Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Campinas

Ciruito Nacional de Endodontia Campinas

Prezados colegas,

Os eventos científicos de modo geral visam basicamente a divulgação do conhecimento científico e o encontro e reencontro de colegas. 

Permitam-nos dizer que o Circuito Nacional de Endodontia atinge os dois objetivos.

No entanto, ainda que ao longo dos últimos nove anos tenhamos tido momentos de muita alegria e prazer por estar com vocês, permitam-nos também dizer que, desde o início, a maior preocupação do CNE sempre foi a qualidade da programação científica.

O compromisso com a Endodontia é a razão maior do Circuito Nacional de Endodontia.

Nesse sentido tem sido extremamente gratificante ouvir a opinião dos colegas.

Registro um desses momentos.

No retorno a Goiânia e Campinas após mais um Circuito, os professores Estrela e Rielson ouviram de diferentes colegas no aeroporto considerações desse tipo:

– Parabéns, fazemos questão de cumprimenta-los pelo Circuito Nacional de Endodontia. É o evento que consegue reunir e apresentar conhecimento e tecnologia sem envolvimento comercial. Quem nos recebe é a Endodontia.

Ao mesmo tempo que isso nos anima, é claro que faz aumentar bastante a responsabilidade.

Quando o Prof. Rielson e sua equipe montaram a programação do CNE 2016 não perderam esse detalhe de vista e por isso estão de parabéns.

Observem a programação e percebam o carinho e o cuidado com a escolha, sequência e relação entre os temas.

Aproveito e registro aqui as suas felizes considerações sobre o evento. Vejam como ele o descreve.

“Seguindo a tradição privilegiaremos a ciência e a aplicação clínica com responsabilidade e respeito biológico.

Mais do que o fazer, o porquê fazer. Por isto o debate, a troca de experiências, vivências e de conhecimento, o mais atual, o mais seguro, consolidado e reconhecido.

Serão realizados cinco simpósios, sendo que em cada sessão teremos três apresentações de quarenta minutos, além de três ativadores do debate.

Cada sessão terá a duração de três horas e meia com duas horas para apresentações (quarenta minutos para cada ministrador) e uma hora e meia de debate interativo.

Cada tema será dividido em três tópicos e todos os apresentadores e ativadores participam de todas as sessões, ora como apresentador, ora como debatedor/ativador”.

Perceba que em todos os turnos teremos debates após a aula dos professores convidados.

Temas importantes da Endodontia discutidos com você.

Queremos ouvir a sua voz, a sua opinião.

Venha.

Prof. Ronaldo Souza

Sejam bem-vindos ao Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Campinas

Circuito Nacional de Endodontia

Veja no detalhe

 

Programação Circ 1

Programação Circ 2

Programação Circ 3

VI Jornada de Endodontia da ABO-BA

VI Jornada de Endodontia da ABO-BA

28 e 29 de julho de 2016

Local

Sede da ABO-BA

Rua Altino Serbeto de Barros, 138, Pituba – Salvador, Bahia

 

Programa

Quinta-feira (28/07)

Prof. Carlos Estrela

Prof. Dr. Carlos Estrela

Manhã

08:00 – 08:30 – Entrega de crachás

08:30 – 10:00 

  • Biofilme bacteriano
  • Diagnóstico do fracasso  endodôntico

10:00 – 10:30 Parada para o café

10:30 – 12:00 

  • Estratégias de sanificação

Tarde

14:00 – 16:00 

  • Critérios de sucesso do tratamento endodôntico

16:00 – 16:30 Parada para o café

16:30 – 18:00 

  • Reflexão de protocolos em casos complexos

18:00 – 18:30 Perguntas da plateia 

 

Sexta-feira (29/07)

Prof. Felippe

Prof. Dr. Wilson Tadeu Felippe

Manhã

08:30 – 10:00 

  • Evidências da Endodontia em sessão única versus múltiplas sessões

10:00 – 10:30 Parada para o café

10:30 – 12:00 

  • Análise da qualidade do tratamento endodôntico no momento atual

Tarde

14:00 – 16:00 

  • Relação EndoPerio; entendendo do diagnóstico ao tratamento

16:00 – 16:30 Parada para o café

16:30 – 18:00 

  • Relação EndoOrto: desafios do planejamento integrado

18:00 – 18:30 Perguntas da plateia

Valores da Inscrição

Aluno de Graduação:                                                                  R$ 50,00

Aluno de Pós-Graduação (Especialização, Mestrado…):       R$ 80,00

   Profissional:                                                                                   R$ 100,00.

Obs: Os alunos matriculados nos Cursos de Atualização e Especialização da ABO-BA
que começarão em julho e agosto de 2016 estarão isentos da taxa de inscrição na
VI Jornada de Endodontia. A inscrição será feita pela apresentação do
comprovante de matrícula nos referidos cursos

Inscrições

Secretaria da ABO, com Valdinéa Brito 

Fones – (71) 2203-4064                     Celular – (71) 98132-8046

E-mail: secretaria@abo-ba.org.br  

Departamento de Endodontia da ABO – BA

Logo da ABO-BA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA

SEÇÃO BAHIA

 DEPARTAMENTO DE ENDODONTIA

Vamos entrar no período das férias de junho nas escolas e faculdades da Bahia, entre as quais as de Odontologia.

Após conversas com a Dra. Maria Angélica Behrens (Presidente da ABO-BA) e Dra. Maria Amélia Drummond (Departamento Financeiro), o Departamento de Endodontia fez modificações no seu calendário para 2016 e anuncia o lançamento dos Cursos de Especialização, Atualização e a VI Jornada de Endodontia da ABO-BA.

Foi uma forma de contemplar as pessoas que viajam nesse período e perderiam aulas que seriam ministradas, caso começássemos qualquer dos cursos nesse momento.

Ficou assim a programação.

1. Curso de Atualização
Inscrições abertas
Início do Curso – 22 de julho

2. Curso de Especialização
Inscrições abertas – até 13 de agosto
2.1. Processo seletivo:
Entrevista – 13 de agosto: 08 às 12:00
Análise de currículo 
2.2. Início do Curso – 23 de agosto

3. VI Jornada de Endodontia
28 e 29 de julho
Inscrições em breve

Informações sobre os Cursos de Especialização e Atualização com George, na EAP

Fones – (71) 2203-4078                            Celular – (71) 98116-3493
Email: eap@abo-ba.org.br
Site: www.abo-ba.org.br/

 

Informações sobre a Jornada com Ronaldo Souza (em breve também com Valdinéa Brito – ABO)

Ronaldo Souza – (71) 3358-5396          Celular – (71 ) 99145-9080
Email: ronaldosouza.endo@gmail.com
Site: www.endodontiaclinica.odo.br/conversando-com-o-clinico/

 

Obs: O preenchimento das vagas do Curso de Atualização se dará pela ordem de inscrição

Obs 2: Os alunos que estiverem matriculados nos Cursos de Atualização e Especialização
não pagarão a adesão na VI Jornada de Endodontia. A inscrição será feita
através do comprovante de matrícula nos referidos cursos

VI Jornada de Endodontia da ABO-Bahia

Prezados colegas,

Ao longo dos últimos 15 anos o Departamento de Endodontia da ABO-Bahia vem realizando eventos que visam o engrandecimento da Endodontia e o encontro de colegas não só da especialidade como de áreas afins.

Além das discussões de casos clínicos que já foram feitas, abertas a todos que têm interesse pela Endodontia, foram realizados encontros, jornadas e congressos.

Antes de anunciarmos o nosso próximo evento, conheça as versões anteriores:

I Jornada (2001) – Carlos Estrela (UFGO), Gilson Sydney (UFPR), Sílvio Albergaria (UFBA) e Luis Raskin (UEFS).

II Jornada (2003) – Jesus Djalma Pécora (USP – Ribeirão Preto), Maria Ilma Souza Cortes (UFMG), Fátima Malvar (UFBA) e Giovana Alves (UEFS-UNIME).

III Jornada (2005) – Carlos Puente (Argentina), Gilson Sydney (UFPR), Ronaldo Hirata (UFPR), Mirabeau Ramos (UFSE), Sílvio Albergaria (UFBA), Ângelo Freire (clínica particular – BA), Marcelo Velame (clínica particular – BA), Luis Raskin (UEFS-UNIME) e Celso Queiroz (UEFS-UNIME).

IV Jornada (2007) – Carlos Eduardo da Silveira Bueno (SLM – Campinas), Fábio Perassi (FOL – SP), Wilson Tadeu Felippe (UFSC), Eneida Barros Araújo (FTC-BA), João Dantas (Bahiana – BA), Luis Raskin (UEFS-UNIME), Sílvio Albergaria (UFBA).

Em 2009 não houve a jornada. Nesse ano realizamos o Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia (veja na sequência).

V Jornada (2011) – Gilson Sydney (UFPR), Alexandre Zaia (UNICAMP), Carlos Spironelli (UEL – Londrina), Fernando Carneiro Ribeiro (Clínica particular-BA), Carlos Vieira Andrade Junior (UESB), Fabíola Bastos de Carvalho (UFBA).

Observe que ao lado dos professores convidados de outros estados também foram convidados para dar aulas professores das faculdades de Odontologia da Bahia e clínicos que exercem a Endodontia nos seus consultórios.

Assim, há 15 anos o Departamento de Endodontia da ABO-BA assumiu um compromisso com a Endodontia da Bahia e do Brasil.

Há 15 anos o Departamento de Endodontia entende que a ABO-Bahia é a casa do Cirurgião Dentista.

A ABO-Bahia cumpre assim o seu papel; ao mesmo tempo em que traz professores importantes da endodontia brasileira, e até de outros países, prestigia e abre espaço para os professores da Bahia e de estados vizinhos, independente das suas concepções filosóficas.

Como entidade representativa dos dentistas do Estado da Bahia, é mais uma forma da ABO-Bahia fortalecer os laços que a unem aos seus associados.

Além das jornadas, tivemos.

Encontro de Endodontia (2008) – Rielson José Alves Cardoso (SLM – Campinas), Manoel Damião de Sousa Neto (USP – Ribeirão Preto), Ruy Hizatugu (São Paulo – SP).

E finalmente o Circuito Nacional de Endodontia.

Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia 2009

Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia 2014

Em uma postagem anterior eu disse o seguinte (veja aqui):

Olá pessoal,
A ABO-BA está de presidente novo.
É a Dra. Maria Angélica Behrens Pinto.
Vocês já viram como o projeto de reestruturação já está em andamento e começa a mostrar uma nova ABO?
Novo projeto, propostas renovadas e algumas mudanças.

É dentro desse novo momento da nossa ABO que estamos fazendo modificações no Departamento de Endodontia.

Mudanças que já começarão para as turmas de Especialização e Atualização que serão lançadas agora em junho/julho, assunto que trataremos em breve em outras postagens.

Neste momento o nosso objetivo é anunciar a

VI Jornada de Endodontia da ABO-BA

28 e 29 de julho de 2016

 

Dia 28/07 (quinta-feira)
Horário: 08 às 12 e 14 às 18:00

Prof. Carlos Estrela

Prof. Dr. Carlos Estrela (UFGO)
Mestre em Endodontia (UFPel-RS)
Doutor em Endodontia (USP)
Professor Titular de Endodontia da UFGO
Autor de diversos livros de Endodontia

Dia 29/07 (sexta-feira)
Horário: 08 às 12 e 14 às 18:00

Prof. Felippe

Prof. Dr. Wilson Tadeu Felippe (UFSC)
Mestre e Doutor em Endodontia (UFSC)
Especialista em Periodontia (UFSC)
Especialista em Endodontia (UFSC)
Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação Latu Sensu e Strictu Senso (UFSC)

Voltarei com novas informações.

Abraços,

Ronaldo Souza
Coordenador do Departamento de Endodontia

Quando as evidências não estão evidentes 7; “Zona Crítica Apical”

Por Ronaldo Souza

Até agora estivemos falando de tecidos mineralizados; dentina e cemento.

Nesse contexto, como ficam polpa e tecido periodontal, os tecidos que compõem os canais dentinário e cementário?

O raciocínio que será desenvolvido se aplica igualmente à figura 1 A, mas a figura 1 B servirá melhor como ilustração.

Limite apical 1

Sabemos que a polpa está contida no canal dentinário e o tecido periodontal no canal cementário. É o tecido periodontal que sofre uma invaginação, penetra e preenche o canal cementário.

Podemos então dizer que o tecido que fica em contato com a dentina é polpa e com o cemento é tecido periodontal?

Perfeito, podemos.

Ensina-se que cabe ao endodontista remover a polpa e tratar o canal dentinário, correto?

Na figura acima, a letra d está “dentro” da dentina e “do outro lado”, no mesmo nível, a letra c está no cemento. Assim, devo imaginar que o tecido aderido à parede onde está d é polpa e o aderido à parede onde está c é periodontal.

Você se imagina capaz de remover a polpa de um lado e preservar o tecido periodontal que está no mesmo nível do outro lado?

Como você imagina que ocorre o encontro entre os tecidos pulpar e periodontal?

Você o imagina como na figura 2, ou seja, os tecidos se encontram tipo “aqui termina um e aqui começa o outro”?

Mãos 1

Ou como em 3, em que se misturam e se confundem?

Mãos 2

O encontro entre os tecidos pulpar e periodontal não se dá de maneira que podemos remover a polpa e deixar um remanescente tecidual (coto pulpar) intacto e pleno. Esses tecidos se encontram numa mistura de células, vasos, feixes fibrosos…

Você consegue imaginar que os eventos em Endodontia não parecem ser tão simples?

Posso lhe fazer outra pergunta?

Os aparelhos são conhecidos como localizadores foraminais ou localizadores de CDC?

Percebe que essa precisão nós não temos?

Usemos então a medida mais comumente preconizada e aceita em Endodontia; 1 mm.

Tendo em vista que o comprimento de trabalho mais comumente utilizado é 1 mm aquém do ápice radicular, para trabalhar com número “redondo” imaginemos que o canal cementário tenha 1 mm de extensão.

Nas condições descritas, entendendo-se essa medida, 1 mm, como sendo correspondente ao canal cementário, teríamos nele tecido periodontal, correto?

Podemos chama-lo de coto pulpar?

Claro que não.

Por que chamar o tecido periodontal do canal cementário de coto pulpar?

Como ficamos diante dos alunos, a começar pelos de graduação, que fazem os seus primeiros contatos com a Endodontia e dizemos a eles que o coto pulpar é constituído de tecido periodontal?

Ou será que ninguém diz?

Já se ensina chamando de coto pulpar, não se toca no assunto e estamos conversados?

Basta dizer, o CT é 1 mm aquém, respeitem o coto pulpar e dane-se o resto?

E aí os alunos voltam ao box e executam como foi determinado?

Em que momento estamos formando especialistas em Endodontia se tiramos deles a possibilidade de pensar e os transformamos em autômatos repetidores de ordens?

Como formar especialistas de fato se não os estimulamos a pensar?

Não acham que esse é o caminho mais curto para se tornarem dependentes dos protocolos?

É mais prático, mais cômodo, mas é isso o que todos querem?

Ah, mas isso não tem importância. Já está consagrado e não traz nenhum prejuízo.

Será?

Conhecendo (um pouco) a polpa

Por que a polpa coronária é chamada de “coração da polpa”?

Porque é a sua porção mais celularizada.

O tecido conjuntivo celularizado apresenta maior capacidade de reparo. 

À medida que “caminha” para o terço apical, ela vai perdendo essa característica, de tal forma que nas porções mais apicais já se apresenta menos celularizada e com mais fibras colágenas.

Menos células, mais fibras colágenas, menor capacidade de reparo.

É assim que ela se apresenta nas porções finais do canal.

Pelo fato de o tecido pulpar ser menos celularizado justamente ali, o Prof. De Deus dizia ser um equívoco creditar a esse segmento, onde ele é menos capaz, a responsabilidade pelo reparo.

Está escrito assim no livro Endodontia Clínica (Ed. Santos, 2003, página 14):

“Segundo DE DEUS (1992) e LOPES & SIQUEIRA (1999), talvez não seja o procedimento mais adequado confiar o processo de reparo a um segmento tecidual pouco celularizado e, por isso, pouco capaz de promover reparo”.

De fato, naquele segmento a polpa apresenta menor potencial de reparo, mas aí há um pequeno equívoco.

Conhecendo (um pouco) o coto pulpar

Você sabe que o cemento circunscreve toda a superfície radicular e no final da raiz sofre uma invaginação e “entra” no canal. O quanto ele penetra constitui o canal cementário.

O ligamento periodontal possui uma das mais elevadas capacidades de se reconstituir do organismo. Como consta na literatura, possui um elevado turn over, um dos mais altos do organismo.

É este tecido que constitui o canal cementário.

Está escrito assim no livro Endodontia Clínica (Ed. Santos, 2003, página 14):

Toda a responsabilidade pelo reparo dos tecidos apicais é dos tecidos periodontais. Dito de uma outra forma, isso significa que no caso de necrose parcial ou total do coto pulpo-periodontal, a sua reparação se dará às expensas dos tecidos periodontais, inclusive a reparação do componente pulpar desse coto. A despeito do trauma, desaparecida a reação inflamatória, que, entre outras coisas, levou à referida necrose, haverá crescimento de tecido conjuntivo, aumento da densidade de fibras e normalização das estruturas vasculares, ou seja, a despeito da injúria, ocorrerá reparo (Benatti, 1982). Tudo isso às expensas dos tecidos periodontais”.

Veja o que já diziam o Prof. de Histologia Flávio Fava de Morais (um dos grandes nomes e página especial da Odontologia Brasileira) e colaboradores no capítulo Histologia do Periodonto, no livro Periodontia Clínica, de Lascala e Moussalli (1989).

“Diferentemente dos demais tecidos conjuntivos fibrosos, o ligamento periodontal apresenta excepcional índice metabólico”.

Seria de fato um grande equívoco creditar à polpa a responsabilidade pelo reparo onde ela é menos capaz.

No entanto, credita-se o reparo a aquele remanescente tecidual porque ele não é polpa e sim tecido periodontal, este sim, com elevada capacidade de se refazer e promover reparo.

Não pretendo dissecar o tema e sugerir mudanças, por entender que não caberia faze-lo aqui, mas já passou da hora de compreendermos e ensinarmos o tecido contido nas porções finais do canal como periodontal e não pulpar para entendermos o tratamento endodôntico.

Foi um equívoco que se cometeu ao longo dos anos tratar o limite apical de trabalho como uma questão numérica.

Imaginar que a questão é estabelecer a quantos milímetros aquém do ápice devemos ficar é erro grosseiro.

Ficar falando, discutindo, ensinando o comprimento de trabalho em detalhes milimétricos quando sequer mecanismos de precisão temos para isso é insistir no erro cometido no passado.

Este texto continua.

Prof. Estrela ministrará Curso de Endodontia em Salvador

Prof. Carlos Estrela

Olá pessoal,

O Prof. Carlos Estrela está de volta a Salvador.

Depois de ministrar um curso de Endodontia de 08 horas na I Jornada de Endodontia da ABO-BA em 2001, portanto há 15 anos, e se apresentar no Circuito Nacional de Endodontia – Etapa Bahia, realizado em Salvador em 2009 e 2014, o Prof. Carlos Estrela é nosso convidado e estará de volta a Salvador em julho para ministrar novo curso de Endodontia de 08 horas na sede da ABO-BA.

Anote aí na sua agenda.

Dia: 29 de julho de 2016
Horário:
08:00 às 12:00
14:00 às 18:00

Em breve darei mais detalhes.

 Atenção

Os alunos matriculados nas novas turmas dos Cursos de Especialização e Atualização em 
Endodontia da ABO-BA não precisarão pagar a adesão ao curso. A inscrição será feita
mediante a apresentação de comprovante da matrícula nos referidos cursos.

 

Novos Cursos de Especialização e Atualização em Endodontia – Novas Turmas

Olá pessoal,

A ABO-BA está de presidente novo.

Aliás, presidenta.

É a Dra. Maria Angélica Behrens Pinto.

Vocês já viram como o projeto de reestruturação já está em andamento e começa a mostrar uma nova ABO?

Novo projeto, propostas renovadas e algumas mudanças.

Vou dar um exemplo.

Já viram como o site da ABO está bem diferente?

Ainda está em processo de modificação e vai melhorar muito mais, mas já traz novas informações sobre os diversos cursos.

É dentro dessa nova perspectiva que os Cursos de Especialização e Atualização em Endodontia estão também fazendo algumas alterações.

Aguardem que vamos lançar um grande curso aqui em Salvador muito em breve.

Venha também fazer parte desse novo momento da nossa ABO, a casa oficial do dentista.

Especialização em Endodontia da ABO-BA

Imagem 3' (4)

Mais uma turma da Especialização em Endodontia da ABO-BA foi a Campinas.

E também se encantou.

Os doze alunos realmente voltaram com todo gás.

Como as turmas anteriores, têm todas as razões para isso.

Desde as instalações da ACDC aos funcionários daquela instituição.

Juntem-se os vários aspectos que fazem a razão desse encantamento e a eles se incorporem a competência, simpatia e disponibilidade da equipe do Prof. Rielson Cardoso.

Além do próprio Prof. Rielson, quem esteve mais uma vez dando aula para o grupo foi o Prof. Leandro Pereira, que já esteve conosco aqui em Salvador.

Jovem, antenado, poucos fazem tão bom uso da tecnologia em Endodontia.

Sem estrelismo e marketing escancarado, expõe com serenidade as vantagens dos recursos que hoje existem e podem ser incorporados à vida dos endodontistas e lhes dar mais qualidade no seu trabalho.

Agradecimento e abraços da turma à toda a equipe.

CIRCUITO NACIONAL DE ENDODONTIA – ETAPA CAMPINAS

Capa divulgação

Quando setembro vier você estará em Campinas e terá a oportunidade de participar do evento de Endodontia que atinge o ápice do compromisso com a… Endodontia.

Há uma convicção muito forte de que a programação que o Prof. Rielson Cardoso está fazendo vai agradar a todos e aí você verá o porque do nosso entusiasmo e o que significa dizer que “terá a oportunidade de participar do evento de Endodontia que atinge o ápice do compromisso com a… Endodontia.”

Sim, este é o nosso compromisso.

Assumido há nove anos.

Em Curitiba, onde tudo começou.

Em 2007.

Você não irá assistir a um evento de Endodontia.

Irá participar dele.

Cada palestrante terá o tempo adequado para sua apresentação e ainda terá tempo para trocar ideias com você sobre os temas apresentados.

Aliás, uma característica do Circuito Nacional de Endodontia.

Não temos dúvida de que a programação e a abordagem dos temas irão surpreender.

E tem mais.

O bonitão que vocês veem na foto aí embaixo de mão no queixo (ficaria melhor se dissesse no mento, não é mesmo?) vai estar lá novamente.

Foto de Campinas

Com esse cara participando, é garantia de sucesso!!!

Quando as evidências não estão evidentes 6; “Zona Crítica Apical”

Por Ronaldo Souza

No texto anterior conversamos sobre a determinação do CT pelo método radiográfico e fechamos dizendo que “é impressionante como hoje o que mais se ouve são coisas assim:

Você ainda usa isso? Você ainda faz assim? Você não usa esse sistema? Você ainda usa esse cimento?”

Analisemos agora o CT sob a luz dos localizadores foraminais eletrônicos.

Vamos simplificar.

Você pega o localizador, vai penetrando no canal e acompanhando os sinais visuais e sonoros que vão se intensificando e quando o instrumento alcança o forame apical emite o sinal contínuo.

O que se faz então?

Agora, depois de eletronicamente localizar o forame apical, recua-se para “dentro” do canal.

Confiando na exatidão do seu localizador foraminal eletrônico, você irá recuar 0,5 ou 1 ou 1,5 ou 2 mm?

Quanto você recua?

E o seu colega que fez a especialização em outro curso, com outro grupo, quanto ele recuaria?

E o seu outro colega que fazia “assim”, mas assistiu a um curso fantástico de endodontia num congresso que só tinha fera e passou a fazer “assado”?

O que é limite CDC? O ponto de encontro do cemento-dentina-canal.

A figura 1 é do trabalho de Ponce e Vilar Fernández no Journal of Endodontics de março de 2003. Editei-a para que pudéssemos acompanhar e entender melhor essa questão.

Nas figuras 1 A, B e C, as setas apontam para os diferentes pontos onde se encontram a dentina e o cemento numa mesma raiz.

Limite apical 1

Se temos pontos diferentes onde ocorre esse encontro, existe limite CDC ou existem limites CDC?

Vamos juntos?

Não existe limite CDC. Existem limites CDC.

Perceba em 1 A que a linha vermelha contínua estabelece o vértice radicular apical em uma face da raiz. A lima posicionada no forame apical e registrada pelo seu localizador estaria naquele nível. É possível que se você a recuar cerca de 0,5 mm ou até um pouco mais ela atinja a linha vermelha descontínua, que estabelece o final da raiz em outra face, no lado oposto.

Isso significa que o seu instrumento ainda estará no canal cementário em uma face do canal e fora dele na outra.

Se você radiografar, a lima aparecerá como se estivesse dentro do canal, mas na verdade sabemos que estará fora. Na figura abaixo pode-se observar uma imagem próxima à descrita.

Limite apical 2

Como o localizador lhe “dirá” essas medidas?

Voltando à figura 1, em B pode-se observar a grande diferença na extensão da parede cementária de um lado em relação ao outro.

E na figura 1 C, qual será o CT, 1,5 mm ou 2,1 mm?

Como definir isso com a radiografia ou com o localizador?

Ensina-se que o limite CDC é o comprimento de trabalho (CT). Você se imagina capaz de identifica-lo nas condições expostas aqui?

Clinicamente, você saberia onde estão um e outro, canais dentinário e cementário?

Diante da imagem radiográfica na figura 3 A, muitos ensinam recuar 0,5 ou até mesmo 1,0 mm, não mais do que isso.

Digamos que você faça isso, use o localizador foraminal e ele acuse como se ainda estivesse fora do canal. Tendo essa imagem radiográfica, você “obedeceria” ao localizador e recuaria 2 mm ou até mesmo mais, ou confiaria mais na radiografia e recuaria somente 0,5 mm?

Você imaginaria que a verdadeira situação é a da figura 3 B e que alguns casos podem exigir recuos ainda maiores?

Limite apical 3

Tendo uma radiografia como a da figura 4 A abaixo, que sugere estarmos mais de 1 mm aquém do ápice radicular, você recuaria mais para determinar o CT?

Permita-me arriscar uma opinião.

Acho que sem margem de erro posso assegurar que não. Você não recuaria.

Limite apical 4

Alguns até avançariam pelo menos mais 0,5 mm.

Você teria como saber que existe uma reabsorção tão acentuada, como mostra a figura 4 B e que teria que recuar bem mais?

Se você for alguém que acompanha um pouco mais de perto a literatura endodôntica saberá que diante de lesão periapical haverá grandes possibilidades de existência de reabsorções apicais.

Mas, teria alguma informação sobre qual é a extensão da reabsorção?

Você aceitaria ficar a cerca de 3 mm aquém em um caso com lesão periapical? O localizador foraminal lhe “avisaria” que existe uma reabsorção, a extensão dela e que, portanto, teria que recuar bem mais ainda ou você ficaria “perdido” quando ele lhe dissesse que, mesmo recuando mais, ainda está fora?

Considerações de ordem prática sobre o limite apical de trabalho

Para começar a fechar o texto de hoje, vamos mais uma vez fazer uma caminhada juntos.

Ensina-se ainda hoje que você tem que colocar mais 1 mm,  mais 2 mm, tem que recuar 0,5 mm, tem que alargar até a lima X…

Se você adotar a Endodontia que trabalha não em cima de números, como é ensinada, mas com o conhecimento dos tecidos com os quais lida no dia-a-dia, como eles são, como reagem, não tenho nenhuma dúvida, vou repetir, não  tenho nenhuma dúvida, de que vai aumentar seus percentuais de sucesso.

Asseguro isso a você.

Mas, poderá ter alguns problemas.

Vamos lá.

Digamos que você esteja seguro do que faz. Preparou bem o canal, fez a instrumentação do canal cementário (não estou falando de ampliação foraminal pura e simplesmente, isso é bobagem), obturou um pouco aquém dos limites clássicos estabelecidos pela “mídia” endodôntica e sabe porque precisou fazer isso. Ótimo.

A sua radiografia final vai mostrar uma obturação aquém dos limites convencionais, uma “obturação curta”, como alguns chamarão.

O seu protesista não vai aceitar.

O perito do seu convênio não vai aceitar.

Isso, não há como negar, é um problema.

Lembre.

Somos todos dentistas, endodontistas ou não.

E todos aprendemos que tem que ser assim, tem que ser assado, tem que colocar mais 1…

Assunto para outra hora.

Este texto continua