Blog

Só a Globo não gostou da redução da tarifa de luz

Por Ronaldo Souza

Enquanto todos os demais estados brasileiros aprovaram a medida do Governo Dilma Roussef de baixar as tarifas de energia, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos governados pelo PSDB, discordaram, foram contra. Mesmo assim, a população, a indústria e o comércio desses estados vão ter uma redução nas suas tarifas, ainda que menor do que a dos outros. Ocorre que a redução no estado de Minas Gerais será neutralizada porque a Cemig vai promover um aumento nas suas tarifas.


 

Imagine, enquanto em todos os estados brasileiros a tarifa da energia é reduzida, em Minas Gerais, comandada por Aécio Neves, aumenta o valor.

Especula-se que, entre outras coisas, agindo assim Aécio Neves, provável candidato do PSDB, estaria garantindo o financiamento da sua campanha para presidente da república em 2014 pelas grandes companhias de energia elétrica.

Na blogosfera a questão mais recente é a perplexidade pelo posicionamento da Rede Globo por também atacar essa redução. Veja o que diz um dos blogs:

O mistério da TV Globo ser contra sua própria conta de luz mais barata

Quanto é a conta de luz do PROJAC e dos demais estúdios da TV Globo espalhados pelo Brasil? Com certeza é uma das maiores despesas administrativas de uma emissora movida à luzes, câmeras, ação, secadores de cabelo, ar condicionado, etc. Por isso deveria estar exultante com a redução na conta de luz, como qualquer empresário do setor produtivo. Qualquer dono de bar que terá um alívio nas despesas com o freezer sente isso. Qualquer salão de beleza que gastará menos com secadores e chapinhas também.

No entanto, a TV Globo, inexplicavelmente não gostou e até criticou o governo Dilma, chegando a apoiar a oposição capitaneada pelo senador Aécio Neves (PMDB-MG), que desejava "melar" a conta de luz mais barata para privilegiar os lucros dos banqueiros investidores nas empresas geradoras de eletricidade, como a CEMIG.

Como os irmãos Marinho, donos da Globo, não são loucos a ponto de rasgarem dinheiro (muito pelo contrário são bastante pragmáticos neste ponto), a única explicação visível no horizonte é a emissora ter algum negócio de bastidor inconfessável ao distinto público, como, por exemplo, uma suposta negociação direta com a Light (distribuidora de energia no Rio), para comprar a energia mais barata do que este desconto.

Detalhe: a Light é controlada pela CEMIG, estatal do governo de Minas, sob a esfera de influência do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Vamos desenhar: para a Light valeria a pena vender a energia para a Globo bem baratinha (até "de graça"), se a emissora conseguisse, com seu noticiário urubulógico, derrubar o desconto na minha, na sua e na conta de luz do resto dos brasileiros, garantindo maiores lucros para a CEMIG.

A TV Bandeirantes, por exemplo, chegou a fazer um editorial em seu principal telejornal no dia seguinte ao pronunciamento da presidenta Dilma, apoiando a atitude e firmeza em "ferir interesses de poucos em função do interesse de muitos".

Cadê um editorial da Globo para explicar o por que de ser contra baratear sua própria conta de luz?

Transparência. A gente não vê por aqui

Veja o Editorial da Rede Bandeirantes no vídeo.

[[youtube?id=R8O2oWSl0tQ]]

A tragédia de Santa Maria e o ódio incontrolável

Tragédia de Santa Maria vira alvo de politicagem e deboche

Por Eduardo Guimarães (http://www.blogdacidadania.com.br/)
 
 
Confesso que adiei a composição deste texto o quanto pude. Passado o choque inicial com a tragédia épica que se abateu sobre Santa Maria, ainda que pouco confiante em que não acontecesse não quis considerar a hipótese de que sobreviesse o espetáculo de selvageria que se seguiu neste país.
 
Lembro-me de que, no domingo, minutos após saber que serei avô pela segunda vez, então ainda na mesa do almoço com os pais da criança (meu filho e minha nora), ouço a emissora FM em que escutávamos música falar sobre a tragédia, interrompendo o almoço em família e nos obrigando a ir à internet em busca de maiores informações.
 
Naquele instante, senti vergonha do pensamento que me tomou. Um horror humanitário como aquele e eu fui logo pensar em que arrumariam um jeito de criticar Lula ou Dilma ou até o PT pelo que ocorrera. Senti-me fanático e insensível.
 
Não tive que esperar muito para me redimir, ainda que preferisse ter me sentido mal comigo mesmo a ter que encarar a dura realidade de que há uma infestação de desumanidade no país.
 
Jornalistas conhecidos, órgãos de imprensa e internautas anônimos das redes sociais protagonizaram um show dos horrores. Frases e até imagens repugnantes foram construídas a toque da mais absoluta insensibilidade e falta de limites éticos.
 
Tudo em que o blogueiro e colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo conseguiu pensar, poucas horas após a tragédia vir a público, foi em criticar o ex-presidente Lula por ter sido postado em seu perfil no Facebook uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas de Santa Maria (?!!).
 
No jornal O Globo e no site “Blog do Noblat”, hospedado no portal da Globo na internet, uma charge de Chico Caruso espantou multidões pelo mau-gosto, pelo oportunismo, pela insensibilidade e até pela burrice.
 
O que tem Dilma Rousseff a ver com a falta de fiscalização de uma casa noturna em um dos mais de cinco mil municípios brasileiros? Nada? Pois o cartunista que serve à família Marinho achou relevante colocá-la à frente de uma jaula flamejante exclamando “Santa Maria!”.
 
Que mensagem o cartunista mandou? O que ele quis dizer? Por que Dilma tinha que ser associada à tragédia? Não seria mais inteligente uma charge crítica à falta de fiscalização das autoridades de Santa Maria ou ao descaso do empresário inescrupuloso que dirigia aquela arapuca?
 
Por que não fazer uma charge poética sobre o sofrimento de toda uma nação? Não havia idéia melhor para aquele cretino usar em uma charge, já que, por alguma razão, julgou que tinha que fazer uma?
 
O envolvimento de Dilma no episódio via essa cretinice da charge se conectava com os comentáristas dos blogs de Noblat e Azevedo, que se uniam para acusá-la pela tragédia sob razões malucas, ininteligíveis, que nem seus formuladores souberam explicar.
 
Mas, tragicamente, não foi só. O jornal O Estado de São Paulo começou a espalhar, acriticamente, matéria insultuosa ao Brasil divulgada por um dos dois jornais ingleses que abriu guerra contra o governo Dilma. O subtítulo da matéria fez troça do lema de nossa bandeira.
 
O diário Financial Times trocou o lema Ordem e Progresso por “Idiotia e Progresso”. Ou seja: 200 milhões de brasileiros se tornaram “idiotas” por um tipo de tragédia que vem ocorrendo em várias partes do mundo, até nos Estados Unidos (2003).
 
Pior que tudo isso têm sido perfis nas redes sociais Twitter e Facebook, entre outras. Internautas anônimos estão se fartando de debochar do sofrimento que se abateu sobre o país inteiro usando, sem piedade, o que há de mais estupefaciente e repugnante no “humor negro”.
 
O que está acontecendo no país? Tenho 53 anos. Já vi muita coisa, mas essas pessoas capazes de não sentir um pingo de comiseração em um momento de tanta comoção não existiam. Ou, se existissem, ao menos tinham um mínimo de pudor.
 
Explorar politicamente uma tragédia como essa, no entanto, talvez seja o pior. Porque essa conduta asquerosa não veio de algum moleque cretino e mimado ou revoltado com o mundo, mas de homens supostamente esclarecidos e maduros.

Senador Roberto Requião detona Aécio Neves e o PSDB

Veja o que coloquei em um post em 10/12/2012 (veja aqui o texto completo)

Skaf acusa Cesp, Cemig e Copel: Estão jogando contra todos os brasileiros

Nota à imprensa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), via e-mail

Essa foi a reação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Paulo Skaf, à notícia de que três estatais do setor elétrico – Cemig (MG), Copel (PR) e Cesp (SP) –  decidiram recusar a antecipação de contratos com desconto, proposta pelo governo federal.

“A presidente Dilma Rousseff anunciou 20% de desconto médio em rede nacional. As estatais que se recusam a aderir ao desconto vão ter que arcar com as consequências de frustrar os brasileiros e mais ainda: de não colaborar para que o Brasil se torne um país mais competitivo.”

Para a Fiesp, que há dois anos encabeça a campanha Energia a Preço Justo, o Brasil não pode perder a oportunidade de promover essa queda na conta de luz de todos os brasileiros.

 “O importante agora é não abrir mão dessa conquista, que é de todos os brasileiros, ainda que essas estatais estejam jogando contra”, termina Paulo Skaf.

Agora veja o que diz neste vídeo o Senador Roberto Requião sobre essa questão.

[[youtube?id=OspW3rJ3sWk]]

Deixar o dente aberto???

Fabio:
Professor,qual a sua opinião sobre “deixar o dente aberto” para sair o pus??? Apesar de nao ser a terapia de 1a escolha,as vezes recorro a isso, principalmente quando o paciente esta naquela situação onde esta com grande inchaço e drenando pus pelo canal…afinal,na minha modesta opiniao,antes pelo canal radicular que via extra oral!!! um abraço e fique com Deus,mais uma vez parabens pelo blog!!!

Fabio, tenho grande dificuldade em aceitar a certeza nas ciências médicas. Não há espaço para verdades absolutas. Porém, apesar da possibilidade de que eventualmente se venha a faze-lo, evite deixar o dente aberto, isso só complica o controle de infecção. Dispomos de recursos que permitem uma ação efetiva nesse sentido, entre os quais o desbridamento foraminal.

Mais um caos… pela Rede Globo

A grande mídia, Rede Globo à frente, sempre se supera e nos surpreende com a sua “boa vontade” com o PT e os governos Lula/Dilma. O exemplo mais recente tem sido o terrorismo que ela fez e está fazendo com o "apagão". As manchetes, como sempre sensacionalistas, anunciavam o apagão e a necessidade de racionamento de energia que teria que ser determinado pelo governo em breve.

Todos os especialistas da área disseram todo o tempo que não havia a menor possibilidade de apagão. Mesmo assim continuaram com o bombardeio e chegaram a dizer que, daqui de Salvador, ainda nas férias, Dilma tinha marcado uma reunião urgente para tratar do assunto. As entrevistas da Globo News forçaram a barra demais, tentando por as palavras na boca dos entrevistados. Uma das consequências, as ações de empresas de energia elétrica caíram (procure saber quem comprou ações na queda e venderam assim que voltaram a subir [portanto, com grande lucro], quando “viram” que era puro terrorismo da imprensa).

A cada dezembro, o Ministério das Energias agenda 12 reuniões para o ano seguinte, uma a cada mês, para tratar dos assuntos pertinentes ao ministério. A reunião de urgência que Dilma tinha marcado era simplesmente uma delas, portanto prevista desde o ano passado. A coisa foi tão vergonhosa que a Folha de São Paulo reconheceu o erro e pediu desculpas (claro que sem nenhum destaque, como tiveram as grandes manchetes falando do apagão).

Veja o agendamento das reuniões:

 

Agora, veja esse artigo sobre mais um terrorismo que o Jornal Nacional fez ontem, sexta-feira, 11/01/2013.

Industria foi mal em estados governados por tucanos e foi bem nos demais

Por Zé Augusto

A produção industrial cresceu em 8 dos 14 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de outubro para novembro de 2012.

Vejam bem: cresceu em 8 estados e caiu em 6. Adivinhe como o "Jornal Nacional" da quarta-feira noticiou?

 

A TV Globo, em sua cruzada para derrubar Dilma, noticiou com a enfase negativa, colocando o número menor como se fosse mais importante do que o maior.

Mas o telejornal omitiu uma informação importante: dos 6 estados em que a produção industrial caiu, 5 são governados por tucanos.

Eis os 6 estados pesquisados onde houve queda na produção industrial:

Goiás (PSDB): -14,7%
Espírito Santo (PSB): -6,3%
Pará (PSDB): -6,0%
Paraná (PSDB): -5,1%
São Paulo (PSDB): -1,9%
Minas Gerais (PSDB): -0,7%

Eis os 8 estados pesquisados onde houve crescimento:

Bahia (PT): 3,5%
Santa Catarina (PSD base aliada de Dilma): 3%
Amazonas (PSD
base aliada de Dilma): 2,9%
Ceará (PSB
base aliada de Dilma): 2,2%
Rio de Janeiro (PMDB
base aliada de Dilma): 2,1%
Pernambuco (PSB
base aliada de Dilma): 1,3%
Rio Grande do Sul (PT): 0,4%

Os governadores tucanos Geraldo Alckmin (SP), Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO) e Simão Jatene (PA) estão destruindo seus estados, e continuam contra o crescimento industrial ao tentarem sabotar a conta de luz mais barata, o que incentivará a produção industrial.

A sujeira por baixo dos talheres de prata

Nasce um partido político. Era 1980. Surgia o Partido dos Trabalhadores, o PT. Começa a chamar a atenção e a ocupar lugar de destaque no cenário político brasileiro. Chama a minha atenção. Mas eu não sou um trabalhador. Como posso eu, profissional liberal, elite social e financeira do país, identificar-me com um partido de trabalhadores?

Ocorre uma pergunta; por que será que os profissionais liberais acham que não são trabalhadores?

Nasce um partido político. Era 1988. Surgia o Partido da Social Democracia Brasileira o PSDB, fundado por importantes figuras do cenário político brasileiro, alguns tidos como intelectuais. Identifiquei-me com ele. Ainda existiam resíduos da ideia de elite. Afinal, era um profissional liberal.

Campanha presidencial. Era 1989. Candidato do PT; um homem conhecido como Luis Inácio Lula da Silva, um apelido que se misturava com o nome. Um semianalfabeto, que mal falava o português. Inglês, nem pensar. Dos candidatos, o único com essas “características”. Por que eu, um profissional liberal, insistia em querer votar naquele semianalfabeto, que não falava inglês, que nada tinha a ver comigo?

Num golpe baixo, “jogaram” uma filha de Lula na campanha, uma questão estritamente pessoal e que nitidamente trouxe um grande desconforto para ele. A indignação foi tão grande que esboçou-se uma reação com a mesma moeda. Hábitos pessoais de Collor não muito recomendáveis poderiam ser usados também. Lula não aceitou: “não vamos levar questões pessoais para a campanha”.

Também nessa campanha, ficou famoso aquele último debate entre Lula, o comunista que comia criancinhas, e Collor, o caçador de marajás, de família muito rica, dona da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo em Alagoas. Somente anos depois veio à tona o que a Rede Globo fez naquele debate. Veja o vídeo [[youtube?id=To-FNLeoOK0]]

O PSDB/DEM e a grande imprensa (?), Rede Globo à frente, têm feito de tudo para destruir a imagem de Lula. Entre tantas, até de estuprador de um colega na época em que esteve preso pela ditadura já o acusaram. Mais recentemente, a mídia vem tentando criar e disseminar a suspeita de um romance entre Lula e Rosemary Noronha.
O PT sempre soube, por exemplo, da história do filho de Fernando Henrique Cardoso, Tomás Dutra Schmidt, com a jornalista Miriam Dutra, da Globo. A Globo abafou o caso e mandou a jornalista morar na Europa com o filho. Em 2009, FHC reconheceu o filho.

Veja o que diz a Tribuna da Imprensa:

Depois do reconhecimento, os três filhos de Ruth Cardoso – Paulo Henrique, Beatriz e Luciana – pediram ao pai que fizesse um exame que comprovasse que Tomás era mesmo filho dele. O ex-presidente concordou, imaginando com isso colocar fim a qualquer possibilidade de desentendimento entre os irmãos e Tomás.

O primeiro teste foi feito no fim do ano passado, em São Paulo. A saliva de FHC foi recolhida em São Paulo, e a de Tomás, em Washington, nos EUA, onde estuda, por meio do representante do escritório do advogado brasileiro Sergio Bermudes, que cuidou tanto do reconhecimento quanto dos testes feitos.

O primeiro exame deu negativo. FHC decidiu então se encontrar com Tomás em Nova York para um novo teste, que também deu negativo. Fernando Henrique Cardoso está disposto a manter o reconhecimento de Tomás, até porque não pode voltar atrás. Mas seus herdeiros, no futuro, poderão questionar a paternidade com base nos testes de DNA.

Fica faltando resolver agora o caso do filho que FHC teve com uma empregada doméstica. Foi em 19 de novembro que se descobriu um segundo caso de filho natural do ex-presidente FHC. A notícia foi dada pelo colunista Claudio Humberto, ao relatar que há pouco mais de 20 anos o então senador Fernando Henrique Cardoso tivera um romance com a empregada doméstica Maria Helena Pereira, que trabalhava em seu apartamento na capital.

Desse relacionamento nasceu um filho, que se chama Leonardo dos Santos Pereira e está hoje com vinte e poucos anos. Mãe e filho trabalham no Senado Federal. Maria Helena é copeira e serve cafezinho aos gabinetes da Ala Teotônio Vilela, enquanto Leonardo trabalha como carregador (auxiliar de serviços gerais) na Gráfica do Senado.

É interessante lembrar que FHC vivia dizendo que tinha um pé na senzala. E era mais do que verdade. Além de ser mestiço, como praticamente todos os brasileiros, ele acabou tendo filho com uma afrodescendente que o impressionou pela formosura. Leonardo é considerado muito parecido com o pai. E foi por isso, aliás, que a mulher de FHC, Dona Ruth Cardoso, decidiu demitir a empregada (veja aqui http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=20228).

Em outros momentos, tentaram achincalhar Lula, chamando-o de bêbado. Atribuía-se à Dona Ruth Cardoso, esposa de Fernando Henrique Cardoso, hoje falecida, dificuldades com a bebida, mais especificamente o whisky. O PT nunca fez qualquer insinuação sobre isso. Sempre respeitou D. Ruth pelo seu valor.

O jogo sujo do PSDB/DEM/Mídia, é comum dentro do partido. Em 28 de fevereiro de 2009, o Estadão publicou um texto que atiçou a guerra de bastidores entre os dois pré-candidatos do PSDB à Presidência da República. Assinado pelo falecido colunista Mauro Chaves, ele recebeu título provocador: “Pó pará, governador”.

Você acha normal que um jornal como o Estadão (São Paulo) publique a coluna de um dos seus mais prestigiados colunistas com esse título, “Pó pará, governador”? Teria havido algum erro de digitação?

Na verdade, o objetivo do jornal, um grande defensor e protetor de Serra, era pressionar Aécio Neves a desistir da disputa interna e aceitar o papel de vice na chapa tucana (na campanha para a eleição de 2010, em que Dilma ganhou). O jornalista Altamiro Borges fez o seguinte comentário: “Sem nunca ter ocultado seu serrismo, o Estadão dispensou o protocolo e disparou um torpedo visando atingir a pré-candidatura de Aécio abaixo da linha-d’água. Contrastando com a linha conservadora do jornal, instilou uma insinuação pesada, uma suposta ligação de Aécio ao “Pó”, ou seja, cocaína”…

Observa-se o nível de uma simples disputa interna entre dois candidatos do PSDB para ver quem iria disputar com Dilma. Como sabemos, deu Serra. Recentemente flagrado por uma blitz no Rio de Janeiro, o Senador Aécio Neves se recusou a fazer o teste do bafômetro. Comenta-se que o senador não estava bem outra vez, mas que o bafômetro só registraria uma das razões para a sua condição.

Apesar de recursos baixos serem utilizados pelo PSDB/DEM/Mídia contra o PT, Lula nunca permitiu qualquer menção a essas histórias, de Fernando Henrique Cardoso ou de qualquer outro político, por achar que é uma questão estritamente pessoal. Apesar da enorme campanha sistemática contra os seus membros (petralhas, delinquentes, quadrilheiros, quadrilha de bandidos, raça i

nferior…), particularmente nos últimos 10 anos, o Partido dos Trabalhadores, o PT, uma raça a ser extinta, como disse o Senador Jorge Bornhaussen (DEM de Santa Catarina), tem evitado (até quando!!!) o jogo baixo, mesquinho, sujo.

Em artigo de hoje da Folha (26/12/2012, quarta-feira), um dos seus colunistas, que também é da Veja (sempre ela), refere-se aos membros do partido da presidente Dilma Roussef como “cleptocompanheiros”.

Dizem que a oposição e a mídia brasileira são as únicas no mundo que tentam derrubar um ex-presidente. E não conseguem.

Ao reler esse texto antes de posta-lo, preocupou-me não deixar a impressão de que teria exagerado nos comentários sobre o PSDB/DEM/Mídia. Não quero ser injusto com um segmento tão importante da elite brasileira. Tenho que reconhecer que são pessoas de fino trato. Sabem como poucos como se comportar à mesa. Possuem o domínio de fato do uso dos finos talheres de prata.

Quem disse isso?

Fabio:
Prof,gostei demais do Blog que conheci hoje mas ja coloquei nos meus favoritos. Sou cirurgião dentista há 10 anos e especialista em endodontia há 3. Tenho uma pergunta ao senhor um tanto espinhosa: os convenios “exigem” uma garantia do canal por 2 a 5 anos (dependendo do convenio) e já ouvi alguns colegas de várias especialidades (inclusive de endo) dizendo que temos sim de dar garantia no nosso tratamento. E qual é a opinião do senhor? Desde já agradeço sua atenção!

Fabio, fico feliz por saber que você gostou do Blog.

Não consigo ver como dar garantia de um tratamento, seja pelo prazo que for. A qualidade do tratamento endodôntico então terá que ter um prazo de garantia, de validade, como um produto de supermercado? Se a lesão periapical, por exemplo, não desaparecer em 2 anos, o paciente ou o colega que o encaminhou só poderá reclamar quando se completarem os 5 anos, esperar os 3 anos restantes?

A garantia que o endodontista tem que dar é a de que o paciente será respeitado e a melhor maneira de fazer isso é, além de um tratamento respeitoso à sua condição de ser humano, dar a ele o melhor do profissional. Respeito (ao paciente), competência e dignidade (do profissional). Essa é a tríade guiada pela consciência e formação de cada um. É possível que se fosse assim talvez nem precisássemos de código de ética. Infelizmente, porém, os que não pensam exatamente assim estão por aí, inclusive dando aula.

Quando o tratamento endodôntico é realizado, quem o faz só pode pensar que será para o resto da vida do paciente. Mesmo que, por razões diversas, nem sempre isso é possível.

Os melhores presidentes do Brasil

(Entrevista de José Sarney ao Portal iG, ao final do governo Lula)

iG: O senhor acredita que Lula foi um líder popular maior que Getúlio Vargas?
Sarney:
Getúlio nunca foi líder popular. Ele teve uma grande popularidade. Lula é um líder popular. Getúlio era da elite do Rio Grande do Sul, do Borges de Medeiros, do Julio de Castilho. Foi ministro da Fazenda do Washington Luís. Então ele era da elite nacional. O Lula não. Lula veio das raízes. Foi torneiro mecânico, operário. De maneira que podemos dizer que todas as classes sociais ocuparam o poder.

iG: Getúlio era um líder populista?
Sarney:
A meu ver sim.

iG: O Lula não?
Sarney:
O Lula não. Ele é um líder de resultados para a classe dele. Isso foi o balanço do governo.

iG: Se o senhor tivesse que fazer um ranking dos presidentes da República como faria?
Sarney:
Colocaria Rodrigues Alves (1902-1906), porque ele ordenou as finanças públicas depois de encontrar um país extremamente endividado. Tinha uma visão de Estado profunda. Estou fazendo um exame cronológico. Eu consideraria o Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954). De qualquer maneira, ele foi um ditador durante 15 anos. Ele enfrentou problemas trabalhistas que eram só para aqueles que tinham carteira de trabalho. Para os excluídos, esses que não tinham carteira de trabalho, Getúlio nunca fez nada. O Juscelino Kubitschek (1955-1960) foi um grande presidente. Teve uma grande responsabilidade, assumiu para ser deposto porque ele tinha uma reação militar e política muito grande. E ele (JK) contornou tudo isso e transformou a luta política num debate nacional pelo desenvolvimento econômico. E eu colocaria o governo do Lula, que é uma mudança profunda. O Lula deu uma paz social ao país, fez uma distribuição de renda muito grande. Acho que a partir do Lula o Brasil também conclui um ciclo republicano, com a chegada de um homem do povo ao poder.

iG: Duas perguntas que sobram: primeiro o senhor não se incluiu…
Sarney:
Não me incluí porque caso contrário seria cabotinismo da minha parte. Eu fiz coisas certas e coisas erradas. Eu às vezes fui o melhor presidente do Brasil e fui o pior presidente do Brasil.

iG: Em quê?
Sarney:
Quando eu fiz o Plano Cruzado e tive a coragem que nunca ninguém tinha tido neste País de partir para uma fórmula heterodoxa de modificação da economia. Todos os outros (presidentes) tinham se submetido às regras internacionais. Isso foi uma coragem extraordinária. Naquele tempo eu havia ouvido do próprio Leonel Brizola (ex-presidente nacional do PDT) que eu tinha sido o presidente com maior coragem no Brasil, quando decretei o congelamento (de preços) e fiz o Plano Cruzado, quando abri a porta para que o País pudesse ter condições para modificar a economia.

iG: Isso foi o melhor e o que foi o pior?
Sarney:
O pior foi quando fiz o Plano Cruzado número 2. Fiz uma correção errada. Evidentemente que eu não sou economista, mas a responsabilidade é minha. Os que fizeram errado não têm responsabilidade nenhuma. Mas eu tenho a responsabilidade de ter aceito aquela fórmula de corrigir o aumento daqueles cinco produtos.

iG: A outra pergunta que sobra daquele ranking foi não ter incluído o presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Sarney:
Acho que Fernando Henrique Cardoso foi um presidente que prestou muitos serviços ao País. Ele realmente foi um bom presidente. Um presidente normal, comum. Não há uma marca profunda como os outros presidentes que ocuparam o comando do País.