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Aécio quer de volta o “homem dos juros” da Era FHC

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Miguel do Rosário está  de folga neste final de semana. De folga só do Tijolaço, porque continua mostrando porque irrita tanto a Globo e seus “manda-chuvas” lá em seu blog O Cafezinho.

Seu olhar de lince foi achar no  blog do Kennedy Alencar a revelação – dois dias depois de ter conversado com Fernando Henrique Cardoso, que Aécio Neves já “escolheu” – pretensão e água benta… – o seu “Ministro da Fazenda”: Armínio Fraga, o “dono” da quadra final do governo FHC.

E, num trabalho primoroso de reconstituição da memória, vai buscar o “recordar é viver” para passagem de Fraga pelo cargo de Cardeal Richelieu, na época o equivalente a presidente do Banco Central, do declinante Fernando Henrique.

Cadente governo talvez seja nome melhor para o governo que acabou poucos dias depois de eleito, logo após a explosão que seguiu à reeleição presidencial, em 1998, quando a farsa do “real que vale mais que o dólar” ruiu estrepitosamente.

Leia o texto de Miguel e veja como o Brasil precisa exorcizar a volta dos zumbis do passado.

Presença de Arminio

Por Miguel do Rosário

Leio no blog do Kennedy Alencar, que Arminio Fraga é o ministro da Fazenda dos sonhos de Aécio Neves. Eles já conversaram a respeito e acertaram tudo. Segundo Aécio, “uma indicação antecipada de um ministro da Fazenda com esse perfil ajudaria a campanha tucana a atrair simpatia de investidores internacionais e de boa parte do empresariado brasileiro, sobretudo do grande capital financeiro.”

Pois bem, então eu lembrei dos “bons tempos” e fui pesquisar os jornais de 1999, mais especificamente, de março daquele ano, quando Fraga assumiu a presidência do Banco Central.

Sua primeira medida foi aumentar os juros de 25% para 45%. Foi talvez a maior paulada nos juros que já se deu, em qualquer civilização, nos últimos cinco mil anos. 

A grande imprensa comemorou. Em editorial, o Globo afirmou que “as medidas anunciadas pelo novo presidente do Banco Central, Arminio Fraga, vão na direção certa”.

Fraga falou à imprensa que, para o futuro, a tendência dos juros er

a cair. Ah, bom.

O que ninguém falou é que a medida de Fraga significava dezenas, quiçá centenas de bilhões de dólares, na conta dos grandes credores nacionais e internacionais, ao longo dos meses seguintes. Dinheiro fácil, líquido e certo.

No mesmo dia, o Globo anunciava que os combustíveis iriam subir e que uma comissão da Câmara havia aprovado a nova CPMF (imposto criado para aplicação em saúde, mas que no governo FHC era usado para superávit primário). O acordo político entre governo e legislativo era quase cínico. O imposto não iria para a Saúde. Tanto que os jornais afirmava, sem pejo, que o FMI aguardava, com ansiedade, a aprovação do novo imposto. Ou seja, o FMI queria a CPMF, porque esse dinheiro ia para os credores internacionais.

Não pára por aí. Aquela sexta-feira, 5 de março de 1999, prometia muitas emoções. O colunista político do Globo, Marcio Moreira Alves, um digno jornalista que havia crescido dentro do Globo durante os esforços do jornal para se redimir com a opinião pública no pós-ditadura, comentava sobre uma certa “indiscrição” do ministro da fazenda, Pedro Malan. Malan havia encomendado estudos para a venda do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, o que provocou fortes contestações no Congresso. É aí que grande parte do PMDB, inclusive caciques conservadores, como Sarney e seus companheiros, rompem com os tucanos.

A tentativa de privatização da Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa produz a grande fenda na elite política que iria sorver o PSDB e abrir espaço para uma nova coalização governamental, uma aliança entre PT e a centro-direita, representada pelo PMDB, cujo nacionalismo repetindo surpreendeu a mídia.

Mesmo com inflação estourada, juros a 45%, governo articulando não apenas para prorrogar a CPMF, mas para aumentar a alíquota, estudos para venda das últimas grandes estatais brasileiras, ministérios anunciando grandes cortes de servidores, nenhuma obra de infra-estrutura em curso, a grande mídia tentava afastar o “baixo astral”.

Teresa Cruvinel, outra colunista estrategicamente posicionada para amansar os ânimos esquerdistas do pós-ditadura, abria sua coluna daquela fatídica sexta-feira com um título solar e feliz: Apesar do baixo astral.

Os jornais simplesmente omitivam acintosamente informações sobre as consequências terríveis para as finanças públicas daquele “choque” nos juros. A dívida brasileira, já complicada, se tornaria quase impagável.

Em resumo, o governo FHC aumentava pesadamente a carga tributária e criava novos impostos, asfixiando a classe média, não para aprimorar os serviços públicos ou fazer obras de infra-estrutura, mas para transferir mais dinheiro aos credores internacionais. A grande imprensa, sócia nessa empreitada, tinha missão de enganar a sociedade, afirmando que o remédio era necessário, e que tudo ia bem, “apesar do baixo astral”.

Enquanto isso, a Polícia Federal continuava sendo sucateada, e não havia nenhuma investigação séria, por parte do governo, contra os grandes problemas de corrupção no país. Nem na imprensa. O escândalo da compra de votos para a reeleição já havia sido devidamente abafado, a mídia preparava o terreno para as últimas grandes privatizações, entre elas a da Vale do Rio Doce.

Quem falasse em “concessão”, à época, seria considerado socialista. O governo não queria conceder nada. O objetivo era alienar completamente o patrimônio público, o mais rápido possível, entregando-o nas mãos de empresários politicamente afinados com o Planalto.

Bons tempos! A Globo não era incomodada por nenhum blogueiro sujo e podia continuar ganhando seu dinheiro, tranquilamente, no mercado financeiro, enganando os trouxas da classe média a quem vendia o discurso do “Estado mínimo&

rdquo;. Ou  seja, o governo aumentava a transferência de recursos do indivíduo para as grandes instituições controladoras do capital, Estado e bancos, através do aumento da carga tributária e juros, com auxílio luxuoso de uma imprensa sócia no butim. Não havia nenhum programas de “desoneração”, como faz Dilma.

Não havia nenhuma obra de infra-estrutura. Era só pau, pau, pau. E, no entanto, a classe média leitora do Globo, com ajuda de Marina Silva e Eduardo Campos, ainda acredita no “tripé econômico” e na maravilhosa gestão de Fernando Henrique.

PS. Aquela, completo eu, que nossa desmemoriada Marina Silva diz que foi de “grandes conquistas” para o Brasil. Sim, de fato, fomos definitivamente conquistados e nos tornamos uma colônia do capital financeiro.

Pacientes agradecem aos médicos cubanos de joelhos

Escravo é o povo que vive ao abandono

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Quando, há muito anos, minha filha, então uma pré-adolescente, fez um comentário preconceituoso e cruel sobre uma pobre mulher que vivia em necessidades, próximo ao lugar onde morávamos, mandei-a buscar um dicionário.

Revoltada, foi, resmungando muito. Então, mandei que lesse em voz alta o significado de compaixão.

-Eu sei, é pena…

-Leia, minha filha…

E então ela leu que compaixão é algo como ser capaz de sentir o sofrimento alheio e ter o impulso de, mesmo não sendo o nosso, mitigá-lo.

Lembrei-me disso lendo a matéria (da Folha)No agreste, pacientes agradecem médicos cubanos de joelhos, hoje, um trabalho sensível do repórter Daniel Carvalho, no interior de Pernambuco.

Leia um trecho e, se puder, leia a matéria inteira.

“A demanda de médicos no interior do país é gigantesca e a cubana Teresa Rosales, 47, se surpreendeu com a recepção de seus pacientes em Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano.

“Eles [pacientes] ficam de joelhos no chão, agradecendo a Deus. Dão beijos”, afirma a médica, que atendeu 231 pessoas neste primeiro mês de trabalho dos profissionais que vieram para o Brasil pelo programa Mais Médicos, do governo federal.

O posto de saúde em que Teresa trabalha fica no distrito de São Domingos, região pobre e castigada pela seca.

Durante os últimos quatro anos, o posto não tinha o básico: médicos. Até o final de setembro, quando Teresa chegou ao distrito, quem andava quilômetros de estrada de barro até chegar à unidade de saúde sempre voltava para casa sem atendimento.

A situação se repetia a algumas ruas de lá, no posto onde o marido de Teresa, Alberto Vicente, 43, começou a trabalhar em outubro. “Foi Deus quem mandou esse homem. Era uma dificuldade, chegou a fechar o posto por falta de médico”, disse a aposentada Isabel Rocha, 80, que agora controla o diabetes sob orientação médica.

Ao ler isso, pensei naquelas jovens de jaleco branco, vaiando os médicos cubanos no Aeroporto de Fortaleza, aos gritos de “escravos, escravos”…

Talvez, já a caminho dos 30, não sejam capazes de entender o que eu quis ensinar a uma mocinha de doze anos, mandando-a ler o dicionário…

Não, não há “torcida” política, partidária ou ideológica que possa fazer imaginar ser bom um ser humano, por qualquer razão, ajoelhar-se aos pés de outro ser humano.

Isso, sim, é viver na condição humilhante de escravo e na pior de suas escalas, quando nem mais o chicote é preciso para fazer alguém se ajoelhar.

Há outro látego vergastando estes nossos irmãos há séculos: o da pobreza, o do abandono, o da indiferença dos dirigentes e das elites deste país para com eles.

E essa indiferença veio à tona da maneira mais crua e chocante na reação ao “Mais Médicos”.

O “Mais Médicos” não vai, é certo, resolver todos os problemas da saúde no Brasil. Como um prato de comida não vai resolver os problemas da fome.

Mas é monstruoso, desumano, dá vontade de chorar ver que há gente que quer lhes negar isso, esse mínimo, gente incapaz de sentir a parca compaixão de cuidar de um semelhante em apuros.

Perdoem-me os médicos cubanos ou os outros estrangeiros, cuja maioria até sei que tem tal capacidade, mas eu não estou nem um pouco interessado em se vocês são capazes de um diagnóstico de alta complexidade.

Talvez um entre dez mil destes brasileiros totalmente desvalidos possa precisar de um. Outros 9.999, porém, vão morrer de diarréia, verminose, infecções, doenças parasitárias ou de pneumonia e não daqui a 50 anos por complicações de uma formação quadricúspide de valva aórtica, como foi detectado em outro filho tão amado quanto aquela.

Veio-me a cabeça o que me disse um bom amigo, médico, que trabalhava no Hospital São Sebastião, de doenças infecto-parasitárias, no início da epidemia da Aids: “Fernando, muitas vezes o que se pode fazer por essas pessoas é dar-lhe uma cama limpa e lhes dar alguma atenção para morrer”.  Havia pouco, muito pouco a fazer, então, até que tivéssemos o arsenal bendito, hoje, para cuidá-las.

Não, não pode trazer qualquer alegria ver nossos irmãos ajoelhados porque houve alguém vindo de longe que não lhes foi indiferente, alguém que talvez não vá a congressos médicos ou que não se feche em sua condição de “culto e rico”, porque fez uma faculdade de Medicina, muitas vezes paga com o dinheiro deste mesmo povo.

Nem que, por falta de atendimento primário, tudo se agrave e lote as estruturas das cidades maiores, para onde os mais afortunados são levados, quando aquilo que poderia ter sido curado muito antes, com simplicidade, tenha uma gravidade muito maior.

As mocinhas de Fortaleza, ali tão perto de lugares de miséria, de pobreza extrema, não são obrigadas a serem médicas. Mas, se são, não estão desobrigadas de cuidar das pessoas. E o fato triste é que não houve senão uma mínima procura para postos de trabalho com remuneração digna (R$ 10 mil), suporte de casa e alimentação e um prazo razoável para viver outra vida: três anos.

Nem mesmo para a periferia das grandes metrópoles houve interessados. Nem mesmo os mais jovens.

Com todo o respeito e acatamento pelas boas razões de quem diz que saúde não é só médico, não há o que justifique isso por parte de boa parte de uma corporação profissional.

Exceto, infelizmente, a perda de um sentimento de utilidade social que essa profissão, mais do que muitas, deve conter.

Ou de alguém que, na primeira aula, lesse para os calouros o verbete compaixão num dicionário. 

Marina se perdeu ou…

Por Ronaldo Souza

Basicamente, um motivo foi utilizado como argumento por políticos que deixaram o PT; o afastamento do partido dos seus ideais. Plínio de Arruda Sampaio, Chico Alencar e Luiza Erundina são exemplos desse processo.

Sempre tive respeito por eles e, apesar de nas suas novas siglas algumas vezes assumirem posições equivocadas, conservo esse respeito.

Marina é outro exemplo.

Criada no PT, pelo PT e por Lula, Marina conheceu e conviveu com alguns dos grandes militantes de ideias progressistas do país. Mas ela também deixou o partido alegando a mesma razão. A insatisfação pelos rumos que o PT tomava. A imagem da doce, pura e idealista Marina começava a ser criada.

Sempre se soube, entretanto, que não era exatamente aquilo que mostrava.

Se por gente como Plínio de Arruda Sampaio e Chico Alencar, ambos do PSOL, e Luiza Erundina (PSB) conservei o respeito, com Marina, confesso, tive dificuldades.

Você nunca teve um amigo que “de repente” muda de comportamento e lhe surpreende, geralmente negativamente? Há quem diga que as pessoas não mudam, elas se mostram diante da oportunidade. O povo, na sua sabedoria, define bem; “a ocasião faz o ladrão”.

Teria Marina mudado ou simplesmente ela está simplesmente mostrando a Marina que existe por trás da doce e pura Marina? Como explicar mudanças tão bruscas e tão intensas? Para que melhor exemplo do que Joaquim Barbosa, o Ministro do STF?

Democratizar a Democracia

Não falo pelo vazio cada vez mais claro de quem diz que vai “democratizar a democracia”. Isso já foi diagnosticado. Ela se tornou expert em encher de vazio a metade vazia do copo.

Como disse Carlos Alberto Saraiva no Blog do Saraiva, “o discurso de Marina é recheado de frases de efeito sempre puxando para um suposto ‘novo jeito de fazer política’, ‘acima da esquerda e direita’, ‘não é oposição, nem situação’, ‘resgatar a ética’, ‘não tem movimentos sociais por trás’, ‘não fuma, nem bebe’ e blá-blá-blá para ser politicamente correto, agradar a todos e não desagradar ninguém”.

"(…) pragmatismo programático e inflexão performática da disruptura". Meu Deus, o que é isso?

Há pessoas que não resistem a um discurso. Ficaram famosos em algumas pequenas cidades do interior aqueles oradores populares que nos enterros eram chamados para falar alguma coisa, enaltecer o morto. Para as pessoas simples e humildes daquelas cidades, eram discursos sábios de pessoas proeminentes. A absoluta ausência de nexo entre as palavras e o vazio delas ficavam escondidos no desconhecimento do que significavam aquelas “belas” frases.

Marina se vê hoje como uma palestrante com grande conhecimento do que fala. Não é verdade. Ela é mais um daquele tipo que fala de coisas sobre as quais pouco ou nada sabe. Alguns são muito criativos.

Presto a minha homenagem a esses oradores.

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No entanto, se fosse só esse o problema de Marina, como recrimina-la por uma característica? A questão é outra.

O problema é que, como alguém já comentou, “está se tornando hábito, a esperta missionária pular de um galho pro outro com astuciosa habilidade…”

No início cheguei a pensar que Marina tinha perdido o encanto que as pessoas viam nela. Não. Ela se perdeu. Completamente. E todos estão percebendo. E comentando.

Imagino como os marinistas devem estar perdidos, sem entender nada.

O pouco conhecido autoritarismo de Marina veio à tona e quem o mostrou foi um velho companheiro, que migrou com ela para o PSB. Segundo o deputado

Alfredo Sirkis, parceiro de Marina há algum tempo, ela “cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares”.

Marina foi, por exemplo, extremamente indelicada, autoritária e cruel quando exigiu a retirada do texto do vice-presidente do PSB do site do partido. Roberto Amaral, um dos políticos respeitados do Brasil e que até um dia desses era o presidente do PSB foi desrespeitado e humilhado pela exigência de Marina.

Outro fato que chamou a atenção foi a pressão absurda que tentou fazer para inscrever o seu partido-que-não é partido-é rede-uma rede que é partido, no TSE. Diante do claro descumprimento das exigências do TSE para a inscrição de partidos políticos, foi no mínimo ridícula a sua postura tentando pressionar aquele tribunal para ignorar as normas e referendar a inscrição.

E finalmente. A sua marca, o seu slogan, a sustentabilidade, caiu por terra definitivamente. Que tipo de sustentabilidade Marina pode imaginar para o país se dois dos seus maiores patrocinadores, Natura e Banco Itaú, devem ao povo brasileiro R$ 628 milhões e R$ 18,7 bilhões respectivamente, por sonegação. Isso é insustentável.

Marina como ela é nada tem a ver com a doce, pura e evangélica Marina.

Marina não se perdeu. Ela se mostrou.

Marina nasceu no Acre, mas fixou residência no Itaú.

Como destruir um alienado em 1000 pedaços

Por Ronaldo Souza

Há um filme de Woody Allen (não lembro o nome) em que em uma das cenas há uma fila na porta do cinema e um homem, querendo impressionar a sua companhia, “interpreta” a intenção do autor do filme.

Woody Allen, ouvindo tudo, já irritado, sai da fila, vai atrás de um biombo na mesma calçada em que estavam (quem conhece o cineasta Woody Allen sabe como os seus filmes são inteligentes, instigantes e provocativos), traz pelo braço o diretor do filme e pede para ELE dizer do que se tratava o filme. Tudo que o conquistador dissera era uma asneira só.

A cena termina com Woody Allen dizendo algo tipo: “que pena que a vida não é assim”, ou seja, que pena que bobagens e dissimulações, podem passar por verdades e até por coisas sábias sem que possamos fazer nada.

Narrei essa cena em um texto que escrevi e postei em fevereiro de 2012.

Realmente, a vida não é como gostaríamos que fosse. Já lamentei muitas vezes por isso. Acho que hoje estou mais inclinado a dizer que ainda bem que não é assim.

Deixe como está. A vida é a imperfeição do perfeito.

Quantas vezes fiquei chateado, até furioso, por não poder mostrar o óbvio e isso já seria suficiente para mostrar como a vida é imperfeita; o óbvio é óbvio, não deveríamos precisar mostra-lo. Mas não é assim. Muitas vezes mesmo o óbvio ululante de Nelson Rodrigues precisa ser mostrado.

O grande problema é que não querem ver. Sim, acredite; não querem ver.

Até bem pouco tempo atrás a minha inocência me fazia acreditar que as pessoas não sabiam. E a ignorância será quase sempre perdoada.

Eça de Queiroz diria que “ou é má fé cínica ou obtusidade córnea”. Já me convenci de que em muitos casos não é obtusidade córnea.

Eu, que hoje me inclino mais a pensar que ainda bem que a vida não é como eu gostaria que fosse, permito-me uma recaída. Gostaria que fosse sim, pelo menos em alguns momentos, para que o óbvio pudesse ser mostrado. Mas aí eu teria que ter o talento e o conhecimento de um Woody Allen. Ou de George Gallaway.

Veja a oportunidade que a vida deu a Gallaway e o que ele fez com o aluno de Oxford. Esse aluno é de Oxford, mas eles estão espalhados por aí.

[[youtube?id=–QjwodEcOk]]

 

PS. Esse texto que escrevi também foi publicado no Blog do Nassif, no Jornal GGN e Rubem, um dos comentaristas do blog, postou a cena do filme de Woody Allen, à qual me referi. Aqui vai o comentário dele:

O filme é Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa). E a cena antológica mostra um jovem professor universitário "especialista" na teoria de Marshall McLuhan deitando falação para tentar impressionar uma, provavelmente, aluna.

Incomodado com o papo (sem pé nem) cabeça do "intelectual", o personagem de Allen vai logo ali e traz o próprio McLuhan para confirmar que o especialista não entendia nada daquilo que ensinava…

E aí está a cena. Veja que maravilha. Woody Allen na veia.

[[youtube?id=yZdpVAY8CgA]]

Pesquisa CNT/MDA; Dilma amplia vantagem

Presidente lidera com 43,5% dos votos contra o senador Aécio Neves (PSDB), que registra 19,3%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 9,5%; numa disputa contra Aécio e a ex-senadora Marina Silva, do PSB, vitória seria de 40,6% para Dilma Rousseff, contra 22,6% de Marina e 16,5% de Aécio; segundo a mostra, a petista venceria em todos os cenários também num eventual segundo turno, com margem mais apertada contra Marina; avaliação do governo teve ligeira alta, de 38,1% para 39,0%

Pesquisa CNT/MDA: Dilma vence no primeiro turno

Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff lidera a corrida eleitoral de 2014 com 43,5% dos votos, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã desta quinta-feira 6. A petista venceria em todos os cenários.

O senador Aécio Neves (PSDB) aparece em segundo lugar na mostra, com 19,3% dos votos, enquanto o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), registra 9,5%. 

Na hipótese de disputar a Presidência da República contra a ex-senadora Marina Silva e Aécio Neves, Dilma aparece com 40,6% das intenções de voto. Marina registra 22,6%, e Aécio, 16,5%.

Em um eventual segundo turno, a petista também bateria os três adversários, com margem mais apertada numa disputa contra Marina Silva, atual aliada de Eduardo Campos no PSB.

Acesse a pesquisa aqui.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a avaliação do governo federal, que teve ligeira alta:

Aprovação do governo Dilma chega a 39%, mostra CNT

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 39% da população, segundo pesquisa divulgada hoje (7) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O índice é maior que o registrado na pesquisa anterior, de setembro, quando o governo teve avaliação positiva de 38,1%. A avaliação negativa do governo chega a 22,7% dos entrevistados.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 58,8% dos entrevistados. O dado mostra estabilidade em comparação à última pesquisa quando o percentual foi 58%. O índice de desaprovação do desempenho pessoal de Dilma é 38,9%.

A pesquisa, encomendada pela CNT ao instituto MDA, mostra que, no caso de candidatura, a presidenta Dilma Rousseff tem 18,9% da intenção espontânea de voto. Em seguida, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (7,5%), Aécio Neves (6,7%) e Marina Silva (5,6%). Na pesquisa espontânea, não são apresentadas opções de possíveis candidatos.

Na intenção de voto estimulada, quando são apresentadas opções de candidatos, em cenário sugerido pela pesquisa para o primeiro turno das eleições, Dilma Rousseff tem 43,5% da intenção de voto, Aécio Neves tem 19,3% e Eduardo Campos, 9,5%. Em um segundo cenário apresentado aos entrevistados, Dilma Rousseff tem 40,6% das intenções de voto, Marina Silva, 22,6% e Aécio Neves, 16,5%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.005 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.

Obs. Nessa mesma pesquisa avaliou-se também a receptividade da população brasileira sobre o programa Mais Médicos do governo federal. Em julho, a mesma pesquisa tinha apontado aprovação de 49,7% da população. Em setembro, esse percentual subiu para 73,9%, alcançando 84,3% agora em novembro. O levantamento mostra também que o programa tem a desaprovação de apenas 12,8% da população.

De fato, uma grande aceitação, como tinha sido previsto pelo governo. Comenta-se que, como ainda haverá
um crescimento no atual volume de atendimento, esse percentual deverá aumentar mais ainda.

Obs. 2. Veja detalhes da pesquisa no blog O Cafezinho

ACM Neto e os governos paulistas; tirem suas conclusões

Por Assis Ribeiro, no  Blog de Luis Nassif no Jornal GGN

Estranhas ligações

Nas eleições para a prefeitura de Salvador o candidato ACM Neto rodou o pires para arrecadar o valor R$ 21.948.636,11 milhões gastos na campanha segundo dados do TSE.

Neto foi quem mais investiu financeiramente no pleito e sua comitiva “passou o chapéu” por São Paulo na tentativa de conseguir ajuda, sobretudo do PSDB do postulante local, José Serra, segundo o colunista Lauro Jardim, de Veja:

“Agripino Maia está em São Paulo. Apesar da reunião com Geraldo Alckmin, a disputa entre Fernando Haddad e José Serra está longe de ser a prioridade de Maia. Ele desembarcou em São Paulo para passar o chapéu e voltar com recursos suficientes para garantir a vitória de ACM Neto em Salvador”.

Até a ida de Agripino Maia a São Paulo os parceiros só tinham conseguido arrecadar 4,3 milhões de reais de acordo com o próprio Lauro Jardim informando dados do TSE:

“Até agora, segundo o TSE, a campanha arrecadou 4,3 milhões de reais e já desembolsou a bagatela de 3,7 milhões de reais.”

Como em um jogo de cartas marcadas ACM Neto escolhe Mauro Ricardo Machado Costa que atuou como Secretário da Fazenda de Gilberto Kassab (PSD) em São Paulo e ex-secretário da Fazenda de José Serra tanto na capital paulista quanto no governo do Estado para ocupar a mesma secretaria, agora na administração da cidade de Salvador.

Os escândalos envolvendo o nome de Mauro Ricardo Machado Costa não se restringem a ter mandado arquivar denúncias dos fiscais, seus subordinados, que podem ter causado prejuízo de até R$ 500 milhões à Prefeitura de São Paulo.

As estranhas ligações são antigas.

Em 1995, a convite do então Ministro José Serra, assumiu a Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, no Ministério de Planejamento e Orçamento.

Em 1999, na gestão de José Serra como ministro da saúde é convidado para Presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por irregularidades apuradas o Ministério Público ofereceu denúncia contra Mauro Ricardo por crime de Improbidade Administrativa em um "esquema" que teria desviado R$ R$ 56.630.323,39 da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio da contratação de mão de obra terceirizada, inclusive para atendimento a "finalidades políticas".

Informação do site Bahia notícias:

Apesar de o prefeito ACM Neto (DEM) assegurar que o secretário municipal da Fazenda goza de sua "inteira confiança" e justificar que a ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal não atinge o seu auxiliar, o órgão, contatado pelo Bahia Notícias, garante o contrário. Segundo a assessoria da Procuradoria em Brasília, "não resta dúvida alguma sobre a inclusão de Mauro Ricardo Costa Machado na atuação judicial do MPF-DF" que denunciou, em 2008, um "esquema" que teria desviado R$ R$ 56.630.323,39 da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio da contratação de mão de obra terceirizada, inclusive para atendimento a "finalidades políticas". De acordo com o MPF-DF, o processo já está na segunda instância no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. (….)

No que tange especificamente ao auxiliar do prefeito ACM Neto, o MPF-DF afirma categoricamente no processo, ao qual o Bahia Notícias obteve acesso à íntegra, que "o objeto da presente ação de improbidade administrativa, foi firmado no dia 18/12/2002, na gestão do então presidente Mauro, […] responsável pela contratação original da empresa Brasfort e pela celebração do Contrato 074/2002, eivado de todas as ilegalidades". Descreve ainda que "o ex-presidente da Funasa, Mauro Ricardo, viabilizou uma contratação nula, fundamentada em um plano de cargos e salários ‘paralelo’". O convênio foi celebrado no período com a empresa Brasfort, acusada pela procuradora de integrar uma suposta "Máfia das Terceirizadas". "A origem de todas as ilegalidades narradas é a assinatura [por Mauro Ricardo] do próprio Contrato com desvio de finalidade , para execução de atividade-fim do órgão mediante terceirização dos serviços que, posteriormente, permitiu a contratação de parentes e ‘apadrinhados’, sem que houvesse controle da frequência dos terceirizados", acusa Raquel Branquinho. "Ao permitir a contratação da Brasfort na forma acima narrada, o ex-presidente da Funasa Mauro Ricardo violou princípios basilares da Administração Pública", sustenta o texto.

A procuradora afirma que todos os acusados agiram "de forma deliberada e, com plena consciência dos seus atos, praticaram os atos de improbidade administrativa". Raquel Branquinho lista também a responsabilidade do secretário do Município soteropolitano ao promover na Funasa "a criação de um ilícito sistema de banco de horas semanal" e reitera o que chama de "plano de cargos e salários ‘paralelo’, com critérios de ascensão funcional e remunerações bem maiores do que o legalmente vigente no órgão".

Conforme o MPF-DF, o período de comando do atual titular da Sefaz de Salvador na Funasa integra o quadro de "administrações totalmente descompromissadas com o interesse público, que utilizam os recursos orçamentários e extraorçamentários para fins políticos eleitoreiros e também para o desvio de dinheiro, o que tem causado um incalculável prejuízo à própria entidade". Mauro Ricardo Machado Costa presidiu a Funasa de 26 de março de 1999 a 14 de janeiro de 2003. Clique aqui e leia a ação na íntegra.

De acordo com o jornalista Leandro Fortes Mauro Ricardo já foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2001, e pela Justiça Federal, em 2005. Clique aqui para ler Grampinho em apuros

As estranhas ligações continuam com o convite do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para que Mauro Ricardo ocupasse a presidência  da Companhia de Saneamento de Minas Gerais(Copasa) de 2003 a 2004.

Um poeta de alma encarcerada

Busco razões, devem existir, que expliquem o ódio e consequente sentimento de vingança que alguns homens nutrem por Lula.

Ferreira Gullar é um desses homens. Vi, com muita tristeza, uma matéria no Brasil 247, intitulada Lula é a obsessão de Ferreira Gullar, em que mais uma vez Gullar põe sobre os ombros de Lula toda a culpa das mazelas do mundo.

A razão desse ódio seria a corrupção que se atribui ao PT? Não, não pode ser. Um homem com a inteligência de Ferreira Gullar e com o acesso privilegiado às informações que ele tem sabe que isso é uma farsa e não poderia usar argumento tão pobre.

Se não podia usar esse argumento, porque sabe que desde sempre a corrupção é prática muito mais intensa e frequente no PSDB, partido em torno do qual agora gravita, agora é que não pode mais.

Pelo menos alguns dos tantos episódios de corrupção dos seus outrora inimigos, sempre escondidos e blindados por uma mídia que ele agora parece precisar agradar, estão vindo à tona. Se, por razões que desconhecemos, ele não quis ver isso antes, agora não há mais como não ver.

Tenho certeza de que um intelectual como Ferreira Gullar já leu Eça de Queiroz e conhece a sua famosa frase; “ou é má fé cínica ou obtusidade córnea”. Essa mesma certeza tenho da sua inteligência e é ela que me diz que, tratando-se de Ferreira Gullar, não é obtusidade córnea.

O que é um comunista?

Se não levarmos em consideração que é alguém tão mal e pervertido que come criancinhas, grosso modo poderíamos dizer que é alguém que luta pela igualdade dos direitos das pessoas. O comunista acha que todas as pessoas são iguais e têm os mesmos direitos.

Há uma frase muito interessante atribuída a Winston Churchill: “O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesse; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias”.

Com todos os erros, pecados e a utopia do comunista e ainda o sarcasmo da segunda parte da frase, é nela que o comunista está inserido. Um ex-comunista está na primeira parte. É onde está o ex-comunista Ferreira Gullar.

Uma mudança tão forte de visão do mundo envolve a alma, tira dela o que lhe é mais sagrado; a liberdade.

Uma das coisas que fazem o poeta livre é a liberdade da alma. Mesmo privado da liberdade física, a alma livre do poeta o mantém vivo.

Há algum tempo Ferreira Gullar é um homem comum, o poeta já morreu. A alma do poeta não se deixa encarcerar pelo rancor.

O que anda tirando o sono de ACM Neto?

Impressionante. Já não chegam os outros netos, Aécio Neves e Eduardo Campos, completamente perdidos, o neto do DEM baiano, que encolheu como administrador, também está perdido.

Salvador deve ser a cidade mais privilegiada do mundo por ter o mais competente dos homens para ser seu secretário da fazenda. Só isso justifica trazer alguém de São Paulo para tal função. Ao mesmo tempo, Salvador é a mais pobre das cidades, por não ter entre os seus homens alguém capaz de administrar as suas finanças.

Por outro lado, para atropelar os princípios mais elementares do bom senso e fazer o acima descrito, ACM Neto deve ser um político muito inocente para não conhecer o histórico do homem que ele trouxe, Mauro Ricardo. Agora, preocupado, liga para Fernando Haddad (prefeito de São Paulo) para saber se respinga nele a mais recente descoberta de corrupção do clã de Serra, do qual fazem parte Kassab e… Mauro Ricardo que, segundo as informações é um dos mentores do processo. ACM Neto é um homem puro, muito puro.

A não ser que estivesse contando com as mágicas que Mauro Ricardo poderia fazer na Secretaria da Fazenda, uma secretaria muito delicada.

Os possíveis desdobramentos desse caso poderão trazer grandes dificuldades para o neto baiano se justificar depois.

Como é forte o sentimento de impunidade de alguns políticos. 

Sessão Clínica – foi muito legal

Sessão clínica 2

Era para ser somente a retomada de uma programação que já fazíamos, mas foi bem acima do que esperávamos. Além dos alunos da atual turma da especialização (somente dois não puderam ir), alguns ex-alunos também estavam presentes. Dos professores, cinco estavam lá.

Os quatro casos clínicos apresentados por Simone Cardozo e Hugo Bastos (ex-alunos; Hugo veio de Barreiras), João Dantas e Maurício Lago, levantaram boas discussões. A grande participação de todos chamou a atenção, foi muito legal. A proposta foi bem entendida. Para se ter uma ideia, só terminou às 18:45.

E depois!!! Fomos para o Caminho de Casa. Cervejinha gelada, bom tira-gosto, era a hora de descontrair, de jogar conversa fora.

O nosso novo encontro será no dia 24 de janeiro de 2014, sexta-feira, das 14 às 18 horas. A programação será a mesma. À tarde, discussão de casos clínicos realizados no curso, no consultório, no emprego… À noite, o bate papo e… a cervejinha.

Venha.

Até lá.

O PSDB, quem diria, quer aderir ao Bolsa Família

Há poucos dias escrevi que o Bolsa Família venceu o prêmio ISSA, o Nobel Social.

Trata-se do Award for Outstanding Achievement in Social Security, concedido pela Associação Internacional de Seguridade Social, com sede na Suíça. Disse também que está sendo adotado em diferentes partes do mundo, inclusive Nova York e na própria Suíça.

Surpresa? Sim. Não o reconhecimento, mas a sua adoção em locais inimagináveis, longe daqui, com chances reais de que venha a se espalhar mundo afora.

Incrível como a vida nos reserva surpresas.

Lembro quando, por exemplo, na campanha de 2010 para presidente da república, Serra tentou chamar para si a maior capacidade de continuar o que Lula tinha feito, mais do que Dilma poderia fazer.

Absolutamente, completamente, totalmente surpreendente. Quem, juntamente com o consórcio Mídia/PSDB/DEM e periféricos, passou a vida batendo no PT e em Lula, de repente, não mais que de repente, tentava colar na imagem de Lula para ganhar as eleições.

Não colou. Voltou ao antigo hábito; bater em Lula e no PT em todas as horas, dias, semanas, meses…

Chamado de bolsa esmola, assistencialismo, eleitoreiro, bolsa vagabundo, “dá o peixe, mas não ensina a pescar”…, o Bolsa Família era uma praga, uma chaga.

O Senador Álvaro Dias (PSDB-PR), por exemplo, em 2011, disse no programa Roda Viva: "o bolsa família não tira ninguém da miséria, mantém na miséria porque estimula a preguiça, inclusive, há gente que não quer trabalhar porque não quer ter carteira de trabalho, para não perder o bolsa família, essa é uma verdade!"

Roubo do Tijolaço e da  CartaCapital esses trechos com links do site do próprio PSDB:

 “esmola governamental”, “esmola eleitoreira”, feito para “atingir as metas eleitorais do PT”, “assistencialismo simplista que não apresenta benefícios concretos”.

Em editorial intitulado “Bolsa Esmola” e publicado em 13 de setembro de 2004, o PSDB afirmava que o programa “reduziu-se a um projeto assistencialista” e “resignou-se a um populismo rasteiro”

Já disse a você que é incrível como a vida nos reserva surpresas? Já? Então, perdão, estou repetitivo. Mas é que realmente é incrível como a vida nos reserva surpresas.

Lá vou eu ser repetitivo outra vez.

Já disse que a inconsistência e fragilidade de Aécio Neves são de dar pena. Mas é incrível como ele sempre se supera e… nos surpreende; é impressionante.

Retorno à CartaCapital:Na quarta-feira 30, dia em que o Bolsa Família completou dez anos, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, divulgou um projeto de lei inusitado. O tucano deseja tornar permanente o programa que, por anos, atacaram”.

O PSDB, claro, completamente perdido e envolvido em sucessivos episódios de corrupção que, mesmo abafados, insistem em aparecer (essa semana descobriram mais um; não, não é o propinoduto tucano da Siemens e Alston, já é outro), está se agarrando em qualquer coisa. Perdeu inteiramente a noção de bom senso e não consegue perceber o grau de insensatez contido na proposta. Incrível.

Será que Aécio está querendo fazer o que Serra tentou em 2010, colar em “semelhanças” com Lula?

Diante da nova postura, resta uma pergunta; será que irão chamar o Bolsa Família de Bolsa FHC?

Obs. do Falando da Vida – segundo o Tijolaço, numa imitação infantil da muito bem sucedida paródia Dilma bolada, Aécio lançou agora o facebook Aécio boladasso. Eles não tem limites para a… Veja breve matéria sobre Aécio boladasso em O Cafezinho.