Circuito Nacional de Endodontia de Campinas em imagens

Manhã de Quinta-Feira (22/09)

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Homenagem ao Prof. Gilson Sydney no começo da manhã

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Homenagem ao Prof. Gilson Sydney no começo da manhã

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Aula do Prof. João Eduardo Gomes Filho

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Aula do Prof. Carlos Estrela

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Aula da Profa. Ericka Pinheiro

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Debate

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Debate

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Após o debate

Tarde de Quinta-Feira (22/09)

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Aula do Prof. Ronaldo Souza

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Aula do Prof. Marco Versiani

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Aula do Prof. Alexandre Zaia

Manhã de Sexta-Feira (23/09)

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Aula do Prof. José Antônio P. de Figueiredo

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Aula do Prof. Gustavo de Deus

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Aula do Prof. Giulio Gavini

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Debate

Tarde de Sexta-Feira (23/09)

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Aula do Prof. Rodrigo Vivan

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Aula do Prof. Aguinaldo Garcez

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Aula do Prof. Kleber Carvalho

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Aula do Prof. Augusto Kato

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Debate

Manhã de Sábado (24/09)

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Aula do Prof. Rielson Cardoso

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Aula do Prof. Antônio Batista

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Aula do Prof. Leandro Pereira

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Debate

Obs. Em todos os turnos houve debates entre os professores, com importante participação dos colegas que estavam na plateia.

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Leandro Pereira, Alexandre Pinheiro Lima de Carvalho, Andre Cavagnani, Rielson Cardoso, Nilden Cardoso, Erica Vedovatto e Luis Fernando Chequim Rossi, equipe que organizou o Circuito de Campinas

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Abaixo, área da exposição comercial

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Circuito Nacional de Endodontia; legado do Prof. Gilson Sydney

gilson-sydney

Por Ronaldo Souza

Em 2006, aqui em Salvador, estava conversando com Gilson, quando ele falou:

– Vamos fazer um evento de Endodontia, um ano aqui em Salvador, um ano em Curitiba e assim vamos revezando?

Concordei sem pestanejar, pois, achei uma ideia muito interessante, mas ocorreu-me sugerir algo mais. Por que não fazemos também em Goiânia, com Estrela?

Ele concordou de imediato.

Naquele momento outro nome foi lembrado, o do professor José Antônio Poli de Figueiredo, mas ele não estava no Brasil e sim na Inglaterra, como professor do Eastman Dental Institute, onde passou alguns anos.

Tendo em vista que o evento já nascia contemplando três regiões do Brasil – Nordeste, Sul e Centro-Oeste – perguntei-lhe o que achava de chamarmos de Circuito Nacional de Endodontia.

Ele aprovou.

Em 2007, ocorreu o primeiro momento do Circuito Nacional de Endodontia.

Em Curitiba.

Naquela época escrevi um texto em que dizia que o Circuito Nacional de Endodontia nascia das disciplinas de Endodontia do Curso de Odontologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e Faculdades de Odontologia da Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal de Goiás.

Somente há pouco tempo, diante dos acontecimentos que terminaram tirando Gilson do nosso convívio, ao relembrar esses momentos é que percebi que não foi.

O Circuito Nacional de Endodontia, na verdade, nasceu da amizade entre pessoas.

Se a sua razão de ser é o compromisso com a Endodontia, ensinada e praticada com dignidade, o que o faz ser hoje o que é, o seu grande lastro, é a amizade.

A mesma amizade que explica a chegada do professor Rielson Cardoso, amigo de muitos anos de Gilson e Estrela e a quem conheci em 2008, portanto, uma amizade mais recente.

Com Rielson, Campinas. Em 2011 e agora em 2016.

Gilson não esteve conosco neste último encontro e isso doeu. Muito.

E doeu mais ainda quando me lembrei que poucos dias antes da primeira ocorrência ele me telefonou todo entusiasmado porque lembrara que em 2017 o Circuito seria em Curitiba.

Em 2007, o primeiro momento do Circuito foi em Curitiba.

Em 2017, o Circuito Nacional de Endodontia faz 10 anos e seria em Curitiba.

Por isso ele estava feliz.

Será em Curitiba.

Conversamos com Antônio Batista e ele concordou em assumir e manter como estava previsto, o que nos deixou muito felizes.

Apesar da tristeza e da dor que sentimos por não ter Gilson entre nós agora em Campinas, podemos afirmar com toda a nossa certeza que se tivesse estado estaria muito feliz.

E aquele jeitão simpático, acolhedor, comunicativo, estaria desfilando o seu sorriso aberto, às vezes gargalhada mesmo, pelos corredores do evento.

Saberia de mais depoimentos sobre o evento que ele criou, como este escrito por um colega, que Rielson viu e me encaminhou:

“Em tempo Pessoal … O Evento que participei de Endo foi o melhor q já participei do gênero. Os palestrantes, temas e formato foram construindo os conceitos e fundamentando de uma maneira q no final, todos estávamos de acordo que o que foi abordado, realmente é relevante para quem trabalha na Endodontia. As diferenças de escolas não se sobrepuseram à relevância dos temas e conceitos. Parabéns a todos que participaram de alguma forma do evento, que em minha opinião tirou nota máxima … Vi funcionários, organizadores, palestrantes, participantes… Todos fazendo sua parte… Parabéns!”

Além do pai, amigo e profissional que foi, Gilson Blitzkow Sydney deixa um grande legado para a Endodontia Brasileira.

Obrigado, Gilson.

Curso de Especialização em Endodontia ABO-BA – homenagem aos nossos alunos

Logo da ABO-BA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENDODONTIA

Nova Turma 2016

Seleção de candidatos

a. Análise de currículo
b. Entrevista

Local: Rua Altino Serbeto Barros, 138, Itaigara, Salvador-Bahia. CEP: 41.825-010

Início do curso: 27 de setembro de 2016

Inscrições abertas

Informações e inscrição com George, na EAP
Fones – (71) 2203-4078 Celular – (71) 98116-3493
Email: eap@abo-ba.org.br

 

Homenagem aos nossos alunos

https://vimeo.com/177551806%20

Não tenho as fotos de algumas turmas, entre as quais a de 2000, a primeira. Por isso não constam
no vídeo. Foram perdidas por causa de problemas em um note book. Peço aos alunos
dessas turmas que tiverem fotos que me enviem.

“Surplus”, embuste em inglês 2

Por Ronaldo Souza

Trago de volta uma das imagens da postagem anterior, “Surplus”, embuste em inglês, para ajudar a continuarmos a nossa conversa.

Ela servirá para reforçar em nossa memória o que pode acontecer com o paciente quando os procedimentos endodônticos não encontram o devido respaldo científico.

Servirá também para mostrar como algumas “técnicas” atropelam o bom senso.

Sur plus 2'

Mas trago outra.

A da figura abaixo.

Sur plus 3'

Observe as setas brancas indicando por onde passa o canal mandibular e a sua proximidade com os ápices radiculares.

Observe agora as setas pretas e veja que o surplus ganhou um aspecto diferente, como se fosse uma “rede de obturação” no tecido ósseo.

Certamente teria sido motivo de enorme satisfação pela “beleza” da imagem, não fosse a parestesia que a paciente acusa há mais de um mês graças ao surplus, outra vez agredindo o nervo alveolar inferior como indica a seta amarela ao mostrar o quanto de material obturador está no canal mandibular, ainda que a imagem permita ver somente parte dele.

A colega que tratou esse canal não terá sossego por um bom tempo com a paciente reclamando dela uma solução para o problema. A esta, a paciente, restará a parestesia sem previsão de quando desaparecerá.

Só para relembrar, isso foi intencional.

Claro que o desejo não era fazer o surplus no canal mandibular, mas foi intencional faze-lo. A própria endodontista confessou. 

Vamos em frente.

Veja a figura 1 abaixo.

Sur plus 3'

A obturação foi realizada a cerca de 1 mm aquém do ápice radiográfico (B) e a compactação e homogeneidade observadas na imagem radiográfica sugerem uma obturação bem feita. Em C o desaparecimento da lesão periapical.

Reparo pleno.

Todos os referenciais anatômicos (espaço do ligamento periodontal, lâmina dura, tecido ósseo periapical) se mostram em condições normais.

Esse tipo de reparo seria possível se tivesse sido feita uma obturação com surplus?

Vejamos agora os dois casos clínicos abaixo (Fig. 2).

Ambos apresentavam próteses com pinos e foram retratados pela Dra. Brice Barreto, aluna do Curso de Especialização em Endodontia da ABO-BA.

Aqui são mostradas somente as radiografias necessárias para a apresentação do caso.

Sur plus 4'

A radiografia mostra grande lesão periapical, sugerindo provável destruição de tábua óssea.

O exame clínico mostrou edema bastante acentuado ocupando todo o palato do lado correspondente aos dentes em questão. Durante o acesso, os canais dos dois dentes apresentaram intenso exsudato purulento.

Situações como essa costumam ser de mais difícil controle, o que se confirmou durante o tratamento.

Após desobturação, vê-se em A e B a determinação do CT dos canais. Foi realizado preparo do canal com hipoclorito de sódio a 2,5% e EDTA, com limpeza ativa do canal cementário e medicação intracanal com hidróxido de cálcio em ambos.

Na consulta seguinte, mesmo que em menor quantidade, o exsudato purulento ainda estava presente, como também se apresentou na sessão seguinte.

Quando enfim os sinais clínicos deram indícios de controle de infecção, um deles a ausência de exsudato, os canais foram obturados.

Pode-se observar que as obturações, bem compactadas, apresentam homogeneidade em toda sua extensão (C), tal qual a feita no caso da figura 1, obedecendo aos padrões exigidos.

O processo de reparo, ainda em andamento, é visto em D um ano e meio depois. 

Aproveito e abro um parêntese.

A recomendação de tratamento endodôntico em sessão única de canais com exsudato persistente reflete grande desconhecimento de princípios elementares da Endodontia e da fisiologia do reparo tecidual.

Vamos ao caso da figura 3. Aqui, como no caso da figura 1, volto ao meu consultório.

O canal do 12 foi tratado e o do 11 retratado.

Sur plus 6

Além da lesão, observe a reabsorção apical do 12 em A. Em B a lima está posicionada a 0,5 mm além do ápice radicular, onde trabalhou para instrumentar o canal cementário. Em C o mesmo procedimento no 11.

Em D o canal do 12 aparece concluído e o do 11 ainda por ser tratado. Observe agora mais evidente a reabsorção apical do 12 (seta). Em E a radiografia é de acompanhamento cinco anos depois. A paciente esteve sob tratamento ortodôntico até pouco mais de um mês antes dessa radiografia.

Perceba que a lesão periapical do 11 (retratado) desapareceu, mas observe principalmente o pleno reparo do 12, não só pelo desaparecimento da lesão periapical como pela deposição de tecido mineralizado, fazendo desaparecer a reabsorção apical, o que caracteriza selamento biológico (seta).

Além disso, observe também que os limites apicais das obturações são diferentes. Sem alterações evidentes na configuração do seu ápice, a obturação do 11 está mais próxima do ápice do que a do 12.

Como o ápice do 12 se encontrava reabsorvido, o surplus seria inevitável se ele fosse obturado no mesmo limite do 11, com grande quantidade de extravasamento de material obturador.

Quando isso ocorre comemora-se como mais uma demonstração de excelência em tratamento endodôntico.

Um grande equívoco.

Compare o ápice do 12 nas duas figuras, D e E.

O canal foi obturado aquém dos limites clássicos preconizados, a reabsorção ficou completamente vazia, sem material obturador, os fluidos teciduais periapicais penetraram à vontade naquele espaço (ou alguém imagina que isso não aconteceu?) e mesmo assim o reparo se deu.

Não só se deu como ocorreu em toda sua plenitude, inclusive com selamento biológico.

Não há reparo melhor do que esse.

Esse tipo de reparo seria possível se tivesse sido feita uma obturação com surplus?

Por que fiz essa pergunta anteriormente e repito agora?

Para dizer que não seria possível e mostrar porque.

Vamos aos casos da figura 4.

Sur plus 7'''

Os dois casos das figuras A, B, C e D você acabou de ver e observou a qualidade do reparo, repito, com selamento biológico.

Nos das figuras E, F, G e H, tratei primeiro o 12 que já aparece concluído em F.

Vamos ao 11.

Observe em F a lima posicionada como está a lima em B. O preparo do canal foi realizado nas mesmas condições descritas para o caso da figura 2.

Houve extravasamento acidental de material obturador (G). Em H pode-se observar que a lesão periapical diminuiu consideravelmente de tamanho, mas ainda está presente em torno do material obturador extravasado, que se mantém praticamente inalterado em termos de tamanho (setas).

Perceba a diferença na qualidade do reparo nas duas situações.

Enquanto na figura D observa-se reparo completo com selamento biológico, a figura H mostra imagem de lesão periapical e presença do surplus.

Nos dois casos o acompanhamento é de exatamente cinco anos. E por grande coincidência as duas radiografias, D e H, foram feitas no mesmo mês; maio.

Lembra daquela pergunta?

Esse tipo de reparo seria possível se tivesse sido feita uma obturação com surplus?

A resposta você já tem.

Você está vendo que não.

Veja o que eu disse seis linhas acima: “… a figura H mostra imagem de lesão periapical e presença do surplus“.

Observe que coloquei “imagem” de lesão periapical e não lesão periapical.

Por uma razão bem simples; ali não é mais lesão periapical, pelo menos como se entende a expressão.

Quando falamos em lesão periapical subentende-se que é uma lesão de origem endodôntica, que por sua vez tem origem na infecção do sistema de canais.

Aquela imagem residual de lesão não tem mais origem na infecção do sistema de canais porque esta não existe mais.

Se ainda houvesse infecção no canal a lesão periapical não teria o seu tamanho reduzido naquelas proporções, quase desaparecendo completamente.

A imagem que você vê apontada pelas setas em H representa uma reação inflamatória crônica à presença de um corpo estranho.

Qual?

Surplus!

Quer ver uma coisa?

Volte lá nas figuras 4 C e D.

Onde foi que ocorreu a deposição de tecido mineralizado que a seta aponta em D?

No espaço vazio que a seta aponta em C.

Se ali houvesse material obturador, como poderia ocorrer a deposição de tecido mineralizado para na sequência constituir o selamento biológico?

Dois corpos, tecido mineralizado e surplus, não podem ocupar o mesmo espaço físico.

Ou um ou outro.

O que podemos deduzir?

Que a obturação com surplus impede o pleno reparo.

E chamam isso de “excelência em Endodontia”!

Quando você ouvir falar de surplus, não dê importância.

É bobagem.

Não faz o menor sentido.

A Endodontia brasileira está cheia de “mãos santas” e pregadores da verdade divina.

“Surplus”, embuste em inglês

Sur plus 1

Por Ronaldo Souza

Desde o famoso Estudo de Washington, Ingle estabeleceu a importância da obturação no tratamento endodôntico.

Segundo ele a maioria dos insucessos do tratamento endodôntico era devida a obturações malfeitas. As falhas da obturação e a consequente infiltração de fluidos teciduais periapicais seriam a causa das lesões periapicais.

A partir daí, espalhou-se por todo o mundo o conceito de vedamento hermético, que passou a ser considerado fator determinante do sucesso do tratamento endodôntico e, portanto, o grande objetivo do endodontista.

Consegui-lo era indispensável para o sucesso em Endodontia.

Adotou-se essa “verdade” científica há cerca de 60 anos.

As “evidências” pareciam claras.

Profissionais do mundo inteiro acreditaram nisso e buscaram a qualquer custo o vedamento hermético nas suas obturações.

Quanto se discutiu sobre o travamento perfeito do cone principal de guta percha!

Quantos dedicaram boa parte da sua formação acadêmica à obturação!

Quantas monografias, dissertações, teses e artigos têm sido feitos/publicados sobre o tema!

Quantas monografias, dissertações, teses e artigos têm sido feitos/publicados sobre cimentos obturadores!

Discussões infindas sobre métodos de avaliação da infiltração apical das obturações foram feitas até o Journal of Endodontics “condenar” em editorial a infiltração apical de corantes e métodos similares como formas de avaliação da qualidade da obturação.

E o mundo se curvou a essa decisão.

Condenaram os métodos de avaliação da qualidade da obturação e partiram em busca de novas e mais sofisticadas metodologias.

A concepção, porém, seguia intocada.

Quem ousaria discordar do que determinava o Journal of Endodontics, o editor da vida no previsível mundo da Endodontia?

Entretanto, ainda que não tivessem sido percebidas, duas questões se impunham.

Onde estavam as evidências que comprovavam a existência de vedamento hermético?

E, mais importante, onde estavam as evidências que confirmavam a imprescindibilidade do vedamento hermético?

Apesar da insistência, não havia.

Não poderia haver.

E não há.

Se houvesse seria a decretação da falência da Endodontia como especialidade da área da saúde.

Mas, se não há, por que insistir?

Não é estranho que após tantos anos pesquisando esse tema sem nenhuma comprovação da obturação como fator determinante do sucesso ainda se insista na mesma ideia?

Apesar de tudo isso, sempre houve algo muito positivo.

Na grande maioria das vezes o debate foi sério.

Discutia-se realmente um tema importante da Endodontia.

Acreditar de fato na ideia torna, no mínimo, a discussão um pouco mais séria.

E a comemorar o fato de que, apesar das dificuldades enfrentadas por quem ousou contestar o paradigma da obturação, já se percebe um ou outro falando em repensar o seu papel.

Alguns artigos, ainda que poucos, há algum tempo já começaram a redefinir esse papel.

Desde o trabalho de Sabeti e colaboradores – Sabeti MA, Nekofar M, Motahhary P, Ghandi M, Simon JH. Healing of apical periodontitis after endodontic treatment with and without obturation in dogs. J Endod. 2006 Jul;32(7):628-33  já se vão 9 anos.

Veja a que conclusão chegaram os autores:

The noteworthy finding of this study was that there was no difference in healing of apical periodontitis between the instrumented and obturated and instrumented and nonobturated root canal system

O achado importante deste estudo foi que não houve diferença na cura das lesões periapicais entre os canais instrumentados e obturados e os canais instrumentados e não obturados

No entanto, nos tempos atuais o tema adquiriu novos contornos.

Entre outras coisas, percebe-se um movimento que em boa parte visa alcançar os jovens que estão saindo das faculdades.

Inexperientes e com poucas armas para resistir ao assédio, deixam-se encantar com as promessas. 

Somente alguns alunos percebem.

Você já viu a quantidade de vídeos falando de Endodontia na internet que prometem o Céu e a Terra?

Tecnologia é o pano de fundo, literalmente.

A tecnologia que tantos avanços trouxe para a Endodontia e pôs nas mãos do endodontista ferramentas que melhoraram bastante a qualidade do tratamento endodôntico ali se transforma em peça de marketing.

Não se vê ‘Endodontia’, mas ‘tecnologia’.

O “professor” não fala de Endodontia, mas como conseguiu fazer aquilo que vai mostrar.

Ele, o “professor”, nunca está sozinho. Está sempre ladeado por tecnologia.

Ao lado está o microscópio que faz ver o mundo.

O localizador foraminal que dá a precisão que não existe (o “professor” acha que existe).

Tudo é feito rapidinho, não há mais porque perder tempo.

O lema passou a ser: “É hoje e hoje mesmo termina”.

As radiografias A, B, C e D da figura lá em cima me foram dadas. A radiografia E peguei em um dos poucos momentos em que dei uma “fuçada” na internet.

Como se observa, mostram extravasamentos consideráveis de material obturador.

Inicialmente conhecidos como “Puff”, certamente uma expressão sem charme, importou-se outra:

Surplus.

Tido por muitos como “tema moderno”, reflete mais do que isso e merece ser discutido.

Antes, porém, dois breves comentários.

Não há nenhuma pretensão de agredir quem quer que seja.

Assim, profissionais sérios não se sentirão atingidos por algumas das considerações que serão feitas.

É discussão de ideias, concepções.

Simplesmente falo de Endodontia e não deixo de lado a ênfase necessária quando cabe.

O outro aspecto é que, por razões óbvias, excluirei deste texto comentários sobre o extravasamento acidental de material obturador.

Vamos lá.

A proposição de obturações com surplus é absurda.

Reflete conceitos equivocados e defasados e desconhecimento.

O que representa o material obturador nos tecidos periapicais?

Um corpo estranho.

Isso deveria ser suficiente para se entender que a presença de corpo estranho representa um fator de agressão aos tecidos, onde quer que se situem, algo que qualquer aluno da área de saúde aprende nos primeiros semestres do seu curso.

Tendo como respaldo a dedução de Ingle no Estudo de Washington, preconiza-se que o material obturador deve ser extravasado para os tecidos periapicais como comprovação de que assim a obturação estaria bem feita.

Se isso fosse de fato comprovação de qualidade e garantia de sucesso, como alguns ainda imaginam, possivelmente valeria a pena assumir o preço pelos inconvenientes do extravasamento de material obturador para os tecidos periapicais.

Mas, definitivamente, não é.

Não vamos perder tempo descrevendo as desvantagens desse procedimento.

Mas vamos conhecer o caso abaixo, claro suprimindo detalhes que poderiam identificar o colega que o fez.

Sur plus 2'

Vinda de outro estado, a paciente relatou ao colega que a atendeu em Salvador (membro da minha equipe) duas coisas que chamaram a atenção.

A primeira foi sobre as dores intensas e incessantes que ela estava sentindo há mais de seis meses, apesar de durante todo esse tempo estar sob rodízio medicamentoso à base de anti-inflamatórios e analgésicos.

A segunda foi a preocupação do colega, ao saber que ela vinha para Salvador, em frisar várias vezes que assim que chegasse ela tinha que procurar um endodontista muito amigo dele (faziam parte do mesmo grupo), segundo ele, o único que teria competência para ajuda-la.

A paciente trouxe a radiografia vista em A.

Quando durante o exame o colega que a atendia fez a radiografia B entendeu o porque dos dois relatos feitos pela paciente.

As fortes e intermináveis dores eram devidas ao fato de que o material obturador extravasado, o corpo estranho, o surplus estava no canal mandibular (setas em B).

E a insistência do colega para que ela fosse ao amigo de Salvador, segundo ele o único capaz de resolver o problema, deve encontrar explicação no fato de que o surplus agressor de nervo alveolar inferior não ganharia o mundo; ficaria só entre eles.

Só eles e o nervo alveolar inferior da paciente tomariam conhecimento do surplus.

Poderia até ser mais um caso clínico exibido em jornadas e congressos como comprovação de excelência em Endodontia.

Claro, sem detalhes inconvenientes.

Somente aí a paciente tomou conhecimento do que se tratava e qual era a razão das suas fortes e intermináveis dores.

Ocorrências semelhantes são mais comuns do que se imagina e teremos que ter muito cuidado daqui por diante. A quantidade de processos judiciais contra profissionais é algo crescente e preocupante nesse momento.

Além de explicar à paciente o que tinha acontecido e dar algumas orientações, coube ao colega dizer que não havia como prever quando as dores teriam fim.

À paciente restou continuar fazendo uso dos anti-inflamatórios e analgésicos.

A indicação de obturações com surplus contém um empirismo injustificável.

Obs. Este texto não termina aqui. Aguarde a sua continuação.

Nova Turma do Curso de Atualização em Endodontia

Logo da ABO-BA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA – BAHIA
ABO-BA
DEPARTAMENTO DE ENDODONTIA

Olá pessoal,

A ABO-BA estará em recesso até o dia 30 de junho, próxima quinta-feira.

Mas vocês já sabem que no segundo semestre teremos uma programação muito interessante que vai movimentar a nossa Endodontia.

Daremos início às novas turmas de Atualização e Especialização e teremos a VI Jornada de Endodontia da ABO-BA.

Após o recesso, mais informações sobre os Cursos de Atualização e Especialização poderão ser obtidas com George na EAP e as inscrições já poderão ser feitas:

Fones – (71) 2203-4078 Celular – (71) 98116-3493
Email: eap@abo-ba.org.br
Site: www.abo-ba.org.br/project/atualizacao-em-endodontia

Curso de Atualização

Início – 22 de julho

Veja detalhes sobre o curso, inclusive o novo vídeo, aqui

 Obs: O preenchimento das vagas do Curso de Atualização será pela ordem de inscrição

Obs 2: Os alunos que estiverem matriculados nos Cursos de Atualização e Especialização não pagarão a adesão na VI Jornada de Endodontia. A inscrição será feita através do comprovante de matrícula nos referidos cursos

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Informações sobre a VI Jornada de Endodontia com Ronaldo Souza
e após o recesso da ABO também com Valdineia, na Secretaria da ABO-BA

Ronaldo Souza
Fones – (71) 3358-5396 Celular – (71) 99145-9080
Email: ronaldosouza.endo@gmail.com
Site: www.endodontiaclinica.odo.br/vi-jornada-de-endodontia-da-abo-ba/