que foi feita: Merval avisa: Barbosa quer prender até 7/9.

Por conta dessas pressões, ministros já deixam escapar que vão votar contra os embargos. Entre eles, o decano, ministro Celso de Mello. Parece que pouco vai importar que agora ele também estará em julgamento. Ele não deve satisfação à sua honra e dignidade, mas à Globo.

Veja a matéria do Brasil 247

Em vídeo, decano defende com ênfase os embargos

Faltam 48 horas para a decisão mais importante do STF, na Ação Penal 470; na quinta-feira, os ministros decidirão se Faltam 48 horas para a decisão mais importante do STF, na Ação Penal 470; na quinta-feira, os ministros decidirão se réus com pelo menos quatro votos terão direito a um novo recurso, o chamado embargo infringente; no ano passado, no próprio jul

gamento, o decano Celso de Mello defendeu enfaticamente a necessidade desse tipo de embargo, em respeito ao duplo grau de jurisdição; no entanto, pressionado pela Globo, seus colunistas e alguns ministros, ele estuda mudar de posição, esquecendo o que disse há um ano; o dia D da Ação Penal 470 será também o dia do julgamento de Celso de Mello; assista

Nesta terça-feira, quando for retomada a sessão de julgamento da Ação Penal 470, o ministro Joaquim Barbosa deve colocar em votação os embargos de declaração ainda pendentes, propondo sua rejeição pelo plenário da corte. Na contagem regressiva para o fim do processo, na quinta-feira, ele levantará a questão mais importante de todo o espetáculo: afinal, os embargos infringentes, que permitem nova chance de julgamento a réus com pelo menos quatro votos favoráveis, devem ou não ser aceitos?

Nessa discussão, que atinge réus como o ex-ministro José Dirceu e os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), a palavra do decano Celso de Mello terá peso especial. Como ministro mais antigo da corte, ele é ouvido e respeitado pelos colegas. No dia 2 de agosto do ano passado, Mello já se manifestou de forma cristalina sobre a admissibilidade desses embargos, que, para ele, são um "recurso ordinário" (normal, corriqueiro) do STF. 

No entanto, o ministro vem sendo pressionado por alguns colegas, como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, que gostariam de dar o caso por encerrado, e também por veículos de comunicação, especialmente a Globo e seus colunistas, a mudar de posição. À Globo, interessa apresentar o último capítulo na novela na quinta ou sexta-feira, antes do Sete de Setembro, portanto, com a prisão dos réus em cadeia nacional de televisão. Assim, a teledramaturgia teria, sob seus critérios, um final feliz – ainda que, para isso, fosse necessário passar por cima do direito de defesa – permitindo que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, se fortaleça como presidenciável ou dispute o governo de Minas Gerais. 

No entanto, o vídeo de Celso de Mello não deixa margem a dúvidas. Sua posição é clara, cristalina, e aponta o embargo infringente como a possibilidade de um duplo grau de jurisdição – o que, até agora, foi negado aos réus da Ação Penal 470, embora seja um direito assegurado por convenções internacionais, das quais o Brasil é signatário. 

Dentro de 48 horas, portanto, não apenas os réus terão seu destino selado. Quem também estará sendo julgado, pela História, é o próprio Celso de Mello. Será um juiz, respeitando as próprias palavras ainda tão recentes, ou se deixará levar pela agenda política dos que hoje lhe pressionam? 

[[youtube?id=gX_5Lmi4thI]] 

Globo cospe no golpe em que comeu e engordou

A Globo, afinal, cospe no golpe em que comeu e engordou

Por Fernando Brito, no Tijolaço

O Globo divulgou neste sábado à tarde um comunicado, em que reconhece que seu apoio ao Golpe de 64 foi um erro.

“Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura.

Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.”

Não foi um erro, não.

Foi um crime, e deste crime as Organizações Globo beneficiaram-se lautamente, ao ponto de fazer com que a fortuna dos três herdeiros do capo Roberto Marinho constitua-se na maior do Brasil e uma das maiores do mundo.

Nenhum militar dos que tenham feito e servido à ditadura tem sequer um milésimo do que o regime deu aos Marinho.

Portanto, começemos assim, chamando as coisas pelo que elas são. Não erro, não “equívoco”.

Crime. Contra a democracia, contra o voto popular, contra a vida de milhares de cidadãos mortos pela ditadura que a Globo ajudou a fazer e a sustentar, e ganhando muito, muito, muitíssimo dinheiro com isso.

Esse dinheiro, certamente, a Globo não considera um “erro”, pois não?

Pois seu império nasceu ali, junto com a ditadura, com um negócio ilegal que o regime ditatorial tolerou e acobertou: a associação com o grupo Time e as fartas verbas que os EUA destinavam a evitar o “perigo comunista”, colocando a nascente e poderosa mídia, a televisão, nas mãos amigas de “gente confiável”.

A Globo usou esse poder. Em condições ilegais perante o Código Brasileiro de Telecomunicações que proibia a concentração de emissoras em todo o país nas mãos de um só grupo empresarial, comprou televisões em todo o Brasil, dissimulando-as na condição de “afiliadas”, quando são verdadeiras sucursais do grupo, presas inteiramente a seu comando e estratégia de negócios.

Para isso, lambeu as botas da ditadura e serviu-lhe de instrumento despudorado de propaganda.

O que seu editorial de hoje diz, ao procurar desvincular-se do horror da tortura e da morte, ao falar de como Roberto Marinho protegia “seus comunistas” é de uma indignidade sem par. Ou vamos entender que aquele que não era seu empregado poderia bem morrer sob seu silêncio, ou vamos entender que aqueles profissionais, que trabalhavam e contribuíam para o sucesso da empresa, merecem ser exibidos como “gatinhos de estimação”, gordos e protegidos, e “livres da carrocinha” que laçava outros pelas ruas deste país.

A Globo nunca teve vergonha de, nas palavras de seu Füher, “usar o poder” de que dispunha em benefìcio dos políticos e governantes de sua predileção, durante e depois do período militar.

Patrocinou a Proconsult contra Brizola. Manipulou o debate de 89 em favor de Collor e contra Lula. Apoiou desavergonhadamente a eleição de Fernando Henrique Cardoso, encobrindo-lhe a escapada conjugal desastrada, somando-se à manipulação eleitoral da nova moeda, promovendo a dilapidação das empresas pertencentes ao povo brasileiro,  apoiando e dando legitimidade à vergonhosa corrupção que envolveu a aprovação da proposta de reeleição em causa própria.

Quem quiser provas disso, leia O Príncipe da Privataria, que chegou este final de semana às livrarias.

A autocrítica, que nos homens de bem é uma virtude e um momento a ser louvado, na Globo é apenas o que ela é: interesse em dinheiro transformado em sabujice.

Percebeu que o projeto Lula-Dilma não pode ser derrotado, malgrado todas as suas tentativas, e lança estes “mea culpa” fajutos para se habilitar – ainda mais, ainda mais! – aos dinheiros públicos do Governo, vício incorrigível de seu ventre dilatado e enxundioso.

Tudo na Globo é falso, como tive a honra de escrever há quase 20 anos para Leonel Brizola em seu famoso “direito de resposta” à Globo.

Nem o coro que diz que “voltou às ruas” – ele
nunca saiu! – não é esse: é “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Porque o povo, que não é bobo, pode perdoar aqueles que erraram e mudaram sinceramente de atitude ao perceber seu erro.

A Globo, não.

Comeu cada côdea do rico pão que o regime lhe deu e só mudou de lado quando as ruas, inundadas pelas “Diretas-Já” tornaram o regime uma sombra em ruínas.

Seus jovens executivos, que planejaram este ato de contrição fajuto, com todos as suas melosidades e senões, são apenas pequenos maquiadores deste monstro que acanalhou a vida brasileira e que vai ter um fim mais rápido e ruidoso do que muitos imaginam.

Porque o povo não é bobo, sabe que a Globo é um cancro que precisa ser extirpado da vida brasileira.

E é por isso que grita o que a Globo não pode confessar:

Abaixo a Rede Globo! 

Inacreditável: Como o PSDB controla a corrupção

Por que será que tucanos não são investigados?

Governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) nomeou Carla Elias Rosa, mulher do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, para trabalhar no Palácio dos Bandeirantes. Procurador está no comando do Ministério Público, que tem entre suas prerrogativas investigar denúncias que envolvam o governo. Primeiras denúncias do propinoduto remetem à gestão de Mario Covas, em 1998, mas cartel que superfaturava em até 20% contratos metroferroviários com o governo do Estado só começou a ser investigado após delação ao Cade da multinacional alemã Siemens. Governador diz não ver "qualquer conflito ético" 

Brasil 247

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nomeou Carla Elias Rosa, mulher do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, para trabalhar no Palácio dos Bandeirantes. Elias Rosa está à frente do Ministério Público de São Paulo, que tem como função investigar denúncias que envolvam o governo. Alckmin diz não ver nenhum conflito ético, mas desde que o caso do propinoduto foi revelado, fica cada vez mais evidente a blindagem tucana no Estado.

Recentemente, as três gestões do PSDB no governo de São Paulo – Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, se tornaram alvo de suspeitas de envolvimento em esquema de cartel montado para superfaturar em até 20% contratos de trem e metrô no Estado. As primeiras denúncias sobre o propinoduto tucano remetem a 1998. No entanto, a blindagem só foi vencida por uma multinacional alemã, a Siemens, que tomou a decisão de pedir um acordo de leniência junto ao Cade, confessando duas décadas de práticas condenáveis.

Leia a nota de Mônica Bergamo, da Folha:

DIÁRIO OFICIAL

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) nomeou Carla Elias Rosa, mulher do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, para trabalhar no Palácio dos Bandeirantes. Ela integrará a assessoria jurídica do governo, na Casa Civil.

OFICIAL 2

Elias Rosa lidera o Ministério Público de SP, que tem entre suas prerrogativas investigar denúncias que envolvam o governo.

OFICIAL 3

"É uma assessoria jurídica técnica, e não política. Do Estado, e não do governador. Ela não teve aumento de salário. É procuradora desde 1987", diz Márcio Elias Rosa. Carla é funcionária de carreira da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), que defende o Estado em ações judiciais.

CONHECIMENTO

Questionado se haveria problema ético na nomeação, em função da relação conjugal de Carla, o governo Alckmin afirmou que a indagação revela "profundo desconhecimento sobre o funcionamento" da PGE. Não há "qualquer conflito ético". A assessoria é órgão complementar da PGE, onde ela já trabalhava. "Eventual ação do procurador-geral de Justiça [o marido de Carla] contra o governador não tramita na assessoria jurídica do governo", diz a nota.

De joelhos, Globo pede desculpas

Em editorial histórico, jornal O Globo reconhece que errou ao apoiar o golpe militar de 1964, mas diz que outros veículos de comunicação, como Folha e Estado, fizeram o mesmo; mea culpa acontece um dia depois de a emissora ser alvo de um protesto violento de Black Blocs, que atiraram esterco na emissora; ao longo de sua história, Roberto Marinho andou de mãos dadas com os generais, como na foto com João Batista Figueiredo; será mesmo que a Globo se arrependeu ou são lobos que se vestem de cordeiros para aplacar a fúria das ruas?

 

Brasil 247

Quase meio século depois do golpe militar de 1964, a poderosa Globo fez um mea culpa histórico. Reconheceu que errou ao apoiar a ditadura, mas disse que seu erro foi compartilhado por outros meios de comunicação, como Folha e Estado de S. Paulo.

O reconhecimento ocorre um dia depois de a Globo ser alvo de um protesto violento, em São Paulo, quando um grupo de Black Blocs atirou esterco na sede da emissora. "À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original", diz o texto, divulgado hoje pelo grupo editorial da família Marinho.

No mesmo texto, a Globo afirma que a democracia "é um valor absoluto". Mas será que a Globo de hoje, de fato, respeita a soberania popular ou continua combatendo, com a mesma ênfase de sempre, governos trabalhistas, como fez com João Goulart, antes de 1964, Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, e, agora, com o projeto Lula-Dilma?

Terá mesmo a Globo se arrependido ou são lobos que se vestem de cordeiros para aplacar a fúria das ruas?

Abaixo, o editorial do Globo:

Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro

RIO – Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura.

Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.

Há alguns meses, quando o Memória estava sendo estruturado, decidiu-se que ele seria uma excelente oportunidade para tornar pública essa avaliação interna. E um texto com o reconhecimento desse erro foi escrito para ser publicado quando o site ficasse pronto.

Não lamentamos que essa publicação não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário.

Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas.

De nossa parte, é o que fazemos agora, reafirmando nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos, ao reproduzir nesta página a íntegra do texto sobre o tema que está no Memória, a partir de hoje no ar:

1964

“Diante de qualquer reportagem ou editorial que lhes desagrade, é frequente q

ue aqueles que se sintam contrariados lembrem que O GLOBO apoiou editorialmente o golpe militar de 1964.

A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e o “Correio da Manhã”, para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais.

Naqueles instantes, justificavam a intervenção dos militares pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente João Goulart, com amplo apoio de sindicatos — Jango era criticado por tentar instalar uma “república sindical” — e de alguns segmentos das Forças Armadas.

Na noite de 31 de março de 1964, por sinal, O GLOBO foi invadido por fuzileiros navais comandados pelo Almirante Cândido Aragão, do “dispositivo militar” de Jango, como se dizia na época. O jornal não pôde circular em 1º de abril. Sairia no dia seguinte, 2, quinta-feira, com o editorial impedido de ser impresso pelo almirante, “A decisão da Pátria”. Na primeira página, um novo editorial: “Ressurge a Democracia”.

A divisão ideológica do mundo na Guerra Fria, entre Leste e Oeste, comunistas e capitalistas, se reproduzia, em maior ou menor medida, em cada país. No Brasil, ela era aguçada e aprofundada pela radicalização de João Goulart, iniciada tão logo conseguiu, em janeiro de 1963, por meio de plebiscito, revogar o parlamentarismo, a saída negociada para que ele, vice, pudesse assumir na renúncia do presidente Jânio Quadros. Obteve, então, os poderes plenos do presidencialismo. Transferir parcela substancial do poder do Executivo ao Congresso havia sido condição exigida pelos militares para a posse de Jango, um dos herdeiros do trabalhismo varguista. Naquele tempo, votava-se no vice-presidente separadamente. Daí o resultado de uma combinação ideológica contraditória e fonte permanente de tensões: o presidente da UDN e o vice do PTB. A renúncia de Jânio acendeu o rastilho da crise institucional.

A situação política da época se radicalizou, principalmente quando Jango e os militares mais próximos a ele ameaçavam atropelar Congresso e Justiça para fazer reformas de “base” “na lei ou na marra”. Os quartéis ficaram intoxicados com a luta política, à esquerda e à direita. Veio, então, o movimento dos sargentos, liderado por marinheiros — Cabo Ancelmo à frente —, a hierarquia militar começou a ser quebrada e o oficialato reagiu.

Naquele contexto, o golpe, chamado de “Revolução”, termo adotado pelo GLOBO durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966.

O desenrolar da “revolução” é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa.

No ano em que o movimento dos militares completou duas décadas, em 1984, Roberto Marinho publicou editorial assinado na primeira página. Trata-se de um documento revelador. Nele, ressaltava a atitude de Geisel, em 13 de outubro de 1978, que extinguiu todos os atos institucionais, o principal deles o AI5, restabeleceu o habeas corpus e a independência da magistratura e revogou o Decreto-Lei 477, base das intervenções do regime no meio universitário.

Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana. E, ainda, revelava que a relação de apoio editorial ao regime, embora duradoura, não fora todo o tempo tranquila. Nas palavras dele: “Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários.”

Não eram palavras vazias. Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade. Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscel

ino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares.

Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do GLOBO. São muitos e conhecidos os depoimentos que dão conta de que ele fazia questão de acompanhar funcionários de O GLOBO chamados a depor: acompanhava-os pessoalmente para evitar que desaparecessem. Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, sempre se negou, de maneira desafiadora.

Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus”. Nos vinte anos durante os quais a ditadura perdurou, O GLOBO, nos períodos agudos de crise, mesmo sem retirar o apoio aos militares, sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.

Contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais. A História não é apenas uma descrição de fatos, que se sucedem uns aos outros. Ela é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.

Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.

À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”