Ela não deu aumento para o STF, mas o Cunha deu: a autópsia do golpe só faz Dilma crescer na foto

Dilma

Ela

Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Usado como fiador do discurso de que não houve golpe e as instituições funcionam normalmente e blábláblá, o STF aparece cada vez menor à medida em que o governo do interino agoniza e detalhes da doença são revelados.

Não apenas o Supremo, mas o Congresso e, obviamente, Temer, o anão moral.

Em menos de duas semanas de um governo desastroso que se vendia para trouxa como de “pacificação nacional”, quem cresce na fita é Dilma.

A segunda parte da pornografia do complô nas gravações de Sergio Machado, ex-líder do PSDB investigado na Lava Jato, traz Renan Calheiros oferecendo outros detalhes da autopsia do impeachment.

Transcrevo uma parte do diálogo publicado hoje na Folha:

MACHADO – [Interrompendo] O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do…

RENAN – Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso.

MACHADO – Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.

RENAN – A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.

MACHADO – Acaba isso.

RENAN – E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].

MACHADO – Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.

RENAN – Não negociam porque todos estão putos com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda –estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada– aí ela disse: ‘Renan, eu recebi aqui o Lewandowski, querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável’.

MACHADO – Eu nunca vi um Supremo tão merda, e o novo Supremo, com essa mulher, vai ser pior ainda. […]

É tragicômico. Segundo o bate papo, a presidente do Brasil convidou o presidente da corte mais alta para debater a crise aguda.

Sentados os dois num gabinete, cafezinho na mesa, copo d’água, Lewandowski propôs a solução: aumentar o salário. Não rolou. Os caras ficaram “putos”. Claro, ué. Quem nunca?

Fim.

Um flashback rápido: em 28 de abril, o reajuste salarial do Judiciário ganhou caráter de urgência na Câmara dos Deputados — graças a Eduardo Cunha. Ele havia sido vetado no ano passado por Dilma Rousseff como parte do esforço pelo ajuste fiscal.

Sob a batuta de Cunha, o plenário aprovou, por 277 votos a 4, o pedido de urgência do projeto de lei 2648/15. A proposta será incluída na pauta a qualquer momento, mas não há previsão de votação. A proposta tem impacto orçamentário para 2016 de R$ 1,160 bilhão.

O afastamento de Dilma teve o efeito contrário do truque de tirar o bode da sala. Ela desapareceu e tudo o que era podre ressurgiu em sua falsa normalidade.

Deu ruim. Fica claro que Dilma não topou o jogo sujo. Seu retrato aumenta na parede. Se vivêssemos numa democracia, o caminho natural seria devolver a ela, no Senado, o mandato que lhe foi retirado no tapetão.

Se vivêssemos numa democracia.

Temer e procuradores da Lava Jato acertaram “cessar fogo” para derrubar Dilma

Temer e Dallagnol 2

Por Fernando Brito, no Tijolaço

(ESTE TEXTO FOI ESCRITO COM O QUE JÁ ESTAVA PUBLICADO NO INÍCIO DA MADRUGADA. NO PRÓXIMO, TRATO DOS ÁUDIOS DE RENAN)

O conchavo entre Temer e a república de Curitiba do Ministério Público está sendo revelado na edição da Folha desta quarta-feira, em reportagem que já está no ar na versão eletrônica do jornal.

Temer e Dallagnol

É um escândalo sem precedentes, porque nem foi feito com a chefia da instituição, mas com um grupo que se adonou do poder investigatório e se constitui num poder paralelo dentro da Procuradoria.

Leia o texto estarrecedor da Folha:

Um emissário do presidente interino Michel Temer (PMDB) e representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato encontraram-se na véspera da sessão do Senado que selou o afastamento da petista Dilma Rousseff.

O encontro tratou de uma espécie de “acordo de procedimento” que não colocasse em risco as investigações.

A conversa foi entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos de Temer, e os procuradores Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, e Roberson Pozzobon.

O diálogo, de quase duas horas de duração, ocorreu após um evento organizado pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) em Brasília.

Anteriormente, os procuradores haviam recusado um encontro com o próprio Temer, articulado pelo ex-presidente da ANPR Alexandre Camanho, que é homem de confiança do peemedebista.

Temer, que mostrava preocupação com a disseminação da ideia de que seu governo enterraria a Lava Jato devido ao grande número de peemedebistas investigados, aprovou a sugestão.

A preocupação cresceu com a sondagem feita ao advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, um crítico da Lava Jato, para ocupar o Ministério da Justiça. A nomeação de Mariz fracassou após ele dar uma entrevista à Folha atacando a operação.

O encontro com Temer, porém, foi rejeitado pelos procuradores, que rechaçaram uma possível conotação política na proposta. Eles também mostraram receio de que o ato fosse interpretado como apoio ao impeachment.

Apesar disso, na conversa entre Loures e os procuradores, foi acertada a manutenção no cargo do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco, responsável pela Lava Jato.

Loures ouviu dos investigadores que a permanência de Franco seria sinal importante e prometeu consultar Temer.

“Eu disse para os procuradores que se o conforto era dar essa garantia, iria levar o pedido ao presidente”, relatou o ex-deputado à Folha.

Na mesma noite, o assessor levou o pleito a Temer, que aceitou o pedido.

Pacto com o Supremo para “estancar sangria” da Lava Jato. Jucá revela o acordo do golpe

STF e Cunha

Jucá

Por Fernando Brito, no Tijolaço

As gravações do diálogo entre o homem forte de Michel Temer, o ministro do Planejamento Romero Jucá, e o ex-ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, são muito mais graves que a feita com o ex-senador Delcídio do Amaral e deveria, se o Supremo Tribunal Federal tivesse ainda um pingo de pudor, levar não só à prisão de Jucá, mas à anulação de todos os atos praticados sob o comando do PMDB para afasta Dilma Mousseff.

“Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

No texto, revelado pela Folha, “essa porra” são as investigações sobre Machado, um dos operador do PMDB dentro do complexo Petrobras, afastado por Dilma,

Mas não para aí:

“Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

Como é, senhores ministros do Supremo? Quer dizer que o esquema golpista já havia “mantido conversas” com os senhores? Não foi exatamente isso que fez os senhores correrem a prender Delcídio do Amaral, numa gravação igualzinha?

Pior, aliás, porque ali se tratava de livrar uma pessoa e, agora, trata-se de uma conversa para dar um golpe de Estado.

Vão fazer cara de paisagem ou aplicar rigor igual para Jucá?

Pior, porque agora, se as gravações foram obtidas de maneira legal, desde março a PGR tem conhecimento pleno da conspiração.

Que, deixa claro o que diz Jucá, envolveu também os tucanos:

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

Machado, que era do PSDB antes de aderir ao PMDB e entrar na cota do partido dentro do Governo Lula, devasta também Aécio Neves, relata a Folha:

Sérgio Machado, que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB, afirma que “o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)”, e acrescenta: “O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…”.

“É, a gente viveu tudo”, completa Jucá, sem avançar nos detalhes.

Machado tenta refrescar a memória de Jucá: “O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?”

Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Tem mais, muito mais e daqui a pouco eu volto para comentar.

Inclusive se esta manhã vai terminar com alguém preso, como foi com Delcídio.

Globo vai por o Brasil à venda

Temer e posse 3

Por Ronaldo Souza

Bem mais cedo do que se imaginava, a Globo começa a fazer análises para ver o preço do Brasil.

A Globo tem pressa e pretende vender o país antes que o momento atual tome outro rumo.

E, como já vem dizendo a imprensa internacional, o nosso país se torna uma republiqueta de bananas.

A Temer, presidente interino, traidor e informante dos Estados Unidos segundo o Wikileaks, só resta obedecer e cumprir as determinações.

Golpe, Temer e Folha

Ainda há muito o que temer com Temer.

Veja matéria do Brasil 247.

Globo põe o Brasil à venda

Principal fiadora do governo Temer, a Globo, dos irmãos Marinho, encomendou à GO Associados, de Gesner Oliveira, um levantamento sobre o valor total das empresas estatais que poderiam ser privatizadas, incluindo Banco do Brasil e Petrobras; plano de Michel Temer, por enquanto, envolve empresas como Infraero e Correios, mas o sonho da Globo é um Brasil com Estado mínimo, sem nenhuma empresa estatal; eles já têm até preço: Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Caixa, Correios, Infraero, IRB e Banco da Amazônia sairiam por R$ 127,8 bilhões; uma pechincha

Brasil 247

A Família Marinho principal agente da mídia na desestabilização do governo da presidente Dilma Rousseff, lançou uma ofensiva neste fim de semana para respaldar o discurso do presidente interino de “privatizar tudo o que for possível”. 

Reportagem deste domingo, 15, do jornal O Globo revela que o jornal dirigido por João Roberto Marinho encomendou à consultoria GO Associados um levantamento sobre o que o governo federal poderia entregar ao controle da iniciativa privada, incluindo toda as empresas estatais. 

De acordo com levantamento, considerando apenas um grupo de oito empresas, Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Caixa, Correios, Infraero, IRB e Banco da Amazônia, o potencial de arrecadação chega a R$ 127,8 bilhões. O valor considera a venda da participação total da União nessas companhias. 

Uma pechincha comparada à venda da companhia Vale do Rio Doce, avaliada em R$ 92 bilhões, foi vendida por pouco mais de R$ 3 bilhões no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Ainda de acordo com a GO Associados, só a BNDES Participações tem ações em 116 empresas de vários setores, avaliadas em R$ 44,5 bilhões. A ideia é que a União se desfaça, em uma segunda etapa, de participações em empresas de setores que não são estratégicos.

Para Gesner de Oliveira, sócio da GO Associados, a venda de ativos deve ser um componente do ajuste fiscal e uma alternativa à elevação de impostos, que sacrifica toda a economia. “Daí a necessidade de ampliar o leque de ações para promover o ajuste fiscal. Uma das opções é a venda de ativos que pertencem à União, visando ao abatimento da dívida e à consequente redução das despesas com juros”, disse Oliveira.

O plano de inicial de Michel Temer envolve empresas como Infraero e Correios. Além da venda de ativos, Temer criou uma secretaria, ocupada por Moreira Franco, que vai desenvolver o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com foco nas concessões, privatizações e Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de infraestrutura. 

Se depender da Globo, a participação do estado brasileiro no mercado será praticamente zero.

Torcida tricolor, agora é com você

Bahia e TV Educativa

Por Ronaldo Souza

Torcedor tricolor, mais do que ninguém você é testemunha do que o Bahia vem sofrendo com as arbitragens desde o final do ano passado.

Você é testemunha e vítima.

Lembra dos últimos jogos?

Veja o que disse o comentarista de arbitragem da equipe ESPN no vídeo abaixo.

Um time de futebol que se  sente prejudicado e que sofre particularmente com arbitragens “desastrosas” (usemos essa expressão, mesmo sabendo-a incompleta) deveria recorrer à federação local e à confederação nacional de futebol.

No caso do Bahia, FBF e CBF respectivamente.

A CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, há muito tempo é uma peça decorativa.

A FBF (Federação Baiana de Futebol) é filha legítima da CBF.

O jeito de trabalhar de seu presidente é conhecido.

Todos sabemos quem manda no futebol brasileiro.

Você viu Bahia e América (MG) pela Copa do Brasil?

Um pênalti não marcado a favor do Bahia e o gol em impedimento do América.

Foi apenas mais um jogo de outros que virão.

Transmissões de jogos do Bahia fora de casa não são feitas pela Globo. Nos jogos em casa tem transmissão direta, como nesse jogo contra o América.

Você não acha que tira público?

Já disse aqui que a razão de tudo isso é o contrato que o Bahia assinou com o Esporte Interativo.

Como disse a diretoria do Santos (nem precisava dizer), a Globo vai retaliar os clubes que assinaram esse contrato.

O Bahia vai receber muito mais do que a Globo paga, mas ela não aceita.

E a Globo, como todos sabem, manda.

Por isso acha que pode perseguir quem não “come na sua mão”.

Você pode mudar essa história.

A TV Educativa da Bahia irá transmitir os jogos da Série B e começa hoje com os jogos do Bahia.

Às 16:25, a TVE vai transmitir o jogo do Bahia com o Paraná.

No canal 10.1 a transmissão será em HD.

Está na hora de a torcida se posicionar.

Ou ela apoia o Bahia ou fica com a Globo.

Vamos assistir ao jogo pela TV Educativa da Bahia.

As pessoas com as quais conversei vão fazer isso.

Lula e a doença… dos canalhas

Pensa Brasil 31

Por Ronaldo Souza

Já há algum tempo chama a atenção como alguns blogs são especialistas em fazer as mais absurdas manchetes sobre Lula, PT e Dilma.

A divulgação de calúnias é feita sem o menor constrangimento ou pudor.

Eles existem para difamar as pessoas ligadas ao PT e ao próprio partido.

São inúmeros, mas um dos que são mais compartilhados é esse “Pensa Brasil”.

Salta aos olhos de qualquer ser minimamente pensante o baixíssimo nível do site e, por extensão, deduz-se pelo baixíssimo nível dos seus “leitores”.

Naquele local, entre uns e outros, a estupidez e a imbecilidade resolveram fazer morada permanente.

É claro que não há nenhuma surpresa nisso, mas a estupidez imbecilizada sempre nos trará perplexidade.

Imagino e posso quase que afirmar que o site deve ter muitos “leitores”.

Por inexistência, não trabalham a razão dessas pessoas, mas sim a sua emoção.

Porém não sem leva-la primeiramente para os níveis mais primitivos.

Aí fazem a festa.

Todas essas infâmias são sempre imediatamente desmascaradas, mas cumprem seu objetivo; alimentar mentes débeis que justamente por essa  debilidade se põem a serviço dos que lhes fazem lavagem cerebral.

Seria assim plenamente compreensível e portanto aceitável, afinal costuma-se perdoar a ignorância.

Mas não é, por uma simples razão.

A canalhice que há por trás disso.

Ainda que concorde que não muito raro a fronteira entre inocência e estupidez seja muito tênue, aqui não há essa possibilidade.

É canalhice mesmo.

Os  seres pensantes divulgaram nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula estava internado em estado grave no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

A farsa, mais uma, foi desmascarada.

O Instituto Lula desmentiu de imediato.

Mas é claro que o Instituto Lula não é confiável.

Ocorre que no mesmo dia, 19 de maio de 2016, Lula dava entrevistas a três órgãos de imprensa internacionais.

Lula e Pensa Brasil doente

Lendo a matéria do Brasil 247, fiquei sabendo que a sede do site é nos Estados Unidos.

Agora entendo.

Sob a proteção dos revólveres de John Wayne o site jamais será incomodado.

Um dos trechos das entrevistas pode ser visto no vídeo abaixo.

Para quem estava internado em estado grave, beirando a morte, Lula teve uma recuperação que derruba qualquer prognóstico, ou então a equipe médica do Sírio Libanês opera verdadeiros milagres.

Ignorância, perdoa-se.

Estupidez também, ainda que com mais dificuldade.

Canalhice não.

Canalhas não merecem perdão.

O golpe usou a toga

O Judiciário e o Ministério Público não barraram as ofensas contra a democracia porque eram parte da conspiração

Gilmar Mendes e Temer

Por Maria Inês Nassif, na Carta Maior

A estratégia do golpe institucional, com papel ativo do baixo clero do Legislativo e de instâncias judiciárias (o juiz de primeira instância Sérgio  Moro e o Supremo Tribunal Federal), e ação publicitária dos meios de comunicação tradicionais (TV Globo e a chamada grande imprensa)  começou a ser desenhada no chamado Escândalo do Mensalão. Um ano antes das eleições presidenciais que dariam mais um mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país foi sacudido por revelações de que o PT usara  dinheiro de caixa dois de empresas para pagar as dívidas das campanhas das eleições municipais do ano anterior, suas e de partidos aliados. O tesoureiro do partido, Delúbio Soares, era o agente do partido junto a empresários e a uma lavanderia que até então operava com o PSDB de Minas, a agência de publicidade DNA, de Marcos Valério. Delúbio tornou-se réu confesso. Outro dirigente do partido, Sílvio Pereira, foi condenado por receber um Land Rover de presente de um empresário.

Em torno do episódio – crime de captação de caixa dois pelo partido que está no governo e recebimento de presentes em troca de favores – se iniciaria a maior ofensiva institucional contra um partido político jamais ocorrida em períodos democráticos do país. Toda a máquina midiática tradicional foi colocada a serviço de provar – com fatos amplificados, versões ou falsificações – que o governo de Lula estava corroído pela corrupção, que o PT aparelhara a máquina pública para auferir ganhos desonestos para o partido ou para os seus aliados, que o governo corrompera os aliados – ironia das ironias, os “corrompidos”, os partidos da base aliada, eram o PMDB, o PTB, o PP, o PR…. – com mesadas para os parlamentares, destinadas a garantir as maiorias em plenário necessárias para aprovar matérias de interesse do Executivo. O termo “mensalão” foi criado nessa jogada de marketing, destinada a transformar um escândalo de caixa dois, no qual todos os partidos estavam envolvidos (a lavanderia de Marcos Valério não tinha restrições ideológicas à adesão de qualquer um deles), em um modo peculiar de corrupção do PT, a compra direta do parlamentar, sem que em nenhum momento houvesse sido provado o pagamento regular a deputados e senadores da base aliada. Afinal, o dinheiro da lavanderia de Marcos Valério foi direto para o caixa dois de outros partidos políticos, no período pós-eleições municipais – e o “denunciador” do mensalão, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, chegou a confessar, quando se viu em tribunal, que  dinheiro era para pagamento de dívidas de campanha.

Para ser corrupção, todavia, era preciso que se caracterizasse o dinheiro do caixa dois como originário dos cofres públicos. O Ministério Público, então presidido pelo procurador Antônio Fernando de Souza, hoje advogado do deputado tardiamente afastado da presidência da Câmara, Eduardo Cunha, inventaria a ficção de um dinheiro desviado da empresa Visanet pelo diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolatto. A Visanet era uma empresa privada, do grupo internacional Visa, e esse dinheiro foi tratado indevidamente como produto de desvios do Banco do Brasil, estatal, num julgamento na maior instância judiciária do país, que não poderia se dar ao luxo de um erro deste tamanho. Pizzolatto não tinha autonomia para assinar uma única ação de marketing sozinho. A “prova” que Souza apresentaria contra ele, aceita pelo relator Joaquim Barbosa, do STF, foi assinada por outras três pessoas e submetida a um comitê, e depois à diretoria de um banco – a ação publicitária, ao final, fora autorizada por mais de uma dezena de pessoas. Não existia possibilidade de que Pizzolatto tivesse desviado o dinheiro:  para isso, teria que ter mais de dez cúmplices, e ainda assim atuaria sobre dinheiro privado, que não era do Banco do Brasil.

O Supremo Tribunal Federal, nas vésperas da eleição de 2014, julgou midiaticamente o caso e perpetrou barbaridades jurídicas nunca antes vistas na história desse país. O relatório do ministro Joaquim Barbosa transformou um crime de captação de caixa dois em desvio de dinheiro público, e jogou as provas de que o dinheiro definitivamente não havia sido desviado do Banco do Brasil para um inquérito paralelo. Por fim, decretou segredo de Justiça. Sequer os advogados de defesa tiveram acesso a elas. Também não tiveram acesso a provas da origem do dinheiro lavado por Marcos Valério: a transferência de fartos recursos do caixa de um empresário interessado em decisões de governo (que não foram tomadas, inclusive por oposição do ministro José Dirceu, condenado sem provas), repassados aos partidos da base aliada. O empresário em questão chegou a aparecer no início do escândalo na mídia e sumiu como um fantasma das páginas dos jornais e dos inquéritos policiais e judiciais.

Com a opinião pública dominada por uma campanha diária de nove anos, o STF legitimou sua decisão de avalizar as conclusões de Barbosa, acatou o estranho instrumento do “domínio do fato” e, a partir disso, a pretexto de ouvir a voz das ruas, aceitou as barbaridades que seriam praticadas pelo Ministério Público e pela justiça de primeira instância na Operação Lava Jato, nos últimos três anos.

O STF transformou um crime de caixa dois em crime de corrupção, de formação de quadrilha, etc. etc. sem provas. Dos réus que foram condenados, alguns cometeram crimes, mas não os que os levaram para a prisão; outros eram inocentes de quaisquer crimes e foram condenados assim mesmo. Poucos foram condenados por crimes que efetivamente cometeram. A Agência DNA foi punida por atuar como lavanderia do PT e dos partidos aliados, mas tardiamente responsabilizada pelo Mensalão do PSDB (que vai deixar todos os implicados soltos até a prescrição do crime, o mesmo que levou o PT e seus aliados à cadeia). O deputado José Genoíno, então presidente do PT, foi preso por um empréstimo efetivamente feito pelo partido e quitado no prazo estipulado em contrato. Dirceu foi eleito o vilão nacional e encarcerado – e de novo encarcerado no Lava Jato – sem nenhuma prova contra si. E Pizzolatto, depois de uma fuga sensacional, amarga cadeia porque, junto com um comitê de dezenas de pessoas, autorizou uma campanha publicitária do Banco do Brasil paga pela Visa Internacional. Alguns membros do mesmo comitê respondem a um processo na primeira instância que está esquecido na gaveta de um juiz da capital federal.

Desde então, o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal se constituem em peças fundamentais nas articulações contra os governos petistas, iniciadas em 2005 e que tiveram desfecho no golpe institucional deste 2016. Eduardo Cunha e Michel Temer não existiriam sem a cumplicidade das duas instituições e a inexplicável ingenuidade do PT: o mesmo partido que em determinado momento se dispôs a jogar com as armas da política tradicional, indo à cata de dinheiro de caixa dois das empresas para financiar campanhas eleitorais, não entendeu a natureza da elite que o financiava, nem a impossibilidade de acordo com a política tradicional e com instituições de vocação conservadora que mantiveram seu perfil conservador e corporativo, apesar de seus membros terem sido majoritariamente escolhidos pelos presidentes petistas. O PT não entendeu que jogava as suas fichas, a nível institucional, numa política de conciliação de classes num quadro onde as próprias políticas do governo davam as bases para uma acirrada luta de classes, que se tornou explícita quando o golpe começou a mostrar sua cara. Essa foi uma contradição inerente aos governos petistas. Na campanha eleitoral de 2014, a presidenta Dilma Rousseff venceu no segundo turno porque rapidamente as forças de esquerda se articularam em torno dela, em reação à onda de comoção criada pela direita, que se utilizou do clima proporcionado pelo julgamento político do Mensalão levado a termo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha eleitoral municipal de 2012 e cujo espetáculo midiático e judiciário de prisões se desenrolou até 2013, quando já se preparava a campanha eleitoral para a reeleição da presidenta Dilma que ocorreria  no ano seguinte; e da campanha midiática reforçada  pela entrada em cena do juiz de primeira instância Sérgio Moro que, aproveitando-se das licenças jurídicas a que se permitiu o STF em 2013, fez o seu próprio tribunal político, fechando o cerco ao PT por um esquema de corrupção na Petrobras que – basta ler com atenção as delações premiadas – era enraizado na empresa e mantinha em diretorias protegidos de partidos que estavam aliados aos governos petistas depois de 2002, mas igualmente aos governos anteriores, do PSDB e do PMDB e do governo Collor.

Já são 11 anos de massacre, com armações com grande similaridade. O Ministério Público encontra um escândalo qualquer e começa a investigar, considerando provas basicamente de um lado. Sem consistência para pedir um inquérito, vaza os dados para um órgão de imprensa, que os publica como grande escândalo, desconhecendo o fato de que as provas não existem. Imediatamente, a matéria do jornal, baseada em vazamentos do próprio MPF, vira o indício que o MPF usa para pedir ao juiz – a Moro, ou ao STF, ou a algum outro  – para abrir o inquérito. No caso de Moro, seguem-se prisões sem base legal e coações à delação premiada. Chovem no Youtube reproduções de interrogatórios presididos pelo próprio juiz Moro onde ele deixa claro ao interrogado – normalmente um velho com problemas de saúde — que será libertado apenas se delatar; e de advogados protestando contra ele por não considerar sequer uma prova apresentada pela defesa antes de condenar um implicado. Nesses vídeos, é claro que Moro está investido da intenção de condenar antes de ouvir a defesa. Para ele, não existem inocentes em um campo político. No outro campo político, suas intenções são dóceis. O justiceiro é bastante permissivo com o campo político da direita.

Nada justifica que um juiz de um tribunal de exceção sobreviva numa democracia com amplos poderes, acima daqueles que a Constituição lhe confere, sem a aquiescência da maior instância judiciária. Moro existe e faz o que quer porque o sistema jurídico está contaminado pelo partidarismo. Moro não existiria sem um Barbosa que o precedesse. Moro não existiria sem o ministro Gilmar Mendes, que impunemente transformou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em palanques contra os governos do PT. Não existiria sem o ministro Dias Toffoli, que se tornou moleque de recados de Mendes; sem a tibieza das duas ministras mulheres; sem o conservadorismo ideológico de Teori Zavascki (que contamina o seu discernimento jurídico); sem a falsa objetividade jurídica de Celso Melo; sem a frouxidão de Edson Fachin; sem a excessiva timidez de Ricardo Lewandowisk. A Justiça não evitou o golpe porque é parte do golpe. O Ministério Público não reagiu ao golpe porque era um dos conspiradores.

Carta de agradecimento ao ministro Teori

Cunha e Teori

Por Alex Solnik, jornalista e escritor, no Brasil 247

“Prezado amigo Teori.

Congratulo-me com a sua sábia decisão de me afastar do dia a dia da Câmara dos Deputados. Aquilo era uma chateação dos diabos. Eu não aguentava mais aquela burocracia. Estou me sentindo bem melhor livre da preocupação de levantar cedinho, colocar terno, gravata, abotoaduras de ouro e aqueles sapatos de cromo alemão apertados, entrar no carro oficial e mandar o motorista seguir para o trabalho.

Obrigado por me desobrigar de passar várias horas por dia sentado na poltrona preta ouvindo aqueles deputados me chamarem de ladrão, safado, cafajeste e outros epítetos desagradáveis mesmo para mim que sempre me protegi enchendo meus ouvidos de algodão para amortecer aquela gritaria insuportável.

Obrigado por me afastar da vida sedentária que eu estava levando, sem tempo para desfrutar da mordomia a que tenho direito, principalmente depois de livrar o país daquele bando de ladrões que ocupavam o Palácio do Planalto depois da eleição que, como bem diz meu amigo Aécio Neves foi fraudada. Agora vivo bem melhor. Acordo à hora que quero e logo decido entre tomar primeiro um belo banho na minha piscina olímpica ou disputar algumas partidas de tênis com a minha mulher que está jogando muito melhor depois das aulas que recebeu na melhor academia de tênis do mundo, em Los Angeles.

Quando me canso do tênis (ninguém é de ferro), tomo uma bela sauna que meus serviçais já deixaram na temperatura correta para me desintoxicar. A essa hora, o desjejum já está servido, repleto das mais finas iguarias que eu não tinha tempo de consumir devido aos compromissos na Câmara dos Deputados. Este ano a safra de caviar do Mar Cáspio é uma das melhores das últimas décadas, tenho que me conter para não exagerar, no que sou assessorado pela minha nutricionista, que é muito rigorosa.

À mesa do almoço, dia sim, outro também, tenho evitado carnes vermelhas. Por recomendação, mais uma vez, da minha outra nutricionista (tenho direito a duas, como o senhor deve saber) faço refeições leves, à base de carne de faisão, salada de alface à francesa, e trufas brancas da Itália, que meu fornecedor colhe especialmente para mim e entrega a domicílio. A trufa branca exige um cortador específico, com lâminas ultrafinas, pois quanto mais fina for cortada, o sabor é mais intenso. A espessura ideal é a de uma folha de papel. As que exibem uma sutil coloração rosada são consideradas melhores, de aroma mais marcante. As trufas de Alba podem custar até 15 mil dólares o quilo, mas faço esse sacrifício, pois não se leva nada dessa vida.Apesar de ser meu fornecedor de confiança eu monitoro todos os seus passos eletronicamente. Dessa forma não corro o risco de consumir as falsas trufas italianas que inundam o mercado.

À tarde, recebo meus amigos de sempre, que me colocam a par de tudo o que acontece na Câmara. Meu sommelier escolhe os vinhos mais raros da minha adega, como um Château Lafite 1787, arrematado por mim por 160 mil dólares (que pertenceu ao Malcolm Forbes) ou Château Margaux 1787 de 500 mil dólares, com o qual brindamos o fim da era PT. Passamos momentos agradáveis discutindo qual será a pauta do dia seguinte e quem presidirá a mesa, escolha que cabe a mim, numa deferência muito especial dos meus comensais.

Também damos atenção especial aos trabalhos do conselho de ética, pois todos nós prezamos o regimento e não permitimos que ele seja desobedecido, já que somos escravos dele e da constituição.

No fim da tarde, recebo relatórios pormenorizados do andamento do governo que montei com meu amigo Michel Temer, que tem sido incansável em me consultar em tudo (ele era um vice decorativo, como o senhor não ignora) e em agradecer tudo o que fiz por ele. Faço as minhas críticas (construtivas) e ofereço minhas sugestões a vários ministros, principalmente ao da Justiça que, devido à pouca experiência em questões federais (São Paulo é São Paulo, Brasília é Brasília) solicita minha contribuição ora num assunto, ora em outro, e eu tenho ajudado no que posso.

Na hora do ângelus fazemos a nossa oração, agradecendo ao Senhor por mais um dia de merecido descanso depois de um ano de muito trabalho e desgaste em prol da Pátria. O mordomo traz as minhas pantufas e coloca no meu aparelho de som blu-ray de última geração Os Anéis de Nibelungo, a ópera de Wagner de minha predileção. Sei que o senhor é um homem muito ocupado, mas quando tiver uma folguinha, me avise que eu mando meu helicóptero buscá-lo para fumarmos um puro Havana que reservo para os fins de semana. Aceite, por favor, uma caixa de chocolate suíço em sinal de respeito e de admiração.

   Atenciosamente, Eduardo Cunha”.

Muito além dos gramados

Escudo do Bahia

Por Ronaldo Souza

Passaram dias e dias dizendo que a motivação de Marcelo Sant’Ana (presidente do Bahia) no caso do jogador Vitor Ramos era que ele tinha medo de jogar com o Vitória e por isso tentou elimina-lo das finais do campeonato baiano.

Não sei se esse pensamento passou ou não pela cabeça do presidente.

Se passou, depois do jogo de domingo ninguém tem dúvidas de que o “medo” do presidente era absolutamente infundado.

Todos viram o jogo.

O Bahia encurralou o Vitória.

Durante todo o primeiro tempo o Vitória foi um time acuado, com medo, não conseguia respirar. Era evidente o nervosismo que tomou conta de alguns dos seus jogadores, inclusive com discussões entre eles. 

Ainda que no segundo tempo tenha melhorado, foi o Bahia quem continuou ditando o ritmo do jogo.

Mesmo mais cansado pela tensão do resultado, que não era o desejado, ainda era o dono do jogo.

Como e por que o Bahia poderia temer aquele time?

E aí veio o pênalti aos 34 minutos de jogo.

E com o pênalti não marcado também veio a confirmação de que alguns jogos realmente não são decididos em campo.

Observe que no pênalti a favor do Vitória, o primeiro no vídeo, Vander levanta os braços e se atira num verdadeiro voo.

Vergonhoso.

O pênalti não marcado a favor do Bahia no segundo jogo simplesmente desqualifica qualquer árbitro.

Poucas vezes a coisa foi tão evidente.

Mas não quero falar especificamente dos jogos da decisão do campeonato em si, até porque, como diriam alguns comentaristas, os sensatos e independentes, o Bahia perdeu o título fora das quatro linhas.

Sempre que se ousa enfrentar alguém ou grupo poderoso não são pequenas as chances de que você perca.

O sistema existe para isso.

Corre por aí que o presidente da Federação Baiana de Futebol (Edvaldo alguma coisa, não sei) está muito aborrecido com Marcelo Sant’Ana por conta do episódio de Vitor Ramos e por isso teria se vingado.

É natural que como torcedor do Vitória ele tenha ficado chateado e a sua estatura (não falo da física) permite esse comportamento.

Mas ele é insignificante para patrocinar o que estão fazendo com o Bahia e o que fizeram particularmente nesses jogos finais do campeonato baiano.

Isso nada tem a ver com ele e a FBF, sequer com a CBF.

A razão de tudo isso tem outro nome: Esporte Interativo.

Em textos anteriores, De olhos abertos e Pedras atiradas, abordei a questão da relação do futebol brasileiro com a Globo.

Em um deles, Pedras atiradas, escrevi o seguinte:

O Bahia sempre correrá riscos daqui em diante.

Há sempre um preço a pagar quando se enfrenta a vida com coragem.

Ao assumir a opção por alternativas que tentam sair das garras de quem patrocina a escuridão do futebol brasileiro, o Bahia vai pagar um preço.”

O Bahia foi um dos primeiros times do Brasil a assinar contrato com o Esporte Interativo para a transmissão dos seus jogos a partir de 2019.

O Atlético Paranaense foi o primeiro, depois Santos e Bahia.

A diretoria do Santos disse:

“Sabemos que vamos sofrer retaliações da Globo por conta disso”.

Um dos poemas de Guimarães Rosa diz:

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem

Podemos sintetiza-lo em uma frase.

“O que a vida quer é coragem”.

O conformismo é característica marcante dos covardes.

Agradar aos poderosos parece ser a maneira mais fácil e cômoda de se conformar e viver em paz.

Poucos terão a coragem de romper com a vida levada dessa maneira.

Mas a coragem cobra um preço, que costuma ser elevado.

Todos sabem que quem determina as ações da CBF é a Globo e isso já foi denunciado inúmeras vezes. Uma das últimas por Nestor Hein, à época vice-presidente do Grêmio (veja aqui).

E a Globo simplesmente não vai aceitar que lhe tirem o poder de mandar em todas as instituições brasileiras. O futebol representa parte fundamental desse processo.

Aqui entra o momento que vive o Bahia.

Prejudicado por anos seguidos por gestões que deixaram de lado os interesses do clube e visaram somente o benefício próprio e estar do lado de grupos que decidem os destinos do futebol brasileiro, o Bahia só não foi destruído porque é grande.

Mas o estrago foi enorme e o clube está se reconstruindo.

Os contratos firmados e os que ainda serão com o Esporte Interativo darão um faturamento aos clubes em média 9 vezes maior do que o proposto pela Globo.

Cabem aqui algumas perguntas cruciais.

  1. Por que os times não podem optar por um contrato que lhes traz uma vantagem financeira brutal em relação a outro?
  2. Como as torcidas podem permitir que os presidentes façam uma escolha flagrantemente desvantajosa para os seus times?
  3. Estando, como estão, todos os times brasileiros endividados ao ponto de não conseguirem segurar um jogador que se destaca, como explicar que prefiram assinar contrato com quem vai lhes pagar nove vezes menos??? 

Esse é o preço que o Bahia paga desde o final do ano passado pela sua ousadia e coragem.

Vuaden e Daronco

Esse é o preço que o Bahia paga agora, a perda de um campeonato que lhe foi tirado por dois árbitros gaúchos, um dos quais, Vuaden, todos lembram, esteve envolvido naquele episódio de Kieza no BaVi do ano passado.

Boa parte da imprensa brasileira se manifestou de forma veemente denunciando a interferência absurda que os árbitros promoveram no resultado dos dois jogos das finais.

Veja o comentário da ESPN no vídeo abaixo e observe como os jornalistas riem do absurdo do lance.

Torcedor tricolor.

Cuidado com a imprensa local, não vá na onda dela.

Lembre que ao denunciar quem estava ganhando dinheiro no Bahia, inclusive alguns jornalistas e radialistas, a atual diretoria fez mais um bem ao clube, mas desagradou a imprensa, que sempre se acha intocável.

Por isso o Bahia paga o preço de uma guerra sutil e perigosa armada para desestabilizar o ambiente do clube.

Mesmo com erros cometidos (quem não erra?) a atual diretoria está recuperando o Bahia da destruição que fizeram dirigentes anteriores, alguns dos quais estão por trás desse movimento.

O show que você deu na Fonte Nova domingo foi a prova de que essa é a maior torcida do Norte/Nordeste e uma das maiores do Brasil, fato reconhecido por toda imprensa nacional.

Fazer festa, cantar o hino do Bahia, depois de perder o título, não é para qualquer torcida.

Mas, além disso, e muito importante para esse momento, você demonstrou que “viu” o problema, percebeu o que estão fazendo com o seu time.

Perceba também que o time está ficando bem mais forte para a série B, nosso grande objetivo desse ano.

Não se afaste do seu time.

Agora é você e o Bahia.

E mais ninguém.

O triplex que o Juiz Moro e a Lava Jato não querem nem ouvir falar: o da Globo

Triplex da Globo

Por Ronaldo Souza

Foi vergonhoso.

O juiz Moro e a Lava Jato foram com todo gás.

Era a certeza de que iam pegar Lula no triplex de Guarujá com a Mossack Fonseca, uma empresa panamenha de advocacia especializada em offshores e lavagem de dinheiro.

Já faziam os cálculos da prisão de nine, como eles, Sérgio Moro e seu grupo, carinhosa e respeitosamente chamam Lula.

Não deu outra.

Baixaram no triplex, prenderam de saída cinco funcionários da Mossack (vamos chamar assim, na intimidade).

Ligaram para o “japonezinho”da Federal, aquele que, condenado já há 13 anos por corrupção e três processos nas costas, saía por aí prendendo todo mundo e fazendo selfie com Bolsonaro, Ronaldo uma voz à procura de um cérebro Caiado e outros grandes parlamentares.

Disseram ao japa.

– Japa, arrume a cela que a qualquer hora o “home” chega por aí.

– Nine?

– Ele mesmo.

– É pra já.

Por falar em japa!

Cadê ele?

Ligaram pros azul também (cê sabe que azul tem várias tonalidades, né? Claro, Marinho, Cobalto, Turquesa…).

– Prendi os “cara” da Mossack Fonseca.

– Você o que?

– Prendi os “cara” da Mossack Fonseca.

– Você é louco?

– ???

– Solta todo mundo.

– Mas…

– Mas porra nenhuma, solta.

Soltaram os cinco no mesmo dia.

Foi vergonhoso.

Depois de prender os “cara” e soltar fogos, ter que soltar por ordem dos donos da voz (da voz e tudo mais).

Pegaram pensando que tinham ligação com o triplex de Lula e era por ali que as coisas aconteciam. E acertaram.

Mas só a metade.

Os “cara” realmente estavam à frente do triplex, mas o outro.

Não, esse não. O outro.

O da Globo.

Já viu o triplex bonitão que tá lá em cima?

Esse mesmo.

Depois desse dia, ninguém quer ouvir falar de triplex.

A Globo envolvida até o pescoço…

Mas não vem ao caso.

Esse Dr. Moro não é fácil.

Danadinho.

Mas que ainda vão voltar lá vão.

No triplex da Globo?

Você é abestalhado? Claro que não!

No de Atibaia.

O que afirmam que é de nine.

Veja o texto de Fernando Brito.

“Panamá Papers” derrubam farsa dos Marinho. Paula pagou taxas de empresa do triplex de Parati

Triplex da Globo Paula Panamá Papers

Por Fernando Brito, no Tijolaço

O Viomundode Luis Carlos Azenha, traz a cobertura completa.

O fato objetivo é que parte dos “Panamá Papers” que tornados públicos e revelando os envolvimentos de donos, herdeiros e executivos da moralista mídia brasileira, comprova  que foi com dinheiro9da conta e com nota tirada em seu endereço residencial  de Paula Marinho, neta de Roberto Marinho e sócia de seu pai, João Roberto Marinho, que foram pagas as taxas de “regularização” da offshore Vaincre LLC, montada pela operadora de lavagem de dinheiro Mossack-Fonseca.

A Vaincre é a dona da Agropecuária Veine Patrimonial, dona formal da irregular mansão em Parati, sobre a qual ninguém assume a propriedade.

Paula Marinho foi casada até o ano passado com Alexandre Chiappetta de Azevedo.

Quando o Tijolaço e outros blogs mostraram que a propriedade era da família Marinho, a Globo contestou e ameaçou-nos  “sob pena de adoção das medidas legais cabíveis”, com uma “notificação” de João Roberto Marinho, um de seus donos e pai de Paula Marinho.

Deu com os burros n’água. Três dias depois,  mostramos aqui que uma empresa do próprio João Roberto e de Paula Marinho dividia o endereço de uma apartamento na Rua Bulhões de Carvalho, 196, em Copacabana, com a sede da Agropecuária Veine – Mansão de Parati.

Em outra nota, João Roberto procurou dizer que era “apenas” um endereço emprestado por Alexandre Chiappetta, já ex-marido de Paula.

Hoje, porém, os “Panamá Papers” mostram a troca de e-mails onde se comprova que é Paula Marinho de Azevedo quem paga – e com recibo emitido contra seu próprio endereço residencial, no Arpoador –  os registros da empresa-fantasma que serviria para montar-se outra fantasma que tem a mansão como patrimônio.

Também foi “emprestado”o endereço? Foi “emprestado” o nome de Paula Marinho?

A história está apurada. Temos todos os documentos. Falo por mim e, tenho certeza, pelo Azenha, que fez – com a competente e combativa Conceição Lemes – um magnífico trabalho de apuração, ao lado de outros companheiros: tudo está à disposição da “grande imprensa”, da Receita Federal, da Justiça Federal, que procura o dono da casa, do Ministério Público.

Sempre esteve, mas quando o assunto é a família Marinho, a covardia é geral.

A explosão dos badalados “Panamá Papers” seria um escândalo em qualquer parte do mundo. Aqui, vai ficar no “nós publicamos, sim”. Uma vez, sem destaque e sem apuração posterior.

Não deixe de ir ao Viomundo ver os detalhes de como a Globo foi pega pelo rabo nessa história.