Hugo Bastos:
Professor Ronaldo, recentemente chegou em meu consultório uma paciente de 18 anos apresentando as unidades 11 e 21 com reabsorção até terço médio da raiz. Segundo relato dela e da mãe, não há histórico de trauma ou tratamento ortodôntico anterior. Teste de sensibilidade positivo e de percussão e palpação negativo para ambos. Ausência de lesão periapical ou restauração. Foi ecaminhada por um ortodontista para ser avaliada. Já que não existe radiografias anteriores para efeito de comparação, sugeri atrasar por uns 6 meses o tratamento ortodôntico para que seja feita uma nova radiografia e comparar com a que ela tem em mãos. Já que na anamnese foram descartadas as principais etiologias das reabsorções, o que poderia ter causado a reabsorção neste caso em particular?
Hugo, quando não se sabe qual é a causa é comum dizer-se que é idiopática. Não me parece provável uma reabsorção desse porte sem uma história que a justifique. Um trauma por pequeno impacto (uma cotovelada discreta brincando com amiga ou irmão) pode passar despercebido. Pesquise se há hábitos noturnos de apertamento, bruxismo … (também às vezes imperceptível para o paciente e/ou pais). Acho que sua decisão está correta, mas para que tenha validade as tomadas radiográficas devem ser feitas com a mesma incidência, razão pela qual devem ser feitas com posicionadores. Também devem ser bem processadas para que se consiga uma comparação confiável.