Acuada, Globo pede desculpas pelo passado. E o presente?

RESSURGE A DEMOCRACIA

Título do editorial de O Globo, em 02 de abril de 1964, comemorando a chegada do regime militar

  

Tenho consciência de que quando escrevi e postei que a Globo pediu a Lula para voltar muitos não acreditaram. Natural.

Naquele texto, entre outras coisas falei que já se sabia da conversa e do pedido de João Roberto Marinho, um dos filhos de Roberto Marinho. Razão da conversa e do pedido: a coisa está feia para a Globo.

Sempre foi muito difícil “conversar” sobre alguns temas. Ditadura militar era um deles. Tornou-se aceitável para muitas pessoas condenar a ditadura. Em qualquer reunião social havia um consenso em se condenar o regime militar; todos falavam “mal”. Era fácil, porém, perceber que em muitos casos, era da boca para fora, só conveniência.

Apesar de outros também o terem feito, os três maiores órgãos de comunicação do Brasil, Globo, Folha e Estadão, todos apoiaram a ditadura militar. Nenhum, porém, assumia e a Globo não fez por menos. Mostrando o seu caráter (na verdade, a ausência dele), jogou todos na mesma fogueira. Daqui para a frente não há mais como a Folha e o Estadão negarem a participação e inteiro apoio ao regime militar. A Globo lhes fez esse favor.

A revista Veja não fez parte desse esquema macabro. Era então séria e esse pecado não lhe pode ser atribuído. Lamentavelmente, entretanto, em plena decadência, inclusive financeira, tornou-se o esgoto que hoje é, para deleite dos seus leitores.

Não foram poucas as vezes que ouvi de pessoas do convívio diário, inclusive de professores, a defesa do regime militar e até o desejo da sua volta. Confesso que nos primeiros momentos era grande a irritação ao ouvir coisas desse tipo. Já há algum tempo, no entanto, passei a sentir pena dessas pessoas. O meu calar não era de consentimento. A razão do calar estava acima da compreensão deles. O ditado popular “quem cala, consente” ganhava outra dimensão para mim.

O editorial que a Globo publicou no sábado, 31 de agosto de 2013, reconhecendo 49 anos depois que foi um erro ter apoiado a ditadura militar pode ser contestado em vários pontos, pela omissão de alguns fatos e até por algumas inverdades, mas não é o caso. Nesse momento, o importante é que se tome conhecimento e se divulgue que a Venus platinada finalmente reconheceu que fez um grande mal ao país e ao seu povo.

Surpreende-nos o editorial, mas não as razões dele. Claro, porém, que para quem só vê o mundo pela Globo deve ser um momento de grande perplexidade. Muitos devem estar perguntando o porque desse repentino mea culpa.

Ainda há muito a dizer e mostrar e não tenho nenhuma dúvida de que muito será dito e mostrado. Porém, como ficarão as pessoas que fazem parte daquele universo que permite à Globo dizer, na sua melhor vinheta, “A Globo bola o que rola”? Como teleguiadas, passarão também a condenar, de fato, a ditadura militar?

Tudo isso é reflexo do que a Globo fez com a pobre elite brasileira ao longo desses anos, explorando sabiamente o seu preconceito e a sua estupidez. Talvez agora essa elite possa entender o que William Bonner quis dizer ao compara-la com Homer Simpson, personagem estúpido e preguiçoso dos Simpsons.

Independente de tudo, ninguém deve se iludir. Não há nenhuma possibilidade de uma tomada de consciência que faça a Globo tomar novos e dignos rumos. O editorial é um mero reflexo do desespero. Ela sabe que está perdida.

A Globo tem um débito impagável com o Brasil e não é um editorial que vai compensar todo o mal que ela fez ao país e ao seu povo. É um ato de desespero que traz embutido um grande cinismo, para me conter nas palavras. A maior prova do cinismo do editorial é que ela continua promovendo grande prejuízo ao país, só que, dessa vez, não pelo apoio aos militares (que devem estar muito satisfeitos com ela nesse momento), mas pela inversão de normas jurídicas do sistema judiciário brasileiro, permitida por alguns pequenos homens que estão ministros.

O que fez na ditadura militar, a Globo faz agora. O mesmo jogo sujo, só que agora através de mecanismos diferentes.

Que ninguém se engane. A Globo se alimenta e vive de interesses. Destes não faz parte o bem estar do povo brasileiro.

Uma pergunta que está se impondo: será que a tal conversa quando a Globo pediu a Lula para voltar tem a ver com alguma coisa? Parece que sim. Notícias recentes, como a do Correio do Brasil, dizem que o filho de Roberto Marinho pediu a Lula que segure os manifestantes e ajude a Globo a combater o Google.

Veja no primeiro vídeo abaixo um dos porquês de tudo isso. Jovens de São Paulo, numa manifestação simples, inteligente, bem humorada, sem violência, fizeram um protesto específico, só para a Rede Globo. Este foi o segundo e foi realizado em várias capitais do Brasil. O segundo vídeo é mais contundente. Justificaram dizendo que estão devolvendo a merda que a Globo faz com o Brasil.

A Globo sabe que vem mais.

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A verdade sobre Fernando Henrique Cardoso

 
 
As Desventuras do Príncipe
 
Lançamento: Livro sobre a compra de votos para a emenda da reeleição e o caso extraconjugal de FHC alvoroçam os tucanos
 
Por Leandro Fortes, na Carta Capital
 
A obra chega às livrarias no sábado 31, mas antes mesmo de sua publicação tem causado desconforto no ninho tucano. Luiz Fernando Emediato, publisher da Geração Editorial, responsável pela edição, tem recebido recados. O último, poucos dias atrás, foi direto: um cacique do PSDB telefonou ao editor para pedir o cancelamento do livro e avisou que a legenda havia contratado um advogado para impedir a publicação, caso o apelo não fosse atendido.
 
Tanto alvoroço deve-se ao lançamento de O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição, do jornalista Palmério Dória. O título da obra faz alusão à alcunha de “príncipe dos sociólogos”, sugestão de amigos do ex-presidente, e ao termo privataria, menção ao processo de privatização comandado pelo PSDB nos anos 1990 e eternizado por outra obra da Geração Editorial, A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.
 
Há razão para os temores dos aliados de FHC. Na obra, Dória reconstituiu um assunto que os tucanos prefeririam ver enterrado: a compra de votos no Congresso para a emenda da reeleição que favorecia o ex-presidente. E detalha o “golpe da barriga” que o deixou refém das Organizações Globo, em especial, e do resto da mídia durante seus dois mandatos.
 
A maior novidade é a confirmação da identidade do Senhor X, a fonte anônima responsável pela denúncia do esquema de compra de votos para a emenda da reeleição. O ex-deputado federal Narciso Mendes, do PP do Acre, precisou passar por uma experiência pessoal dolorosa (esteve entre a vida e a morte depois de uma cirurgia) para aceitar expor-se e contar novos detalhes do esquema.
 
A operação, explica Mendes no livro, foi montada para garantir a permanência de FHC na Presidência e fazer valer o projeto de 20 anos de poder dos tucanos. Para tanto, segundo o ex-parlamentar, foram subornados centenas de parlamentares, e não apenas a meia dúzia de gatos-pingados identificados pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo, autor das reportagens que apresentaram em 1997 as gravações realizadas pelo Senhor X, apelido criado pelo repórter para preservar a identidade do colaborador, então deputado do antigo PPB.
 
Os mentores da operação que pagou 200 mil reais a cada deputado comprado para aprovar a reeleição, diz o Senhor X, foram os falecidos Sergio Motta, ex-ministro das Comunicações, e Luís Eduardo Magalhães, filho de Antonio Carlos Magalhães e então presidente da Câmara dos Deputados. Em maio de 1997, a Folha publicou a primeira reportagem com a transcrição da gravação de uma conversa entre os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre. No áudio, a dupla confessava ter recebido dinheiro para votar a favor da emenda. Naquele momento, o projeto tinha sido aprovado na Câmara e encaminhado para votação no Senado.
 
À época, a oposição liderada pelo PT tentou instalar uma CPI para apurar as denúncias. Mendes resume os acontecimentos a Dória e ao jornalista Mylton Severiano, que participou das entrevistas com o ex-deputado em Rio Branco: “Nem o Sérgio Motta queria CPI, nem o Fernando Henrique queria CPI, nem o Luís Eduardo Magalhães queria CPI, ninguém queria. Sabiam que, estabelecida a CPI, o processo de impeachment ou no mínimo de anulação da emenda da reeleição teria vingado, pois seria comprovada a compra de votos”.
 
E assim aconteceu. A denúncia foi analisada por uma única comissão de sindicância no Congresso, que apresentou um relatório contrário à instalação de uma CPI. O assunto foi enviado ao Ministério Público Federal (MPF), então sob o comando de Geraldo Brindeiro. O procurador fez jus ao apelido de “engavetador-geral”, nascido da sua reconhecida leniência em investigar casos de corrupção do governo FHC. O MP nunca instalou um processo de investigação, a mídia nunca demonstrou o furor investigatório que a notabilizaria nestes anos de administração do PT e o Congresso aprovou a emenda, apesar da fraude.
 
O Príncipe da Privataria tenta reconstituir os passos da história que levou uma repórter da TV Globo em Brasília, a catarinense Miriam Dutra, a um longo exílio de oito anos na Europa. Repleta de detalhes, a obra reconstituiu o marco zero dessa trama, “nalgum dia do primeiro trimestre de 1991”, quando o jornalista Rubem Azevedo Lima, ao caminhar por um dos corredores do Senado, ouviu gritos do gabinete do então senador Fernando Henrique Cardoso. “Rameira, ponha-se daqui pra fora!”, bradava o então parlamentar, segundo relato de Lima, ex-editorialista da Folha de S.Paulo, enquanto de lá saía a colega da TV Globo, trêmula e às lágrimas. A notícia de um suposto filho bastardo não era apenas um problema familiar, embora não fosse pouco o que o tucano enfrentaria nessa seara. A mulher traída era a socióloga Ruth Cardoso, respeitada no mundo acadêmico e político. O caso extraconjugal poderia atrapalhar os planos futuros do senador. Apesar de se apresentar como um “presidente acidental”, em um tom de desapego, FHC sempre se imaginou fadado ao protagonismo na vida nacional.
 
Escreve Dória: “Entra em cena um corpo de bombeiros formado por Sérgio Motta, José Serra e Alberico de Souza Cruz – os dois primeiros, cabeças do “projeto presidencial”; o último, diretor de jornalismo da Rede Globo e futuro padrinho da criança”. Motta e Serra bolaram o plano de exílio da jornalista, mas quem tornou possível a operação foi Souza Cruz, de atuação memorável na edição fraudulenta do debate entre Collor e Lula na tevê da família Marinho às vésperas do segundo turno. A edição amiga, comandada diretamente por Roberto Marinho, dono da emissora, e exibida em todos os telejornais do canal, levaria o “caçador de marajás” ao poder. Acusado de corrupção, Collor renunciaria ao mandato para evitar o impeachment.
 
Miriam Dutra e o bebê foram viver na Europa e o caminho político de FHC foi novamente desinterditado. Poucos anos depois, ele se tornaria ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco, surfaria no sucesso do Plano Real, a ponto de renegar a importância do falecido ex-presidente na implementação da estabilidade monetária no País, e venceria a eleição de 1994 no primeiro turno.
 
Por muito tempo, apesar de o assunto circular nas principais rodas políticas de Norte a Sul, Leste e Oeste, imperou nos principais meios de comunicação um bloqueio a respeito do relacionamento entre o presidente e a repórter. Há um pressuposto não totalmente verdadeiro de que a mídia brasileira evita menções à vida particular dos políticos, ao contrário das práticas jornalísticas nos EUA e Reino Unido. Não totalmente verdadeiro, pois a regra volta e meia é ignorada quando se trata dos adversários dessa mesma mídia.
 
No fim, o esforço para proteger FHC mostrou-se patético. Só depois da morte de Ruth Cardoso, em 2008, o ex-presidente decidiu assumir a paternidade do filho da jornalista. Mas um teste de DNA, feito por pressão dos herdeiros do tucano, provou que a criança não era dele.
 

Dória entrevistou inúmeras personalidades, entre elas o ex-presidente da República Itamar Franco, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes e o senador Pedro Simon, do PMDB. Os três, por variadas razões, fizeram revelações polêmicas sobre FHC e o quadro político brasileiro. Há outras declarações pouco abonadoras da conduta do ex-presidente. A obra trata ainda do processo de privatização, da tentativa de venda da Petrobrás e do plano de entrega da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil ao setor privado. “O livro mostra que FHC é um caso de crime continuado”, resume o autor. 

A Globo pediu a Lula para voltar

Ainda no governo Lula, Franklin Martins, Ministro das Comunicações, disse em entrevista que a Globo estava cometendo suicídio ao bater tanto no governo porque não ia suportar a pressão das telefônicas (muito mais poderosas do que ela, Globo, e em franco processo de expansão dos seus tentáculos nas comunicações) e grupos como Google e FaceBook (para ficar em dois exemplos) e que ia ter que pedir ajuda ao próprio governo no qual tanto batia.

Aí está a confirmação do que Franklin Martins disse. Em primeiro lugar, houve a conversa. Já foi confirmada há poucos dias. Fala-se inclusive que o filho de Roberto Marinho teria perguntado a Lula por que o PT tem tanta raiva da Globo e que Lula, bem humorado, disse que deve ser pelas mesmas razões que a Globo tem tanta raiva do PT.

A coisa está feia para a Globo. Envolvida em sonegação fiscal (débito atual com a Receita Federal passaria de R$ 1 bilhão) e a dívida com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) chegaria a R$ 1,5 bilhão. Além disso, a InfoGlobo acabou de ser multada em R$ 2 milhões por atos “anticompetitivos”. Nunca a Globo tinha sido multada.

E aí ficam plantando notícia. Todos sabem que o que Ancelmo Gois diz aí embaixo é uma grande bobagem; Lula não será candidato, sem chance.

Veja a matéria do Brasil 247

PHA diz que Globo pediu volta de Lula

Paulo Henrique Amorim, que soube do conteúdo da conversa por uma fonte, conta que o filho de Roberto Marinho, da Globo, estaria descontente com a queda da publicidade governamental na emissora e, depois de fazer críticas a Dilma, teria pedido ao ex-presidente para que voltasse ao poder; coincidência ou não, em sua coluna de hoje, Ancelmo Gois disse que Lula pensa em voltar 

Ninguém sabe ao certo o que realmente conversaram o ex-presidente Lula e João Roberto Marinho, das Organizações Globo, num encontro que aconteceu recentemente em São Paulo. De acordo com o jornalista Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada, que soube do conteúdo da conversa por uma fonte, o filho de Roberto Marinho se queixou, durante a reunião, da diminuição da publicidade governamental na Globo. E depois de fazer críticas à presidente Dilma Rousseff, pediu para que ele, Lula, voltasse. Segundo a fonte de PHA, Lula teria respondido: "Esses caras me esculhambam o tempo todo e agora querem que eu volte".

Coincidência ou não, em sua coluna de hoje no jornal O Globo, Ancelmo Gois disse que Lula pensa em voltar. Leia a nota:

Bota o retrato do velho

Lula, 67 anos, parece, em conversas recentes, admitir a hipótese de voltar a ser candidato no ano que vem.

Abaixo, a íntegra do post de Paulo Henrique Amorim:

GLOBO FOI PEDIR A LULA PARA VOLTAR !

A Dilma é isso, a Dilma é aquilo, mas você, Lula, você é um estadista ! Esse Google …

O passarinho pousou na janela daqui de casa e contou os detalhes daquele encontro em que um dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome pr&oacut

e;prio – foi ao Presidente Lula pedir ajuda contra o Google.

O passarinho contou que o filho do Roberto Marinho reclamou muito da queda da publicidade governamental.

(Na verdade, a SECOM da Helena Chagas engorda a Globo e não revela à Conceição Lemes, do Viomundo, quanto investe na Globo; além de desejar ver a caveira do Pizzolatto.)

Reclamou porque, desde a gestão de Franklin Martins, a publicidade governamental na Globo caiu de 80% no Governo (sic) Fernando Henrique para 50%, no de Lula.

O filho do Roberto Marinho disse que a publicidade está numa situação tal que pode provocar uma crise em todo o PiG (*). (O passarinho não revelou, mas, imagina-se que o Lula deva ter achado ótimo …)

É o Google, amigo navegante.

O Google vai googlar a Globo e ela não vai mais poder gastar US$ 280 mil por capítulo de novela…

Aí, o filho do Roberto Marinho – segundo esse passarinho inconfidente – passou a espinafrar a Dilma. Que a Dilma é isso, que a Dilma é aquilo, e, além do mais, a Dilma não o recebe – não recebe o filho do Roberto Marinho.

Onde já se viu, não me receber, um filho do Roberto Marinho! Isso não acontece no Brasil desde Getúlio Vargas …

E, aí, amigo navegante, a bomba!

O filho do Roberto Marinho pediu ao Lula para voltar.

Volta, Lula, volta, pelo amor de Deus!

Mas, como? indagou o Lula – segundo esse boquirroto desse passarinho.

Vocês me espinafraram todo dia e você vem aqui me pedir para voltar?

Mas, você é diferente, Lula, respondeu o filho do Roberto Marinho. Você é um estadista, disse o filho do Roberto Marinho.

Um estadista …

O filho do Roberto Marinho foi embora sem uma gota de esperança. Aí, o Lula disse ao passarinho (que além de falar ouve muito bem):

– Esses caras me esculhambam o tempo todo e agora querem que eu volte. Ora, vai …

Pano rápido.

Livro-bomba revela como Fernando Henrique Cardoso comprou sua reeleição

Lançado por Palmério Doria, "O Príncipe da Privataria" aborda as contradições do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e desnuda um capítulo ainda obscuro da política brasileira: a compra da emenda que permitiu a sua reeleição, em 1998; o livro revela ainda a identidade do "Senhor X", que gravou deputados e denunciou ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, o episódio; trata-se do empresário Narciso Mendes, do Acre, que resolveu contar tudo o que sabia; a obra trata ainda da tentativa de privatização da Caixa, do Banco do Brasil e da Petrobras e também de como a mídia blindou a história do filho de FHC fora do casamento – que, no final da história, não era filho legítimo do ex-presidente – num dos episódios mais constrangedores da imprensa brasileira; livro traz ainda revelações de Itamar Franco, Pedro Simon e Ciro Gomes sobre FHC 


Brasil 247

Um livro bombástico chega, neste fim de semana, às livrarias de todo o País. Trata-se de "O Princípe da Privataria", lançado pelo jornalista Palmério Doria, autor do best-seller Honoráveis Bandidos, sobre o poder da família Sarney, e colunista do 247. Desta vez, o foco de Doria é lançado sobre um dos homens mais poderosos e cultuados do Brasil: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No livro, o autor aborda as contradições do personagem e algumas manchas de sua biografia, como a compra da emenda da reeleição e a operação pesada para blindá-lo na imprensa sobre o filho fora do casamento com uma jornalista da Globo, que, no fim da história, não era seu filho legítimo.

Leia, em primeira mão, o material de divulgação preparado pela Geração Editorial, a mesma casa editorial que lançou livros-reportagem de sucesso como Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., e Segredos do Conclave, de Gerson Camaratti:

O Príncipe da Privataria revela quem é o “Senhor X”, o homem que denunciou a compra da reeleição

Uma grande reportagem, 400 páginas, 36 capítulos, 20 anos de apuração, um repórter da velha guarda, um personagem central recheado de contradições, poderoso, ex-presidente da República, um furo jornalístico, os bastidores da imprensa, eis o conteúdo principal da mais nova polêmica do mercado editorial brasileiro: O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição (Geração Editorial, R$ 39,90).

Com uma tiragem inicial de 25 mil exemplares, um número altíssimo para o padrão nacional, O Príncipe da Privataria é o 9° título da coleção História Agora da Geração Editorial, do qual faz parte o bombástico A Privataria Tucana e o mais recente Segredos do Conclave.

O personagem principal da obra é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o autor é o jornalista Palmério Dória, (Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, entre outros títulos). A reportagem retrata os dois mandatos de FHC, que v

ão de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações do governo do PSDB e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição, quem foi o “Senhor X” – a misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição – e quem foram os verdadeiros amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano, e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento, um ”segredo de polichinelo” guardado durante anos…

Após 16 anos, Palmério Dória apresenta ao Brasil o personagem principal do maior escândalo de corrupção do governo FHC: o “Senhor X”. Ele foi o ex-deputado federal que gravou num minúsculo aparelho as “confissões” dos colegas que serviram de base para as reportagens do jornalista Fernando Rodrigues publicadas na Folha de S. Paulo em maio de 1997. A série “Mercado de Voto” mostrou da forma mais objetiva possível como foi realizada a compra de deputados para garantir a aprovação da emenda da reeleição. “Comprou o mandato: 150 deputados, uma montanha de dinheiro pra fazer a reeleição”, contou o senador gaúcho, Pedro Simon. Rodrigues, experiente repórter investigativo, ganhou os principais prêmios da categoria no ano da publicação.

Nos diálogos com o “Senhor X”, deputados federais confirmavam que haviam recebido R$ 200 mil para apoiar o governo. Um escândalo que mexeu com Brasília e que permanece muito mal explicado até hoje. Mais um desvio de conduta engavetado na Era FHC.

Porém, em 2012, o empresário e ex-deputado pelo Acre, Narciso Mendes – o “Senhor X” –, depois de passar por uma cirurgia complicada e ficar entre a vida e a morte, resolveu contar tudo o que sabia.

O autor e o coautor desta obra, o também jornalista da velha guarda Mylton Severiano, viajaram mais de 3.500 quilômetros para um encontro com o “Senhor X”. Pousaram em Rio Branco, no Acre, para conhecer, entrevistar e gravar um homem lúcido e disposto a desvelar um capítulo nebuloso da recente democracia brasileira.

O “Senhor X” aparece – inclusive com foto na capa e no decorrer do livro. Explica, conta e mostra como se fazia política no governo “mais ético” da história. Um dos grandes segredos da imprensa brasileira é desvendado.

20 anos de apuração

Em 1993, o autor começa a investigar a vida de FHC que resultaria neste polêmico livro. Nessas últimas duas décadas, Palmério Dória entrevistou inúmeras personalidades, entre elas o ex-presidente da República Itamar Franco, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes e o senador Pedro Simon, do PMDB. Os três, por variadas razões, fizeram revelações polêmicas sobre o presidente Fernando Henrique e sobre o quadro político brasileiro.

EXÍLIO NA EUROPA

Ao contrário do magnata da comunicação Charles Foster Kane, personagem do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, que, ao ser chantageado pelo seu adversário sobre o seu suposto caso extraconjugal nas vésperas de uma eleição, decide encarar a ameaça e é derrotado nas urnas devido a polêmica, FHC preferiu esconder que teria tido um filho de um relacionamento com uma jornalista.

FHC leva a sério o risco de perder a eleição. Num plano audacioso e em parceria com

a maior emissora de televisão do país, a Rede Globo, a jornalista Miriam Dutra e o suposto filho, ainda bebê, são “exilados” na Europa. Palmério Dória não faz um julgamento moralista de um caso extraconjugal e suas consequências, mas enfatiza o silêncio da imprensa brasileira para um episódio conhecido em 11 redações de 10 consultadas. Não era segredo para jornalistas e políticos, mas como uma blindagem única nunca vista antes neste país foi capaz de manter em sigilo em caso por tantos anos?

O fato só foi revelado muito mais tarde, e discretamente, quando Fernando Henrique Cardoso não era mais presidente e sua esposa, Dona Ruth Cardoso, havia morrido. Com um final inusitado: exame de DNA revelou que o filho não era do ex-presidente que, no entanto, já o havia reconhecido.

Na obra, há detalhes do projeto neoliberal de vender todo o patrimônio nacional. Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo”, relatou o jornalista que desvendou o processo privativista da Era FHC, Aloysio Biondi, no livro Brasil Privatizado.

O Príncipe da Privataria conta ainda os bastidores da tentativa de venda da Petrobras, em que até a produção de identidade visual para a nova companhia, a Petrobrax, foi criada a fim de facilitar o entendimento da comunidade internacional. Também a entrega do sistema de telecomunicações, as propinas nos leilões das teles e de outras estatais, os bancos estaduais, as estradas, e até o suposto projeto de vender a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. A gente nem precisa de um roubômetro: FHC com a privataria roubou 10 mil vezes mais que qualquer possibilidade de desvio do governo Lula”, denuncia o senador paranaense Roberto Requião.

SOBRE O AUTOR

Palmério Dória é repórter. Nasceu em Santarém, Pará, em 1949 e atualmente mora em São Paulo, capital. Com carreira iniciada no final da década de 1960 já passou por inúmeras redações da grande imprensa e da “imprensa nanica”. Publicou seis livros, quatro de política: A Guerrilha do AraguaiaMataram o Presidente — Memórias do pistoleiro que mudou a História do Brasil A Candidata que Virou Picolé (sobre a queda de Roseana Sarney na corrida presidencial de 2002, em ação orquestrada por José Serra); e Honoráveis Bandidos — Um retrato do Brasil na Era Sarney ; mais dois livros de memórias: Grandes Mulheres que eu Não Comi, pela Casa Amarela; e Evasão de Privacidade, pela Geração Editorial.

Dilma continua subindo nas pesquisas 2

Aprovação de Dilma sobe para 41%
 
Para surpresa de algumas pessoas do meu convívio, já tinha dito que Dilma ia recuperar a aprovação pessoal e a do seu governo e que seria reeleita. Claro, ninguém acreditou.

Pude confirmar isso nos textos que escrevi e postei (veja aqui, aqui e aqui, este último do jornalista Miguel do Rosário, no blog Tijolaço

“…uma manifestação “restrita a São Paulo… De repente, espalhou-se por todo o Brasil” e Dilma foi jogada no meio da fogueira.
“…questão de não muito tempo, ela ia recuperar a aceitação ao seu governo”.
“Interessante notar que Dilma recuperou terreno principalmente no Sudeste…”

Agora, pesquisas mais recentes mostram que a aprovação de Dilma sobe para 41% entre ótimo e bom.

Na semana passada, pesquisa Ibope/Estado mostrou que a taxa de ótimo/bom do governo cresceu de 31% para 38% desde 12 de julho. Ao mesmo tempo, as opiniões de que o governo é ruim ou péssimo caíram de 31% para 24%


Pesquisas que chegaram ao PT e ao Palácio do Planalto mostraram que a avaliação de Dilma Rousseff atingiu 41% de ótimo e bom. A informação é de Vera Magalhães, do Painel, da Folha.

Na sexta-feira passada, dia 23, pesquisa Ibope/Estado mostrava que a taxa de ótimo/bom do governo cresceu de 31% para 38% desde 12 de julho. Ao mesmo tempo, as opiniões de que o governo é ruim ou péssimo caíram de 31% para 24%. A avaliação de que o governo é "regular" permaneceu em 37%. Apenas 1% não soube ou não quis responder.
 

Em comparação com os números divulgados pelo Datafolha há duas semanas, a aprovação ao governo foi de 36% para 38%. A pesquisa Ibope-Estado foi feita entre os dias 15 e 19 de agosto. Foram 2.002 entrevistas face a face, feitas na residência dos entrevistados. A pesquisa foi feita em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. Sua margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%. 

Vergonha: vídeo do próprio STF mostra como eles escondem o mensalão do PSDB

Quem vê o Brasil pela Globo, Veja, Folha, Estadão… não sabe, mas a história é completamente diferente da que contam.

Em primeiro lugar, o mensalão do PT não é nem de longe o maior escândalo de corrupção do Brasil. Existiam nove escândalos maiores do que ele (a maioria ligada ao PSDB). Agora com a descoberta do propinoduto tucano da Siemens e Alston, são dez que estão à frente do mensalão do PT (veja aqui Os 10 maiores escândalos de corrupção do Brasil). Mas vamos a outro ponto.

A origem do mensalão

De forma bem resumida, o mensalão tem a sua origem em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Essa origem é atribuída a dois baianos: Antônio Carlos Magalhães, que dispensa comentários, e Daniel Dantas, entre outras coisas o dono do Banco Opportunity (e já dizem há algum tempo, o dono do Brasil).

Apresentado a Fernando Henrique Cardoso por ACM, Daniel Dantas seria a fonte do dinheiro que Marcos Valério utilizaria no mensalão do PSDB?DEM. Descoberto, o esquema ganhou um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), portanto, bem antes da descoberta do mensalão do PT, que ocorreu sete anos depois, em 2005.

Você concorda comigo se eu disser que na pauta de julgamentos do STF o mensalão do PSDB deveria estar na frente do mensalão do PT, portanto deveria ser julgado antes? Pois é, estava na frente, mas, como você sabe, não foi julgado. Não se sabe sequer se vai ser julgado e se for não há previsão de quando. Mas, está lá, em alguma gaveta do STF.

Em outras palavras, na gaveta de processos do STF o mensalão do PT foi colocado na frente do mensalão do PSDB. Um, o do PSDB, aconteceu em 1998 e não há previsão de se será e quando será julgado. O outro, o do PT, aconteceu em 2005 e já foi julgado. O que você acha?

À frente dessa proeza estariam os ministros Cézar Peluzzo, Aires Britto (ambos aposentados em 2012), Gilmar Mendes, a Globo e os seus periféricos (todos sabem quem são), e o PSDB/DEM, esses sem nenhuma importância, só torcendo, porque nada mais do que isso sabem fazer.

A grande razão para isso é que perceberam que com Lula vivo não ganhariam mais nenhuma eleição, daí os festejos e comemorações quando souberam que ele estava com câncer.

O que fazer?

Destruir Lula e o PT. Com a incorporação de Dilma a esse elenco, ela também teria que ser destruída. Não cabia mais, como tinham feito com João Goulart (Jango), uma revolta com a participação dos militares e a instalação da ditadura. Recorreram ao quarto poder.

O quarto poder, a mídia, que manipula e controla a covardia dos outros poderes, usou o judiciário (letra minúscula mesmo). Vamos transformar o mensalão no maior escândalo de corrupção do Brasil (já leu Os 10 maiores escândalos de corrupção do Brasil?) e programar o julgamento para a época das eleições de 2012. Como tinham certeza da condenação dos réus, precisavam algema-los nas vésperas das eleições porque a imagem de políticos do PT algemados, muito particularmente José Dirceu e Genoíno, seria muito forte e destruiria o PT.

Não funcionou. O PT aumentou a sua bancada de prefeitos no Brasil e ainda por cima o PSDB/mídia perdeu a prefeitura que mais temiam perder: a de São Paulo.

Como “mostrar” isso às pessoas se estão condicionadas a ver o mundo pelas “páginas” de uma imprensa cujo grande objetivo nesses últimos dez anos foi literalmente manipular as notícias em nome de um objetivo maior, manipular a mente das pessoas?

Sem chance.

Ocorre que os acontecimentos foram fugindo do controle e foi ficando cada vez mais difícil abafar as notícias. As pessoas já estão percebendo do que é capaz o consórcio Mídia/PSDB.

Agora, mais uma prova. O vídeo de uma das reuniões do STF em que claramente escondem e adiam o julgamento do Mensalão do PSDB.

Tem um problema. Muitos, não são poucos, muitos vão continuar sem ver.

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Apartamento liga Fernando Henrique Cardoso a banqueiro do propinoduto

O escândalo do propinoduto tucano, alimentado pelas empresas Siemens e Alstom, se aproxima perigosamente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; já se sabia que parte dos recursos foi arrecadada por Andrea Matarazzo para o caixa dois da campanha presidencial de 1998; agora, com a revelação pela revista Istoé da conta "Marília", mais um detalhe: ela foi aberta no banco de Edmundo Safdié, que vendeu um apartamento de 450 metros quadrados no bairro de Higienópolis por apenas R$ 1,1 milhão ao ex-presidente 

Brasil 247

O escândalo do chamado propinoduto tucano está cada vez mais próximo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Já se sabia que parte da propina paga pela empresa francesa Alstom, arrecadada por Andrea Matarazzo, ajudou a alimentar o caixa dois da campanha da reeleição em 1998 (leia mais aqui). Depois disso, a própria Polícia Federal passou a investigar a conexão entre o escândalo do metrô e a reeleição de FHC (leia aqui). Agora, com a revelação da conta "Marília", que movimentou R$ 64 milhões entre 1998 e 2002, e foi operada por importantes figuras do PSDB, surge mais um detalhe constrangedor. Ela foi aberta no banco que pertenceu a Edmundo Safdié, banqueiro que vendeu um apartamento de 450 metros quadrados a FHC por R$ 1,1 milhão – abaixo do seu valor de mercado.

Banqueiro do propinoduto paulista vendeu apartamento a FHC 

Por Luis Nassif, no Jornal GGN.

Jornal GGN – O dono do banco onde estava a conta “Marilia” – que abastecia o propinoduto da Siemens, no cartel dos trens de São Paulo – é a mesma pessoa que vendeu o apartamento adquirido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, logo que deixou a presidência. E é um veterano conselheiro de políticos. Trata-se do banqueiro Edmundo Safdié. Em 2006, tornou-se réu, acusado de lavagem de dinheito do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, incurso na Ação Pena Pública no. 2004.61.81.004588-1, que tramita em segredo de Justiça. http://www.jfsp.jus.br/20061031celsopitta/

A rigor, a compra do apartamento pode ser apenas coincidência. O apartamento adquirido – 450 m2 do Edifício Chopin, rua Rio de Janeiro, Higienópolis – fica a poucos metros do antigo apartamento de FHC, na rua Maranhão. Na época, FHC anunciou que pagara R$ 1,1 milhão pelo apartamento – valor considerado muito baixo por moradores do edifício. Mas também podia ser um agrado de Safdié, para se vangloriar de vender um imóvel para um ex-presidente.

Em outras operações, Safdié foi mais controvertido. E a reincidência na lavagem de dinheiro – após o caso Pitta – pode explicar as últimas movimentações de Edmundo Safdié, vendendo seus ativos para outro banco.

A conta “Marília” estava no Leumi Private Bank da Suiça, antigo Multi Commercial Bank. Entre 1998 e 2002 – segundo documentos em poder da Polícia Federal – a conta movimentou 20 milhões de euros. Aslton e Siemens – as principais financiadores do esquema – compartilhavam a conta. Segundo revelou ao Estadão o ex-presidente da Siemens Adilson Primo, a movimentação era feita pela própria matriz da empresa. Fontes do Ministério Público Estadual informa

ram a IstoÉ que dessa conta saiu o dinheiro para o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Robson Marinho e para os lobistas Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas (leia aqui).

Nesse período, a instituição era controlada por Safdié, da tradição dos banqueiros libaneses-judeus que aportaram no Brasil no pós-Guerra e especializaram-se em administrar fortunas nos grandes mercados internacionais.

A saga dos Safdié

Edmond Safdié foi um brilhante banqueiro que fundou o Banco Cidade em 1965 e, nos tempos do regime militar, mantinha estreitas relações com o general Golbery do Couto e Silva.

Em 1966 entrou no ramo de gestão de fortunas e administração de recursos no mercado internacional. Adquiriu em Genebra, Suiça o Multi Commercial Bank, mais tarde convertido em Banco Safdié. Em 1988 criou o Commercial Bank of New York.

http://www.safdie.com.br/institucional/index.html

No final dos anos 90, a família decidiu concentrar-se em gestão de patrimônio, reorganizou as empresas e concentrou a gestão de patrimônio no banco suíço.

No final de 2012, Banco Safdié foi adquirido pelo Leumi, maior banco de Israel pelo critério de ativos. No Brasil, a família concentrou-se apenas na gestão de ativos depois que a crise de 2008 lançou desconfiança geral sobre gestores de ativos. Também podem ter contribuído para a reestruturação do grupo as ações internacionais contra lavagens de dinheiro, que expuseram Edmundo no caso Celso Pitta. http://www.leumiprivatebank.com/

O apartamento de FHC

Logo que saiu da presidência, Fernando Henrique Cardoso adquiriu de Edmundo Safdié o apartamento no 8o andar do edifícil Chopin, a poucos metros de seu apartamento anterior.

Na época, anunciou-se o preço de R$ 1,1 milhão. Embora anterior ao boom de imóveis em São Paulo, considerou-se que o preço estava subavaliado, para um imóvel de 450 metros quadrados.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR48918-6009,00.html

Aécio perde força até em Minas

Por Miguel do Rosário no Tijolaço

A grande imprensa não vem repercutindo uma informação essencial para se entender o que pode estar por trás da súbita altivez de José Serra. Além de estar perdendo pontos nas pesquisas nacionais de intenção de voto, Aécio Neves não está conseguindo sequer emplacar um candidato minimamente competitivo em seu próprio estado.

Os dois candidatos de oposição ao governo Anastasia, Pimentel (PT) e Clésio (PMDB), lideram isoladamente as pesquisas de intenção de voto: segundo pesquisa divulgada ontem pelo jornal Hoje em DIA, os dois tem quase 50% da preferência do eleitor mineiro. Os tucanos não alcançam 4%.

Aécio Neves conseguiu construir uma imagem sólida de si mesmo em Minas Gerais. Dizem as más línguas que a imprensa mineira foi amordaçada e manipulada com esse objetivo, coordenado por sua irmã todo-poderosa, Andrea Neves.

Mas Aécio cometeu um erro típico de políticos provincianos, que pensam mais em si mesmos do que nas ideias que supostamente representam: não construiu lideranças para substituí-lo. Investiu tudo em seu nome.

Este erro custará caro ao PSDB, por razões simples:

– O maior problema de Aécio Neves é ser bem conhecido e ter votos apenas em Minas Gerais.
– Mas se não tem um candidato sólido ao governo de Minas, Aécio pode comprometer seu desempenho no segundo maior colégio eleitoral do país.

– Com desempenho fraco em Minas, Aécio terá que gastar recurso, tempo e energia no estado, em detrimento de outras regiões, como São Paulo, Rio e Nordeste, onde precisa investir para ganhar terreno.

Estou começando a achar que Serra está certo em sua pretensão de ser novamente o candidato do PSDB à presidência da república…

Leia a matéria publicada sábado no jornal Hoje em Dia:

 

 

Fernando Pimentel e Clésio Andrade ampliam a vantagem

Jornal Hoje em Dia

Os candidatos de oposição ao governo de Minas Fernando Pimentel (PT) e Clésio Andrade (PMDB) ampliaram a vantagem na corrida das eleições de 2014. Enquanto isso, sem uma definição sobre quem será o candidato governista ao Palácio Tiradentes, Alberto Pinto Coelho (PP) e os tucanos Marcus Pestana, Dinis Pinheiro e Pimenta da Veiga não chegam a alcançar 4% da preferência.

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Nova pesquisa feita pelo instituto MDA, à qual o Hoje em Dia teve acesso, mostra que eles lideram todos os quatro cenários pesquisados, e alcançam, juntos, entre 48,5% e 49,6% da preferência do eleitorado, dependendo do cenário apresentado. Em maio, quando outra pesquisa do instituto foi realizada, somados, os índices do petista e do peemedebista alcançavam entre 40,4% e 41%.

Na nova pesquisa, realizada entre os dias 16 e 20 de agosto, o ministro Fernando Pimentel chega a atingir 39,1% das intenções de voto quando o candidato governista é o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Dinis Pinheiro (PSDB). No cenário, o senador Clésio Andrade tem 10,5% da preferência. Dinis alcança 2,9%.

Quando o candidato do governo é o atual vice-governador Alberto Pinto Coelho, seu índice é idêntico ao do tucano. Neste caso, Pimentel soma 38,4% e Clésio Andrade registra 10,3%. Enquanto 15,2% votariam em branco ou nulo, outros 33,2% não sabem ou não responderam. Na pesquisa de maio, Pinto Coelho somava 5%, enquanto Pimentel tinha 32,3% e Clésio Andrade tinha 8,1%.

Se a escolha governista for pelo presidente do PSDB, Marcus Pestana, o tucano tem 3,4% da preferência. Nesse cenário, Pimentel soma 38,6% (em maio tinha 32,8%) e Clésio registra 10,4% (tinha 8,2%). Um grupo de 15,5% dos eleitores votaria branco ou nulo e outros 32% não sabem ou não responderam.

Novo cenário

O melhor desempenho do governo se dá com o ex-prefeito de Belo Horizonte Pimenta da Veiga (PSDB). Ainda assim, seus índices são praticamente idênticos aos dos outros pré-candidatos governistas. O tucano alcança 3,6% dos votos, enquanto Pimentel marca 38,1%, Clésio tem 10,4%, brancos e nulos somam 15,1% e os que não sabem ou não responderam chegam a 32,8%.

É a primeira vez que tal cenário é apresentado nos relatórios de pesquisa do instituto MDA. No estudo de maio, Pimenta da Veiga não foi incluído. Outros dois candidatos governistas foram testados naquela ocasião: Renata Vilhena e Danilo de Castro. No novo relatório eles não foram incluídos, assim como o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), que tem dito não ter interesse na candidatura, apesar das pressões do partido.

A pesquisa ouviu 2.001 pessoas em 63 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Silêncio sobre corrupção do PSDB desmascara cartel da mídia

Silêncio sobre bomba da Istoé desmascara cartel da mídia

Por Miguel do Rosário no blog Tijolaço

A eclosão do escândalo de corrupção em metrô e trens urbanos em gestões tucanas e democratas de São Paulo e Distrito Federal serviu, entre outras coisas, para desmascarar o falso moralismo da nossa grande imprensa. Não vimos até agora nenhum editorial furibundo cobrando ética e apuração rigorosa.

Mas a pior lição que tiramos de tudo isso acabamos de ver neste final de semana. Não são apenas empresas de transporte urbano que fazem cartel para fraudar a população, cumpliciadas ao governo. As empresas de mídia formam um cartel ainda mais nocivo ao bem público, porque mais dissimulado, além de afetar virtualmente todas as esferas da nossa vida social.

O poder da mídia deriva justamente dessa formação de cartel, cuja cabeça é a Rede Globo. Se a Veja publica uma denúncia qualquer sem fundamento, a notícia é repercutida em todos os jornalões e chega ao Jornal Nacional. Mas se outra revista, de fora do cartel, publica uma denúncia fundamentada em documentos oficiais, o cartel se sente no direito de silenciá-la, abafá-la, simplesmente não tocando no assunto. Claro, isso acontece sobretudo se a denúncia fere os interesses do cartel.

É o que acaba de acontecer. A Istoé publicou neste final de semana uma reportagem amplamente fundamentada em documentos, mostrando que o esquema de corrupção do governo tucano possuía uma conta no exterior. Deu o número da conta, o nome da conta, informou as pessoas que a operavam, asseverou que os documentos foram fornecidos por autoridades suíças e estão já em poder do Ministério da Justiça.

Silêncio sepulcral.

Ninguém fala nada.

Os colunistas ainda estão preocupados com os “médicos cubanos”.

A mesma coisa acontece com o escândalo fiscal da Globo. Sshhhhhh! Silêncio! Toda a conversa sobre imprensa “independente” foi pro ralo. Os jornalistas tem “independência” para falar mal de Lula, que tem um apartamento em São Bernardo do Campo. Não para falar de FHC, que tem apartamento em Paris. Nem da família Marinho, que tem milhares de imóveis e 52 bilhões de reais no bolso.

Este silêncio é outro escândalo de corrupção. O cartel da corrupção também está na mídia.

O governo do PSDB paga por este silêncio. Ontem informarmos aqui que o governo Alckmin acaba de liberar R$ 4 milhões em assinaturas da Veja, Folha e Estadão para os jovens paulistanos da escola pública. Com este mesmo dinheiro, poderia distribuir milhares de tablets para os jovens acessarem livremente a internet. Mas o governo prefere mantê-los no cabresto da informação direcionada. Ele não tem controle sobre a internet, mas tem sobre a Veja, que só publica matérias favoráveis a seu governo.

Mas tem um problema. O silêncio da mídia se torna cada vez mais ensurdecedor. Com a internet, a farsa está ruindo. Essa é a razão do ódio cada vez maior que a direita tem dos blogs. Estamos acabando com a festinha deles.

Corrupção documentada do PSDB e a mídia se cala

 

A conta tem número (18.626), foi movimentada no banco Safdié (atual Leumi) e por ela circularam o equivalente a R$ 64 milhões entre 1998 e 2002; por ela, transitaram recursos ligados ao escândalo das propinas pagas pela Siemens e pela Alstom a governos tucanos; parte do dinheiro, que estava depositada numa conta de Jorge Fagali Neto, ex-secretário do governo FHC, já foi até bloqueada; no entanto, nada do que foi revelado por Istoé ecoou no Jornal Nacional ou nas edições dominicais da Folha e do Estado; blindagem ou cumplicidade?

Brasil 247

Diante da conta tucana, mídia se cala. Por quê?

Neste fim de semana, a revista Istoé publicou uma reportagem bombástica. Assinada por Claudio Dantas Sequeira e Pedro Marcondes de Moura, ela trouxe a conta secreta usada por operadores do PSDB na Suíça (leia mais aqui). Ela tem número (18.626), foi aberta no banco Safdié, que hoje se chama Leumi, e por ela transitaram R$ 64 milhões apenas entre os anos de 1998 e 2002.

Todas as informações da reportagem estão amparadas em documentos oficiais, que fazem parte da investigação do chamado propinoduto tucano, vinculado às empresas Alstom e Siemens, que forneceram equipamentos para o metrô de São Paulo e para as empresas de energia paulistas. Entre as revelações, há até a informação de que parte dos recursos já foi bloqueada por autoridades suíças, a pedido do governo brasileiro. Estavam depositados numa conta de Jorge Fagali Neto, que foi secretário do governo FHC. Seu irmão, José Jorge Fagali, presidiu o metrô no governo de José Serra.

Diante da gravidade dos fatos, seria natural que a reportagem ecoasse hoje ainda no Jornal Nacional e, um dia depois, nas edições dominicais de grandes jornais como a Folha e o Estado de S. Paulo.

No entanto, quando se trata do PSDB, há uma espécie de pacto de silêncio na mídia. Como as macaquinhos da imagem acima, ninguém viu nada, ninguém ouviu nada e, portanto, ninguém falará nada sobre o caso. É como se o escândalo, simplesmente, não existisse.

No JN, da Globo, nada sobre o caso. Nas edições dominicais dos jornais, que já circulam neste sábado, também não.

Por que será? Blindagem? Cumplicidade?

E já que perguntar não ofende, qual seria o tratamento se a conta batizada como "Marília" estivesse vinculada a outro partido político?