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Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho

Relações estranhas O Cafezinho

Empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério contratou filho de Joaquim Barbosa

por Helena Sthephanowitz na Rede Brasil Atual.

Se Barbosa é relator da ação que envolve Valério, não deveria ter mais atenção a este tema?

O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil.

Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato.

Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo.

Tedesco foi diretor da Eletropaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.

Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito. Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470. Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grande somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves.

PS O Cafezinho: Barbosa manteve-se o inquérito 2424 em sigilo absoluto. Neste inquérito, constavam documentos que podiam inocentar vários réus da Ação Penal 470. Os documentos também envolviam, conforme denúncia da Rede Brasil Atual, o seu próprio filho, que trabalhou numa empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério. Tudo muito estranho. Ainda iremos escrever um bocado sobre isto. Aguardem.

Joaquim Barbosa não cansa… de se autofagocitar

A Globo e Joaquim Barbosa são um caso indefensável de conflito de interesses

Por Paulo Nogueira Diario do Centro do Mundo

Com seu filho empregado na Globo, JB fica moralmente impedido de julgar coisas relativas à Globo.

JB com João Roberto Marinho num prêmio que o Globo lhe ofereceu

Devem imaginar que nós somos idiotas, a Globo e Joaquim Barbosa. Não há outra explicação.

Como pode a Globo dar emprego ao filho de JB? E como JB pode deixar que isso ocorra?

Neste exato momento, a Globo enfrenta uma questão multimilionária na Receita Federal. Documentos vazados – demorou para que isso ocorresse – por alguém da Receita contaram uma história escabrosa. Os documentos revelam, usemos a palavra certa, uma trapaça. Com o uso de um paraíso fiscal, a Globo fingiu que estava fazendo uma coisa quando comprava os direitos de transmissão da Copa de 2002.

A Globo admitiu a multa que recebeu da Receita. E em nota alegou ter quitado a dívida. Mas a fonte da Receita disse que não é verdade. E pelo blog O Cafezinho, que trouxe o escândalo, desafiou a Globo a mostrar o recibo.

Apenas para constar. O dinheiro que a Globo não recolheu constrói escolas, hospitais, portos, aeroportos etc etc. Mas, não pago, ele termina na conta dos acionistas. Foi, além do mais, usado um paraíso fiscal, coisa que está dando prisão na Europa hoje em dia.

Isto tudo posto, vamos supor que uma questão dessas termine no STF. Qual a isenção de JB para julgar? É uma empresa amiga: emprega o filho dele. Dá para julgar?

E a sociedade, como fica?

Gosto de citar um dos maiores jornalistas da história, Joe Pulitzer. Às equipes que chefiei, citava exaustivamente uma frase que é vital para o exercício do bom jornalismo. “Jornalista não tem amigo”, escreveu Pulitzer.

O que Pulitzer dizia: se você tem amigos, você não vai tratá-los com a neutralidade devida como repórter ou editor.

A Globo está cheia de amigos, e esta é uma das razões pelas quais seu jornalismo é tão viciado – e seus donos tão ricos. Mas as amizades de JB são ainda mais preocupantes, dado o cargo que ele ocupa.

A Justiça brasileira é um problema dramático.  Recentemente, os brasileiros souberam das estreitas relações entre o ministro Fux, também do Supremo, e um dos maiores escritórios de advocacia do Rio. Sua filha, advogada, é empregada deste escritório. Como Fux pode julgar uma causa deste escritório?

Não pode. Há um claro conflito de interesses. O mesmo vale para Joaquim Barbosa. Quem acredita que ele não enxergou o conflito de interesses no emprego dado a seu filho na Globo acredita em tudo.

É um caso tão indefensável que a Globo, inicialmente, negou a informação, obtida pela jornalista Keila Jimenez, da Folha. Procurada, a Globo, diz a Folha, negou a contratação. Disse que o filho de JB fora “apenas fazer uma visita ao Projac. Só depois admitiu.

É uma história particularmente revoltante quando se lembra a severidade com que JB comandou o julgamento do Mensalão. Ele fez pose de Catão com suas catilinárias anticorrupção, e impressionou muitos brasileiros que podem ser catalogados na faixa dos inocentes úteis.

Mas se fosse Catão n&a

tilde;o permitiria que seu filho trabalhasse na Globo. Não pagaria – como revelou o Diário – com dinheiro público a viagem de uma jornalista do Globo para uma viagem de completa irrelevância para a Costa Rica, apenas para obter cobertura positiva do jornal.

Não usaria, como se soube agora, recursos públicos para ver um jogo do Brasil num camarote de apresentadores – claro – da Globo.

E provavelmente Catão também jamais gastasse o equivalente a 90 000 reais, em dinheiro do contribuinte, para uma reforma (dos sanitários da sua casa).

Joaquim Barbosa não tem autoridade moral para ocupar o cargo que ocupa:  infelizmente os fatos são claros. Ele é um drama, uma calamidade nacional.

Sêneca dizia que era mais fácil começar uma coisa errada do que depois resolvê-la.

A nomeação de Joaquim Barbosa por Lula – que procurava um juiz negro para o Supremo — foi um erro monumental. Resolvê-lo agora é uma enorme, uma trágica dificuldade. 

Joaquim Barbosa e o pai de Luciano Huck: conflito de interesses?

Por Stanley Burburinho

No dia 02/06/2013, Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, e seu filho assistiram ao jogo Brasil X Inglaterra, no Maracanã, no camarote de Luciano Huck. Não sei se foi antes ou depois do jogo que o filho de Joaquim Barbosa, Felipe Barbosa, foi contratado pela TV Globo para atuar no programa Caldeirão do Huck, do apresentador Luciano Huck:

“Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi contratado pela TV Globo; ele atua no programa Caldeirão do Huck, do apresentador Luciano Huck; no fim de semana, Barbosa viajou, com recursos do Supremo Tribunal Federal, para assistir a um jogo da seleção brasileira no camarote de Huck e de sua esposa Angélica; cogitado como presidenciável, Barbosa não tem demonstrado o mesmo rigor que cobra dos outros na sua vida pessoal.”

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/107582/Barbosa-filho-na-Globo-e-viagens-pagas-pelo-STF.htm

Segundo o Wikipedia, o pai de Luciano Huck, Hermes Marcelo Huck, é advogado:

“Hermes Marcelo Huck é advogado (OAB/SP NÚMERO: 17894) e professor titular de Direito Econômico da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. É Mestre, pela Universidade da Califórnia; Bacharel, Doutor e Livre-docente pela Universidade de São Paulo. (…) e pai do apresentador Luciano Huck.”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes_Marcelo_Huck

Estive olhando os processos no site do STF e vi que existe uma reclamação (RCL 14630), da Comercial de Alimentos Carrefour contra a Verparinvest S/A. Em 01/10/2012, o Ministro Joaquim Barbosa assumiu como relator desse processo. No dia 26/06/2013, o Ministro Barroso assumiu como relator do processo.

Acontece que o advogado da Verparinvest S/A, uma das partes da reclamação, é o Dr. Hermes Marcelo Huck, pai do apresentador Luciano Huck, patrão do filho do Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF. Então, quando foi assistir ao jogo no Maracanã no camarote do Luciano Huck e quando o filho do ministro foi contratado pela TV Globo, o Ministro Joaquim Barbosa ainda era o relator de processo que o pai do Luciano Huck é advogado de uma das partes. Não li o processo, mas, ainda que o Ministro Joaquim Barbosa tenha sido imparcial, soa estranho. Veja abaixo uma imagem do processo:

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=4310667

E se a TV Globo for condenada por sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha?

 

E se fosse o filho de Lula?

Determinados comportamentos só encontram explicação em sentimentos que estão enraizados na alma das pessoas. É possível que existam situações em que esses sentimentos não sejam percebidos por quem os possui. É possível. Por outro lado, porém, acredito que na maioria das vezes não só são identificados como nutridos; percebe-se sem muita dificuldade que algumas pessoas “curtem” esses sentimentos.

Quantos são capazes de reconhecer que são, por exemplo, racistas? Quem assume essa pecha diante de si e, pior ainda, diante dos outros?

Muitas coisas que ocorrem no nosso cotidiano encontram explicação naquilo que está em cada um de nós. O racismo e suas consequências elitistas, separatistas, estão por trás de coisas muito antigas, uma das quais sempre na moda; a luta de classes.

Por mais que Fernando Henrique Cardoso seja um homem rico, nada se fala sobre como teria ficado. Por mais que o seu filho Paulo Henrique Cardoso também tenha enriquecido, andasse numa BMW blindada e usasse jatinho de empresário para voar entre Rio e São Paulo, nada se falou, nada se fala.

Por mais que a filha de José Serra tenha enriquecido repentinamente e seja hoje milionária (só em Trancoso ela possui uma casa no valor de um milhão de reais, como foi mostrado no livro A Privataria Tucanaaqui e aqui, nada se falou, nada se fala.  Recentemente ela se tornou sócia do homem mais rico do Brasil (veja aqui e se o filho de lula fosse socio do homem mais rico do brasil). Nada se falou, nada se fala.

Todo o Brasil ficou sabendo do “enriquecimento” do filho de Lula. Até hoje ainda corre pela Internet e redes sociais que a casa que vocês vêem aí embaixo é a casa da fazenda do filho de Lula.

 

De que adianta tentar mostrar que já foi definitivamente provado que esta casa é a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz a ESALQ da Universidade de São Paulo. Quem quis ou quer ver? O inconsciente não deixa.

E o que dizer agora, quando irrompe mais um escândalo envolvendo o novo herói da elite brasileira? Veja as matérias.

Joaquim Barbosa voa para ver jogo com dinheiro público

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou recursos da Corte para se deslocar ao Rio de Janeiro no final de semana de 2 de junho, quando assistiu ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. O STF diz que a viagem foi paga com a cota que os ministros têm direito, mas não divulgou o valor pago nem qualquer regulamento sobre o uso da cota.

O tribunal confirmou à reportagem do jornal Estado  que não havia na agenda do presidente nenhum compromisso oficial no Rio de Janeiro durante o final de semana do jogo no Maracanã. Barbosa tem residência na cidade e acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica.

 

Segundo a Corte, porém, apenas o ministro viajou de Brasília com as despesas pagas pelo STF. Os voos de ida e de volta foram feitos em aviões de carreira. 

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de maio deste ano mostrou que ministros têm usado recursos da Corte para viagens durante o recesso forense, quando estão de férias, e para levar as mulheres em diversos voos internacionais. O total gasto em passagens para ministros do STF e suas mulheres entre 2009 e 2012 foi de R$ 2,2 milhões. Neste período, Barbosa utilizou recursos da Corte para passagens enquanto estava de licença médica e não participava dos trabalhos em Brasília. Os dados oficiais foram retirados do portal da transparência do Supremo após a reportagem por supostas "inconsistências".

O Supremo diz que os ministros dispõem de uma cota para voos nacionais tendo como base uma decisão tomada em um processo administrativo durante a gestão de Nelson Jobim na presidência da Corte. Segundo o STF, a cota equivale a um deslocamento mensal para o estado de origem com base na tarifa mais alta para voos entre Brasília e Sergipe, devido ao fato de o ministro já aposentado Carlos Ayres Britto ser o integrante da corte naquele momento que morava na unidade da federação mais distante.

De acordo com o tribunal, a cota é anual e não é submetida a controle. As passagens podem ser usadas a qualquer momento, inclusive no recesso parlamentar, durante licenças, ou para viagens motivadas por interesses pessoais dos ministros.

À exceção do recém-empossado Luís Roberto Barroso, e de Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Teori Zavascki, os outros sete integrantes da atual configuração do tribunal usaram passagens áreas pagas pelo Supremo durante os recessos de julho e janeiro entre 2009 e 2012 segundo os dados que estavam no portal do próprio STF. – As informações são do jornal O Estado de São Paulo

Produção do Caldeirão do Huck da Globo contrata o filho de Joaquim Barbosa

  

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou dinheiro publico para pagar o voo até ao Rio de Janeiro  para  assistir o jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. Detalhe;  Barbosa  que tem residência na cidade,  acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal dos apresentadores tucanos  da TV Globo Luciano Huck e Angélica. Joaquim Barbosa esteve tratando de contrato de trabalho para seu filho?

Na coluna, "Outro Canal", da Folha, a notinha publicada nessa sexta feira (05), informa que:  "Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é o novo contratado da Globo. Formado em comunicação social, Felipe entrou para a equipe de produção do "Caldeirão do Huck". Procurada pela coluna, a Globo e fontes na produção da atração negaram a contratação de Felipe. Disseram que ele foi apenas fazer uma visita ao Projac, no Rio. Mais tarde, a emissora confirmou a contratação." Para quem não sabe, Luciano Huck é o melhor amigo do senador Aécio Neves. É comum ver o  senador  na casa do global em Angra dos Reis.

 

Datafolha manipulou amostragem para que resultado fosse desfavorável ao governo

Pode responder, nossa amostragem é séria

 

Por Flávio Luiz Sartori no blog http://flavioluizsartori.blogspot.com.br/

É exatamente o que mostra uma análise comparativa da amostragem do Datafolha com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, referentes a escolaridade do eleitorado brasileiro atualizados até Maio de 2013.

O Datafolha entrevistou 4.717 pessoas em todo Brasil, sendo 1.818 pessoas que representam 38,4% da amostragem com escolaridade até o Ensino Fundamental, outras 1.982 pessoas que representam 42% da amostragem com escolaridade até o Ensino Médio e 925 pessoas que representam 19,6% da amostragem total com escolaridade á nível de Curso Superior.


Essas informações referentes a amostragem usada pelo Datafolha em relação a pesquisa estão no link

https://docs.google.com/file/d/0BwNK3WsXNyivSXF0SEF2NVRVdVk/edit?pli=1 

com o relatório completo e a página onde estão citadas as cotas utilizadas pelo Datafolha com os números demarcados.

De acordo com os dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, a distribuição do eleitorado brasileiro por escolaridade é bem diferente das cotas de entrevistas utilizadas pelo Datafolha:



Como podemos constatar na tabela acima, de acordo o TSE, hoje, 7,8% dos eleitores brasileiros chegaram até o nível de Ensino Superior. O Datafolha, no entanto, trabalha com uma cota de 19,6% de entrevistas com pessoas que responderam ter Curso Superior na sua pesquisa, portanto, 11,8% acima dos números do TSE.

No mesmo relatório do Datafolha o número de entrevistados dos que responderam ter estudado até o Ensino Médio foi 42% do total da amostra, enquanto que de acordo com dados do TSE os eleitores que chegaram até o ao Ensino Médio são 34,7%, portanto uma defasagem 7,3 acima dos números do TSE.

Em relação a cota de entrevistados do Datafolha por Escolaridade que responderam na pesquisa ter estudado até o Ensino Fundamento temos 38,4% do total de 4.717 da Amostragem. Quando comparamos esta cota com os números dos dados do TSE, no Brasil são 51,9% os eleitores com escolaridade até o Ensino Fundamental, portanto uma diferença de 13,5 pontos percentuais a mais que a cota utilizada pelo Datafolha.

Comparando os estratos de entrevistas do Datafolha por Escolaridade á nível Superior e Ensino Médio, onde a amostragem foi aumentada com o resultado da pesquisa que esta no link indicado acima  na página 18 percebemos que foi nestas cotas de entrevistas é que aconteceram, de acordo com o Datafolha, as quedas na avaliação positiva de Dilma Roussef. Por outro lado, quando analisamos a cota de entrevistados com Ensino Fundamental na amostragem do Datafolha, que foi diminuída pelo instituto em relação aos números oficiais do TSE, constatamos que foi onde a avaliação do mandato de Dilma perdeu menos pontos, segundo o Datafolha.

Conclusão

A pesquisa do Datafolha esta enviesada para ter um resultado desfavorável na avaliação do mandato de Dilma Roussef, se as entrevistas tivessem sido feitas com amostragem, com os números do TSE, obviamente que a avaliação positiva da presidenta seria maior para o Ótimo e Bom e menor para o Regular, Ruim e Péssimo.

O resultado desta pesquisa esta sendo usado politicamente para tentar enfraquecer o apoio político ao Governo Federal, principalmente em relação a proposta do plebiscito pela Oposição e seus aliados na mídia tradicional, principalmente, a Folha, o Estadão e a Rede Globo.

Isso precisa ser esclarecido para a sociedade porque é uma manipulação em favor dos partidos de oposição à direita, principalmente o PSDB, o DEM e o PPS ou seu sucessor.

Obs. Pesquisas espontâneas mostram que Dilma ainda continua bem na frente. Aguardemos.

Globo e Veja, tudo a ver

Dublê da Globo é dublê de líder da Veja

Por Fernando Brito no  tijolaço 

O Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.

Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.

A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético. 

 

Apresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí em cima, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.

Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:

“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou

“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”

Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!

Ah, essa internet…

Ah, essa Veja…

PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.

Globo e Veja, tudo a ver 2

O heroi da Veja diz que bandido bom é bandido morto

Por Paulo Nogueira no diario do centro do mundo

Obtusidade? Má fé cínica? Ambas?

Faça sua escolha.

Tantos jovens brilhantes emergindo nos protestos, e eis que a Veja consegue escolher, para dar nas suas Páginas Amarelas, um certo Maycon Freitas que tem sido, justificadamente, chamado de ‘débil mental’ nas mídias sociais.

Maycon, segundo a Veja, teria se destacado nas manifestações do Rio. Wellington diria que quem acredita nisso acredita em tudo, mas o ponto não é a liderança, ou pseudoliderança, que ele possa ter exercido.

São suas ideias, cruamente expostas em sua página no Facebook.

Uma mensagem conta quase tudo.

“Marcelo Freixo, vai dar meia hora de cu com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!!!!!!”

Outra mensagem de Maycon afirma o seguinte: “Bandido bom é bandido morto”.

Maycon se declara presidente de uma certa UCC, União Contra a Corrupção.  Não se sabe direito o que ele faz quando você percorre sua página.

Numa hora, ele aparece vendendo dólares e aparelhos eletrônicos. Mas num vídeo que circula hoje pela internet ele aparece dizendo ser funcionário da Globo.

Viaja muito, e publica fotos das viagens, muitas delas sem camisa. Diz ser faixa preta de alguma luta marcial, para enfrentar pessoas maiores.

Seu heroi, claro,  é Joaquim Barbosa, o “guerreiro”.

“Fique firme, suporte com galhardia e não esmoreça jamais”, escreveu ele sobre JB. “Toda a nação depende do senhor.”

Aprecia também o promotor paulista Rogério Zagallo, que recentemente sugeriu que a tropa de choque paulistana abrisse fogo contra manifestantes do MPL.

A terra de sua adoração são os Estados Unidos. Ele vibrou quando a família do jovem acusado em Boston não encontrou cemitério. “Por isso que sou fã dos EUA. Enterrar vagabundo é o cacete. Manda pro Brasil. Aqui vagabundo tem direito.”

O Brasil é um “país de merda”, por este tipo de coisa, composto por um “povo de merda”.

Em outro texto, ele diz: “E vai tomar no cu quem é a favor de direitos humanos”.

Ele diz que é vascaíno ao publicar uma foto de uma latinha de Coca Zero com a inscrição “Flamerda”.

Teme a ‘ditadura comunista’, bem como a ‘ditadura bolivariana’,

e isso mostra que ele é, essencialmente, um homem assustado.

Importante notar: ele é irrelevante. Não influencia ninguém.

Seus posts no Facebook, pré-Amarelas, em geral não tinham nenhum comentário e nenhum “curti”.

Alguns raros tinham duas ou três manifestações, uma das quais vinha sempre de sua mulher, Cris.

Nada da mente fanática de Maycon apareceu na entrevista, feita pelo jornalista Álvaro Vale, ao qual ele agradeceu a gentileza no Facebook.

Álvaro é um jornalista de verdade? Se é, por que não confrontou Maycon com algumas de suas aberrações publicadas? Um dia talvez ele, Álvaro, se dê conta de quanto sua reputação se mancha ao fazer um jornalismo tão desonesto.

Você lê e se pergunta: é esse o Brasil que emergiu?

Só para a Veja.

Queremos um Brasil à imagem e semelhança de Maycon Freitas?

Talvez a Veja queira.

Mas os brasileiros de bem não querem isso.

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O estranho caso Globo versus Receita Federal

Por Paulo Nogueira no diario do centro do mundo

E a Globo piscou.

Admitiu que foi obrigada a pagar 615 milhões de reais à Receita Federal depois de ter sido pilhada numa trapaça fiscal.

A admissão veio numa nota oficial de extraordinário poder desmoralizante para a Globo. Mas o caso não terminou aí. A mesma fonte da Receita que vazou a informação voltou à carga com uma nova acusação explosiva: ao contrário do que a Globo disse, o acerto com o fisco não teria sido feito. A dívida, portanto, perduraria.

O caso sensacional nasceu, como seria previsível, de um blog, e não de nenhum veículo da ‘mídia independente’.

Segundo documentos publicados pelo blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário, a Globo tratou a compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002 como se fosse um investimento no exterior.

Para completar, se utilizou, na fraude, de um paraíso fiscal, as Ilhas Virgens.

Um caso tão importante foi tratado em regime de sigilo na justiça.

Como isso pôde ocorrer? Como a sociedade não teve acesso a informações tão relevantes?

É sempre assim? Ou a Globo goza de alguma proteção especial?

E o Ministério Público, como se comportou nesse caso?

Mesmo com um passivo tão forte por uma ação que daria cadeia em outros países a Globo continuou e continua a receber bilhões de publicidade dos cofres públicos: tudo bem? Não há defesa para os cofres públicos em circunstâncias assim? Nos últimos  dez anos, mesmo com audiências cadentes em todas as suas plataformas, a Globo recebeu 6 bilhões de reais de publicidade oficial.

É assim mesmo que as coisas funcionam?

Há uma série de questões que devem ser respondidas, como se vê.

Até aqui, o maior mérito vai para Rosário, do Cafezinho.

Mas também deve ser elogiado o trabalho do repórter Ricardo Feltrin, do UOL, que a partir das informações do blog fez o que a mídia deveria fazer caso estivesse realmente interessada no bem do Brasil: foi atrás do caso.

Feltrin procurou a Globo com a força do UOL. Recebeu inicialmente uma resposta-fantasia, “um eufemismo”, segundo ele. Não havia mais nenhuma pendência.

Ele retornou. Disse que queria confirmar se a Globo pagara de fato uma multa de mais de 200 milhões de reais pelo que foi classificado como uma operação irregular. A Globo então admitiu que sim. E publicou uma nota.

É presumível que, diante das novas informações de O Cafezinho, Feltrin retorne ao assunto.

Tudo Isso não pode ficar assim, naturalmente. A complexa (e amplamente conhecida) relação da Globo com os impostos  tem que ser submetida ao desinfetante da transparência.

É o interesse público que está em jogo.

Cadê a Folha, por exemplo, que diz ser um jornal a serviço do Brasil? Por que ela não cobre esse tipo de assunto? Não é todo dia que aparece uma história que envolva tanto dinheiro na Receita Federal.

Há alguns meses, uma nota cifrada da coluna Radar, da Veja, falou numa outra disputa da Globo com a Receita na casa de 2,1 bilhões de reais. Ninguém foi atrás. Nem a própria Veja, que deu a informação. Nem o editor do Radar, Lauro Jardim.

Que jornalismo é esse? Um país em que as corporações acham que podem lidar com a Receita do jeito que querem não pode funcionar.

Onde o dinheiro para construir escolas ou hospitais, ou portos e aeroportos, se a Globo e outras companhias não pagam o imposto devido?

O contribuinte tem que saber mais sobre este caso e outro.

A Globo já se pronunciou, e a fonte da Receita a desmentiu.

A Receita agora tem que se manifestar oficialmente. As circunstâncias exigem.

Termino aqui com uma frase de dom Mauro Mo

relli, bispo emérito de Duque de Caxias, no Rio. Numa entrevista que o Diário publicou hoje no Essencial, dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias, disse uma frase que deveria entrar na alma de cada brasileiro. Dom Mauro falava sobre as manifestações.

“Não há maior corrupção, disse ele, do que um sistema que estimula a desigualdade social”.

A Globo, como se viu no caso publicado pelo Cafezinho e seguido pelo UOL, é a expressão maior desse sistema de que falou o bispo. 

[[youtube?id=vmsoURWoULI]] 

A Globo se complica

Havelange e Ricardo Teixeira irrompem no caso Globo versus Receita
 
Por Paulo Nogueira no diario do centro do mundo
 
Ricardo Teixeira sempre teve tratamento vip da Globo
 
E a história da Globo versus a Receita vai ficando cada vez mais complicada. Primeiro, foi a informação divulgada pelo blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário.
 
Uma fonte da Receita Federal passou ao blog documentos que contavam uma história sensacional. Por eles, a Globo enganou a Receita na compra de direitos para a Copa de 2002. Para não pagar o imposto devido, segundo os documentos, inventou uma operação que não era a real.
 
Pilhada pela Receita, a Globo teria que pagar 615 milhões de reais – em dinheiro de 2006 – pelo ‘malfeito’, como é moda falar hoje. O UOL foi checar a história.
 
Inicialmente, recebeu um ‘eufemismo’ como resposta, contou o repórter do UOL incumbido da investigação. Depois, como ele insistisse numa pergunta específica – se a Globo fora de fato multada pela Receita –, veio a admissão.
 
Sim, fomos multados, admitiu a Globo. O UOL publicou, e a Globo postou uma nota que dizia ter quitado o que devia à Receita por conta da Copa de 2002. Viria, logo depois, pelo mesmo blog um desmentido.
 
A fonte do Cafezinho na Receita afirmou que a Globo não pagara coisa nenhuma. Um link que vai dar na Receita indica, de fato, que o caso está ‘em trânsito’.
 
Aberto, portanto, não encerrado.
 
A fonte desafiou: se pagou, então mostra o darf (o recibo). Até o momento em que é escrito este texto, a Globo não mostrara o darf.
 
Já seria o suficiente para uma compreensível pancadaria moral na Globo: sonegar é um ato de corrupção passível de prisão em muitos lugares. E a Globo se esmerou, nos últimos anos, em usar a palavra ‘corrupção’ em seus ataques às duas administrações petistas.
 
Mas viria ainda mais coisa à cena. Foi desencavada, por outro blog, o blog do paulinho, uma reportagem do Estadão de 2012. Ela relatava o cerco da justiça suíça a João Havelange e Ricardo Teixeira, então influentes na Fifa. Os dois cartolas, segundo a justiça suíça, recebiam propinas em contas no exterior para favorecer interesses poderosos. Por exemplo: garantir que a Fifa decidisse vender os direitos de transmissão de uma Copa à emissora A, e não B ou C ou qualquer outra.
 
Segundo a justiça suíça, citada na reportagem do Estadão, parte do dinheiro ganho em propinas por Havelange e Teixeira adveio exatamente do contrato de transmissão da Copa de 2002. Disse o Estadão, com base na papelada da justiça suíça: “Havelange recebeu propinas de uma empresa para garantir o contrato para a transmissão do Mundial de 2002 no mercado brasileiro.”

Quem transmitiu a Copa de 2002?

É curioso que, diante de tais fatos, a mídia brasileira não tenha se animado a investigar o caso. Perguntei hoje a Sérgio Dávila, editor executivo da Folha, se o jornal não iria fazer nada.
 
Se eu fosse jornalista da Folha, me sentiria envergonhado em saber que quem foi atrás
da história do Cafezinho foi o UOL.
 
“Estamos investigando e, se acharmos que a história se sustenta, vamos dar”, disse Dávila.
 
Um amigo retrucou quando lhe contei isso: “Quem acredita nisso acredita em tudo.”
 
Espero que ele esteja errado.
 
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Tempos ruins para a Globo; até em Londres (veja o vídeo)

Depois de ser expulsa de todas as manifestações no Brasil (onde só filmava de condomínios e helicópteros), depois de ser flagrada com sonegação de milhões de reais pela Receita Federal, agora é expulsa também das manifestações em Londres (Veja abaixo o vídeo em que a equipe comandada por Marcos Losekann é impedida de cobrir as manifestações. Perceba como a reação dele foi completamente diferente da de Caco Barcelos, que também teve a sua equipe expulsa aqui no Brasil).

Fique atento. Outras coisas estão surgindo e a Globo está em pânico. Estimulou as manifestações e deu um tiro no pé, porque os jovens já perceberam há muito tempo o que ela é. Miguel do Rosário foi o jornalista blogueiro que descobriu a sonegação da Globo. Veja esse parágrafo retirado do seu blog o cafezinho:

"A situação da Globo nessa história é a seguinte: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. A emissora diz que pagou (o dinheiro da sonegação mais multa e juros), mas não mostra o documento. No entanto, se mostrar o documento, ela confirma o seu crime contra o sistema financeiro. Se não mostrar, pior ainda: deixa no ar que está devendo mais de 1 bilhão de reais ao povo brasileiro; neste caso, deveria estar inscrita na Dívida Ativa da União e não receber mais recursos públicos". 

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