Os novos gurus da alienação

Dória e a seca para turistas

Por Ronaldo Souza

O Fernando Henrique Cardoso de antigamente, aquele que Fernando Henrique Cardoso mandou esquecer, foi uma doce ilusão.

Não tardou a se revelar.

Há muitos anos de costas para o país e seu povo e blindado pela imprensa comprometida por interesses que atentam contra o Brasil, FHC se fez um velho decrépito, sem nenhum respeito por si mesmo.

Há algo pior que perder o amor próprio?

Hoje representa o que há de pior entre os políticos de sua geração.

Um elo perdido entre um passado recente, onde existiam em maior quantidade homens e políticos de expressividade, e o presente, onde reina o que há de pior na classe política.

Permita-me cair no lugar comum para repetir uma frase muito dita nos últimos tempos:

“Não existe almoço grátis”.

Há sempre um preço a pagar.

Um deles, e muito alto, é ver idolatrados homens que jamais teriam qualquer chance de escapar da mais simples análise crítica sobre questões como dignidade (falta dela), desde quando feita essa análise por qualquer ser que disponha de dois neurônios que o permitam transitar em dois sentidos; ir e voltar.

Devo esclarecer que aqui ir e voltar ganha uma complexidade bem maior do que aquela que no primeiro momento pode vir à nossa mente.

Ir pode significar, por exemplo, assumir determinada postura e diante da percepção do equívoco que se cometeu, permitir-se voltar.

Simples, não é?

Não, não é.

Em determinadas situações, o ir pode ser simples, mas o voltar exige um grande esforço.

Esclareço de imediato que não falo do esforço físico da volta. Este não seria um grande problema.

Falo do intelectual.

Não tenho nenhuma dúvida de que adotar o preconceito, a intolerância e o ódio não representou nenhuma dificuldade para muitas pessoas que assim se manifestaram no circo dos horrores em que se transformaram as manifestações que todos nós vimos ocorrerem nas avenidas desse país.

Da mesma forma, nunca tive e não tenho nenhuma esperança quanto a qualquer possibilidade de que eles possam voltar.

É possível que em alguns o preconceito, a intolerância e o ódio tenham sido implantados no coração e na alma por uma lavagem cerebral muito bem conduzida.

Assim, para esses talvez ainda seja possível a volta.

Entretanto, para uma quantidade considerável de pessoas (maioria?) a volta das trevas não acontecerá.

O caminho escolhido não o foi por acaso.

Essas pessoas estão onde querem estar.

O preço a pagar

Aécio e Veja

Aécio Neves representa, sem possibilidade de erro, a maior demonstração de analfabetismo político dos últimos tempos.

Mesmo diante de tantos sinais, alertas, evidências e até documentos postados em todos os ambientes, inclusive nas redes sociais, demonstrando quem era de fato Aécio, os seus eleitores esbravejavam das mais variadas maneiras em sua defesa.

Quantos vomitaram sua ignorância em defesa de Aécio e do PSDB?

Quantos expuseram as vísceras da mais absoluta ignorância nessa defesa?

Quantos expuseram a sua violência com toda a volúpia dos sentimentos mais primitivos da raça humana, agredindo gratuita e estupidamente a todos que ousassem pensar diferente?

Quantos, sem perceber, envoltos pelo manto do preconceito e do ódio expuseram a sua consciência corrupta apontando o dedo para a corrupção dos outros?

Nem Fernando Collor de Melo se iguala a Aécio.

Apesar do seu evidente vazio, por não ter história política foi mais fácil montar a farsa do Caçador de Marajás.

Caçador de Marajás'

Quem sempre esteve por trás conduzindo a manada dos seres pensantes, predestinados pelos deuses da inteligência e do conhecimento?

Os mesmos que conduziram a manada nos tempos de Collor o fizeram com Aécio.

Os de sempre. Globo, Veja, Estadão, Folha…

Os mesmos que conduziram a manada nos tempos de Collor e fizeram com Aécio, agora farão com outros.

Outros que terão que criar.

E já estão criando.

João Dória Jr. é a mais nova alternativa do PSDB para as próximas eleições presidenciais.

Um exímio praticante do alpinismo social que por anos tem exibido a sua vida vazia e oportunista nos ambientes que frequenta foi capaz de se eleger prefeito da maior cidade do Brasil.

Dória trabalhador

Esse garoto de 59 anos aparece na imagem acima acompanhado por Narcisa Tamborindeguy, socialite carioca, que em mais uma das suas façanhas, chegando aos 50 anos foi vista há pouco tempo em um vídeo no apartamento de um ex-vice-presidente da TV Globo atirando ovos de galinha pela janela nas pessoas que passavam, juntamente com os demais convidados, um dos quais fez o vídeo.

Um homem que pensa na seca, que durante anos aniquilou a vida de milhares de brasileiros, como fonte de turismo deveria dispensar qualquer comentário sobre o que ele representa.

Dória e a seca para turistas'

Mas não dispensa, pois foi transformado, como sempre de forma irresponsável, em alternativa para as próximas eleições para Presidente da República do Brasil.

Isso, claro, imaginando que existirão eleições, pois já se fala em descarta-las.

Havendo, fala-se que não deverá ser em 2018.

Como se vê, uma maravilha.

Tudo como foi planejado pelos mesmos grupos que tentaram nos impor Aécio Neves e que estão à frente de todo esse processo.

Aí sim, caso não consigam cumprir o golpe como foi planejado, Dória passa a ser a grande alternativa da Globo e do PSDB.

A outra alternativa é Luciano Huck, apresentador de programa de televisão na Globo.

Por favor, não pense que estou brincando. É verdade.

Minha especialidade é matar

E finalmente, Bolsonaro, a estupidez personificada.

Também criado pela mídia brasileira para uma eventual necessidade.

Bolsonaro sabe matar

Essas pérolas foram ditas por Jair Bolsonaro quando foi perguntado por um repórter sobre o fato de não ter aprovado nenhum projeto na Câmara dos Deputados.

Mais tarde, perguntado sobre essa fala em específico, tentou consertar, mas acabou só enfatizando mais a ideia de que matar seja a solução para alguns problemas do país.

Bolsonaro, o exterminador do futuro

Os seguidores se perdem entre orgasmos e fogos quando veem o “mito mitando”.

Convenhamos, é a total consagração da alienação, sob todos os seus ângulos, que hoje reina no país.

Algum dia conseguiremos ver o óbvio que salta à nossa frente e brinca com o fogo?

Algum dia perceberemos o perigo que ronda os nossos filhos?

Bolsonaro e Estadão

Como diz o general Eduardo Villas Bôas, “tresloucados podem gerar reação em cadeia”.

E tudo acontece com o respaldo do judiciário que aí está, com ministros que se escondem nas togas, procuradores que só acham o que querem e juízes que não julgam, condenam apoiados em convicções pessoais e ideologias partidárias da sua preferência.

Basta a Globo marcar dia, hora e local para novo estouro da boiada que as consciências corruptas farão tudo de novo.

Ela, a Globo, está vendo a bola quicando na sua frente.

E aí teremos a repetição das manifestações da edificante luta contra a corrupção da admirável classe média brasileira, tão bem definida por Marilena Chaui.

Dessa vez provavelmente com conotações bem diferentes e, quem sabe, não muito fáceis de se controlar.

Ou alguém tem dúvida de que eles, os amarelinhos, seres que se retroalimentam do preconceito e do ódio que preenchem o vazio de suas vidas, estarão lá?

Em que níveis estará a violência que está tomando conta do país?

Esse passa a ser um grande problema.

Jogo perigoso

Escudo do Bahia

Por Ronaldo Souza

O torcedor tricolor lembra do que a imprensa esportiva da Bahia disse no início deste ano com relação aos times que Bahia e Vitória estavam armando?

Disse que o Vitória estava formando um super time, com grandes jogadores, nomes consagrados e que a diretoria estava de parabéns.

Enquanto isso, o Bahia estava formando um time inexpressivo, jogadores desconhecidos e que a diretoria tinha que mudar a forma de agir.

Eu dizia a pessoas mais próximas; tanto um time quanto o outro pode dar liga, isso é imprevisível, mas prefiro a forma que o Bahia escolheu. Jogadores jovens, nenhum nome conhecido, muito menos consagrado, mas que já mostraram bom futebol por onde passaram e todos buscando conquistar um espaço no futebol brasileiro.

Dispenso-me de qualquer comentário sobre o que aconteceu, está acontecendo e com a qualidade do time do Vitória. Seus torcedores que se preocupem com isso.

É só para mostrar, mais uma vez, a competência da nossa imprensa esportiva.

Há um bom tempo não vejo o Bahia jogar futebol com a qualidade que vem apresentando.

Sem querer tirar o seu mérito de ter deixado um time montado, já falei aqui e aqui que não foi Guto Ferreira e sim o acaso que armou o ataque do Bahia com Zé Rafael (numa fase sensacional), Edgard Junio e Allione.

E esse ataque, sem o centro avante clássico, mudou para melhor a forma de jogar do time.

Porém, diante de 5 jogos sem vencer e chegando à zona de rebaixamento é natural que surjam incertezas e críticas.

Vamos lá.

Tenho ouvido muita gente dizer que está faltando um matador ao Bahia. O cara que “empurre” a bola para dentro do gol.

Dos que ouvi, se não todos quase todos os comentaristas da nossa competente imprensa esportiva dizem isso.

Por que será que chamam Hernane de “brocador”?

Porque ele broca, faz gol.

Hernane é, portanto, um matador, como eles reconhecem.

Será que todos, inclusive a torcida, já esqueceram que até ele se machucar estavam reclamando muito da falta de gols do time e a torcida já estava “pegando no pé” dele e até vaiando?

O substituto, Gustavo, não é um cabeça de bagre. É jovem, acho que em outro momento pode jogar mais, mas no Bahia não parece muito provável que venha a faze-lo. Até porque também já está um pouco “marcado” pela torcida .

É incrível como se ouve com frequência a imprensa dizer; “o time tem que ter reservas a altura dos titulares”.

Os “comentaristas” dizem isso todo dia.

E para minha surpresa, entre esses “comentaristas” estão ex-jogadores. Como dizem bobagens.

A nossa cultura futebolística ensina a pensar assim em relação a qualquer time que perca 3 ou 4 partidas seguidas.

No caso do Bahia dizem que a diretoria tinha que contratar um atacante no mínimo no mesmo nível de Hernane.

Qualquer diretoria de time de futebol que se deixar guiar pelo que diz a imprensa estará fadada ao mais absoluto fracasso.

Quantos times conseguem ter na reserva jogadores do mesmo nível que os titulares?

Aliás, algum consegue?

Você acha que o Barcelona tem ou pode ter três reservas no mesmo nível de Neymar, Messi e Luis Soares?

Digamos que tivesse.

Como administrar o ego de “titulares” na reserva?

Dá pra ver o tamanho da tolice?

Vamos adiante.

O que fez mudar tão repentinamente a qualidade do jogo do Bahia e a elogiada velocidade de transição e de ataque do time?

As características dos jogadores.

Não há entre eles, Zé Rafael, Edgard Junio e Allione, nenhum matador. São jogadores com habilidade e raciocínio rápido que dão grande velocidade ao jogo.

Gente, é justamente isso que está dando esse jeito de jogar que tem sido elogiado por vários comentaristas do Brasil.

O Bahia perdeu alguns jogos e em nenhum deles foi criticado por jogar mal futebol. Pelo contrário, não só vem sendo elogiado como se reconhece que em alguns desses jogos não merecia perder, tendo inclusive chances de ganhar.

Se tirar qualquer um desses jogadores e colocar um matador vai matar esse jeito de jogar (a redundância é intencional).

Assim como o volante brucutu, o matador é um estilo de jogador que não me parece que vai resistir por muito tempo. Nele, muitas vezes morre a velocidade de transição e de criação de jogada. Ele não sabe fazer esse tipo de jogo.

Zé Rafael, Edgard Junio e Allione estão em campo desde o início da temporada com Hernane como centro avante. Por que o time não jogava como está jogando?

Usemos o próprio jogo Bahia e Flamengo.

Se o centro avante matador é o que falta, como dizem os “comentaristas”, por que o Flamengo, cuja qualidade do atual time é inegável, jogou a partir dos 30 minutos do primeiro tempo com um jogador a mais e Guerreiro, um matador, nada fez?

Concordo inteiramente com o que disse o comentarista Gustavo Castellucci, da TV Bahia:

“O Bahia dominava as ações nos 30 primeiros minutos, teve mais posse de bola, estava indo bem contra o Flamengo, até essa infantilidade do Lucas Fonseca”.

O Bahia foi superior ao Flamengo na maior parte do jogo e até a expulsão de Lucas Fonseca boa parte da partida o Flamengo passou correndo atrás do Bahia.

Mesmo com um jogador a menos, o Bahia continuou atacando e foi mais perigoso que o Flamengo.

Quando a imprensa carioca chega a colocar senões na atuação dos seus times, particularmente o Flamengo, é porque reconhece, apesar de poucas vezes admitir, que o outro foi melhor.

Por outro lado, é claro que não é somente o ataque do Bahia que merece os comentários feitos. É todo o time.

Observe o meio de campo; Edson, Renê Júnior e Régis.

Estavam jogando muito.

Chamaram a atenção pelo futebol que vinham jogando desde as semifinais e finais da Copa do Nordeste contra Sport e Vitória. Ainda que não sejam os parâmetros mais adequados, esses times estão na série A. Além disso, o Bahia jogou esse futebol também contra outros times no início do Campeonato Brasileiro.

Infelizmente, perdemos Régis por contusão (já está voltando), que é o quarto elemento do ataque do Bahia e que também imprime muita velocidade ao jogo.

Continue comigo.

Tire Régis desse time e ponha Renato Cajá, mesmo na sua melhor fase (estava numa fase horrorosa).

Acaba com a festa.

Renato Cajá é mal jogador?

Não, ele é craque.

É questão de estilo de jogo.

E para nosso azar chegamos a esses últimos jogos sem Régis, particularmente no jogo contra o Flamengo, ao qual chegamos sem ele e os outros dois titulares do meio de campo.

Enquanto o Flamengo veio com seu time completo e qualificado, como há algum tempo não tem, o Bahia jogou sem quatro dos seus principais jogadores, incluindo aí, Jackson, titular absoluto da quarta zaga, também contundido.

Quantos times conseguem jogar contra times fortes sem tantas peças fundamentais e apresentar aquele nível de futebol que o Bahia apresentou?

Assim, reconhecendo-se o poder financeiro bem menor que o dos times do Sudeste/Sul, que se faça pelo menos um pouco de justiça ao elenco do Bahia, ainda que também se reconheça a necessidade de ajustes.

Que se faça, portanto, justiça ao futebol apresentado por Matheus Sales, Juninho e Vinícius, os três que substituíram os titulares do meio de campo.

Como então não reconhecer que o Bahia tem e pôs em campo reservas de qualidade???

E não esqueçamos a regularidade e consistência do sistema defensivo. Não são os recentes gols tomados que irão negar a qualidade desse sistema e tirar o mérito dos jogadores da defesa. Assim que o time voltar a encaixar, o sistema defensivo também vai se refazer.

O time ainda precisa de alguma contratação?

É praticamente certo que sim.

Mas tem que agir com serenidade, como tem feito e vem procurando fazer.

Mas é muito importante percebermos que, apesar da posição na tabela, o Bahia está no caminho certo.

A torcida precisa ter alguns cuidados com o que diz a imprensa, que além da tradicional incompetência muitas vezes diz coisas que beiram a irresponsabilidade.

Lava Jato se desmoraliza mais um pouco. E aos poucos, desMorona

Dallagnol se desmoraliza

Por Ronaldo Souza

Segundo a matéria do jornal Valor (Globo), Dallagnol afirmou que a atividade de dar palestras, inclusive as remuneradas, é “legal, lícita e privada”.

Doutor Dallagnol, ninguém disse que a atividade de palestras remuneradas é ilegal.

É o senhor, o juiz Moro e toda a Lava Jato que dizem há anos que “a atividade de dar palestras” é ilegal, mas só as de Lula.

Só ficou esquisito, doutor, o senhor se negar a revelar quanto recebeu pelas palestras e dizer que “não controlou” os valores recebidos no ano passado com elas.

Agora, o dado importante é que para o senhor sim, a atividade de dar palestras remuneradas é ilegal e ilícita.

Apesar de espertamente citar em defesa própria as resoluções 34/2007 do CNJ e 73/2011 do CNMP, vejamos o que ela diz e que o senhor, acometido por uma amnésia passageira, não lembrou. Recorro ao que a senadora Gleisi Hoffmann mostra no seu texto Sobre Deltan Dallagnol e as suas palestras:

“Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias:

…………………………………………………………………………………….

Parágrafo único. Aos juízes é vedado:

IV – receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”

Na verdade, doutor Dallagnol, a Resolução nº 73/2011 do CNMP fulmina a sua defesa:

“Art. 1º. Ao membro do Ministério Público da União e dos Estados, ainda que em disponibilidade, é defeso o exercício de outro cargo ou função pública, ressalvado o magistério, público ou particular, por, no máximo, 20 (vinte) horas-aula semanais, consideradas como tais as efetivamente prestadas em sala de aula.”

Vai ser aberta uma investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o senhor pela comercialização de palestras.

Mas, doutor, aqui pra nós.

Não vai dar em nada, o senhor sabe muito bem disso. É pra inglês ver.

É só pra inglês ver, porque os americanos já viram tudo que queriam ver (tenho certeza de que o senhor entende o que quero dizer).

Agora, quer um conselho?

Faça todo o resto bem direitinho, de acordo com as orientações que recebe.

Jamais contrarie a Globo.

Se isso acontecer, com tudo que ela sabe e agora com essas palestras (claro que ela já sabia, nós é que não), ela facilmente arruma outro procurador para procurar mais coisa e aí a vida de vocês vira um inferno. O mesmo inferno que vocês fizeram virar a vida de muita gente.

Há sempre um procurador de plantão procurando aqueles famosos 15 minutos de fama que só a Globo oferece. E que o senhor está tendo.

Quanto ao resto, não se preocupe, doutor, porque aqueles, aqueles que adoram vestir roupas amarelas e se enrolar em bandeiras do Brasil (que só eles têm), continuarão batendo palmas para tudo que o senhor faz. Foram eles que se tornaram os 100 mil seguidores que o senhor comemorou no twitter.

Não se preocupe porque esses predestinados e privilegiados pelos deuses da inteligência e sensibilidade vão continuar lhe seguindo.

Agora, tem outros, doutor, que estão percebendo o que o senhor é. Muitos começam a entender qual é a jogada dos heróis brasileiros, os caçadores de corruptos.

 Lembra de Collor, o caçador de Marajás?

Caçador de Marajás'

Sempre ela, a Veja.

A bíblia que guia os passos da classe média intelectualizada do Brasil.

Mas, não se preocupe, doutor Dallagnol.

Como diz seu amigo de empreitada, o juiz Moro; não vem ao caso.

De acordo com a mesma matéria do Valor, o procurador negou que esteja usando as investigações da Lava-Jato para enriquecimento pessoal.

Doutor Dallagnol, ninguém acusa o senhor também disso.

O senhor, o juiz Moro e toda a Lava Jato é que dizem que Lula, o chefe do maior esquema de corrupção do Brasil, ele é que enriqueceu de forma vergonhosa e corrupta.

Uma dessas vezes foi quando surgiu a notícia de que Lula tinha comprado um iate. Novamente, jogaram para as arquibancadas; o corrupto-mor ganhou tanto dinheiro que comprou um iate. Com dinheiro roubado do povo brasileiro.

E nós, que acompanhamos de perto essa heroica dedicação do senhor, do doutor Moro e da força tarefa da Lava Jato no combate ao crime, somos testemunhas de como foram pra cima investigar com vontade. Mobilizaram toda a força tarefa, já muito atarefada, e a polícia federal.

E não é que acharam?

Mas acho que alguém esqueceu de avisar às nossas gloriosas lava jato e imprensa; olha, vão devagar que não é bem assim.

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Um breve registro.

Observe o detalhe da manchete em “leia também”, que chama a atenção do leitor; “Instituto Lula admite que ex-presidente frequenta sítio em Atibaia”.

Um homem dizer que frequenta um sítio é manchete de um dos jornais mais importantes (para eles) do país e “significa” assumir que é o dono do sítio e, como tal, corrupto.

Um jornal que põe matérias como essas como manchetes conhece muito bem a pobreza mental e intelectual do seu leitor.

E por favor, não diga que estou tirando do contexto.

Esse contexto foi criado pelo jornal, justamente para o público que ele formou.

Algum dia esse leitor perceberá o que fizeram dele?

Não importava. A ordem estava dada.

Vão lá e espetacularizem!

Barco de Lula''''.jpeg

Como faz questão de frisar a matéria da Globo, “foi cumprido mandado de busca e apreensão no local com autorização do juiz Sérgio Moro”.

Ali estava o barco de Lula, com o qual o corrupto-mor certamente iria velejar mundo afora.

Com dinheiro roubado do povo brasileiro

Comprar um barco desse só com muita grana. É muita corrupção, é ou não é doutor?

E como prova final, vocês mostraram que ele tinha comprado dois pedalinhos para os netos. Estava definitivamente demonstrado o tamanho da corrupção que envolve Lula.

Mas foi quando o senhor deu aquela aula maravilhosa para a Globo, mostrando toda sua imaginação e criatividade com o Power Point, que não restou mais nenhuma dúvida. 

Prof. Dalagnoll e curso de powerpoint

Estava ali um verdadeiro mestre do…Power Point!

Dallagnol e PowerPoint'

Um garoto que se acha porque fez um concurso público, refúgio de muita gente incompetente, aliás, coisa cada vez mais fácil de se observar.

Foi aprovado e hoje é um Procurador da República de poucos recursos, como tantos outros que existem por aí.

E isso ajuda a entender porque tem tantos seguidores.

Doutor Dallagnol tropeça nas próprias pernas

Dallagnol apaga a página de agência

Por Ronaldo Souza

Lupicínio Rodrigues, compositor gaúcho, diz em uma de suas canções.

“Esses moços,
Pobres moços,
Ah, se soubessem o que eu sei…”

Vou buscar Oscar Niemeyer, numa entrevista há alguns poucos anos:

“O cara às vezes até cresce na profissão, mas não toma conhecimento da vida”.

Vida que anda cada vez mais cheia de doutor.

Não exija muito de alguns doutores. Muitas vezes mal conhecem as suas profissões.

Se conhecessem um pouquinho só além das fronteiras da sua profissão evitariam, como diriam alguns compositores ao estilo Lupicínio, certos dissabores.

Ponha aí nessa lista o doutor Deltan Dallagnol, promotor público.

Assim que se viu flagrado ganhando dinheiro às custas de palestras sobre Lula, algo cuja imoralidade dispensa comentários, o doutor não só mandou retirar a sua página na agência que divulga e vende as suas palestras como correu para as redes sociais para se explicar. É a imagem que você vê abaixo.

Dallagnol apaga a página de agência'

Deu um tiro no pé.

Lá vou eu outra vez, recorrendo agora à inigualável sabedoria popular:

“Quanto mais se mexe em m… mais fede”.

Voltemos à frase de Niemeyer.

Sob determinada ótica, crescer na profissão hoje não é difícil.

Nos dias atuais há atalhos para isso.

Assim, com relativa facilidade cumpre-se a primeira parte da frase dele.

O grande problema é alcançar a segunda parte.

Tomar “conhecimento da vida” não é simplesmente, como muitos podem imaginar, viver alguns anos.

Não se trata de envelhecer.

Atingir a maturidade, alcançar a sabedoria, não é tarefa para muitos.

Se “os canalhas também envelhecem”, como diz Rui Barbosa, os idiotas também o fazem.

E idiotas nunca tomam conhecimento da vida.

Quando um promotor público que comprou duas casas do “Minha Casa, Minha Vida” para fazer investimento e ganhar dinheiro com elas acha que ainda tem como se explicar diante da indecência absurda de como agente público federal ganhar dinheiro com palestras sobre um homem, nada mais há que o faça ver o que ele é.

Considerando-se a posição de ambos, promotor e homem-tema das referidas palestras, e tudo mais que cerca o momento que vivem os dois, o promotor exibe toda a sua estupidez e incompetência.

Mostra-se incapacitado de exercer as funções que exerce.

Se algum dia existiram, foram-se todas as condições que poderiam conferir ao doutor qualquer credibilidade em situação desse tipo.

É mais um doutor.

Só.

Igual a tantos que existem por aí, nas mais diversas áreas.

Ainda que os holofotes pareçam dizer o contrário.

Veja o texto abaixo de Eugênio Aragão.

Sobre palestras e a apropriação do público pelo privado

Dallagnol powerpoint

Por Eugênio Aragão

Credores têm melhor memória do que devedores (Benjamin Franklin).

Prezado ex-colega Deltan Dallagnol,

Primeiramente digo “ex”, porque apesar de dizerem ser vitalício, o cargo de membro do ministério público, aposentei-me para não ter que manter relação de coleguismo atual com quem reputo ser uma catástrofe para o Brasil e sobretudo para o sofrido povo brasileiro. Sim, aposentado, considero-me “ex-membro” e só me interessam os assuntos domésticos do MPF na justa medida em que interferem com a política nacional. Pode deixar que não votarei no rol de malfeitores da república que vocês pretendem indicar, no lugar de quem deveria ser eleito para tanto (Temer não o foi), para o cargo de PGR.

Mas, vamos ao que interessa: seu mais recente vexame como menino-propaganda da entidade para-constitucional “Lava Jato”. Coisa feia, hein? Se oferecer a dar palestras por cachês! Essa para mim é novíssima. Você, então, se apropriou de objeto de seu trabalho funcional, esse monstrengo conhecido por “Operação Lava Jato”, uma novela sem fim que já vai para seu infinitésimo capítulo, para dele fazer dinheiro? É o que se diz num sítio eletrônico de venda de conferencistas. Se não for verdade, é bom processar os responsáveis pelo anúncio, porque a notícia, se não beira a calúnia é, no mínimo, difamatória. Como funcionário público que você é, reputação é um ativo imprescindível, sobretudo para quem fica jogando lama “circunstancializada” nos outros, pois, em suas acusações, quase sempre as circunstâncias parecem mais fortes que os fatos. E, aqui, as circunstâncias, o conjunto da obra, não lhe é nada favorável.

Sempre achei isso muito curioso. Muitos membros do Ministério Público não se medem com o mesmo rigor com que medem os outros. Quando fui corregedor-geral só havia absolvições no Conselho Superior. Nunca punições. E os conselheiros ou as conselheiras mais lenientes com os colegas eram implacáveis com os estranhos à corporação, daquele tipo que acha que parecer favorável ao paciente em habeas corpus não é de bom tom para um procurador. Ferrabrás para fora e generosos para dentro.

Você também se mostra assim. Além de comprar imóvel do programa “Minha Casa Minha Vida” para especular, agora vende seu conhecimento de insider para um público de voyeurs moralistas da desgraça alheia. É claro que seu sucesso no show business se dá porque é membro do Ministério Público, promovendo sua atuação como se mercadoria fosse. Um detalhe parece que lhe passou talvez desapercebido: como funcionário público, lhe é vedada atividade de comércio, a prática de atos de mercancia de forma regular para auferir lucro. A venda de palestras é atividade típica de comerciante. Você poderia até, para lhe facilitar a tributação, abrir uma M.E., não fosse a proibição categórica.

E onde estão os órgãos disciplinares? Não venha com esse papo de que está criando um fundo privado para custear a atividade pública de repressão à corrupção. Li a respeito dessa versão a si atribuída na coluna do Nassif. A desculpa parece tão abstrusa quanto àquela do Clinton, de que fumou maconha mas não tragou. Desde quando a um funcionário é lícita a atividade lucrativa para custear a administração? Coisa de doido! É típica de quem não separa o público do privado. Um agente patrimonialista par excellence, foi nisso que você se converteu. E o mais cômico é que você é o acusador-mor daqueles a quem atribui a apropriação privada da coisa pública. No caso deles, é corrupção; no seu, é virtude. É difícil entender essa equação.

Todo cuidado com os moralistas é pouco. Em geral são aqueles que adoram falar do rabo alheio, mas não enxergam o próprio. Para Lula, não interessa que nunca foi dono do triplex que você qualifica como peita. Mas a propaganda, em seu nome, de que se vende regularmente, como procurador responsável pela “Lava Jato”, por trinta a quarenta mil reais por palestra, foi feita de forma desautorizada e o din-din que por ventura rolou foi para as boas causas. Aham!

Que batom na cueca, Deltan! Talvez você crie um pouco de vergonha na cara e se dê por impedido nessa operação arrasa a jato. Afinal, por muito menos uma jurada (“Schöffin”) foi recentemente excluída de um julgamento de um crime praticado pelo búlgaro Swetoslaw S. em Frankfurt, porque opinara negativamente sobre crimes de imigrantes no seu perfil de Facebook. Imagine se a tal jurada vendesse palestras para falar disso! O céu viria abaixo!

Mas é assim que as coisas se dão em democracias civilizadas. Aqui, em Pindorama, um procuradorzinho de piso não vê nada de mais em tuitar, feicebucar, palestrar e dar entrevistas sobre suas opiniões nos casos sob sua atribuição. E ainda ganha dinheiro com isso, dizendo que é para reforçar o orçamento de seu órgão. Que a mercadoria vendida, na verdade, é a reputação daqueles que gozam da garantia de presunção de inocência é irrelevante, não é? Afinal, já estão condenados por força de PowerPoint transitado em julgado. Durma-se com um barulho desses!

Dallagnol fatura alto com palestras sobre Lula. São palestras ou propina?

Por Ronaldo Souza

Há algum tempo Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ e deputado pelo PT (RJ), fez a denúncia abaixo no vídeo contra o juiz Sérgio Moro.

Claro, a imprensa brasileira simplesmente abafou.

É no mínimo indecente que um juiz que ficou conhecido como o herói anticorrupção tenha esse comportamento. Sendo o teto salarial ditado pela Constituição Brasileira de R$ 33.000,00 (em números redondos), o juiz Moro recebe o dobro e algo mais, R$ 77.000,00, segundo o deputado Damous.

Se considerarmos que se trata de um Juiz de Direito, cuja missão maior é proteger e defender a Constituição Brasileira, torna-se um absurdo maior ainda, um verdadeiro escândalo.

Há menos tempo o Procurador Deltan Dallagnol foi flagrado como proprietário de duas casas do programa social “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Dilma.

Um juiz de Direito, com seu belo salário, é proprietário de duas casas em um programa social destinado à população de baixa renda, pessoas cujo sonho de vida é ter uma casa e não podem porque não chega pra quem quer.

Indagado se era correto um Promotor Público do nível dele e com o papel que desempenha assumir aquela postura, ficou perdido sem saber o que dizer e respondeu dizendo que não era para ele morar; “era para investimento”.

Enquanto as pessoas lutam uma vida inteira para ter uma casa onde morar, o promotor toma posse de duas delas para… ganhar dinheiro!

O que dizer desse homem, mais um herói brasileiro no combate à corrupção?

Agora, fica-se sabendo que Dallagnol virou palestrante, cobrando entre 30 mil e 40 mil reais por palestra.

Você já viu isso alguma vez em qualquer lugar do mundo?

Um Promotor Público, pago pelo governo federal com o dinheiro do povo, ter uma agência particular para agenciar as palestras dele??? (Clique aqui para conhecer a agência Motive Ação).

Depois de os membros da Lava Jato questionarem de todas as formas e dizerem que o dinheiro que Lula recebeu pelas palestras como ex-presidente era propina, o que se pode dizer do Promotor Público Deltan Dallagnol e de suas palestras?

Deve ser relembrado que, como Lula, Fernando Henrique Cardoso sempre fez e faz palestras como ex-presidente. Da mesma forma, Bill Clinton e outros presidentes dos Estados Unidos.

Mas só o que Lula recebe é propina.

Observe ainda que todos eles passaram a fazer as palestras depois que tinham deixado o cargo de presidentes. Dallagnol faz as palestras em pleno exercício da função de Promotor Público.

É assim que a Lava Jato diz que está passando o Brasil a limpo.

O que você acha?

Veja abaixo a matéria de Kiko Nogueira.

Dallagnol transformou Lula numa maneira de faturar alto com palestras

Dallagnol faturando

Faturando alto com palestras e com Lula, Dallagnol é um caso raro de auto constrangimento

Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Há uma velha máxima no futebol com respeito à figura mítica do perna de pau: “Esse aí pode deixar que a natureza marca”.

O procurador Deltan Dallagnol é o principal agente desmoralizador de si mesmo. Não precisa de ninguém para se ocupar disso.

Nele se unem a megalomania, a grana fácil, a ambição, a arrogância, a fama, a fé evangélica e a falta de noção, resultando num pacote de auto constrangimento e vergonha alheia.

Dallagnol embarcou numa ego trip que ninguém mais controla. De Silvio Santos a Elton John, passando pelo dono da Riachuelo, é comum o sujeito perder o senso do ridículo.

Vive cercado de yes men que não o censuram mais. Deltan está passando por isso precocemente, aos 36 anos. E usando dinheiro público.

Alguém que cita a si mesmo sete vezes, mais Sherlock Holmes e uma teoria que ele mesmo criou (o “explanacionismo”) numa peça jurídica deveria ser chamado de lado pelo juiz e instado a tirar uns dias de folga para pôr a cabeça no lugar.

Ao invés disso, Dallagnol vai faturando. Suas palestras são vendidas por entre 30 e 40 mil reais, como se vê num site que o agencia juntamente com Ana Paula Padrão, Caio Ribeiro, Família Schürman, entre outros.

Seu release é inacreditável. “Quando aparece para uma entrevista, fica claro que ele preparou cada tópico da fala e não foge do roteiro”, lê-se.

“Assim, dribla a timidez. Cordial, emprega frases de efeito, que também recheiam os processos. Para ele, por exemplo, Lula é o ‘comandante máximo’ do desvio de recursos da Petrobras”.

Como assim? Então era uma frase de efeito, um truque, para deleitar a plateia? Não importa? Tudo bem para o Lula ou não vem ao caso?

A repórter Anna Virginia Balloussier fez um relato na Folha sobre uma apresentação de Dallagnol num congresso da ala paulista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“Nós antes éramos os golpistas. Agora nós somos os golpistas dos golpistas? Eu fico confuso”, disse.

Sacou?

Dallagnol fez merchã de seu livro e adaptou a cantilena ao público. “O país está desfigurado. Precisamos de uma cirurgia reconstrutiva. Acho que vim no lugar certo para pedir ajuda”, falou.

Pegou?

Outra: “Você já teve um paciente que se olhava no espelho e se achava mais bonito do que era? O Brasil se olhava no espelho e se achava mais bonito do que era. A corrupção vende ilusões”.

Quem o introduziu foi o cirurgião Rolf Gemperli, um tipo que costumava aparecer na bancada do Jornal da Cultura, de SP, com comentários pedestres. Num deles, defendia o fim do voto obrigatório porque eleições deviam ser só para quem tem “conhecimento da política”.

“Gosto dos médicos porque médicos gostam da Lava Jato”, declarou Deltan.

O ponto alto do show foi quando um espectador quis saber se ele tinha uma “previsão real” para a prisão de Lula.

“Vou exercer meu direito constitucional de ficar em silêncio”, respondeu Dallagnol.

Sacou?

Na semana passada, ele comemorava a marca de 100 mil seguidores no Twitter. A jornalista e blogueira Nina Lemos deu-lhe uma bronca, lembrando-o que não é “uma blogueira teen”.

Nina errou. No fundo, Dallagnol não passa muito disso. Lula e a batalha contra corrupção viraram um filão que DD, Moro e seus cometas exploram.

Enquanto durar a Lava Jato, e ela não tem hora para terminar, eles vão se dar bem. Se a grana é oriunda, eventualmente, de uma categoria extremamente afeita a sonegar impostos, como a dos médicos, não tem problema.

Business is business. O importante é dar um jeito nesse país. Eu não tenho culpa, eu votei no Aécio.

A arte de enganar analfabetos políticos

Dallagnol esperto

Por Ronaldo Souza

Vamos primeiro à matéria do Brasil 247. Volto depois.

“O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, fez referência indireta à investigação contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) para rebater críticas de parcialidade da operação durante uma palestra a cirurgiões plásticos em São Paulo.

‘Nós éramos os golpistas, não é? Agora nós somos os golpistas dos golpistas? Eu fico confuso. Os casos recentes deixaram claro que as investigações não são contra partido A ou contra partido B’, disse Dallagnol, na fala que durou mais de uma hora, segundo relato do Globo.

Dallagnol também disse que ‘o Brasil está desfigurado’. ‘Ele precisa de uma cirurgia reconstrutiva. E eu acho que vim no lugar certo’, afirmou, apelando aos trocadilhos ao pedir apoio dos médicos e médicas no combate à corrupção no Brasil.

Aécio passou a ser investigado após denúncias feitas pelos donos da JBS, em delação premiada. O senador tucano, já afastado de suas funções, foi gravado pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista. Sua irmã e seu primo estão presos.

O pedido de prisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o próprio senador será julgado pelo Supremo Tribunal Federal no próximo dia 20”.

Em primeiro lugar, o próprio (Rodrigo) Janot protegeu Aécio o tempo todo.

Desde quando encaminhou a primeira “lista de Janot” ao STF, como não tinha como esconder o pedido de abertura do processo contra Aécio, Janot já encaminhou junto o pedido de arquivamento do referido processo. O ministro relator já era Teori Zavascki.

O STF, claro, prontamente arquivou.

Moro, Dallagnol, Janot e o resto do grupo desde o início deixaram bem claro que não estavam dispostos a sequer ouvir falar de qualquer coisa contra o PSDB.

Ficou conhecido e virou piada como Moro reagia a todas as denúncias contra Aécio e PSDB que foram feitas pelos 535 delatores;

“Não vem ao caso”.

O que terminou acontecendo com o tempo é que Aécio deu azar porque ficou no meio do fogo entre Janot e Temer, só isso.

Interessado em ser mantido no cargo de Procurador Geral da República, ao ver que seu nome não seria o escolhido por Temer, Janot abriu guerra pessoal contra o presidente que ele próprio ajudou a plantar no Palácio do Planalto.

Pato de Skaf

Além do pato da FIESP, que os midiotas tanto curtiram naquela brilhante campanha de Paulo Skaf para derrubar Dilma “Não vou pagar o pato” (depois descobriram a picaretagem que estava por trás), muita gente está pagando o pato, mas quem mais se ferrou na brincadeira foi Aécio Neves.

Foi o melhor caminho que Janot encontrou para dar o troco a Temer. Através de Aécio o mui digno Procurador Geral da República pegou todo mundo que tinha ligação com o excelentíssimo presidente da república, que todos eles puseram lá. Nada mais.

É assim que agem as autoridades desse país.

E como ficam os midiotas?

Como sempre, sem noção de nada.

Dallagnol blogueira teen

Vem agora o procurador Dallagnol, a “blogueira teen”, como foi chamado pela escritora  Nina Lemos, e nos brinda com esse depoimento de alguém que não consegue mais viver sem a luz resplandecente dos holofotes.

Veja a “sutil” (meu Deus!) frase do procurador, com o claro objetivo de manter alimentados os sem noção; Os casos recentes deixaram claro que as investigações não são contra partido A ou contra partido B’.

Como um professor que se perdeu na vaidade dos Power Points da vida e não percebe mais o que diz, ele se autodestrói pelas bobagens ditas.

Procurador do que já foi achado, não consegue mais perceber que nem o maior dos idiotas acredita que Aécio e o PSDB alguma vez foram objetos de investigação por parte da Lava Jato.

Moro e tucanos 2

Logo Aécio, que sequer precisava ser procurado, de tão fácil de achar que sempre foi.

Com sua capacidade de iludir incultos e incautos, o procurador levanta a taça e nos brinda com mais uma de suas pérolas.

“… o Brasil está desfigurado. Ele precisa de uma cirurgia reconstrutiva. E eu acho que vim no lugar certo”.

Dr. Dallagnol, o senhor não poderia estar em lugar mais certo.

Como outras também conhecidas, aquela seleta plateia (espero que sejam pelo menos bons cirurgiões) para a qual o senhor falava, vai continuar acreditando, sábia que é, no procurador que tem linha direta com Deus (como evangélico que é, foi o que ele disse nas suas pregações em pelo menos uma igreja evangélica).

Como diria Fellini, “E La Nave Va”.

DEM e a DEMocracia dos tolos

DEM e DEMocracia

Por Ronaldo Souza

É bem possível que os filhos e filhas de alguns homens não percebam quem são os seus pais.

Afinal, a relação entre pais e filhos carrega grande complexidade, o que explicaria, pelo menos em parte, a admiração dos filhos pelos pais. Mesmo em circunstâncias que não justificariam essa admiração.

Nada mais compreensível.

Afinal, é comum dizer-se, pai é pai.

Apesar de procurar entender essa complexidade, confesso que tenho as minhas dificuldades em ver e aceitar dessa forma.

Não o amor dedicado ao pai, mas a adoção da postura e até a idolatria por ele.

Por outro lado, com as rápidas mudanças que estão ocorrendo no mundo das comunicações (com a internet desempenhando papel relevante na desconstrução da falsa imagem de muita gente), é possível que em um espaço de tempo não muito longo os netos venham a saber quem, de fato, são ou foram seus avós.

Nesse processo, alguns partidos e seus políticos já alcançaram o patamar de irreversibilidade em termos de degradação. Não parece mais possível que qualquer mudança positiva nesse sentido venha a ocorrer.

Na sua fase inicial, o PSDB teve nomes honrados entre os seus membros e alguns poucos ainda estão lá, tentando ver se conseguem tirar o partido da lama em que se encontra e da total degradação.

Empresários e políticos já anunciam que irão deixar o partido. A mais recente baixa parece ser a do jurista do impeachment de Dilma Rousseff, o tolo Miguel Reale Júnior, que diz estar abandonando o barco.

Outros permanecem, e aí assume lugar de destaque Fernando Henrique Cardoso, um homem corroído pela inveja e frustração, que insiste em não só ficar como enlamear mais ainda o partido, em flagrante desrespeito ao seu passado. Do partido, entenda-se.

O DEM, não.

Este desde sempre é isso que está aí.

Podre.

Um partido que agoniza há muito tempo.

Em extinção, a dúvida é até quando resistirá.

Cito os dois partidos porque sempre estiveram entre os mais fortes do país e pela incomparável capacidade de apontar o dedo da corrupção para outros partidos e aparecerem para a sociedade como puros e dignos. Claro que sob a eterna complacência e proteção da imprensa brasileira, à frente a Globo.

Mas, finalmente, após anos de desenfreada corrupção e canalhice, a verdade sobre esses homens começa a aparecer.

Acusadores que foram durante anos de que outros partidos trabalham contra a liberdade de imprensa e a democracia, agora são vergonhosamente flagrados em vários momentos fazendo exatamente isso. Aliás, algo que só surpreende a quem se acostumou a ver esses políticos e seus partidos sob a ótica da imprensa brasileira.

Reportagem do jornal O Dia no final de maio, fala em “delação do fim mundo, a mãe de todas as delações”, que estaria sendo preparada por Aécio Neves, segundo a qual “ele (Aécio) encontra-se incontrolável, sob medicação muito forte e, também, muito deprimido”.

A matéria diz que “segundo pessoa ligada à família Neves, o senador não está conseguindo dormir nem se alimentar direito, chora muito e vem se culpando pela prisão da irmã”.

Relata ainda o pânico existente, principalmente dentro PSDB, onde seriam inevitavelmente atingidos o “senador paulista, José Serra, o ministro chefe das relações exteriores, Aluísio Nunes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o também senador mineiro, Antônio Anastasia, todo o clã Perrela, (pai e filhos), o senador pelo espírito santo, Ricardo Ferraço, o Cássio Cunha Lima, da Paraíba, o senador e atual presidente do partido, Tasso Jereissati e o ainda maior nome psdbista, FHC”.

E é justamente esta uma das razões mais fortes, e não só o desejo do PSDB de assumir a presidência do Brasil, a razão pela qual defendem o governo Temer; sabem que se o abandonarem Aécio será preso.

Aécio preso é delação certa, porque ele não vai aguentar.

Com delação de Aécio, quem sobrará?

Essa é a democracia dos tolos, eleitores de políticos que dão o golpe, destroem o Brasil e agora, entre tantas outras coisas, tramam contra o país para que não haja eleições diretas, maneira mais fácil e rápida de “eleger” um presidente que mantenha essa podridão que aí está.

Não são poucas as vezes em que me flagro me perguntando.

Será que em nenhum momento esses homens têm dificuldade de olhar nos olhos dos filhos e netos?

Veja abaixo a matéria do Rede Brasil Atual.

Base de Temer manobra e impede discussão de PEC das Diretas

Matéria do Rede Brasil Atual

São Paulo – Por falta de quórum, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados encerrou reunião desta terça-feira (13) sem apreciar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que prevê a realização de eleições diretas para presidente e para vice-presidente em caso de vacância, exceto nos seis últimos meses do mandato. A proposta estava fora da pauta desde 24 de maio e só foi reintroduzida depois de acordo firmado entre a presidência da comissão e a oposição.

A apreciação da proposta, de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), era o único item da pauta da comissão, mas os deputados de partidos que integram a base governista, contrários à PEC, não registraram presença durante a primeira votação pelo processo nominal e o número mínimo de parlamentares exigidos para o prosseguimento da sessão não foi alcançado.

Apenas deputados do PT, PSB, PDT, PCdoB, Psol e Rede, totalizando 27, participaram da votação, sete a menos do que o exigido para dar continuidade à tramitação. O presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), encerrou os trabalhos após aguardar por pouco mais de uma hora pelo número mínimo de votantes.

A PEC recebeu parecer favorável do relator, Esperidião Amin (PP-SC). O relatório ainda precisa ser aprovado pela CCJ antes de ser apreciado pelo plenário da Câmara. Para ser aprovado na comissão, o relatório pela admissibilidade da PEC precisa ter maioria simples dos votos. No plenário, a PEC deve receber apoio de pelo menos 308 deputados, por se tratar de uma mudança constitucional.

Ainda durante a manhã, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) anunciou que a base do governo adotaria a estratégia da obstrução. “Nós não temos que tratar sobre questão diretas já. A Constituição num país democrático é um guardião que deve ser usado, e não mudado, nos momentos de crise”, afirmou Aleluia. Ele apresentou requerimento para inverter a pauta do dia, a fim de colocar primeiro a leitura da ata e do expediente da comissão e atrasar a discussão do mérito da matéria.

Parlamentares da oposição rebateram. “Não achamos normal o governo obstruir o debate sobre diretas e o funcionamento da principal comissão da casa. Nós queremos que o governo tenha o mínimo de coragem de votar contra o projeto, se quiser. Nós queremos enfrentar o tema e não aceitamos que seja o Congresso que eleja o próximo presidente”, disse Alessandro Molon (Rede-RJ).

Ao perceber que o requerimento seria aprovado, os deputados governistas esvaziaram o plenário. A falta do quórum mínimo para concluir a votação do requerimento impediu a continuidade da reunião. Os líderes da oposição aproveitaram ao máximo o tempo final para discursar em favor da análise da proposta e provocar a base aliada dizendo que o governo não quer eleições diretas.

O presidente da comissão disse que convocará nova reunião extraordinária para discutir o assunto na próxima semana. Apesar de Pacheco ter se posicionado de forma contrária à mudança na Constituição, ele defendeu que o governo retire a obstrução e permita o debate.

“Temos que debater essa PEC, seja aprovando ou rejeitando a admissibilidade da proposta. Vamos tentar convencer a base do governo para não obstruir e que possamos debater logo essa pauta. Temos aqui uma série de itens que precisam ser aprovados ou rejeitados. Não pode apenas um item travar toda a pauta da comissão”, afirmou Pacheco após o encerramento da reunião.

Minhas namoradas

Por Ronaldo Souza

“O primeiro sutiã a gente nunca esquece”.

Dizia o belíssimo comercial da Valisère, criado por Washington Olivetto em 1987.

Ganhou prêmios internacionais e é considerado um dos 5 melhores comerciais brasileiros.

Trago-o como homenagem à mulher.

À sua beleza e sensibilidade.

https://www.youtube.com/watch?v=hrVXOPva7WY

O primeiro amor a gente nunca esquece

Eu tinha 16 anos.

A dona do meu assobio e do meu canto, que só cantavam músicas que tinham sido “feitas para mim e para ela”, morava numa casa em frente ao meu prédio.

Uma vez foi ao apartamento onde eu morava.

Tocou a campainha.

Quando abri a porta entrou uma brisa leve, fresca como a das primeiras horas da manhã de uma primavera de cinema.

Meu corpo tremeu e paralisou.

Não namoramos.

Ela não me quis como namorado.

Mas foi a minha primeira paixão.

Como tantos outros homens, tive namoradas.

De algumas gostei mais, de outras menos.

Com elas as minhas certezas de macho latino americano foram se transformando em dúvidas e incertezas de homem.

E o homem conheceu a insegurança.

O homem conheceu o gosto doce-amargo do amor.

Devo às mulheres o homem que sou.

Assistindo ao filme “A Casa da Rússia”, com Sean Connery, Michelle Pfeiffer e outros bons atores, fiquei encantado com a cena em que, quase que literalmente, ele diz a ela:

“Meus erros e acertos me prepararam para você”.

Engana-se quem imagina que o namoro não pode ser algo duradouro.

Sentimentos não desaparecem, ganham outras formas.

A paixão que põe fogo no coração se modifica.

Alguém chega, entra e lhe mostra as diversas formas de amar.

É o amor que vê chegar o tempo da delicadeza.

É essa delicadeza que dedico a ela e às nossas filhas.

Minhas namoradas.

https://www.youtube.com/watch?v=IPs2xFPhd9E

Perseguição sem fim

Por Ronaldo Souza

Já tentei várias vezes entender o porque de tanto preconceito e ódio hoje existentes no Brasil.

A bandeira da luta contra a corrupção é comprovadamente canalha, portanto, qualquer tentativa em insistir por esse caminho já foi desmoralizada há muito tempo.

Só os midiotas fazem isso.

Ainda que com dificuldade, passei a compreender que pelo menos boa parte do que acontece se deve a absurda desinformação que existe.

Sei que muitos não entendem quando se diz que são completamente desinformados. Acham que Globo, Estadão, Folha, Veja… os informam muito bem.

Não são muitos os que percebem que há sutilezas no mundo da comunicação.

Não percebem, por exemplo, a sutil (!) semelhança-diferença entre informação viciada (manipulada) e desinformação.

Fala-se muito de desinformação, quando talvez fosse mais apropriado falar de informação viciada.

Mas, até para efeito de  compreensão, continuemos usando a palavra desinformação.

O nível de desinformação é tamanho que não fazem ideia sobre sobre muita coisa. Não chega ao conhecimento deles.

Por exemplo, diante dessa fixação com os tais triplex de Lula e sítio de Atibaia, será que sabem que, entre outras coisas, além de fazenda com aeroporto construído próximo doada por um amigo logo após o governo, FHC tem um apartamento na Avenue Foch, em Paris, que custa de 4 milhões de euros, cerca de 15 milhões de reais?

FHC e apart. em Paris'

Veja o artigo escrito há 14 anos.

Folha de S. Paulo, 12 de janeiro de 2003, página A7, Coluna de Janio de Freitas

O endereço

Por Janio de Freitas

Data imprecisada, ou imprecisável, e não recente. Fernando Henrique Cardoso, no uso de toda a simpatia possível, discorre para os comensais suas apreciações sobre fatos diversos e pessoas várias. De repente, intervém a mulher de um brasileiro renomado, há muito tempo é figura internacional de justo prestígio, ministro mais de uma vez, com importantes livros e ensaios. Moradores íntimos de Paris por longos períodos, mas não só por vontade própria, constam que nela nada restringe a franqueza. Se alguém na conversa desconhecia a peculiaridade, ali testemunhou um motivo para não esquecê-la:

“Pois é, mas nós sabemos do apartamento que Sérgio Motta e você compraram na Avenue Foch.”

Congelamento total dos convivas. Fernando Henrique é quem o quebra, afinal. Apenas para se levantar e afastar-se. Cara fechada, lívido, nenhuma resposta verbal. A bela Avenue Foch, seus imensos apartamentos entre os preços mais altos do mundo, luxo predileto dos embaixadores de países subdesenvolvidos, refúgio certo dos Idi Amim Dada, dos Bokassa, dos Farouk e, ainda, de velhos aristocratas europeus.

Avenue Foch, onde a família Fernando Henrique Cardoso está instalada. No apartamento emprestado, é a informação posta no noticiário, pelo amigo que passou a figurar na sociedade da fazenda também comprada por Sérgio Motta e Fernando Henrique Cardoso, em Buritis. Avenue Foch é ela que traz de volta comentários sobre a historieta, indagações de sua autenticidade ou não, curiosidade em torno do que digam outros possíveis comensais.

FHC e apart. em Paris 1

FHC e apart. em Paris 4

FHC e apart. em Paris'''

FHC e apart. em Paris 2'

Se de FHC ou de um amigo dele, como ele diz, por que o imparcial juiz Moro não tem nenhum interesse em investigar?

Prefere correr atrás de provas que mostrem que Lula é o dono do tal triplex e do sítio de Atibaia que ele próprio, Moro, e o Ministério Privado Federal (MPF) já reconheceram que tais provas não existem.

Lamentavelmente incrível é que mesmo no recente pedido de prisão de Lula pelo Ministério Privado Federal eles reconhecem QUE NÃO HÁ NENHUMA PROVA DE QUE LULA É O DONO.

O MPF pede que ele seja condenado com base em “provas indiciárias”, ou seja, com base em meros indícios.

Alegações finais MPF triplex 52 1

Alegações finais MPF triplex 52 2

Chegamos ao absurdo de se fazer o pedido de prisão de um homem apoiado em palavras como “supostamente”, “teria sido”, “convicção…” alegando que “os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova”.

Como são de difícil prova se elas existem em abundância contra Aécio, Temer, José Serra, Alckmin…???

Como são de difícil prova se eles devassam a vida de Lula há 12 anos (desde 2005) e a Polícia Federal vive pedindo para renovar os pedidos de investigação e o MPF renova há cada três meses???

É bem simples.

É porque contra Lula elas não existem.

E aí ficam falando dos pedalinhos que Lula comprou para os netos.

Pedalinhos!!!

Dois comprovantes do pedágio que confirmam que D. Marisa foi a Guarujá.

Portanto, ela comprou o apartamento em Guarujá.

Então, vou a Feira de Santana (BA) e o pagamento que fiz no pedágio se torna a comprovação de que comprei um apartamento em Feira de Santana!

Pensam que por fazerem dos seus eleitores-seguidores-telespectadores idiotas, somos todos idiotas?

E o estardalhaço que fizeram com o iate que Lula tinha comprado!!!

Foram investigar.

Aí está ele.

Barco de Lula

Pararam de falar do “iate” de Lula, mas nenhuma notícia foi dada para desmentir mais um escândalo que tentaram jogar na conta dele.

Já viram que apesar de tudo e outra vez Aécio sumiu do noticiário?

Por onde anda Serra?

Alckmin, “o santo”, continua por aí apontando o dedo para a corrupção e os… corruptos!!!

Temer acabou de ser absolvido por Gilmar Mendes e sua tchurma no TSE!!!

Canalhas, canalhas, canalhas.

Por isso, a grande sacada do professor Fernando Horta no texto abaixo em que ele fala sobre a mansão de Paraty. Para entender melhor a questão da mansão, leia aqui.

E Lula, enfim, acerta com Moro para fazer delação premiada…

Lula e Moro

Por Fernando Horta, professor da Universidade de Brasília, na Revista Forum

E Lula, enfim, acerta para fazer delação premiada:

– Dr. Moro, eu faço a delação, mas eu quero os mesmos direitos do Yousseff. Quero ficar com o patrimônio, ficar em casa descansando e receber um percentual de tudo o que a lava a jato “recuperar”. Se for assim eu faço a delação.
– Sr. ex-presidente, se o senhor delatar o Lula aceitamos a sua colaboração e nos mesmos termos do Yousseff.
– Então Dr. Moro, eu vou poder finalmente ganhar o triplex, o sítio de Atibaia e o apartamento de Paris?
– Que apartamento senhor ex-presidente?
– O da Fochs Avenue, tá no nome do FHC mas é meu. Já começando a delação. O apartamento é meu.
– Mas senhor ex-presidente, que provas o senhor tem de que o apartamento é seu?
– Aqui, Dr. Moro, tenho um contrato rasurado e sem assinatura. Tem também duas fotos minhas com o FHC, de abraços. Aqui ele dizia no meu ouvido que o apartamento era meu. Pode anotar aí.
– Mas o senhor pagou como pelo apartamento?
– Com as palestras Dr. ganhei muito dinheiro dando palestra. e aí eu depositava na minha conta e dizia pro FHC: “O dinheiro é seu, tá aqui, mas é seu”. É propina pra ele.
– Mas propina referente a quê?
– Ora Dr. Moro, ele mandou eu destruir as provas, eu destruí mas eu lembro de tudo. Foi um dinheiro de umas empresas que trabalharam para ele, construíram o tal instituto FHC e trabalhavam também para o governo. É tudo propina. pode anotar aí.
– Mas precisa de provas senhor ex-presidente.
– Bom eu tenho aqui uns rascunho de uns email que eu nunca mandei. Ó … tá escrito aqui ó “amigo FH propina aguardando sua retirada. câmbio”. “FH”, dr. Moro, quer dizer Fernando Henrique. Nós bolamos juntos esta senha para dificultar o entendimento da PF. A gente não é tão criativo quanto o pessoal da Odebrecht.
– Mas senhor ex-presidente, isto não é prova …
– Não, Dr Moro? Mas eu tô fazendo a “premiada” e tô dizendo pro senhor que é meu … aliás, lembrei agora … A mansão de Paraty também é minha … aquela lá dos Marinho … é minha. Tá no nome dos laranja, mas é minha. Tenho até dois tickets de pedágio Rio-Paraty pra provar que é minha.
– Mas senhor ex-presidente …
– Dr. Moro, agora que o senhor já sabe de tudo, eu vou pra casa e o senhor deposita o que acertamos, igual do Yousseff, na minha conta, por favor. Vou descansar um pouco.

O vazio das celebridades

Por Ronaldo Souza

Os  políticos e seus partidos costumam usar celebridades, particularmente os “artistas”, para fazerem campanha a seu favor.

É normal em todos os lugares.

Nada é ou deveria ser rígido, ao pé da letra, mas não há como negar que até nesse sentido também há diferenças que muitas vezes são gritantes.

Ainda que muitos não percebam, o que é facilmente explicável.

Tendo em vista que isso é tão “importante”, vamos por aí.

Como não perceber, por exemplo, que ter do seu lado Chico Buarque não pode ser em nada comparável a ter Lobão.

Alguém já disse:

“Dê 15 minutos diários na Globo que qualquer idiota se torna celebridade”.

Não se busca mais o reconhecimento pela competência.

A notoriedade hoje é a meta.

Se não em todas, isso está ocorrendo em muitas atividades profissionais.

E muitos não percebem que mesmo a notoriedade alcançada pela competência em determinada área apresenta limites bem definidos.

Como diz a sabedoria popular:

“Cada macaco no seu galho”.

Ah, como adoro a sabedoria que vem do povo.

ORG XMIT: 105001_0.tif A jogadora de vôlei Ana Paula durante ensaio fotográfico para o site Paparazzo. (Foto de Rogério Faissal/Paparazzo)

Ana Paula

Imaginando que o vôlei lhe deu autoridade para falar sobre qualquer coisa, muito comum entre alguns, Ana Paula é apenas mais uma dessas pessoas que alcançam a notoriedade sem nada mais a oferecer fora da sua atividade.

Constitui um caso clássico de ignorância ativa.

Como se pode observar, o vídeo acima é um desfile absurdo de absoluta ignorância política.

E são pessoas assim, algumas motivadas por interesses desconhecidos, que arrastam milhares de “inocentes” pelos mesmo descaminhos que trilham.

O que é incrível nisso tudo?

Qualquer um que tivesse o mínimo de conhecimento sobre as coisas da política saberia quem era Aécio Neves.

E durante a campanha política vários fatos que mostravam claramente quem realmente ele era foram expostos à população.

Não viram ou não quiseram ver?

Não acredito que nesses segmentos onde tem imperado esse desconhecimento sócio-político não haja pessoas de bom senso.

Resta então uma pergunta.

Por que se deixaram levar tão fácil e docilmente pela correnteza da ignorância?

Não a ignorância como muitas vezes é “vista” a palavra, como uma ferramenta de agressividade e ofensa, mas a ignorância de quem simplesmente ignora.

Teriam sido também eles induzidos ao desconhecimento de coisas primárias ou há algo bem maior por trás a explicar a estupidez cometida?

O que pensar desses segmentos ditos diferenciados da sociedade que não só foram eleitores convictos de Aécio como fizeram campanha agressiva a seu favor por vê-lo como político competente e digno contra a corrupta vagabunda da Dilma Rousseff?

Não só permitiram como também contribuíram de forma decisiva para que o país chegasse à deplorável situação em que se encontra hoje.

Onde estão agora?

Alguns se manterão escondidos como estão e outros tentam se eximir do mal que fizeram e fazem ao país (mas não é a primeira vez) dizendo-se enganados, com explicações que, sem que percebam, só expõem a ignorância política absurda que possuem.

Ora, o que significa de fato ignorar quem era Aécio?

Ignorância política no mais alto grau!

Simples.

Como entender que os predestinados se permitem tamanha alienação?

Irão seguir exibindo a estupidez de até então ou irão assumir a verdadeira razão que está por trás da inexplicável postura assumida?

Esses mesmos amanhã estarão com Dória e Bolsonaro.

Alguns já estão.

A inteligência do homem tem limites, a estupidez não
Nietzsche